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Correio Braziliense (DF): Engarrafamento sai caro O brasileiro tem demorado cada vez mais no trânsito para chegar ao trabalho. O desperdício de tempo, sobretudo nas metrópoles, pode superar uma hora, a depender do trecho percorrido. Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceira com a Universidade de Oxford, mostra que a mobilidade urbana pune, principalmente, os habitantes das cidades mais populosas, nas quais a renda per capita é maior e a proporção de pessoas com carro, também. Nos últimos 20 anos, o tempo gasto no trajeto aumentou 4,5% no Brasil. Esse índice cresceu ainda mais em Brasília e em Belo Horizonte, 6,2% e 6,5%, respectivamente. A pesquisa mostra que, em áreas metropolitanas, o período de deslocamento do brasileiro até o trabalho saltou de 36 minutos, em 1992, para 38 minutos. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, passou de 38 minutos para 43, em média. No Distrito Federal, o tempo foi de 33 para 35 minutos, enquanto, em Belo Horizonte, variou de 32 para 34 minutos. Transformando tempo em dinheiro, a estimativa é que, ao passar 38 minutos no trânsito, o brasileiro deixe de receber R$ 6,65, o equivalente a pouco mais de meia hora de trabalho. O cálculo considera rendimento médio real em julho, de R$ 1.848,40, divulgado pela Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse valor é dividido pelas 176 horas trabalhadas no mês (44 semanais, segundo a CLT), que resulta na hora de trabalho em R$ 10,50. O técnico do Ipea Rafael Henrique Moraes Pereira destaca que o tempo de deslocamento nas áreas metropolitanas do Brasil aumentou 4% para os mais pobres, que dependem de transporte público, e 15% para os mais ricos. O levantamento revela que, com o passar dos anos, os brasileiros de maior renda aumentaram o tempo que ficam no trânsito. Até 1992, o deslocamento dessa parcela da população era nove minutos menor que o registrado pela fatia de baixa renda. Essa diferença, agora, caiu para seis minutos. “Muitas cidades estão se espraiando, o que aumenta as distâncias para todos. No caso dos ricos, os condomínios onde vivem estão ficando mais distantes”, explica. Diante desse quadro, Pereira ressalta a importância de investimentos em mobilidade, para o qual os governos têm dado pouca importância. Por isso, os recentes protestos nas ruas contra o reajuste das tarifas. Curitiba e Porto Alegre, que, nos anos 1990, investiram, mantiveram praticamente inalterado o tempo de viagem da população. “Não existe saída se não repensarmos o transporte. É praticamente impossível enxergar uma taxa de mobilidade saudável nas grandes cidades em função da pouca oferta de locomoção”, comenta. Cansados de acordar até três horas antes do expediente e ainda enfrentar filas na estação do metrô, o representante comercial Hélcio Lemos e a mulher, a publicitária Rafaela Cristine Lemos, optaram por fazer o trajeto de casa para o trabalho de carro. Mesmo assim, perdem quase duas horas no trânsito. “De metrô e ônibus é pior, porque estão sempre cheios e perdemos muito tempo esperando um veículo mais vazio”, conta Hélcio. “No fim do trajeto, já estamos bem cansados e perdemos um pouco da produtividade no trabalho, sem contar o estresse”, completa Rafaela. A vontade do casal é de transformar o tempo perdido em atividades de lazer ou em mais tempo para descansar, mas o que acontece é o inverso. “Acabamos trabalhando mais para não pegar o horário de rush. Ficamos mais tempo no emprego”, lamenta Hélcio.
Agência EFE (Espanha) - La mitad de los desempleados brasileños tiene más de once años de estudio El porcentaje de desempleados brasileños con más de once años de estudio saltó del 20 % en 1992 hasta el 50 % en 2012, según un estudio divulgado el lunes por el estatal Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA). De acuerdo con el informe, mientras que es cada vez mayor el porcentaje de los trabajadores más calificados entre los desempleados, es cada vez menor la de los que aún no concluyeron la educación primaria. "El contingente de personas dispuestas a trabajar pero que por algún motivo no consiguieron un puesto de trabajo está concentrado entre los trabajadores de mayor calificación y no lo contrario", asegura el estudio del IPEA. Los datos contradicen una de las principales quejas de los empresarios en el sentido de que Brasil carece de mano de obra calificada para varias actividades. "Hay evidencias contrarias a la noción de que el país sufre con una escasez de mano de obra calificada. Por el contrario, la oferta de trabajo calificado viene aumentando continuamente, especialmente en la última década", según el documento. El informe admite que el precio relativo de la mano de obra más calificada también viene reduciéndose gradualmente. "De esa forma, lo que Brasil sufre es con la escasez de mano de obra no calificada",agrega. "Los datos mostraron que la gran falta de mano de obra se registra en las ocupaciones poco calificadas, como por ejemplo en la agricultura, la construcción civil, el trabajo doméstico", según Marcelo Neri, presidente del IPEA. El estudio mostró que, como consecuencia precisamente a la falta de mano de obra para estas actividades, estos empleados fueron los que tuvieron un mayor aumento de la renta en los últimos años. El IPEA no descarta que algunos sectores específicos enfrenten escasez de profesionales calificados y especializados, "pero esa no es la característica del mercado de trabajo como un todo". El estudio fue elaborado con base en los resultado de la edición de 2012 del Estudio Nacional por Muestras de Domicilios, una amplia encuesta que el Gobierno realiza anualmente desde 1967 y que calculó en 2,2 millones el número de brasileños desempleados el año pasado y en 93,9 millones los ocupados. Según este sondeo, la tasa promedio de desempleo en Brasil cayó desde el 8,9 % en 2004 hasta el 6,1 % en 2012. De acuerdo con datos divulgados la semana pasada por el Gobierno, la tasa de desempleo en Brasil en agosto bajó al 5,3 % de la población activa, por debajo del 5,6 % medido en julio y la menor en lo que va del año. Para el IPEA, el mercado laboral brasileño tuvo un desempeño sorprendente el año pasado pese al bajo crecimiento de la economía del país (0,9 %) pero aún no vive la situación considerada como de "pleno empleo". "Tal vez los salarios están aumentando, lo que puede ser una señal de pleno empleo, pero los números no permiten hablar por ahora de pleno empleo en Brasil", según Neri.
