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Agência Estado (SP) - Ipea analisa gargalo na expansão do mercado de trabalho O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgou nesta segunda-feira, 07, um comunicado sobre o mercado de trabalho a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicilio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Esatística (IBGE). De acordo com o estudo, atualmente, o gargalo para uma maior expansão no mercado de trabalho é a queda na taxa de participação da população em idade produtiva. A taxa se refere à relação entre a população inserida no mercado e o total da população em idade produtiva. O problema atinge, sobretudo, mulheres e jovens entre 15 e 24 anos que não estão no mercado ou em busca de uma ocupação. Entre 2009 e 2012, a taxa de participação entre as mulheres caiu 4,2%, contra 2,5% dos homens. Já entre os jovens nessa faixa etária, a queda foi de 5,9%. "É surpreendente, pois acontece no momento de melhora no mercado, quando deveria ter maior atratividade", explica Marcelo Néri, presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Segundo ele, em 2012, o mercado de trabalho cresceu 6,45%, ou "duas vezes mais rápido que em toda a década (3,08%), o que surpreende dado que o PIB cresceu apenas 0,9%". Para Gabriel Ulyssea, coordenador de pesquisas em trabalho e renda do instituto, a queda chama atenção pela intensidade em curto intervalo de tempo e "preocupa pois tira a possibilidade de aumento na oferta de mão de obra". No caso das mulheres, a razão apontada é uma saída do mercado de trabalho pela decisão de ter e cuidar dos filhos. "Nesse sentido, a provisão de creches terá papel importante no futuro", explica Ulyssea. Para os jovens, o pesquisador afirma que não há clareza sobre as causas do fenômeno. "É possível que esteja relacionado ao aumento de renda por outras vias que não o trabalho, isso inclui os programas sociais. Mas o fato de a queda ter sido mais intensa no Nordeste é um fator que demonstra a influência de ações sociais nesse tema." Pleno emprego Os pesquisadores foram enfáticos ao afirmar que, os dados divulgados pela Pnad referentes a 2012 não indicam uma fase de pleno emprego, como tem sido divulgado pelo governo. Conforme Néri, os primeiros sinais para o fenômeno aparecem em 2013, quando o mercado diminui o ritmo de abertura de novas vagas, mas a renda geral continua em tendência de alta. "Em 2013, vemos uma brutal desaceleração do crescimento do mercado de trabalho, de 6% para 2,83%, até julho. Agora quase todo aumento de renda vem pelo efeito salário, e menos da quantidade de trabalho", afirma. "Isso sinaliza o pleno emprego, mas só agora, pelo efeito salário." Entre as categorias que tiveram maior aumento de renda, segundo o estudo, estão agricultura, construção civil e serviços, onde estão incluídas as empregadas domésticas. O aumento de renda estaria associado a uma melhor escolarização, na visão de Néri. "É um bônus educacional, o trabalhador saiu de um nível muito baixo de qualificação para um menos baixo." A consequência do movimento seria um "apagão" de mão de obra de baixa qualificação. A avaliação é radicalmente contrária à ideia difundida entre empresários de que há escassez de mão de obra qualificada no País. "Entre as pessoas com baixa qualificação, o salário está aumentando, pela redução da oferta. É um processo retardado, o País começou a viver isso em 2001. Talvez seja um sinal de que o Brasil não está dando um salto tecnológico. O grande apagão é de gente pouco qualificada." Segundo Ulyssea, os dados do IBGE demonstram que há um aumento da oferta de trabalho para as categorias mais qualificadas. "O quantitativo dos trabalhadores qualificados vem aumentando acima dos não qualificados. Outro fator é a evolução da renda da mão de obra qualificada, que está em queda. Isso é coerente com o aumento da oferta de mão de obra. Essas duas características são incompatíveis com a ideia de escassez."
O Globo: Para Ipea, apagão de mão de obra é em vagas sem qualificação Segundo instituto, instrução avançou e não há pleno emprego no país Por Nice de Paula O mercado de trabalho brasileiro superou as expectativas no ano passado, sobretudo diante do crescimento de apenas 0,9% da economia, mas o país não atingiu uma situação de pleno emprego como vinha anunci¬ando o governo, nem vive um apagão de mão de obra qualifi-cada, como afirma uma parcela dos empresários e economistas. Na visão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o apagão de mão de obra ocorre é nas vagas sem qualificação. — O mercado de trabalho em 2012 teve um desempenho surpreendente à luz do que aconteceu com a economia, Houve um crescimento de 6,5% da renda por pessoa em idade ativa, muito acima do PIB (Produto Interno Bruto, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país), e uma estabilização da desigualdade. E o grande apagão de mão de obra se deu nas ocupações pouco qualificadas, como agricultura, construção, civil e trabalho do¬méstico, que teve alta de 10% na renda. Então, o grande apagão de mão de obra está na base da pirâ¬mide educacional —afirmou o economista Marcelo Neri, presi¬dente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, ao divulgar ontem um estudo sobre o tema. O estudo mostra que essas categorias tiveram os maiores ga¬nhos salariais nos últimos dez anos. Mas uma mudança ocor¬reu ano passado, quando a ren¬da per capita familiar dos 5% mais pobres caiu 7,5%, enquan¬to no outro extremo, a fatia dos 5% que ganham mais viram sua renda crescer 17%. Isso fez com que a desigualdade, que vinha em queda, ficasse estagnada. O estudo também conclui que, entre 2001 e 2012, o número de profissionais com ensino fundamental completo aumentou 1,5 vez mais do que aqueles que não têm nenhuma formação. A fatia que possui ensino médio cresceu 2,3 vezes e a parcela com ensino superior incompleto ou completo ficou 2,2 maior. — Os dados não mostram es¬cassez de obra qualificada. É possível que existam ocupações pontuais com falta de es¬pecialistas ou técnicos em algumas áreas. Mas, de maneira geral, há uma expansão de oferta de trabalhadores mais qualificados e uma queda nos diferenciais de salários desses profissionais — explicou Gabriel Ulyssea, coordenador de Trabalho e Renda do Ipea. No ano passado, a taxa de desemprego no país ficou em 6,1%. Mas, para os especialistas, não há pleno emprego porque a taxa de participação (a parcela de pessoas em idade ativa que opta por trabalhar) é baixa e ainda caiu de 59,5% da população em idade ativa em 2009 para 57,5% em 2012. Reflexo principalmente do desinteresse das mulheres e dos jovens pelo mercado.
