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O Dia (RJ): Rio acima da média nacional na violência contra a mulher Jovens, negras e com baixa escolaridade são as principais vítimas, segundo pesquisa
Maria Luisa Barros
Rio - A cada 90 minutos, duração de uma partida de futebol, uma mulher é morta no Brasil. Negras, jovens e pouco escolarizadas são as principais vítimas da violência. No Estado do Rio, a taxa de homicídios é de 6,03 para cada grupo de 100 mil mulheres, acima da média nacional, que é de 5,82. As mortes ocorridas nos municípios fluminenses superam os índices de onze estados brasileiros, à frente do Maranhão e Amapá.
Os dados fazem parte do estudo 'Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil', elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 2009 e 2011, com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. No período, foram assassinadas 16.993 mulheres. Por ano, ocorrem, em média, 5.664 mortes de causas violentas.
Vários tipos de agressão
Segundo os pesquisadores, a violência contra a mulher é praticada sob diversas formas, desde a agressão verbal, passando pelo abuso emocional, até a violência física ou sexual. Os crimes cometidos contra elas, em sua maioria, envolvem armas de fogo e são praticados em vias públicas. Grande parte dos homicídios ocorre nos finais de semana, sendo que 19% dos homicídios acontecem aos domingos.
O levantamento mostra que, sete anos após a criação da Lei Maria da Penha, as taxas permaneceram estáveis.Houve um sutil decréscimo da taxa em 2007, logo após a entrada em vigor da lei, mas depois voltou a crescer. Os estados com os maiores índices são Espírito Santo, Bahia, Alagoas e Roraima. No outro extremo, estão o Piauí, Santa Catarina e São Paulo.
Para o Ipea, é necessário reforçar as ações previstas na Lei Maria da Penha e adotar medidas de enfrentamento à violência doméstica com proteção às vítimas.
Maioria tem até 39 anos
A região com as piores taxas de violência contra a mulher é o Nordeste, que apresentou 6,9 casos a cada 100 mil mulheres, de 2009 a 2011;
Mulheres jovens foram as principais vítimas: 31% estavam na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos;
Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos. Maus tratos - incluindo agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes de maus tratos (abuso sexual, crueldade mental e tortura) - foram registrados em 3% dos óbitos;
A cada mês são assassinadas no país 472 mulheres, ou 15,52 por dia.
Os companheiros delas são os principais assassinos
Três em cada dez mulheres assassinadas foram atingidas dentro da própria casa, o que reforça o perfil de violência doméstica ou familiar. De acordo com o levantamento do Ipea, 40% de todos os homicídios são cometidos pelos companheiros das vítimas.
"Os parceiros íntimos são os principais assassinos de mulheres", constata a coordenadora do estudo, Leila Posenato.
Um exemplo disso foi o caso da vereadora suplente Márcia Leocádio de Souza (PDT), 49 anos, que, em janeiro, foi morta em casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O marido é o principal acusado de tê-la esfaqueado. Normalmente, os crimes envolvem situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual. A morte da mulher é intencional e, na maioria dos casos, sem chance de defesa para as vítimas.
" Os crimes são eventos evitáveis, que abreviam as vidas de mulheres jovens, causando perdas inestimáveis, além de consequências adversas para as crianças, para as famílias e para a sociedade", conclui a pesquisadora do instituto.