O Globo (RJ): Menos interferência Fortalecimento da Agência Brasileira de Cooperação deve ser apoiada com entusiasmo ARTIGO - RUBENS BARBOSA* Recente relatório, elaborado pelo Ipea e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, reúne dados e informações sobre as principais iniciativas implementadas pelo Brasil, de forma bilateral ou multilateral, no contexto da Cooperação Brasileira com outros países em desenvolvimento. Em 2010, o país investiu aproximadamente R$ 1,6 bilhão na cooperação para o desenvolvimento, representando um aumento nominal de 91% em relação a 2009. Deste total, R$ 548 milhões foram gastos a título de contribuição para 143 organismos internacionais. Outros R$ 490 milhões tiveram como destino ações de cooperação técnica, científica, tecnológica, educacional ou ajuda humanitária. 68,1% dos processos bilaterais de cooperação foram com países da América Latina e Caribe, e 22,6% com países do continente africano. Durante a recente visita da presidente Dilma Rousseff à Etiópia para reunião da União Africana, foi criado o Grupo África para estudar medidas com vistas a ampliar a assistência técnica e de desenvolvimento do Brasil aos países daquele continente. Foi noticiado nessa oportunidade que uma das medidas em estudo pelo Governo brasileiro seria a transformação da ABC em uma autarquia, com mais autonomia e maiores recursos financeiros (da ordem de R$300 milhões. A ABC continuaria com a vinculação com o Itamaraty, embora com autonomia orçamentaria, e seria criada uma carreira própria para os funcionários da futura agencia. O fortalecimento da ABC é uma noticia alvissareira que deve ser apoiada com entusiasmo. Virá aperfeiçoar e reforçar um importante instrumento da politica externa a serviço da projeção do Brasil no exterior (“soft power”). A ABC só não pode executar sua missão de forma mais eficiente e atuante pela absoluta falta de recursos. Caso essas providências sejam tomadas, ficaria afastada a ideia de atribuir à Agência a competência para tratar de comércio internacional, com o suposto objetivo de favorecer a balança comercial do pais. Para as funções que poderiam ser atribuídas a essa nova Agência já existem outros órgãos : a Agência Brasileira de Exportações (APEX), que cuida da promoção de produtos no exterior, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que cuida de buscar investimentos produtivos e inovação, e o próprio Itamaraty. O setor externo necessita de menos interferência do governo (quase 20 Ministérios e agências interferem no comércio exterior) e mais coordenação no processo decisório. No documento Agenda de Integração Externa, recentemente divulgado, a Fiesp pede a reforma do processo decisório para tornar mais efetiva a ação do governo por meio do fortalecimento da CAMEX como ponto focal da formulação da politica de comercio exterior e da negociação externa. Para alcançar esse objetivo, a Fiesp propõe vincular a CAMEX diretamente ao presidente da Republica a fim de dar um peso politico maior no contexto da politica econômica e ampliar a coordenação interna. *Rubens Barbosa é presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp
O Globo (RJ): E a tal desindustrialização? Apesar de ter perdido espaço no emprego total a partir de 2008, o ministro Marcelo Neri exibe, hoje, no Ipea, números que mostram que a indústria tem índice crescente de trabalhadores com carteira: — O Brasil tem hoje o mesmo percentual de emprego na indústria que o observado na Alemanha (em tomo de 21%) e maior que o dos EUA (15%). É. Pode ser.
Exame.com: "Tarifa zero" pode custar até R$ 15,3 bi, diz Ipea Os três principais projetos de lei para subsídio do transporte público têm falhas e podem custar até R$ 15,3 bi, de acordo com o Ipea São Paulo - De acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão ligado ao Governo Federal, os três principais projetos de lei para subsídio do transporte público em análise no Congresso possuem falhas em sua elaboração e podem custar até R$ 15,3 bilhões aos cofres públicos. O valor foi calculado com base no número de beneficiários do Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) para programas sociais de 44 cidades com mais de 500 mil habitantes e beneficiários do bolsa família, excluindo-se a parcela da população que já possui gratuidade ou subsídio no transporte público (como idosos e trabalhadores formais). Segundo os critérios adotados pelo levantamento, até 11,34 milhões de pessoas seriam beneficiadas pelos projetos de subsídio ou gratuidade no transporte, a maioria concentrada nas grandes capitais. No entanto, o cálculo exclui estudantes não cadastrados nos programas sociais do governo federal. Se considerados o Censos Escolar e da Educação Superior, o número estimado de beneficiários estudantes seria de 13,8 bilhões a um custo de mais de R$ 16 bilhões apenas para o passe livre estudantil. O estudo leva em consideração três projetos de lei em tramitação no congresso selecionados com base na conformidade com a pauta das reivindicações das manifestações de junho deste ano, abrangência social e na rapidez em que passaram a ser analisados após os protestos. Em alguns casos apresentados pelo Ipea, a média de tempo entre as movimentações do projeto de lei caiu de 42 dias antes das manifestações para um dia e meio após o dia 17 de junho, dia em que as manifestações ganharam maior tamanho e visibilidade. No caso do PLS 248/2013 proposto pelo presidente do Senado Renan Calheiros logo após as manifestações, o projeto foi votado e aprovado em apenas dois dias em regime de urgência. Os três projetos em questão propõem políticas como o Vale Transporte Social (PL 2965/2011), gratuidade para estudantes (PLS 248/2013) e desoneração do transporte público urbano (PL 310/2009), este último visto como o de maior possibilidade de aprovação de acordo com o estudo realizado pelo Ipea. O levantamento feito também leva em consideração o projeto de emenda constitucional 90/2011, de Luiza Erundina, que torna o acesso ao transporte público um direito social. De acordo com o Ipea, os projetos Vale Transporte Social e Passe Livre para estudantes falham ao não discriminar os beneficiários destes subsídios. No caso do VT Social, que usa como base de beneficiários o Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) para beneficiários de Programas sociais, o estudo aponta para a falta de caracterização das necessidades reais de deslocamento e de identificação precisa dos beneficiários a partir do CadÚnico. "A generalidade dos termos deste PL pode levar a dificuldades em estabelecer o valor do subsidio e o impacto da sua possível aprovação como lei", afirma o relatório divulgado nesta quinta-feira. Em relação ao Passe Livre para estudantes, o estudo do Ipea alerta para a ausência, assim como no VT Social, de menção à uma política nacional de mobilidade ou princípios que liguem os projetos à acessibilidade. "Novamente fica clara a intenção do legislador em instituir a gratuidade, apontando a fonte de recurso, como define atualmente a legislação, mas não tratando da mobilidade", revela o documento que alerta para o aumento no número de usuários e viagens observados em casos analisados em outros países e para a necessidade de investimentos na melhoria do sistema devido anteriores à gratuidade. Visto como o projeto com maiores chances de ser aprovado, o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano, que visa à desoneração do transporte público, também é criticado. O relatório aponta para a falta de clareza do projeto de lei para especificar que a isenção de tributos deve ser destinada à redução da tarifa cobrada dos usuários. "Considerando que essa cadeia de fornecedores/produtos (do transporte público urbano) é oligopolizada e em diversos casos bastante longa, corre-se um risco maior da margem de desoneração, no médio e longo prazo, ser convertida em aumento da margem de lucro anulando o ganho dos usuários", alerta o estudo.