O Estado de S. Paulo (SP): Guerra cibernética e soberania A guerra cibernética é a "guerra do futuro", como bem alertou o ministro da Defesa, Celso Amorim. Pode-se dizer, aliás, que é a guerra do presente - basta lembrar que hackers de Estados Unidos, China, Rússia, Israel e Irã, entre outros, já há algum tempo travam batalhas virtuais, sabotando sistemas e ge-íando danos para a economia de seus antagonistas. Por essa razão, Amorim acredita que o Brasil tenha de se preparar para esse desafio - mas, como costuma acontecer nos governos lulopetistas, a iniciativa é tardia e insuficiente, defmindo-se menos pelos interesses nacionais e mais por motivações eleitorais e ideológicas. Não se pode aceitar que a de-tmição de estratégias de defesa seja submetida, por princípio, a írtaresses de terceiros países. No entanto, Amorim acredita ser necessário sujeitar as diretrizes brasileiras na guerra cibernética aos objetivos dos parceiros na América do Sul - começando pela Argentina, que costuma ignorar o Brasil quando toma suas decisões. Pois o ministro esteve recentemente na Argentina para, em suas palavras, estabelecer alguma forma de "cooperação", termo vago o suficiente para nele caberem significados que não deveriam interessar ao Brasil. Amorim falou até mesmo em uma "doutrina" sul-americana de defesa cibernética, criando uma instância supranacional que obviamente fere a soberania brasileira na determinação de suas políticas de segurança. Além disso, a título de combater as supostas ameaças representadas pelos Estados Unidos e seus abrangentes serviços de espionagem, a presidente Dilma Rousseff pediu urgência na aprovação do Marco Civil da Internet - projeto que, no entanto, nada tem a ver com a arapongagem americana, pois seu único objetivo é garantir o livre trânsito de informação e a neutralidade da rede. Para justificar as iniciativas do governo, Amorim recorreu aos conhecidos argumentos bo-livarianos: "Alguém me dizia hoje que o Brasil e a Argentina respondem por 40% do mercado da soja mundial, e as reservas de água doce dos aquíferos. Nós nunca seremos capazes de defender esses recursos se não fizermos uma adequada defesa cibernética". Ou seja, para o nosso ministro da Defesa, o mundo (leia-se EUA) trama para tomar as riquezas do Brasil e da América Latina por meio de golpes de bites e bytes. E a versão atualizada da velha cantilena segundo a qual os americanos cobiçam nossos recursos e conspiram para roubá-los. A presidente Dilma, disse Amorim, ficou particularmente preocupada com a proteção da reserva do pré-sal, ante a suspeita de que os americanos estariam espionando a Petrobrás, e "recomendou interesse redobrado nas questões de defesa e projetos estratégicos". Segundo Amorim, a única solução para o problema é desenvolver um software nacional de defesa. "Não adianta achar que vamos proteger nossas vulnerabilidades comprando software de outros países", disse o ministro. No entanto, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicado em julho, a capacidade das empresas nacionais para esse fim ainda é muito pequena, de modo que será preciso fazer pesados investimentos. O problema é que o Brasil gastou neste ano menos de 10% do orçamento previsto para a defesa cibernética, e grande parte desse valor foi usada para comprar itens que nada têm a ver com segurança virtual, como jipes e equipamentos físicos de segurança para o prédio do Centro de Inteligência do Exército, em Brasília. Há, portanto, um descompasso entre a verborragia oficial e a realidade. É evidente que o Brasil precisa desenvolver um sistema de defesa cibernética à altura de sua importância econômica e política. Mas, a depender do atual governo, a infraestrutura de rede no Brasil continuará a estar, conforme diagnóstico do Ipea, entre "as mais vulneráveis e desprotegidas do mundo", O estudo do Ipea adverte ainda que até hoje o Brasil não tem um documento que "estabeleça as diretrizes próprias de uma estratégia nacional para a defesa cibernética". Em tema tão relevante, trata-se de uma situação inadmissível.
Portal DCI: Programas de educação impulsionam indicadores São Paulo - SÃO PAULO - O Estado de São Paulo é o que mais investe em programas de educação, o que impulsionou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que ficou em primeiro lugar. SÃO PAULO - O Estado de São Paulo é o que mais investe em programas de educação, o que impulsionou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que ficou em primeiro lugar entre os estados brasileiros, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil 2013. O estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro analisa indicadores de população, educação, saúde, trabalho, renda e vulnerabilidade, com base nos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010. O Atlas classificou São Paulo com 0,783 (a escala vai de 0 - pior - a 1 - melhor), sendo que na avaliação de educação, por exemplo, o estado atingiu índice de escolaridade de 62,91% para pessoas com mais de 18 anos com ensino fundamental completo.