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O Globo (RJ): Em Recife, mãe relata descaso policial, apesar de denúncias
"O que aquele demônio fez não foi só matar minha filha. Ele acabou com a vida de três" Por Letícia Lins A dona de casa Antônia Cavalcanti, 58, relata um exemplo do que mostram os números do Ipea, segundo o qual o Nordeste tem o maior percentual de feminicídios do país (6,9 por 100 mil mulheres). Em dezembro de 2011, sua filha, a professora Izaelma Cavalcanti Tavares, então com 36, foi assassinada com oito tiros pelo marido, Eduardo Moura Mendes, 52, ex comissário da Polícia Civil. Ele não aceitava a segunda separação, fez os disparos na frente do filho do casal, então com cinco anos. Em seguida, desapareceu com a criança, que agora mora com a avó materna. O menino não consegue disfarçar o trauma da realidade brutal que o destino aprontou: é agressivo, tem medo de ficar só, dificuldade para cumprir a rotina de criança normal e se encontra sob tratamento psicológico. — O que aquele demônio fez não foi só matar minha filha. O crime foi triplo, porque ele acabou com a vida de três: a dela, que matou de verdade. Mas depois disso, eu e meu neto também ficamos como mortos. Nunca mais fomos os mesmos. Izaelma já havia denunciado o marido por violência, várias vezes. A família possui os registros dos termos circunstan ciados de ocorrência, mas a polícia nunca tinha lhe dado apoio, de acordo com seus parentes. Há registros entre 2004 e 2005, sendo que um último havia sido feito em outubro de 2011, dois meses antes da professora ter sido assassinada. O acusado refugiou-se em Alagoas, onde, segundo a ex-sogra, dopava o filho no esconderijo. O ex policial entregou o menino aos avós paternos, que chamavam a avó materna para visitá-lo esporadicamente. Em uma dessas visitas, ela deparou com o ex-genro, avisou à polícia e ele foi preso. Casos como o de Isaelma engordam a crônica policial em Pernambuco, onde, entre janeiro e agosto, 164 mulheres foram assassinadas, 9 mil 292 ameaçadas e 6 mil 007 sofreram algum tipo de lesão corporal. O Espírito Santo é estado que lidera o número de crimes, com uma média, entre 2009 e 2011, de 11,24 assassinatos a cada 100 mil mulheres. As autoridades, no entanto, afirmam que os dados de 2013 apontam redução. O coronel Gustavo Debortoli, subsecretário de Segurança Pública, lembra que o Espírito Santo é o segundo estado do Brasil em número de homicídios. Segundo ele, o alto número de mortes de mulheres também se deve, portanto, a uma relação de proporcionalidade. A promotora Sueli Lima e Silva, da Promotoria de Defesa da Mulher, vê distorções no sistema de proteção aos crimes desse gênero. Ela diz que, por questões legais, é impedida de cuidar de casos de homicídio.
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O Globo (RJ): Apesar de lei mais dura, morte de mulheres caiu pouco Ipea aponta média de cinco assassinatos por 100 mil habitantes; para governo, norma serve à prevenção -Brasília- Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre violência contra as mulheres concluiu que, apesar da Lei Maria da Penha, foi pequena a redução no número de mortes desde 2006, quando a punição mais dura entrou em vigor. A partir de dados do Ministério da Saúde, o Ipea demonstrou que o número de mortes de mulheres por agressões de maridos, companheiros e parceiros nos últimos onze anos — entre 2001 e 2011 — pouco alterou. A taxa média de mortalidade por grupo de 100 mil mulheres entre 2001 e 2006, antes da lei, foi de 5,28. Entre 2007 e 2011, depois da lei, a taxa média ficou em 5,22. O Ipea calcula que, nesse período, ocorreram mais de 50 mil feminicídios no Brasil, o que equivale a 5 mil por ano, 15 por dia e uma mulher morta a cada uma hora e meia. Para a coordenadora do trabalho, a pesquisadora Leila Garcia, a Lei Maria da Penha não mostrou a que veio até agora. — São inúmeros inaceitáveis. Demonstra que a Lei Maria da Penha, sozinha, não resolveu e não vai resolver o problema — disse Leila Garcia, que defendeu a aprovação da lei que tipifica o feminicídio como crime. Parte do estudo do Ipea gerou reação dentro do próprio governo. A Secretaria de Política Para Mulheres, do governo federal, divergiu da conclusão do Ipea. Â secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Aparecida Gonçalves, disse ao GLOBO que a função da lei é prevenir e não, a curto prazo, reduzir número de mortes de mulheres. — Considero meio erradas algumas conclusões da pesquisa. A Lei Maria da Penha em nenhum momento, ou a curto prazo, vai incidir sobre número de assassinatos. A lei protege as mulheres. Ao longo desses anos, foram adotadas mais de 300 medidas protetivas, frutos da Lei Maria da Penha. Portanto, a lei deu certo e está protegendo as mulheres. A função dela é evitar, é prevenir — disse Aparecida Gonçalves. Em março deste ano, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) divulgou que, em 2012, os relatos de violência contra as mulheres chegaram a 88.685 registros — dez a cada hora, de acordo com denúncias apresentadas à Central de Atendimento à Mulher. Em comparação a 2011, houve crescimento de 18,2% dos casos, que no ano anterior haviam somado 75.019 ocorrências. Frente a 2006, quando foi criado o Ligue 180 e promulgada a Lei Maria da Penha, o registro desses casos cresceu sete vezes ou 633% (foram 12.664 registros de violência em 2006).