Estadão.com: Inflação e geração morna de empregos pioram efeito câmbio A mais grave seca nos EUA em 40 anos, com alta nos preços das commodities, também afeta cenário para o País A alta do dólar em si não é um problema. O que incomoda são as condições em que ela ocorre. Não veio sozinha, mas ao lado de um crescimento econômico morno, com a geração de emprego em desaceleração e, pior, de uma inflação já pressionada. Esse é o componente que mais preocupa. O economista Bráulio Borges, da LCA Consultoria, explica que, já no ano passado, o real perdeu 15% de seu valor, passando de R$ 1,80 para R$ 2. Isso aconteceu porque o governo agiu para evitar que o dólar fizesse o real se valorizar ainda mais. O objetivo era proteger a indústria nacional, que perde competitividade em exportações se o real fica forte. O problema, segundo Borges, é que o momento foi errado. Ocorreu junto com a pior seca no mercado americano em 40 anos, quando os preços das commodities subiram, e gerou um surto inflacionário no final de 2012. Espiral. No primeiro semestre deste ano, o País entrou na espiral inflacionária - inflação que gera inflação pelos reajustes, já que o Brasil ainda tem muitas contas indexadas. No caso da indústria, é o reajuste dos salários dos trabalhadores que por sua vez gera reajustes de preços. Em um encontro com jornalistas em meados de agosto, Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú Unibanco, contextualizou esse efeito para o momento atual do País. Em condições normais de temperatura e pressão, não haveria nenhum problema com a atual trajetória do câmbio. "Um câmbio depreciado teria o benefício de estimular a economia", disse Goldfajn. O problema é que agora qualquer ponto porcentual de alta vai fazer com que a inflação fique acima da meta, o que minaria a confiança dos investidores, das empresas e das famílias. Há outro diferencial neste momento: a alta ocorre em circunstâncias globais atípicas. Diferentemente do passado, não é puxada por uma crise internacional, como a derrocada dos Tigre Asiáticos em 1997 ou o efeito tequila gerado pelo México em 1994. Reflete, na verdade, uma notícia boa: a expectativa de recuperação da economia americana. Seguindo uma trajetória igualmente diferente, a cotação não explode. Sobe de forma persistente. Na mesma medida, os repasses não são instantâneos, mas homeopáticos. "Não é uma crise cambial, é um rearranjo global, sem os efeitos dramáticos que vimos em outros momentos de instabilidade cambial, mas que vai nos afetar", diz Fernando Ribeiro, coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A questão é que na prática não temos como prever até onde vai valorização do dólar, nem o momento, a intensidade e a extensão do impacto sobre a inflação." Repasse. Na média, os economistas estimam que a cada 10% de desvalorização do real, a inflação sobe 0,5 ponto porcentual. Para ocorrer o repasse, é preciso que a moeda se fixe no novo patamar, e o repasse acontece de três a seis meses depois. Outros fatores precisam acompanhar o dólar, como a alta dos preços das commodities internacionais e o nível de atividade. Se os preços das commodities caem, podem eventualmente segurar o efeito inflacionário do câmbio, como aconteceu logo após a crise de 2008, segundo explica o economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Modenesi./ A.S. e JOSETTE GOULART
Brasil Econômico (SP): Mantega discute com centrais o impacto da rotatividade De olho no forte aumento das despesas do governo como seguro-desemprego e como abono salarial, ministro conversa com entidades dos trabalhadores para tentar entender o que vem causando esse gasto excessivo Patrycia Monteiro Rizzotto O ministro da Fazenda, Guido Mantega, suspeita que uma das causas para o aumento das despesas públicas esteja na rotatividade da mão de obra brasileira. Ontem, Mantega reuniu com representantes de centrais sindicais pela manhã em São Paulo para discutir o crescimento nos gastos do governo federal como pagamento de seguro- desemprego e abono salarial que, juntos, vão totalizar uma despesa de R$ 47 bilhões este ano — um montante que corresponde a 1% do PIB do país. “O governo está preocupado em conter gastos, sobretudo quando alcançam certo patamar. Queremos identificar se o aumento com as despesas do seguro-desemprego está sendo em benefício dos trabalhadores ou, se por trás disso, há problemas como aumento da rotatividade ou de fraudes que possam ser cometidos por empresários”, afirmou Mantega, mencionando que o governo supõe que pode haver fraudes, com anuência dos patrões, que demitem seus empregados e os recontratam após eles receberem o benefício. Na próxima quinta-feira, o ministro e os representantes das centrais se sindicais vão se reunir novamente para aprofundar a questão e buscar soluções. “Nós colocamos para o ministro que queremos discutir todo o arcabouço sobre o emprego no Brasil. Não há nenhuma decisão tomada hoje, mas na próxima reunião técnica vamos trazer propostas”, declarou Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Embora o país tenha um nível de emprego alto, há grande rotatividade, esse é um dos motivos que causam desnivelamento no seguro-desemprego”, disse Freitas,mencionando ainda que nos próximos encontros os representantes das centrais sindicais querem discutir ainda outros temas da pauta trabalhista,como o fim do fator previdenciário, a lei da terceirização e a saúde financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Estudo da empresa de recrutamento Robert Half indica que o Brasil é o campeão mundial de rotatividade de funcionários. A pesquisa diz que no país, o turnover aumentou 82% nos últimos três anos, mais que o dobro da média mundial, de 38%. Recente estudo realizado pelo Ipea mostra que a rotatividade da mão de obra no mercado de trabalho formal brasileiro atinge principalmente os jovens trabalhadores, com idade entre 15 e 24 anos. “Para contornar a falta de experiência, esse grupo social acaba aceitando empregos que não considera ideais, apenas para se inserir no mercado e já pensando na próxima colocação”, explica Carlos Henrique Corseuil, diretor-adjunto de Estudos e Políticas Sociais do Ipea. De acordo com o especialista em relações no trabalho José Pastore, a própria legislação brasileira favorece a rotatividade de mão de obra. “Se flexibilizassem as regras de saque do FGTS e remunerassem bem o fundo seria possível reduzir os custos como seguro-desemprego”, diz, mencionando que uma boa saída seria atrelar o FGTS ao seguro-desemprego, permitindo a gestão e o saque pelo mesmo instituto. Mantega vai reduzir desembolsos do BNDES Aos jornalistas, Mantega afirmou que governo planeja reduzir em cerca de 20% os empréstimos do BNDES no ano que vem para fortalecer as finanças e diminuir o déficit orçamentário. A redução por parte do banco, cujo portfólio é de US$ 232 bilhões - 60% maior que o do Banco Mundial - seria uma resposta à preocupação levantada pelo Moody’s Investor Service e pela Standard Poor’s de que os empréstimos públicos estão aumentando a dívida pública brasileira. No acumulado janeiro a julho de 2013, as consultas ao BNDES acumularam R$ 145,1 bilhões, alta de 4% ante igual período de 2012. Nos últimos doze meses, encerrados em julho, as consultas atingiram R$ 317,5 bilhões, crescimento de 37% se comparado ao período anterior. ROTATIVIDADE R$ 47 bi É o montante total que deve ser repassado pelo governo federal para arcar com o pagamento das despesas do seguro-desemprego e o abono salarial este ano. 82% Foi o percentual de aumento do turno verde funcionários no Brasil nos últimos três anos. O país é campeão mundial de rotatividade mão de obra, segundo estudo da Robert Half.