Brasil Econômico (RJ): MP que dá mais isenções ao transporte é aprovada Comissão Mista do Congresso recomenda manutenção da alíquota "zero" de PIS e Cofins Por Amanda Raiter Deputados e senadores aprovaram, ontem, em Comissão Mista do Congresso, o relatório sobre a Medida Provisória (MP) 617/2013, que zera as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) pagas por empresas de transporte coletivo urbano. AMPfoi publicadapelo governo, em 31 de maio, para tentar minimizar os reajustes das tarifas de transporte público autorizadospe-las prefeituras e governos estaduais e, depois, cancelados por causa das manifestações de junho. No entanto, o texto aprovado ontem, que ainda precisa ir aos plenários da Câmara e do Senado, mantém o incentivo fiscal para as empresas de transporte público rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros, que não terão que pagar as contribuições sobre suas receitas. A medida também estende o desconto para outras empresas. Porém, apenas em janeiro do ano que vem, começa a valer para empresas de transporte aéreo doméstico e internacional de passageiros, carga e mala postal e para as prestadoras de serviço de transporte marítimo de cargas de cabotagem e as que atendam a plataformas de exploração e produção de óleo e gás. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), a desoneração de PIS e Cofins representam, em média, 3,65% das tarifas do transporte público. No caso de Rio de Janeiro e São Paulo, pelo menos, esse alívio, no entanto, já tinha sido considerado no cálculo das tarifas, quando foi anunciado o aumento de 1° de junho, que geraram os protestos. Ou seja, as prefeituras alegaram que os reajustes já tinham sido menores por causa da isenção. O presidente da Associação Nacional do Transporte Público (AN-TP), Aílton Brasiliense, disse a isenção não vai resolver a questão do aumento do custo do transporte público e que esse benefício pode ser "diluído" nas tarifas em um a dois anos. "O custo principal, no caso do transporte rodoviário, que seria correspondente a 60% da receita das empresas, é justamente a frota dos ônibus. Então, não adianta conceder a isenção se as cidades não pararem de crescer. É necessário focar nos planos diretores também como forma de evitar que o cidadão more cada vez mais longe do trabalho", ressaltou. Estudo do Ipea mostra que as passagens de ônibus nas regiões metropolitanas brasileiras subiram, em média, de 2000 a 2012, 192%. Pela estimativa da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), cerca de 32% das tarifas de ônibus são tributos. Entre os tributos que, segundo eles, ainda pesam nas passagens estão o IPI (federal), ICMS (estadual) e IPVA (estadual e municipal) sobre os veículos, além deque ICMS sobre o diesel.
Valor Econômico (RJ): Economistas criticam protecionismo do Brasil Por Elisa Soares | Do Rio O Brasil precisa ter uma economia menos fechada ao comércio internacional se quiser continuar crescendo de forma sustentável. Esta é a análise dos especialistas que participaram do primeiro dia do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio. Para o presidente do conselho do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Pedro Passos, o modelo de desenvolvimento brasileiro baseado na expansão do crédito já dá sinais de esgotamento. Segundo ele, a desaceleração da economia chinesa, mesmo que inferior à prevista por economistas, deve ter reflexo sobre o ciclo de commodities, afetando o Brasil. "Isso vai gerar um desconforto que exigirá visão renovada da indústria, com dedicação maior à produtividade e inovação", disse Passos. Para ele, o novo modelo de desenvolvimento que o Brasil deve buscar inclui maior inserção no comércio global. "O Brasil precisa se integrar, fazer acordos com outros países", acrescentou. O economista Edmar Bacha afirma que o Brasil está há mais de 30 anos em uma armadilha da "renda média", incapaz de desenvolver um modelo de crescimento baseado na produtividade. Bacha defende que o mau desempenho da economia do país é reflexo, em parte, da pequena integração econômica internacional do país. Ele sugere a simplificação de impostos e a realização de acordos internacionais, com redução de tarifas. O diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Ricardo Markwald, disse que o Brasil é o mais fechado à cooperação internacional em lista de 11 países analisados em estudo conjunto com Fernando Ribeiro, do Ipea. Claudio Frischtak, consultor da InterB, lembrou que 81% das exportações brasileiras para a China - principal destino dos produtos brasileiros - se concentram em quatro produtos. "Precisamos estabelecer estratégias consistentes para a relação econômica bilateral, removendo eventuais barreiras", afirmou.