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O Globo (RJ): Impunidade: Violência contra mulher não caiu Lei Maria da Penha, em vigor há 7 anos, não reduziu índice de mortes de mulheres, diz estudo. Morrem 5 mil por ano. Apesar de lei mais dura, morte de mulheres caiu pouco Ipea aponta média de cinco assassinatos por 100 mil habitantes; para governo, norma serve à prevenção -Brasília- Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre violência contra as mulheres concluiu que, apesar da Lei Maria da Penha, foi pequena a redução no número de mortes desde 2006, quando a punição mais dura entrou em vigor. A partir de dados do Ministério da Saúde, o Ipea demonstrou que o número de mortes de mulheres por agressões de maridos, companheiros e parceiros nos últimos onze ános — entre 2001 e 2011 — pouco alterou. A taxa média de mortalidade por grupo de 100 mil mulheres entre 2001 e 2006, antes da lei, foi de 5,28. Entre 2007 e 2011, depois da lei, a taxa média ficou em 5,22. O Ipea calcula que, nesse período, ocorreram mais de 50 mil feminicídios no Brasil, o que equivale a 5 mil por ano, 15 por dia e uma mulher morta a cada uma hora e meia. Para a coordenadora do trabalho, a pesquisadora Leila Garcia, a Lei Maria da Penha não mostrou a que veio até agora. — São inúmeros inaceitáveis. Demonstra que a Lei Maria da Penha, sozinha, não resolveu e não vai resolver o problema — disse Leila Garcia, que defendeu a aprovação da lei que tipifica o feminicídio como crime. Parte do estudo do Ipea gerou reação dentro do próprio governo. A Secretaria de Política Para Mulheres, do governo federal, divergiu da conclusão do Ipea. Â secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Aparecida Gonçalves, disse ao GLOBO que a função da lei é prevenir e não, a curto prazo, reduzir número de mortes de mulheres. — Considero meio erradas algumas conclusões da pesquisa. A Lei Maria da Penha em nenhum momento, ou a curto prazo, vai incidir sobre número de assassinatos. A lei protege as mulheres. Ao longo desses anos, foram adotadas mais de 300 medidas protetivas, frutos da Lei Maria da Penha. Portanto, a lei deu certo e está protegendo as mulheres. A função dela é evitar, é prevenir — disse Aparecida Gonçalves. Em março deste ano, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) divulgou que, em 2012, os relatos de violência contra as mulheres chegaram a 88.685 registros — dez a cada hora, de acordo com denúncias apresentadas à Central de Atendimento à Mulher. Em comparação a 2011, houve crescimento de 18,2% dos casos, que no ano anterior haviam somado 75.019 ocorrências. Frente a 2006, quando foi criado o Ligue 180 e promulgada a Lei Maria da Penha, o registro desses casos cresceu sete vezes ou 633% (foram 12.664 registros de violência em 2006).