Valor Econômico (SP): Taxa alternativa eleva total de desempregados  Por Camilla Veras Mota | De São Paulo Quase um milhão e meio de desempregados no Brasil está fora do radar das estatísticas oficiais - eles são principalmente aqueles que respondem aos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que não estão procurando emprego, mas estão disponíveis e gostariam de trabalhar. Como não procuram, não são considerados parte da População Economicamente Ativa (PEA). Um estudo apresentado no último boletim regional do Banco Central trouxe medidas "alternativas" de desocupação, que incorporavam parte desse contingente ao total de desempregados. Pelos cálculos do BC, a taxa de desemprego poderia ser quase três pontos percentuais superior àquela calculada pelo IBGE, o que poderia trazer um alívio na pressão que o mercado de trabalho exerce sobre a economia, especialmente sobre os salários. Alguns especialistas avaliam que o volume de pessoas em desemprego oculto, como se diz, é grande demais para ser desprezado - afinal, eles representam um grupo de tamanho semelhante ao dos desempregados "assumidos". Outros relativizam seu impacto na atividade por conta da baixa qualificação do grupo e afirmam que seriam necessárias políticas públicas de longo prazo para que essas pessoas que, em uma definição grosseira, desistiram de procurar emprego, tivessem chance de se inserir ou voltar ao mercado. Os cálculos alternativos do BC levam em conta parcelas da população que não são contabilizadas entre os desocupados na Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE. Os "desalentados", que não procuraram emprego até um mês antes da semana da pesquisa, e os "marginalmente ligados à população economicamente ativa" fazem parte, de acordo com a divisão do IBGE, da População Não Economicamente Ativa (PNEA). Levando em consideração os dois grupos, a taxa de desocupação no mês de maio, segundo o banco, teria sido de 8%, 2,6 pontos percentuais a mais do que registrou a PME no período. Dados do próprio IBGE mostram que, dentro da PNEA, nesse mesmo mês, 1,5 milhão de pessoas declararam que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis para aceitar uma vaga no mercado de trabalho. Pela metologia - que segue normas internacionais -, como essas pessoas não estavam, efetivamente, procurando emprego, elas não foram incorporadas à lista de desempregados do país. Nem os economistas, nem o trabalho do Banco Central sugerem que o IBGE está subavaliando o desemprego. Ele ressalvam, inclusive, que o instituto segue metodologias internacionais. A questão é a influência desse contingente sobre o mercado de trabalho. Para Gabriel Ulyssea, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esse contingente seria mais facilmente absorvido há cerca de um ano, quando o mercado de trabalho estava mais aquecido. Caso ingressasse agora na População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, se saísse do estado de desalento e passasse a procurar emprego de forma sistemática, o grupo surtiria efeito diferente na atividade. "Haveria aumento do desemprego em um primeiro momento e, posteriormente, redução dos salários. No estado em que a economia se encontra agora, não é certo que todos conseguiriam se posicionar no mercado", diz ele. Ainda assim, o economista acredita que há espaço para ampliar no Brasil a taxa de participação - a proporção de pessoas em idade ativa que está de fato ocupada ou à procura de emprego. Para ele, seria possível elevar em até quatro pontos percentuais a relação, que chegou a 57,2% em julho, de acordo com os últimos dados da pesquisa do IBGE. Para Lúcia Garcia, coordenadora da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (PED-Dieese), a parcela de brasileiros em desalento ou marginalmente ligados à PEA tem um "volume razoável" e por isso ñão pode ser desprezada. A pesquisa de emprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Dieese, que observa esses grupos através do cálculo do desemprego oculto, mostrou que eles responderam por 2,3 pontos percentuais da taxa total de desemprego apurado pela instituição em julho, de 10,9% para op conjunto das regiões pesquisadas. "Houve uma recuperação expressiva do mercado de trabalho entre 2004 e 2010, mas percebemos que o desemprego aberto reduziu em velocidade maior que o oculto", conta Lucia. O Dieese desagregou, a pedido do Valor, os dados do desemprego oculto no conjunto das seis regiões analisadas pela pesquisa. Os números mostram que, do total, 33,9% são chefes de família e 36,9% são filhos; 64,4% têm entre 18 e 39 anos e 26,2% têm mais de 40 anos. Ainda, 28,1% não terminaram o ensino fundamental, 26,5% têm ensino médio incompleto e 39% têm ensino médio completo ou ensino superior.
Infolatam (Chile): Apreciación de dólar ante real no beneficiaría exportaciones Las claves Edison Benedito da Silva Filho, técnico en planificación del estatal Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA), indicó que hay todavía un espacio para que las oscilaciones cambiaras sean determinantes en la industria. El presidente de la Asociación de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, indicó que el sector espera un déficit comercial de 2.000 millones de dólares en 2013, el primero en trece años. La fuerte valorización del dólar frente al real en las última semanas, a pesar de los esfuerzos diarios del Banco Central con operaciones de cambio para evitar la devaluación de la moneda local, no debe beneficiar las exportaciones brasileñas, según opinaron analistas consultados por Efe. El “billete verde” llegó a alcanzar en agosto una cotización de 2,45 reales, la mayor en los últimos cuatro años. Edison Benedito da Silva Filho, técnico en planificación del estatal Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA), indicó que hay todavía un espacio para que las oscilaciones cambiaras sean determinantes en la industria. “No se reajusta el precio de exportación de un día para otro y eso va a demorar algunos meses para que estos precios sean repasados” a los importadores, citó el analista. Según da Silva Filho, “como el Gobierno tiene metas de inflación y se responsabiliza jurídicamente a cumplirlas no hay como ignorar estos indicadores y dejarlos en una trayectoria libre”. El presidente de la Asociación de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, indicó que el sector espera un déficit comercial de 2.000 millones de dólares en 2013, el primero en trece años. “En este momento existe un nuevo proceso de devaluación del real, pero es probable que no cause impacto para la exportación de la industria, ya que no hay tiempo suficiente para conseguir producir, vender y embarcar (excedentes) este año”, declaró de Castro, para quien los efectos positivos se sentirán sólo en 2014. El presidente de AEB consideró que a pesar de la tasa de cambio “mejorar”, no es la ideal, debido a las variaciones cambiarias y aunque muchos productores retoman las exportaciones, algunos considerarán un valor menor en sus operaciones para evitar pérdidas. Da Silva Filho, en tanto, pidió “cautela” al Gobierno en su política cambiaria. “Es difícil precisar una tasa de cambio óptima para el país. Lo principal en este asunto es la velocidad de ajuste”, puntualizó.