Folha.Com (SP): Arauto das más notícias Folha destaca apenas dados negativos da Pnad, apesar de a pesquisa ter apontado aumento de renda em 2012 A edição que a Folha fez da pesquisa Pnad, que traça anualmente um quadro social do país, é um prato cheio para quem acha que o jornal só publica más notícias. Todos os destaques pinçados no levantamento eram negativos. O título na capa informava que "Analfabetismo e desigualdade ficam estagnados no país" (28/9). Em "Cotidiano", havia o aumento da diferença de renda entre homem e mulher, os salários inchados pela falta de mão de obra especializada e o celular como o único tipo de telefone em mais da metade dos lares. A análise dizia que o resultado da pesquisa pode significar "o fim da década inclusiva". Outros jornais optaram por manchetes do tipo uma no cravo outra na ferradura: "Renda média sobe, mas desigualdade para de cair" ("O Globo"), "Analfabetismo para de cair no país; emprego e renda sobem" ("Estado"), "Em todas as regiões houve aumento de renda, mas a desigualdade ficou estagnada" (Jornal Nacional). Com seu característico catastrofismo, a Folha fez uma leitura míope da pesquisa, que é muito importante pela sua abrangência -são 363 mil entrevistados respondendo sobre escolaridade, trabalho, moradia e acesso a bens de consumo. O dado mais surpreendente era que a renda do brasileiro cresceu em 2012, ano em que o PIB subiu apenas 0,9%. Na Folha, esse fenômeno só foi citado no meio de uma reportagem sobre a desigualdade. Coube ao colunista Vinicius Torres Freire, no dia seguinte, chamar a atenção para o fato de que o Brasil estava mais rico "e não sabíamos". "É possível dizer que a taxa de pobreza deve ter caído bem no ano passado", escreveu Freire. Pelos cálculos de Marcelo Neri, 50, presidente do Ipea, 3,5 milhões de brasileiros saltaram a linha de pobreza em 2012. "No conjunto das transformações, foi a melhor Pnad dos últimos 20 anos", diz Neri. A desigualdade parou mesmo de cair, mas foi porque os muito ricos (1% da população) ficaram ainda mais ricos (a renda subiu 10,8%), num ritmo mais rápido do que os muitos pobres (10% na base da pirâmide) ficaram menos pobres (ganho de renda de 6,4%). É claro que não se deve desprezar o abismo social, mas não dá para ignorar que houve uma melhora geral no ano passado, o que é um mistério a ser explicado pelos economistas. Se o jornal subestimou o dado da renda, deu espaço demais para o fato de o analfabetismo ter parado de cair. Teve nesse ponto a companhia dos outros jornais e da TV. Depois de 15 anos de queda contínua, a taxa de analfabetismo variou de 8,6% para 8,7%. A diferença, irrisória, pode ser apenas uma flutuação estatística. Nem o fato de a taxa ter parado de cair é importante, segundo os especialistas. Os analfabetos brasileiros concentram-se, principalmente, na faixa etária mais alta (60 anos ou mais). Os mais velhos, que não tiveram acesso à escola na infância, são mais difíceis de serem alfabetizados. "Entre os jovens, a proporção de analfabetos continua caindo. A conclusão é que, embora nossa educação tenha muitos problemas, este não é um deles", explica Simon Schwartzman, 74, presidente do Iets. O destaque dado à diferença entre a remuneração de homens e mulheres também foi descabido. Em 2011, a brasileira recebia 73,7% do salário de um homem. No ano passado, era 72,9%. Além de não ser uma variação muito significativa, pode ser um problema amostral. "As mulheres não estão necessariamente ganhando menos do que os homens. Se elas já têm uma renda média menor, basta crescer a participação feminina no mercado de trabalho para aumentar a diferença entre os sexos", afirma Marcio Salvato, 44, professor de economia do Ibmec. Entre os bens de consumo, o jornal destacou o celular e as motos. Wasmália Bivar, 53, presidente do IBGE, ressalta a máquina de lavar roupa, presente em 55% das casas. "Para a vida das famílias mais pobres, é um bem de grande significado, porque dá mais tempo livre para as mulheres." Não é fácil escolher o que há de mais relevante em uma pesquisa extensa como a Pnad, mas não dá para adotar o critério dos piores números. O jornalismo deve ter como primeira preocupação o que vai mal, apontar os problemas, só que o necessário viés crítico não pode impedir que se destaque o que é de fato o mais importante.
ESTADÃO.COM.BR (SP): Burocracia e gestão pública serão tema de debate nesta quarta-feira Grupo Estado promove mais um seminário da série 'Fóruns Estadão Brasil Competitivo' Obras atrasadas, licitações que não atraem investidores e outros problemas que emperram o desenvolvimento do Brasil podem ser explicados por falhas de gestão pública e excesso de burocracia. Para debater esses aspectos da política econômica, o Grupo Estado promove nesta quarta-feira, 25, mais um seminário da série "Fóruns Estadão Brasil Competitivo". O debate reúne especialistas e representantes da administração pública para avaliar como melhorar a gestão de projetos, obras e administração pública no Brasil. A desistência de grandes empresas petrolíferas em participar do leilão do campo de Libra, no pré-sal, a falta de interessados no leilão de rodovias federais e o atraso na obra de duplicação da rodovia Régis Bittencourt, entre São Paulo e Curitiba, são alguns dos temas. Outras questões que envolvem gestão são estradas e ferrovias vitais para o escoamento de safras que nunca ficam prontas, hidrelétricas que enfrentam restrições ambientais e empreendimentos que acabam ficando muito mais caros do que nos planos originais. O primeiro painel tratará o tema "burocracia, controle de gestão de grandes projetos: como aumentar a eficiência". Participam o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, Paulo Godoy; o presidente da Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Luiz Alberto Kuster; e o economista do Ipea Mansueto de Almeida. No segundo painel, cujo tema serão "os desafios e a agenda para melhorar a governança e a eficiência da gestão pública", participam José Paulo Silveira, diretor associado da Macroplan; e Rof Kuntz, jornalista do Estadão.