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O Globo (RJ): Brasil fica para trás em produtividade Distância para países avançados era de 180% nos anos 1980. Hoje, é de 300% Por Henrique Gomes Batista A economia brasileira tem avançado pouco em sua produtividade. Segundo Marcelo Neri, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nas nações mais desenvolvidas, a produtividade do trabalho está crescendo a um ritmo mais rápido: — Na década de 1980, a produtividade do trabalho das nações mais avançadas era cerca de 180% e 200% maior que a brasileira. Agora, ela está em cerca de 300% — disse. A SAE vai elaborar um mapa das iniciativas públicas para incentivar a produtividade. O trabalho deverá ser finalizado em março, coincidindo com a reunião dos Brics, grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, China, índia e África do Sul. Neri afirmou que, na última década, hoüve um avanço no crescimento econômico e na redução da pobreza e da desigualdade, em parte, pela política do salário mínimo e pelas políticas sociais. Agora, em período de quase pleno emprego, os desafios são maiores.
Ricardo Paes de Barros, subsecretário da SAE, afirmou que há cerca de cem políticas públicas para a produtividade, mas acredita que falta ações coordenadas: — O mapa será importante para identificar os problemas, pois temos políticas, e até a produtividade da Argentina cresce mais que a nossa. Ontem, o Dieese informou que o desemprego em sete regiões metropolitanas pesquisadas pelo instituto caiu de 10,9% em julho para 10,6% em agosto. Essa foi a quarta queda consecutiva. A renda média dos trabalhadores subiu 1,2%, para R$ 1.632.
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O Estado de S.Paulo (SP): Lei da Maria da Penha não reduz mortes
A Lei Maria da Penha foi incapaz de reduzir a taxa de mortalidade de mulheres por agressão. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem mostrou que a proporção de feminicídios por ioo míl mulheres em 2011 superou o patamar de 2001 - 5,43 vítimas, ante 5,41. A lei, de agosto de 2006, estabeleceu uma série de medidas de proteção e tomou mais rigorosa a punição contra a violência. Ao comparar a taxa de mortes por agressão nos períodos anteriores e posteriores à lei, o Ipea constatou um retrocesso. De 2001 a 2006, foi verificada uma taxa de 5,28 feminicídios por 100 mil mulheres - praticamente a mesma encontrada entre 2007 e 2011, de 5,22. Em 2007, primeiro ano da lei, observou-se decréscimo de 5,02 para 4,74 - revertido no ano seguinte. O relatório tabulou os dados de 2009 a 2011 por região. O Nordeste lidera, com 6,90 feminicídios por 100 mil mulheres. Em seguida, estão Centro-Oes-te (6,86), Norte (6,42), Sudeste (5,14) e Sul (5,08). Na divisão por Estado, Espírito Santo apresenta o maior número (11,24) e Piauí, o menor (2,71), São Paulo aparece em 25.0 lugar, com 3,74. O Ipea estima que entre 2001 e 2011 ocorreram mais de 50 mil feminicídios no Brasil - aproximadamente 5 mil mortes por ano e mais de dez por dia. Para a coordenadora do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem), Ingrid Leão, a lei é um instrumento importante, mas não o único, no combate à violência contra a mulher. "Não é só por ter uma delegacia que um homem vai deixar de matar urna mulher. E necessário movimentar a sociedade por uma cultura de não violência, por uma educação não sexista", explica. Segundo Ingrid, a taxa é um indicativo de que os governos estaduais e federal precisam assumir um compromisso maior com políticas públicas de proteção das mulheres. Metodologia. O Ipea esclarece que não há estimativas nacionais sobre a proporção de mulheres que são assassinadas por seus companheiros no Brasil, Por isso, foi considerado no estudo o total de mortes de mulheres por agressões, um indicador aproximado de feminicídios. Os dados foram recolhidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, Os pesquisadores apontam que os registros não documentam a relação entre vítima e agressor nem o motivo do crime. A pesquisa conclui que há a "necessidade de reforço nas ações previstas na Lei Maria da Penha, bem como a adoção de outras medidas voltadas ao enfrentamento à violência contra a mulher, à efetiva proteção das vitimas e à redução das desigualdades de gênero no Brasil. O Ipea defende também a aprovação de projeto de lei que tipifica o crime de feminicídio. Dessa forma, seria possível aumentar a pena do agressor.