Valor online: Risco de 'apagão' de engenheiros diminui Camilla Veras Mota O ritmo lento de recuperação de economia e a conclusão de algumas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Copa e Olimpíada - além do atraso no programa de concessões - afrouxaram o gargalo de mão de obra qualificada entre engenheiros, avaliam entidades representativas do setor, como o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP). Além do esfriamento da demanda, a oferta tem crescido em ritmo mais acelerado nos últimos anos, ressalta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre 2002 e 2011, o número de concluintes em cursos de engenharia dobrou e chegou a 42 mil. O total de matriculados foi multiplicado por três no período e passou de 600 mil. O presidente do Confea, José Tadeu da Silva, afirma que o crescimento "de certa forma discreto" do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não confirma a previsão de expansão da economia sinalizada há dois anos e que, por isso, não há mais déficit de profissionais no mercado. "Com o desenvolvimento abaixo da taxa de crescimento potencial, a demanda por engenheiros está equilibrada, ao contrário do cenário apontado em 2010", completa. A entidade tem 618 mil engenheiros registrados. Para Francisco Kurimori, presidente do Crea-SP, "nunca faltou mão de obra". O crescimento de 7,5% do PIB em 2010, ele diz, fomentou o temor de que o número de engenheiros disponível no mercado não daria conta de um avanço em patamares semelhantes nos anos seguintes. "Como vivemos crises nas três décadas anteriores, muitos engenheiros estavam naquela época fora do mercado, atuavam em outras áreas", explica. Para avaliar a demanda atual do mercado por engenheiros na área civil, o Crea-SP, que concentra 40% dos profissionais registrados no conselho em todo o país, tomou como base a média diária de Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), que são expedidas sempre que um engenheiro assina uma nova atividade. Segundo Kurimori, desde o ano passado elas voltaram para os patamares anteriores a 2010, entre 3,8 mil e 4 mil. Um dos setores mais afetados pelo aumento da demanda por engenheiros nos últimos anos, a construção civil não reclama de falta de mão de obra. Haruo Ishikawa, vice-presidente de relações capital-trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), afirma que, em 2010, faltavam empregados em praticamente toda a cadeia da construção, do operacional à engenharia. "Mas o setor recuou junto com a economia", avalia. O mercado de trabalho ainda é positivo para os engenheiros civis, mas os empresários, segundo Ishikawa, não têm expectativa de que a atividade melhore no curto prazo. Em 2010, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou o estudo "Escassez de engenheiros: realmente um risco?" em que defendia que, mesmo que a economia crescesse nos anos seguintes "à taxa modesta" de 3%, não haveria apagão desse tipo de mão de obra. Sob esse ritmo, entre 2009 e 2012 o país precisaria de 50 mil novos engenheiros. Se a variação do Produto Interno Bruto (PIB) chegasse a 7% ao ano, o número subiria para pouco mais de cem mil. Um dos autores do estudo, o economista Divonzir Gusso reitera que os estoques de engenheiros já naquela época estavam dando conta dos empregos disponíveis no mercado. Ele ressalta que, além de a economia estar crescendo a taxas ainda mais baixas que as mínimas previstas no estudo, o número de engenheiros formados nos últimos anos tem aumentado expressivamente. Os 19,6 mil concluintes em 2002 transformaram-se em 42 mil em 2011, de acordo com os últimos dados do Ministério da Educação (MEC) - número bem maior do que a média de novos profissionais ingressantes no mercado por ano entre 2009 e 2012 esperada pelo Ipea, de 27 mil. Gusso estima que o número de profissionais no país chega quase a 800 mil hoje. Do total, cerca de um terço desempenha funções efetivamente ligadas à engenharia. Dos 42 mil formados em 2011, cerca de 30% concluíram cursos ligados a eletricidade, energia, eletrônica e automação; 20%, engenharia civil; 14%, mecânica; 6% na área de química, e o mesmo percentual em alimentos. Apenas 477 graduaram-se em engenharias naval e aeronáutica. O aumento expressivo da remuneração desses profissionais nos últimos anos, para o economista, foi consequência do incremento da demanda, mas decorreu também de um movimento de valorização dos salários da categoria. "O trabalhador brasileiro era muito mal pago", avalia. Analisando o ordenado de carreiras de engenharia nos últimos anos, o economista verificou que recentemente a diferença entre os salários de admitidos e desligados tem diminuído bastante. "Isso significa que os salários devem se estabilizar nesses patamares e que não há excesso de demanda", conclui. Entre as 14 profissões cujos salários são pelo menos o dobro da média das carreiras para profissionais com diploma de nível superior, de R$ 3,3 mil, há cinco engenharias, entre elas a mecânica, a de minas e a metalurgista. As informações foram tiradas dos dados desagregados da pesquisa "Perspectivas profissionais - nível técnico e superior", publicada, por sua vez, em julho deste ano. "A tendência é que o nível de emprego pra essa carreira se mantenha estável no curto prazo", avalia. Para o diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, José Roberto Cardoso, a relativa estabilidade na demanda por engenheiros no país só se verifica porque técnicos e profissionais de outras áreas têm desempenhado funções de engenheiros. Ele questiona também a qualidade daqueles que têm ingressado no mercado recentemente e diz que apenas um quarto dos engenheiros tem boa formação, de acordo com a avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado pelo Ministério da Educação (MEC) - e do qual a USP participará apenas a partir deste ano. Através de sua assessoria de imprensa, o MEC destacou que, pela primeira vez na história do ensino superior no Brasil, o número de calouros em engenharia superou o de direito. Em 2011, do total de ingressantes em cursos superiores no país, 9,7% entraram em engenharia e 8,5% em direito. No ano anterior, as proporções eram de 8,3% e 9%, respectivamente. Em 2011, foram 601.447 matrículas em engenharia. Do total de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), 17% são em cursos de engenharia (163 mil). O MEC afirma, porém, que os índices de vagas de engenharia por 10 mil habitantes no Brasil estão "muito abaixo" da de países como Alemanha e Coreia do Sul e que manterá os esforços para ampliar o número de vagas na carreira e diminuir a evasão. José Tadeu, do Confea, ressalva que, apesar de não haver déficit, é preciso levar em conta, para ponderar a oferta de profissionais duas questões, a necessidade de atualização de muitos engenheiros que passaram anos ausentes do mercado, desempenhando outras funções, e a concentração em determinadas regiões. De acordo com o Confea, há no Brasil 6,1 engenheiros para cada mil habitantes. No Maranhão, a relação é de 1,4 engenheiros por mil habitantes; no Rio de Janeiro, de 9,1. Ainda segundo a entidade, há menor oferta de mão de obra em alguns setores específicos - "na área tecnológica nacional, de forma pontual, em segmentos como gás, petróleo e minério e tecnologia da informação". A importação de mão de obra estrangeira, por sua vez, é ainda pouco significativa, apesar de crescente. No primeiro semestre de 2013, foram emitidos pelo Confea 50 registros para diplomados no exterior. No mesmo período de 2012, foram 27 registros; no primeiro semestre de 2010, 11.
Brasil Econômico (SP): Geração de emprego deve cair Estudo do Ipea mostra que números de 2013 não devem repetir o bom resultado registrado no ano passado Redação O país dificilmente terá uma geração de emprego maior do que a do ano passado, de acordo com o 55° Boletim Mercado de Trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentado ontem, com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos primeiros seis meses de 2013 foram abertos 272 mil novos postos de trabalho, mas o número é o mais baixo dos últimos anos, já que, no mesmo período em 2012, foram gerados 437 mil vagas e, em 2011, mais 513 mil. A julgar pela taxa de ocupação, embora julho apresente uma alta de 0,7% com relação ao mês anterior, ao longo do segundo semestre deste ano o indicador não deve repetir a melhora expressiva que teve no final de 2012. De acordo com o Ipea, os efeitos da redução de ritmo da atividade econômica em 2011 e 2012 se fizeram sentir no mercado de trabalho na primeira metade deste ano. Somente a redução da informalidade se manteve como aspecto positivo no período, com queda de 0,9% em relação a igual período no ano passado. Todos os outros indicadores, como a taxa de ocupação e a renda média, tiveram redução no ritmo de crescimento. Na contramão dos últimos anos, o desemprego apresentou tendência de alta e chegou a 6% em junho. Na média do primeiro semestre, a taxa foi de 5,7%, ainda inferior em 0,2 ponto percentual à taxa média do mesmo período de 2012. A redução do desemprego, no entanto, mostra uma desaceleração quando comparada aos primeiros semestre de 2012 e 2011, de 0,5 e 1,0 ponto percentual, respectivamente. Para o coordenador do boletim do Ipea, Carlos Henrique Corseuil, ainda é uma das menores taxas da história: "Se não for boa, podemos dizer que é bastante razoável". Já o rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.875,20 — o que representou alta de 1,5% com relação ao primeiro semestre de 2012. Em termos reias (descontada a inflação do período), o rendimento subiu apenas em janeiro e em fevereiro, e caiu para R$ 1.848,40 em julho. Para os pesquisadores do Ipea, a queda no poder de compra do trabalhador pode afetar o consumo das famílias, que sustentou a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. "Precisaremos de outras fontes de aquecimento para a economia. No resultado parcial do PIB, exportações e investimentos têm sido os substitutos do comércio interno", disse Corseuil. O coordenador do boletim do Ipea, no entanto, é otimista para os próximos anos. "Tudo indica que o fraco desempenho do mercado de trabalho é uma reação tardia à conjuntura negativa do ano passado. Como presenciamos uma retomada da atividade econômica, acreditamos em resultados melhores no futuro", disse Corseuil. Para o pesquisador, uma explicação para o desempenho ruim da renda são as negociações salariais frustradas do ano passado que, em muitos casos, não conseguiram acompanhar a inflação. Usando os dados da Pesquisa Mensal de Emprego sobre o comportamento da variação do nível de ocupação em diferentes atividades, a análise mostra que houve uma queda no setor de construção civil em 2013, com variação negativa de mais de 2%, depois de ter registrado crescimento de 5,6% no primeiro semestre do ano passado.