Agencia EFE: Maria da Penha não reduziu homicídios de mulheres no Brasil, aponta Ipea  Rio de Janeiro, 25 set (EFE).- A Lei Maria da Penha, destinada a combater a violência doméstica e de gênero que entrou em vigor há sete anos no Brasil, não provocou redução no número de mulheres assassinadas por seus companheiros no país, de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A taxa de mulheres vítimas de violência de gênero no Brasil se manteve praticamente estável nos seis anos anteriores à entrada em vigor da Lei Maria da Penha e nos cinco anos seguintes. De acordo com o Ipea, enquanto a taxa de homicídios de mulheres pelos companheiros foi de 5,28 para cada 100 mil habitantes entre 2001 e 2006, esse índice ficou em 5,22 entre 2007 e 2011. A taxa, que era de 5,41 mortes para cada 100 mil habitantes em 2001 e de 5,02 em 2006, chegou a cair até 4,74 em 2007, ano da entrada em vigor da lei, mas voltou a subir até 5,43 em 2011. Os analistas do Ipea qualificaram a redução dos homicídios entre 2006 e 2007 como 'sutil' e alegaram que é necessário adotar outras medidas para reduzir a violência contra as mulheres, geralmente praticada por seus companheiros ou ex. Segundo o Ipea, entre 2001 e 2011 foram registrados cerca de 50 mil casos de mulheres mortas por violência doméstica e de gênero, metade por arma de fogo e 34% com armas brancas. E 29% morreram na própria casa. 'Ocorreram em média 5.664 mortes de mulheres por causas violentas ao ano, 472 por mês, 15,52 por dia e uma a cada hora e meia', segundo a pesquisa. De acordo com o estudo, 61% das vítimas era negra, 48% tinha baixa escolaridade e 54% tinha entre 20 e 39 anos. Em 3% dos casos além da morte foram registrados maus-tratos, agressões corporais, violência sexual, negligência, abandono, crueldade mental ou tortura. 'Essa situação é preocupante já que os feminicídios são eventos completamente evitáveis, que abreviam a vida de muitas mulheres jovens e causam perdas incalculáveis, assim como consequências potencialmente adversas para as crianças, para as famílias e para a sociedade', destaca o relatório. Em agosto a presidente Dilma anunciou que aproveitaria as conclusões de uma pesquisa do Congresso sobre violência de gênero para impulsionar novas iniciativas que protejam as mulheres e que garantam punição para os agressores. Na época o presidente do Senado, Renan Calheiros, se comprometeu a levar para votação o mais rápido possível 13 projetos de lei propostos no relatório, entre eles o que tipifica como delito o 'feminicídio' - o homicídio de mulheres por causa da questão de gênero, a violência sexual, a mutilação. 'São projetos que modificam a Lei Maria da Penha e alteram o Código Penal para definir o feminicídio. Tudo isso com o objetivo de salvar vidas e oferecer assistência às vítimas', disse o senador. EFE
Lançado nesta sexta-feira, 20, a publicação abrange os avanços sociais de 2011 e da primeira metade de 2012
Brasil Econômico (SP): Menos vagas que o necessário Para manter o pleno emprego, seria necessário criar 62 mil postos de trabalho em 12 meses, informa o Ibre/FGV Por Fernanda Nunes Para manter o mercado de trabalho no mesmo patamar atual, considerado de pleno emprego por economistas, é necessária a geração de 62 mil vagas na média móvel de 12 meses. Contudo, atualmente, estão sendo criados 47 mil empregos no período. A constatação faz parte de estudo do Banco Brasil Plural, divulgado na edição de setembro da revista “Conjuntura Econômica”, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), e publicado com exclusividade pelo Brasil Econômico. Analistas ouvidos pelo Ibre afirmam que a fórmula de crescimento do consumo em decorrência da melhora do mercado de trabalho, sobretudo da renda, “passou a dar sinais mais claros de esgotamento no primeiro semestre deste ano”, como informa a “Conjuntura Econômica”. E, mesmo que a taxa de desocupação medida pelo Instituto Brasileirode Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, mantenha-se em níveis próximos à de 2012, de 5,5%, há indicação de que o cenário por trás dos números não são tão favoráveis. “Os índices de ocupação e remuneração estão estagnados. Isso significa que não podemos confiar muito no salário como potencial motor para o crescimento e expansão do emprego futuro”, diz o diretor adjunto da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Henrique Corseuil. Desde maio, o rendimento médio real está desacelerando, tendo passado de 2,0% para 1,9% em junho e para 1,7% em julho, como aponta a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Além disso, a economista do Banco Brasil Plural Fernanda Guardado destaca que os trabalhadores formalizados que têm data base no terceiro trimestre deste ano terão dificuldade de renegociar o salário em agosto e setembro, o que afetará a recomposição salarial. “Ganhos reais da ordem de 3% ou 4%, como obtidos no último ano, serão muito mais difíceis de serem conquistados”, afirma. O emprego em atividades industriais sujeitas à concorrência externa são as que tendem a apresentar mais deterioração, segundo o gerente executivo de Política Econômica da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Flávio Castelo Branco. É o caso dos segmentos têxtil, de couros e calçados e de máquinas e equipamentos. Nesse caso, já são registradas perdas de postos de trabalho, diz ele. Para Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Ibre/FGV, a necessidade de ajuste entre salário e produtividade já era clara em meses passados. Os setores de varejo e serviços, no entanto, são os mais sensíveis no curto prazo, apontam analistas. “Já não conseguiremos absorver boa parte do 1 milhão, 1,5 milhão de pessoas que entram no mercado de trabalho. Não acho que começaremos a desempregar, mas essa menor capacidade de absorção certamente gerará um aumento da taxa de desemprego”, ressalta o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), Fábio Pina. Ele defende que a política de ganho de produtividade seja mais direcionada ao setor de serviços, que responde por 65% do Produto Interno Bruto (PIB), do que à indústria.