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Brasil Econômico (SP): Lei Maria da Penha não reduz número de mortes Ipea aponta manutenção da taxa de homicídios de mulheres após a promulgação da lei
A Lei Maria da Penha não teve impacto sobre a quantidade de mulheres mortas em decorrência de violência doméstica, constatou um estudo sobre feminicídio divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). De acordo com os dados do instituto, entre 2001 e 2006, período anterior à lei, foram mortas, em média, 5,28 mulheres a cada 100 mil. No período posterior à sua promulgação, entre 2007 e 2011, foram vítimas de feminicídio, em média, 5,22 mulheres a cada 100 mil. Feminicídio é o homicídio de mulheres em decorrência de conflitos de gênero, geralmente cometidos por um homem, parceiro ou ex-parceiro da vítima. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual. Entre 2001 e 2011, estima-se que cerca de 50 mil crimes desse tipo tenham ocorrido no Brasil, dos quais 50% com o uso de armas de fogo. O Ipea também constatou que 29% dos óbitos ocorreram na casa da vítima, o que reforça o perfil das mortes como casos de violência doméstica. Para o Ipea, o decréscimo em dez anos é "sutil" e demonstra a necessidade da adoção de outras medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, à proteção das vítimas e à redução das desigualdades de gênero. Em relação ao perfil das principais vítimas de feminicídio, o Ipea constatou que elas são jovens e negras. Do total, 31% das vítimas têm entre 20 e 29 anos e 61% são negras. No Nordeste, o percentual de mulheres negras mortas chega a 87%; no Norte, 83%. Entre os estados brasileiros, o Espírito Santo é o que mais registrou assassinatos de mulheres entre 2009 e 2011, com um índice de 11,24 a cada 100 mil - muito superior à média brasileira no mesmo período. Outros estados com alta incidência foram Bahia (9,08), Alagoas (8,84) e Roraima (8,51). Já os estados com a incidência mais baixa foram Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28), São Paulo (3,74) e Maranhão (4,63). De acordo com o Ipea, 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Em relação ao homem isso não ocorre. Apenas 6% dos assassinatos de homens são cometidos por uma parceira. Ao fazer um balanço do período, a ministra Eleonora Menicucci apontou a demora do Judiciário em expedir medidas protetivas em favor das mulheres como um dos gargalos a resolver. Ela lembrou que, em alguns casos, a medida para determinar que o agressor se mantenha à distância da vítima é expedida quando a mulher já foi agredida ou até morta. "Eu conclamo todos os juizes a olhar com cuidado e severidade, mas com determinação para a violência contra as mulheres expedindo, o mais rápido possível, as medidas protetivas". " Não é necessário apenas a alteração legislativa, é necessário também uma mudança de comportamento. É um processo de mudança demorado", acrescentou o integrante do CNJ, Ney José de Freitas.
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Correio Braziliense (DF): Marcadas para morrer A lei brasileira de combate à violência contra a mulher ainda peca na prevenção. Embora aclamada por membros do governo e especialistas, estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a legislação não foi eficaz para reduzir o número de mortes. O levantamento indica que só no primeiro ano de vigência da lei houve uma leve redução da taxa de homicídio. Entre 2001 e 2006, o índice de mortes era 5,28 por grupo de 100 mil mulheres. Nos cinco anos seguintes à aprovação da Lei Maria da Penha, no fim de 2006, o índice ficou praticamente estável, em 5,22. Só em 2007 houve declínio: 4,47 por 100 mil mulheres (veja quadro). Entre 2009 e 2011, a média nacional ficou em 5,82/100 mil. No Distrito Federal, o indicador está ligeiramente abaixo da média, em 5,53/100 mil. Segundo especialistas, a falta de uma rede qualificada de amparo a mulheres ameaçadas é o principal motivo para que a Lei Maria da Penha — considerada um marco fundamental pelas entidades de defesa dos direitos da mulher por dar mais rigor às punições — não consiga reduzir os índices de mortes. A pesquisadora do Ipea Leila Garcia argumenta que faltam medidas complementares capazes de dar suporte à medida. "É preciso ter mecanismos que ajudem a lei a ser cumprida", diz. Ela destaca que é necessário