FOLHA.COM (SP): Estagnação de gastos da União em saúde explica pressão política por novas regras Os gastos públicos em saúde estão em expansão nos governos estaduais e nas prefeituras desde a década passada, mas ficaram quase estagnados no âmbito do governo federal. A disparidade explica a atual pressão política por uma nova regra para as aplicações da União no setor. O governo Dilma Rousseff negocia agora uma proposta que reserva a essa finalidade 10% das receitas. De acordo com estudo publicado em julho pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os desembolsos dos Estados e dos municípios passaram por uma escalada desde o ano 2000, quando foram definidos os patamares mínimos de gasto em saúde para cada esfera de governo. Saltaram do equivalente a 1,16% do Produto Interno Bruto, há 13 anos, para 2,16% em 2011. Em valores corrigidos pela inflação, de R$ 13 bilhões para R$ 42 bilhões, nos governos estaduais, e de R$ 22 bilhões para R$ 30 bilhões nos municipais. No mesmo período, os gastos federais foram de 1,73% para 1,75% do PIB (R$ 72 bilhões em 2011), oscilando em torno desses percentuais sem tendência definida. Faz sentido concentrar essas despesas nas mãos de governadores e prefeitos, que lidam mais de perto com as demandas da população. O problemático é que o gasto público nacional no setor permanece pequeno para os padrões internacionais. Enquanto os governos brasileiros destinam 3,9% do PIB à saúde, países que também contam com atendimento universal (disponível a todos), caso de França, Alemanha e Espanha, gastam em torno de 6% do produto. Se há argumentos e pressão política pela elevação das despesas, a tendência é que a conta seja assumida, daqui para a frente, pela União, porque não resta mais muito espaço nos orçamentos estaduais e municipais. Mais difícil é imaginar de onde sairá o dinheiro adicional, porque a saúde disputa verbas do orçamento social com a Previdência e a assistência, cujos encargos também tendem a subir com o envelhecimento da população.
Agência Câmara: Ipea destaca desigualdade como característica das grandes metrópoles O relatório da comissão especial do Estatuto da Metrópole deverá ser apresentado durante a Conferência das Cidades, marcada para os dias 20 e 24 de novembro deste ano A desigualdade entre a periferia e a cidade principal nas grandes metrópoles foi uma das principais características destacadas na audiência pública promovida, nesta terça-feira (10), pela comissão especial que analisa o Estatuto da Metrópole (PL 3460/04). O diretor-adjunto de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Bernardo Furtado, explicou que a periferia contribui com mão-de-obra, mas fica com os piores problemas de engarrafamento, violência e falta de serviços públicos de qualidade. Existem atualmente no Brasil 64 regiões metropolitanas onde vivem 52% da população. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 12 centros metropolitanos (cidades de grande porte com forte relacionamento entre si e várias áreas de influência), 70 capitais regionais (relacionam-se diretamente com as metrópoles e influenciam um grande número de municípios) e 179 centros sub-regionais (possuem serviços e atividades menos complexas com áreas de atuação mais reduzidas) segundo dados do Censo de 2010. O pesquisador do Observatório das Metrópoles e o pós-doutorando do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Juciano Ribeiro destacou que 52% da população brasileira vive nos grandes centros urbanos, totalizando 99,2 milhões de pessoas. Mesmo assim, ressaltou o pesquisador, as regiões metropolitanas têm uma variação muito grande de população, como em São Paulo, tendo o menor município 1,2 mil habitantes e o maior, 15,9 milhões de habitantes. Papel dos municípios Bernardo Furtado defendeu uma conscientização para melhorar a distribuição dos papeis entre os municípios das regiões metropolitanas. "Os pólos das regiões metropolitanas têm que arcar com a responsabilidade das suas periferias. A gente está focando nas funções públicas de interesse comum, mas elas não precisam ser necessariamente as mesmas para todas as regiões metropolitanas." O secretário nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, destacou que os problemas nas regiões metropolitanas foram causados pela falta de planejamento. “Para evitar a proliferação das regiões, é preciso definir de maneira técnica e de forma permanente quais são os critérios para essa definição.” Transporte público O relator da comissão especial, deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), afirmou que é preciso definir o que são regiões metropolitanas e traçar diretrizes no Estatuto das Metrópoles para que os problemas atuais possam ser solucionados. Ele lembrou que uma das bandeiras das manifestações ocorridas em todo o País desde junho é justamente o transporte público. "Há um custo elevado para a população e um serviço extremamente precário para pessoas que demoram duas, duas horas e meia, às vezes, três horas para se deslocar de casa para o trabalho e depois mais uma jornada dessa do trabalho para casa." Conferência das Cidades Zezéu Ribeiro informou que o relatório da comissão especial deverá ser apresentado durante a Conferência das Cidades, que vai ser realizada entre os dias 20 e 24 de novembro deste ano.
Portal G1: Jovens têm dobro de facilidade para arrumar emprego que mais velhos No entanto, 70% permanece menos que um ano na mesma empresa. Em Marília, gerente de empresa começou como recuperador de crédito. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que os jovens têm facilidade de entrar no mercado de trabalho. Mas para a maioria deles falta paciência para aguardar as oportunidades de conquistar novos cargos. Somente 30% dos jovens permanecem no emprego por mais de um ano. O levantamento também revelou que os jovens tem o dobro de facilidade de conseguir um emprego do que as pessoas mais velhas. Mesmo com pouca experiência no currículo, Carlos Bonsante, de 21 anos, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada em Marília (SP). "Por ser jovem achei que ia ser bem difícil. Pela idade não achava que teríamos tanta responsabilidade", disse. Já a recuperadora de crédito, Ingrid Oliveira, acabou de se formar em direito. Na bagagem traz apenas experiências de estágios. Mas isso também não impediu que ela conseguisse um emprego com carteira assinada. "A pessoa tem que ter um comprometimento e vontade mesmo de trabalhar, além de ter uma certa capacitação, que no caso, a empresa fornece para nós". Responsável por selecionar funcionários para trabalhar na empresa, a psicóloga Elizancris Araújo, diz que o mercado está aberto e basta mostrar interesse e comprometimento para conseguir uma vaga. "Fazemos um processo seletivo baseado na competência do candidato, onde avaliamos as habilidades desse candidato, como comportamentais, capacidade de solucionar problemas, foco em resultado, relacionamento interpessoal", avisou. Já em relação às pessoas mais velhas, apenas 40% delas não completam um ano na empresa. Quem trabalha na área de Recursos Humanos e lida diretamente com quem está começando a carreira, informa que isso acontece porque muitos jovens não têm paciência de esperar as oportunidades. "Se uma empresa não oferece aquilo que eles estão procurando o que eles estão buscando, que é realização profissional, salarial, eles vão sim, migrar para outra empresa, justamente por causa de salário ou uma oportunidade melhor", alertou a consultora Definitivamente, esse não é o caso de William Andrade. Ele trabalha em uma empresa há anos. Ele começou como recuperador de crédito e alcançou o cargo de gerente de operações. Na opinião dele, disposição para trabalhar é o segredo para o crescimento profissional. "Tenho orgulho disso porque iniciei cedo. Tive as oportunidades, a empresa me abriu essas portas e fiz por merecer onde estou hoje. Acredito que o trabalho, a dedicação e o comprometimento para com a empresa fizeram essa diferença".