The Economist (USA): More in sorrow than anger FIRST came a report on September 1st that the United States’ National Security Agency (NSA) had been monitoring the phone calls and e-mails of Brazil’s president, Dilma Rousseff, and other senior officials. Then came evidence that the NSA appeared to be spying on Petrobras, Brazil’s national oil company. An angry Ms Rousseff demanded explanations, an apology and a guarantee that these “illegal practices” would cease, as a condition for going ahead with a long-planned state visit to Washington next month. Although Barack Obama said he understood the concerns raised by Brazil, more explicit contrition was apparently not forthcoming in a 20-minute phone call on September 16th. The two leaders announced the “postponement” of the visit. But with no date rescheduled, that looked more like cancellation. Thus the first international result of a stream of revelations from Edward Snowden, a fugitive NSA contractor, about the agency’s industrial-scale snooping (relayed in this case via a Brazilian television programme), has been a further deterioration in the often-awkward relations between the two largest countries in the Americas. Few in Brazil were surprised by Ms Rousseff’s decision. In the circumstances “being seen in an evening gown with President Obama” risked seeming “submissive and weak”, according to Oliver Stuenkel, an international-relations specialist at the Getúlio Vargas Foundation, a university. Two things magnified the risk: the possibility of further revelations concerning Brazil from Mr Snowden’s trove of documents, and a presidential election in a year’s time at which Ms Rousseff, who is less popular than she was, will seek a second term. Furthermore, Brazil had no big issues to negotiate during the visit and some in Latin America will applaud Ms Rousseff for standing up to the United States. The short-term cost of the spying row looks greater for the United States. Brazil is mulling a bid from Boeing to provide its air force with 36 Super Hornet jet fighters. Officials might now prefer rival bidders from France or Sweden. Then there is the interest of American energy companies in bidding for a slice of a giant deep-sea oilfield at an auction next month. Brazil’s energy regulator says the integrity of the auction has not been compromised by the snooping on Petrobras. But nationalist members of Brazil’s congress may not agree. The revelations have also triggered a debate in Brazil about the way the internet operates. What really worries the government is that the “huge vulnerabilities in its protection systems online were left exposed”, according to Rubens Barbosa, a former Brazilian ambassador to Washington. Brazil “has one of the most vulnerable and unprotected internet infrastructures in the world”, according to a recent paper by IPEA, a government-linked think-tank. Officials are now talking about laying fibre-optic cables to connect directly to Latin America and Europe so that Brazil’s international online traffic bypasses the United States. They also plan to tackle the country’s shortage of internet exchange points, which make eavesdropping easier. They have ordered Brazil’s post office to launch a free encrypted e-mail service to try to compete with Gmail and others. Ms Rousseff has urged the Congress to approve a long-proposed regulatory code for the internet. This is resisted by telecoms companies, because it enshrines network neutrality, which would prevent them from charging more for premium content, such as online video. Its supporters say this code would make it easier to punish, if not prevent, online spying. The president has also requested that the bill include a requirement that Brazilians’ electronic data be stored in Brazil and not abroad. One risk for Brazil from the spying row is that it provokes protectionism: in the 1980s a military government barred the import of computers in a failed attempt to foster a local computer industry. The difference, according to Matias Spektor, a Brazilian professor of international relations at King’s College in London, is that the proposed code is the subject of a fierce democratic debate and the clash of interests. An internet providers’ lobby, which includes Microsoft and Google, say the code would further raise the high costs of using the internet in Brazil. American officials say in private that only the naive were astonished to hear that the NSA monitors other governments. Some in Washington will see the cancellation of the first state visit by a Brazilian president since 1995 as a disproportionate reaction. It may confirm their view that Brazil is a perennially difficult partner. Ironically, Ms Rousseff has taken some pains to improve relations with the United States, damaged by the efforts of Luiz Inácio Lula da Silva, her predecessor, to negotiate with Iran over its nuclear programme. Mr Spektor thinks that no Brazilian president could have gone ahead with the visit in the circumstances. Nevertheless, he sees in the affair “a very unhelpful confirmation of very deep-rooted fears that the United States is out to stop Brazil from rising”. Those fears, which American officials say are groundless, are much more intense in Brasília than in the country at large. Nationalism has palpably increased under the left-wing Workers’ Party, in power since 2002. One result is that Brazil’s relations with the United States are more distant than those of many other emerging powers, such as India, South Africa or Turkey. That is odd, since the two countries are important trading and investment partners. Mr Barbosa insists that the affair will not prevent both sides continuing with business as usual. But it is unlikely that the newly arrived American ambassador in Brasília will be invited to present her credentials to Ms Rousseff soon. However justified, the cancellation of the president’s visit represents an opportunity foregone.
O Globo online: Freio de Arrumação Por Ancelmo Gois A Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) destaca que o desempenho da atividade econômica no primeiro semestre confirmou o diagnóstico apresentado nas últimas Cartas de Conjuntura. Os documentos apontavam para uma recuperação moderada do crescimento. No curto prazo, a tendência é de acomodação do nível de atividade. A Carta deste mês será apresentada na próxima quinta-feira, às 11h, no auditório do Ipea no Rio de Janeiro (Avenida Presidente Antônio Carlos, 51, 10º andar, Centro). A publicação trimestral tem o objetivo de acompanhar a conjuntura econômica brasileira por meio de seus principais indicadores da atividade econômica, produção industral, PIB, mercado de trabalho e inflação, entre outros.
O ESTADO DE S. PAULO - Serviço público ameaçado
O Estado de S. Paulo (SP): Connect Brasil Coluna de Sonia Racy O líder do ranking mundial de inclusão digital é a Suécia (93%). Lanterninha? Mali, na África (0,8%). O Brasil está na 56ª posição entre 130 países pesquisados, com 46,1% dos lares conectados à internet. Entretanto, em termos de avanço nos últimos seis anos, o País está em 6º. Os dados, inéditos, foram calculados por Marcelo Neri, do Ipea e da SAE. Connect 2 Com base nesses números, Neri debate amanhã – com os também ministros Marco Raupp e José Elito Siqueira –, na Escola do Exército, no Rio, proposta de sua secretaria para a área de segurança cibernética.