Folha.Com (SP): Maior renda traz inflação, mas diminui desigualdade Não estão claros os impactos do aumento da remuneração do trabalho, especialmente o menos qualificado. Pelo lado pessimista, o aumento real nos salários alimenta a inflação. No curto prazo, as empresas assumem o custo com reduções na margem de lucro, mas; no médio prazo, a tendência é que esse custo seja repassado aos preços. O fenômeno preocupa o Banco Central. Há poucos meses, seu diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton Araújo, disse que a alta de salários acima da produtividade é insustentável: "O ganho é nulo. Só teremos inflação". Pelo lado das empresas, o maior peso da folha salarial também reduz o dinheiro disponível para investir, impactando negativamente no PIB. Pelo lado otimista, espera-se que em algum momento a melhor qualificação comece a aumentar a produtividade do brasileiro. Nesse caso, o impacto no PIB é positivo. Já há discussão sobre por que isso não tem acontecido. Algumas explicações envolvem a baixa qualidade do incremento na educação o aumento "nominal" dos anos de instrução não significa um aumento "real" na competitividade e os entraves competitivos do país, que serviriam de freio a esse potencial. "Estamos criando um grupo para tentar entender como a renda sobe 8% e o PIB segue parado", diz o economista Marcelo Neri. "Com dizia Tom Jobim, o Brasil não é para amadores. É complexo." A produtividade do brasileiro é um quinto da produtividade do americano e está estagnada nesse valor. Outra consequência positiva é a redução da desigualdade. Em 2012, segundo a Pnad, puxados pelo aumento da renda, 3,5 milhões de pessoas saíram da pobreza. Restam 15,7 milhões -pobreza é renda de até R$ 150 por mês. Mais 1 milhão saiu da extrema pobreza (R$ 75 por mês). Agora, são 6,5 milhões. Por fim, há duas consequências mais ligadas à sociologia e à política. Com o aumento da instrução, é possível que o país tenha de aprender a lidar com a menor utilização de profissionais pouco qualificados --como no exterior, menos empregados domésticos, frentistas e ascensoristas. Na política, a renda tem impacto eleitoral muito mais direto do que o PIB, que tem consequências no longo prazo, menos perceptíveis pelo eleitor.
Diário de Campos (PR): Defensoria Pública já está sendo implantada Equipe da Defensoria Pública do Estado do Paraná esteve em Castro ontem para patrimoniar os móveis que já estão na sala que vai funcionar a Defensoria Pública no município - junto à Secretaria Municipal da Família e Desenvolvimento Social. A equipe ainda fez o levantamento para sinalização visual da sede, assim como apontar as necessidades de adequações. A implantação da unidade acontece em parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Castro, que cedeu o espaço para instalação da Defensoria. O administrador geral de administração da Defensoria Pública do Estado do Paraná, Daniel Aragão, explica que, a contratação dos 95 defensores públicos que foram aprovados em concurso público no final de 2012 ainda não foi feita porque, por ter extrapolado o limite prudencial de gastos com pessoal, o governo do Paraná está impedido de fazer novas contratações. "Mas, o governo tem trabalhado para diminuir este índice e a expectativa é que os defensores sejam contratados ainda neste ano", explica. Castro deve receber dois defensores públicos, junto com uma equipe de mais 12 profissionais, sendo quatro assessores jurídicos, três agentes, três técnicos, além de dois estagiários. Para Artagão, a implantação da Defensoria Pública nas cidades do interior do Estado significa avanços para a cidadania. "A função da Defensoria é prestar assessoria jurídica gratuita às famílias com renda inferior a três salários mínimos mensais, além de contribuir na mediação de conflitos", explica. Conforme o coordenador geral de Comunicação da Defensoria, Mathias Loch, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60% das famílias do Paraná têm renda mensal inferior a três salários mínimos. "Significa que mais da metade da população do Estado têm direito a este serviço de forma gratuita", frisa Loch. Na região, somente Castro e Ponta Grossa receberão as unidades. Ao todo, são 27 cidades do Estado que serão beneficiadas com uma sede da Defensoria. Em PG Em Ponta Grossa, a Defensoria Pública funcionará na Rua Desembargador Joaquim Ferreira Guimarães, Jardim Carvalho. O município receberá, ao todo, quatro defensores, 10 assessores jurídicos e mais funcionários que completarão equipe de 36 pessoas. Há dois anos, o Paraná conta com a Defensoria Pública regulamentada por uma Lei Orgânica que atende pessoas que não podem pagar por um advogado, oferecendo assistência jurídica integral e gratuita a todos que possuam renda de até três salários mínimos (por família) ou que não possam arcar com os custos honorários - o que representa, aproximadamente, 60% da população do Paraná maior de 18 anos. No entanto, atualmente a situação da Defensoria Pública é inadequada. Segundo o Mapa da Defensoria, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são necessários 844 defensores públicos no Paraná, número distante dos atuais 10 defensores que hoje atuam somente na capital.
Estado de Minas (MG): Fiscalização zero Obra concluída há mais um ano na BR-040, em Nova Lima, ainda não foi inaugurada devido a erros no projeto. Carretas em alta velocidade passam no trecho sem qualquer fiscalização Valquiria Lopes e Pedro Ferreira Um exemplo das dificuldades da Polícia Rodoviária Federal está em Nova Lima, na Grande BH. Concluído há mais de um ano na BR-040, o posto de fiscalização que substituiria o antigo às margens da rodovia ainda não foi inaugurado por falhas no projeto. As novas instalações foram erguidas no canteiro central e a pista de rolamento que deveria passar a pelo menos cinco metros de distância, fica a menos de dois. Carretas de minério e outros veículos passam em alta velocidade e há risco de colisão. A sala de atendimento não é coberta de laje e o telhado de zinco não tem isolamento acústico. Faltam ainda redutores de velocidade. Policiais enviaram manifesto ao sindicato da categoria pedindo adequações. A assessoria de imprensa da PRF de Minas informou que o prédio foi construído pela Prefeitura de Nova Lima e que desde setembro do ano passado solicita mudanças. A prefeitura informou que a obra é da administração passada e que não encontrou nenhum contrato ou convênio da Secretaria de Obras com a PRF. "A prefeitura contribuiu apenas para melhorar a segurança na 040; o projeto foi aceito pela PRF na época e a competência pela construção deveria ser do governo federal", informou a prefeitura. EFETIVO Aumentar o efetivo da PRF em Minas é uma das soluções apontadas pelo diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Jailton Tristão, para evitar problemas como falta de fiscalização. São cerca de 10 mil policiais em todo país, muitos trabalhando no setor administrativo. A expectativa é que esse número chegue a 13 mil nos próximos anos, segundo Tristão. "Um concurso público está em andamento para formação de mil policiais e já no início de 2014 está programada mais uma seletiva para mais mil agentes", afirma Tristão. Os candidatos fizeram a prova de conhecimento no mês passado e farão a segunda etapa, que é a prova de títulos. Depois será feita a investigação social dos aprovados e aplicado um curso de três meses. A PRF, em Brasília, não soube informar quantos policiais novos serão designados para Minas. Segundo o dirigente, levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a pedido da instituição, indicou a necessidade de mais agentes. "Minas deveriam ter pelo menos 2 mil policiais", afirmou. Ele diz ainda que o aumento de policiais é essencial para combater também crimes como prostituição infantil, tráfico de drogas e de pessoas e contrabando. As 18 delegacias da PRF no estado padecem não só da falta de material humano. Segundo Jailson, é preciso investir também na estrutura dos postos e em equipamentos. "Todas as unidades precisam de mais viaturas, postos de fiscalização com melhores condições de trabalho dos policiais", diz. A tecnologia também está na lista de prioridades. Como todos os processos de trabalho da PRF são eletrônicos, Jailson lembra que a corporação precisa de mais equipamentos. "Todas as ocorrências passam pelo sistema. Para isso é preciso ter uma linha segura, rápida e eficiente de transmissão de dados. Há pontos nas estradas que não têm sinal de celular. Fica difícil trabalhar assim", comenta.