The Economist (Inglaterra): Grounded Having come tantalisingly close to taking off, Brazil has stalled. Helen Joyce explains what it must do to get airborne again In June this year Brazil was struck by an outbreak of mass protests as sudden as a tropical storm. Brutal policing of demonstrations against a rise in bus fares elicited a wave of solidarity and brought more than a million marchers to the streets on subsequent nights. It also gave vent to previously unsuspected public fury over rising inflation, high taxes, poor public services and political corruption. Even football, a Brazilian passion, became a target of the protesters’ ire. Many carried placards contrasting their government’s lavish spending on stadiums for next year’s World Cup with the dire state of the rest of the country’s infrastructure. The change in political weather came after almost two decades of brightening skies. Since 1994, when hyperinflation was tamed with a new currency, the real, successive governments have pursued generally sound economic policies and adopted anti-poverty programmes. The economy grew rapidly and inequality declined. The global commodity boom helped by sucking in Brazilian iron ore and agricultural produce, and in 2007 Brazil struck vast deposits of deep-sea oil. Being chosen to host both the 2014 World Cup and the 2016 Olympics seemed due recognition that its days as a chronic underachiever were behind it. But Brazil’s economy did not play ball. Having grown by 7.5% in 2010, the fastest rate for a quarter-century, it slowed to 2.7% in 2011 and a mere 0.9% in 2012. This year will see a tepid recovery at best. Inflation is sticking at around 6%. Pessimists recall that the one period of impressive growth within living memory, in the 1970s, ended in chaos and hyperinflation. In recent years Brazil has been seen as one of the leading emerging-market economies that would help drive global growth in the next half-century. But many now wonder whether it has managed nothing more than a vôo de galinha(chicken flight), a brief, unsustainable growth spurt followed by a rapid return to earth. During Brazil’s “economic miracle” of the 1970s it was the rich who captured most of the gains. At the time Edmar Bacha, an economist, invented a new label for it, “Belíndia”—a combination of a small, rich country, like Belgium, and a large, poor one, like India. Public education, health care and roads were provided for the Belgian part. Those living in India did without and expected nothing better. Brazil is still one of the world’s most unequal countries. Its murder rate rivals Mexico’s. Public health care is a lottery. Fewer than half its pupils leave school fully literate. But it is no longer Belíndia. In the past quarter-century a better labour market and a basic social safety net have cut poverty by two-thirds. In the past decade the income of the poorest 10% of Brazilians has almost doubled in real terms, whereas that of the richest 10% has grown by less than a fifth. Brazil’s Gini coefficient, a measure that expresses income inequality, is at a 50-year low. But “there is a sense in which Brazil is still Belíndia,” says Marcelo Neri, the president of IPEA, a government-funded think-tank: “A rich country that’s growing like Belgium—that is, slowly—and a poor one that’s growing fast, like India.” More than half Brazil’s population of 200m now belongs to a new lower-middle class, living in households with a monthly income per person between 291 and 1,019 reais ($127-446). Most of these gains in income have come from earnings, though government transfers have made an important contribution, especially in the poor north-east. Tens of millions of Brazilians now live in more solid houses equipped with cookers, fridges and washing machines. Many own cars. Children of illiterate domestic servants have jobs in the formal economy and study for degrees at night. But when the new middle classes step outside their doors, traces of 1970s Belíndia are still all around. The number of cars in circulation has more than doubled in a decade, but most roads are still unpaved and few new ones have been built. Public transport consists mainly of packed, decrepit buses. Air traffic has also more than doubled in the past ten years, but airports have barely been touched. Children attend school in two, sometimes three shifts a day. Two-fifths of Brazilians are not covered by local primary health care. When life was a struggle for survival, the economy and jobs were the main concerns. Now that people are a little better off, the parlous state of infrastructure and public services is at the front of their minds. The government has tried but largely failed to respond to growing demand for public goods. Many of the big infrastructure projects included in its Growth Acceleration Programme announced in 2007 are running years behind schedule and way above budget. Dilma Rousseff, the president, appears at last to have accepted that Brazil will need private-sector involvement to get the roads, railways, ports and airports it needs, but her conversion has been late and grudging. Concessions to run three airports were auctioned at the beginning of 2012, but auctions for more airports, as well as ports, roads and railways, were delayed while the government quibbled over the terms. The dangers of complacency Many Brazilian politicians seem to believe that the protests were simply growing pains, but they are being unduly complacent. They should have realised that the new middle classes would want decent public services, commutes without epic traffic jams and elected representatives who were visibly working towards these ends. Several parties have proposed electoral reforms to make politicians more responsive to voters, but they all want different things, so reaching consensus will be difficult. A less favourable economic climate is now making it even harder to meet the voters’ increasingly vocal demands. The slowdown in growth has caused a downturn in investment, which last year was just 18.4% of GDP, not enough to lead a recovery or to build the infrastructure Brazil needs. Ms Rousseff has been hectoring businessmen to invest more, ignoring the fact that it is mainly government obstructionism and heavy-handedness that hold them back. And commodity prices seem unlikely to bail out Brazil’s economy with another growth spurt. The country has also blown its chance to cash in on its demographic bonus. Its birth rate has declined steeply over the past few decades but it still has a young population, with many people currently of working age, and a relatively small number of dependants at either end of the age scale. Unfortunately most of this bonus is going on a crazily generous pension system. That will soon put an even bigger strain on public finances as large numbers of workers start to retire. Despite all these caveats, this special report will argue that, given the will, there is scope for the social and economic advances of the past two decades to continue. Brazil’s agribusiness has made huge productivity gains and offers opportunities for further growth. Innovative consumer firms are catering to the new middle classes and are starting to expand abroad. Brazil’s politicians have been put on notice that today’s young adults, better educated than the previous generation, will be less willing to accept corrupt, venal politics and more insistent on getting decent public services in return for the high taxes they pay. The way to fund such services is not to increase public spending, which at 38.5% of GDP is already far higher than in comparable countries, but to get growth going again. To achieve that, the government will have to resume the reforms it dropped during the good times: trimming pension benefits, cutting red tape, lowering and simplifying taxes and updating labour laws. Successful infrastructure auctions, too, would help get investment back on track, and abandoning anti-profit rhetoric would improve business sentiment. But the most urgent problem that Brazil needs to tackle is a sharp loss of competitiveness.
O Estado de S.Paulo (SP): Sacolão Por Sonia Racy Nenhumadas 12 cidades que receberão partidas da Copa do Mundo no ano que vem está preparada para separar e destinar, adequadamente, seu lixo. Foi o que concluiu pesquisa que a BBC Brasil acaba de tabular. Pior: os índices de reciclagem não chegam nem a 10%. Porto Alegre foi a sede que apresentou o melhor resultado, 9,1%. Segundo o Ipea, o Brasil perde, anualmente, R$ 8 bilhões ao deixar de reciclar lixo.
Folha de S.Paulo (SP): Flexibilidade permite a dentista investir na formação Especialização no setor público é uma das apostas O dentista com seu motorzinho pode ser um pesadelo para muita gente, mas ele é um profissional fundamental. É o responsável pela saúde e pela beleza dos dentes e de parte do rosto. Entre as vantagens da profissão estão a alta empregabilidade 90%, de acordo com o Ipea e a possibilidade de organizar o próprio horário, caso o profissional opte por ser autônomo. Marcelo Ribeiro Bergamini, 34, trabalhou por um ano num consultório particular antes de montar seu próprio negócio, em 2003. "Tenho autonomia para atender o paciente no tempo que ele precisa ser atendido, usando as formas que aprendi serem as mais corretas, sem as regras de uma clínica que não é minha", diz. A flexibilidade de horários possibilitou que ele concluísse a especialização e o mestrado em dentística --campo responsável pela recuperação da anatomia e da função dos dentes. Essa e outras áreas relacionadas a estética e implante terão destaque nos próximos anos, segundo o diretor do curso de odontologia da Unip, Carlos Allegretti. Mas o cenário de atuação é mais amplo. Hoje, o dentista pode ser consultor em empresas de produtos odontológicos e trabalhar em operadoras de planos de saúde. SAÚDE PÚBLICA A saúde pública também é uma boa aposta. "A especialização nessa área tem sido uma tendência devido à ampliação do serviço público", afirma Claudio Miyake, presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo. Recém-formado, Valdemar Pereira Miná Neto, 24, optou por essa estabilidade. "A ideia de ter um salário fixo e não depender da sazonalidade da economia pesou na decisão", conta. Ainda neste mês, Valdemar inicia seu trabalho em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) na Grande São Paulo. Com foco na área pública desde o início da graduação, ele desenvolveu um projeto para uma comunidade ribeirinha da Bahia com ênfase em educação e saúde bucal. "Numa perspectiva futura, promover saúde e trabalhar com a prevenção será cada vez mais importante do que a ação curativa." O curso de odontologia dura de quatro a cinco anos, incluindo o período de estágio, em que os alunos atendem pacientes sob supervisão de um docente.
Folha de S.Paulo (SP): No seu caminho Saber como o mercado valoriza os profissionais é uma boa pista para a escolha Na trilha para escolher a profissão, não existe caminho certo ou errado. Algumas pistas indicam a direção, mas só o próprio viajante pode definir o melhor destino. As condições do mercado de trabalho para as carreiras são uma orientação objetiva. Para ajudar nessa avaliação, o "Guia das Profissões" traz uma lista de dez carreiras universitárias em situação mais vantajosa no país atualmente, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Com dados do Censo 2010, o instituto comparou o desempenho de 48 profissões, combinando salário, carga horária, taxa de ocupação e cobertura previdenciária. As carreiras apresentadas neste especial foram selecionadas entre as mais bem colocadas na lista e de forma a contemplar as áreas de exatas, humanas e biológicas. Medicina, com a maior remuneração e mais chance de emprego, lidera o ranking. Mas avaliar a profissão pelo valor que ela tem hoje é limitado --também é importante saber a tendência dessa atuação para o futuro. "As carreiras expressam as demandas da sociedade. E o que vai dar trabalho ou condições de remuneração varia imensamente com a mudança tecnológica", alerta Gilson Schwartz, autor de "As Profissões do Futuro" (Publifolha). Outra pista para a escolha é o autoconhecimento. No site da Folha, um exercício elaborado pelo coach Maurício Sampaio, autor de "Escolha Certa" (ed. Dsop), pode ajudá-lo nesse processo.
Folha de S.Paulo (SP): Médico tem a melhor remuneração Dermatologia é uma das especialidades mais disputadas na carreira atualmente Dedicação é a palavra-chave para aqueles que optam pelo curso de medicina. O tempo voltado para a carreira que exige constante atualização começa bem antes de o jovem entrar no mercado de trabalho, com os concorridos vestibulares. Por outro lado, a extensa oportunidade de trabalho e o retorno financeiro podem compensar o esforço de quem enxerga na área sua vocação. Segundo o Ipea, a carreira médica tem a melhor remuneração (uma média de R$ 6.940 mensais) e taxa de ocupação (91,8%) entre as 48 carreiras analisadas. E para quem acha que as madrugadas de plantões são inevitáveis, algumas áreas permitem driblar isso. "Uma das especialidades mais disputadas em residência hoje é dermatologia. Entre os motivos estão o fato de englobar a área estética e de não exigir uma rotina tão extenuante de plantões", afirma o coordenador do curso de medicina da Unicamp, Wilson Nadruz Junior. Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a especialidade foi a mais concorrida no último concurso para bolsas de residência, com 34,5 candidatos/vaga. Angela de Souza Cassol, 26, optou por essa especialização por achar que se trata de uma área desafiadora. "A pele é o maior órgão do corpo e, apesar de a queixa do paciente estar visível, nem sempre o diagnóstico é fácil. É uma área muito rica." Angela está no segundo ano de residência no Hospital das Clínicas da Unicamp. No total, são três anos. IMAGEM Outra especialidade promissora para os próximos anos é o setor de diagnóstico por imagem, de acordo com Nadruz Junior. "É uma área interessante, porque mexe muito com tecnologias, que avançam a cada dia", afirma. Foi esse interesse que levou Thiago Moreira da Cruz, 28, a buscar os três anos de residência em radiologia no hospital Sírio-Libanês. Depois de terminar sua primeira especialização, em 2012, ele faz mais um ano de residência em radiologia de músculo esquelético. "Sempre gostei muito da parte de investigação, de juntar os quebra-cabeças e chegar a um diagnóstico final. A radiologia me propicia isso", diz o profissional. Cruz aponta ainda que a especialidade também permite passar por várias áreas da medicina, desde a cirurgia geral até a neurologia.

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