Todo Dia (SP): O crescimento econômico está no campo Nos últimos meses, temos acompanhado que o Brasil vive um cenário de estagnação em alguns setores da economia. No entanto, quando analisamos a situação do agronegócio, visualizamos um cenário bem diferente e com perspectivas otimistas para os próximos anos. No primeiro trimestre de 2013, por exemplo, o PIB, soma dos produtos e serviços produzidos pelo país, ficou abaixo do esperado, com 0,6%, porém, na contramão disso, o setor agrícola registrou o maior crescimento desde 1998 e avançou 9,7%. Levantamentos feitos pela OMC (Organização Mundial do Comércio) também destacam que em 2011 o Brasil foi responsável pelo maior saldo comercial agrícola do mundo, alcançando o valor de US$ 73 bilhões. Na safra 2012/2013, por exemplo, podemos notar que o cenário é ainda mais positivo, pois foi registrado um superávit recorde (exportações maiores que importações) de US$ 83,91 bilhões. Parte desse saldo positivo é resultado da valorização do dólar, que torna o preço das commodities agrícolas altamente atrativo ao consumidor externo, elevando de forma significativa o volume das vendas destas commodities. Estamos falando de um setor altamente lucrativo e não podemos deixar de ressaltar que, para o agronegócio atingir o grau de importância que tem hoje, uma peça chave diante de todo esse cenário é o agricultor. Hoje, são aproximadamente 25 milhões de trabalhadores no campo, responsáveis pelo cultivo das commodities, como soja, milho, café, laranja, entre outras, que tornam o Brasil um dos países mais competitivos do segmento no mercado mundial. Graças aos profissionais do campo também podemos comemorar o aumento do índice de produtividade agrícola no país. De acordo com análise feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entre 1975 e 2010, a atividade foi multiplicada em 3,7 vezes, número duas vezes maior que o registrado nos Estados Unidos, maiores produtores do mundo. Outro dado que podemos comemorar é a maior safra de grãos da história da agricultura brasileira. Estimativas da Conab( Companhia Nacional de Abastecimento) registraram uma safra de 185 milhões de toneladas para 2012/2013. Ao avaliarmos todos os números positivos e as condições de trabalho dos agricultores, podemos notar que a tecnologia também tem um papel importante e contribui fortemente com o desenvolvimento do setor. Falando especificamente da mecanização no campo, tendência que iniciou no Brasil ainda em 1930 com a primeira colheita mecanizada de arroz no Rio Grande do Sul, a indústria de equipamentos tornou-se uma forte aliada do trabalhador, com soluções, que ao longo dos anos, transformou a vida no campo menos árdua e mais produtiva. Quando falamos em mecanização, não podemos pensar apenas nas grandes máquinas, pois o mercado de tecnologias portáteis também tem importante participação no segmento. São empresas que estão preocupadas em desenvolver equipamentos que oferecem muito mais que potência. Afinal, os produtos também precisam ser de fácil manuseio, confortáveis na operação e com design ergonômico, pois quando reunimos todas essas características, conseguimos aumentar a produtividade e reduzir custos de colheita e manejo de culturas. Certamente, com o passar dos anos, vamos ver e ouvir cada vez mais notícias de que a agricultura contribuiu com o crescimento econômico do país. Os setores público e privado sabem que esse mercado tem grande potencial de crescimento, por isso estão engajados em buscar meios que aprimorem o dia a dia no campo, seja por meio da ciência ou da tecnologia. Também não podemos deixar de ressaltar a representatividade dos profissionais que atuam no campo, graças a essas pessoas a agricultura caminha rumo ao desenvolvimento econômico do país.
Folha de S.Paulo (SP): Cai porcentagem de brasileiros dispostos a ter um emprego A parcela de brasileiros em idade ativa que têm ou estão buscando emprego caiu entre 2009 e 2012, segundo estudo divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com base em dados da Pnad. A chamada taxa de participação (relação entre a população economicamente ativa e aquela em idade para trabalhar) caiu de 59,5% para 57,5% no período. Segundo o instituto, essa tendência é preocupante porque pode pressionar o mercado de trabalho e representa um desafio para a formulação de políticas públicas. A redução mais acentuada ocorreu entre os jovens de 15 a 24 anos. Em termos de gênero, a tendência foi mais marcante entre as mulheres, embora tenha sido verificadas entre os homens também. "É surpreendente, pois ocorreu em um momento de melhora do mercado de trabalho", disse Marcelo Neri, presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Segundo o Ipea, a fatia de jovens fora do mercado de trabalho e da escola (os chamados "nem nem") aumentou nos últimos anos. "Esse contingente sempre existiu, mas parece que teve um aumento recente. A médio e longo prazo isso é preocupante. Precisamos entender os determinantes disso", diz Gabriel Ulyssea, coordenador de pesquisas de trabalho e renda do Ipea. QUALIFICAÇÃO Segundo Neri, havia espaço para a inserção de uma grande parcela de trabalhadores no mercado de trabalho, o que indicaria que o país não estava diante do pleno emprego em 2012. Diferentemente do que muitos especialistas afirmam, a pesquisa aponta que não há uma escassez generalizada de oferta de mão de obra qualificada no país. O coordenador de pesquisas do Ipea afirma, no entanto, que ela pode ocorrer em alguns setores ou em determinadas atividades. Segundo o instituto, a oferta de trabalho qualificado vem aumentando continuamente na última década e o preço relativo a essa mão de obra tem caído também. Além disso, segundo a pesquisa, os desempregados hoje são em sua maioria profissionais qualificados. "O grande apagão de mão de obra é de pessoas pouco qualificadas, talvez seja sinal de que o Brasil não está dando um salto tecnológico", afirma Neri. Para o economista José Márcio Camargo, há uma falta de mão de obra "bem qualificada", que tenha frequentado cursos em universidades mais conceituadas, após a queda na qualidade desse ensino nos últimos anos: "Há queixas dos empresários da falta de mão de obra qualificada, mas eles podem estar sentindo falta é de mão de obra bem qualificada."
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