cobrar medidas efetivas das secretarias estaduais de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Em muitos casos, ao denunciar uma agressão, a mulher acaba ficando ainda mais vulnerável à violência. "O fato de buscar auxílio faz com que a resposta do agressor seja ainda mais forte", comenta a pesquisadora. O levantamento do Ipea mostra que 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Como comparação, entre os homens assassinados, esse percentual fica em torno de 6%. Leila Garcia também destaca que os indicadores estão relacionados com diferenças culturais e desigualdades de gênero da sociedade. "As diferenças regionais também são mais latentes onde as mulheres têm menos escolaridade e a desigualdade na renda é maior. Os óbitos são a pontinha do iceberg de violências muito maiores que as mulheres sofrem e que refletem as desigualdades de gênero reproduzidas na sociedade", ressalta. Triste diagnóstico O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) já vinha fazendo o alerta de que só a lei não é suficiente. A advogada e assessora do centro Luana Natielle esclarece que o resultado da pesquisa não representa o fracasso da lei. "Significa que o Estado não está conseguindo garantir a efetivação dela. A lei é uma das melhores do mundo, mas, quando você olha na ponta, falta estrutura", adverte. Segundo Luana, o diagnóstico é triste, pois faltam delegacias especializadas, juizados especiais e equipes com psicólogos. "A lei é muito boa e teve um impacto social importante, mas, sem que o Estado crie mecanismos que garantam o enfrentamento de fato do problema, esses resultados vão se repetir." A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), Aparecida Gonçalves, rebate. Para ela, a Lei Maria da Penha fortaleceu a prevenção. "Cerca de 250 mil medidas protetivas foram expedidas desde 2006. A lei previne e protege, mas, em sete anos, não vai dar conta de séculos de machismo", ressalva. Uma medida que pode reforçar a eficácia da lei, na avaliação da secretária, é a inclusão do feminicídio (assassinato de mulheres) como um qualificador penal. Em nota, a secretária da Mulher do DF, Olgamir Amancia, também defendeu a inclusão desse agravante na legislação penal.
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Portal G1.Com: Taxa de homicídio contra mulheres no Paraná é a maior do Sul do país
Ipea diz que a cada 100 mil mulheres, 6,49 morrem por agressão doméstica. Presidente da FDIM acredita que Lei Maria da Penha precisa ser divulgada.
O Paraná é o estado do Sul do país com a maior taxa de feminicídio - assassinato de mulheres. Segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a cada 100 mil paranaenses, 6,49 morrem em decorrência de agressões. A proporção é significativamente maior do que a registrada em Santa Catarina, 3,28, e no Rio Grande do Sul, 4,64. Além disso, também é maior do que a do país. Este número foi aferido, entre 2009 e 2011, após a promulgação da Lei Marina da Penha que pune com maior rigor a violência doméstica.
Nacionalmente, a taxa é de 5,22 e, segundo o Ipea, não esboça uma mudança de comportamento da sociedade, já que antes da da Lei Maria da Penha a taxa era de 5,82 a cada 100 mil mulheres. De acordo com o levantamento, o número destaca que é preciso reforçar as ações da Lei Maria da Penha e adotar outras medidas para o combate à violência contra mulheres. O estudo demostra ainda que 40% dos homicídios contra mulheres são cometidos pelos parceiros da vítima.
A presidente da Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM) e da Confederação das Mulheres do Brasil, Márcia Campos, faz uma leitura diferente da realizada pelo Ipea. Para ela, pode-se considerar que os números diminuíram. "Hoje, é difícil o homem matar a mulher e simplesmente dizer que ela foi assassinada. Nunca tinha testemunha. As pessoas tinham medo. Além disso, a mulher não pode mais retirar a queixa e tem mais dados copilados. A manutenção do índice tem a ver que você não consegue jogar por baixo do tapete. Então, poderia fazer uma leitura que diminuiu", avalia. A presidente diz que é preciso dar "um tempo" para a lei e que concorda com o Ipea no aspectos de ações mais efetivas no combate à violência doméstica.
Campos também menciona que as questões de renda e de vulnerabilidade social, tanto de agressores quanto das vítimas, precisam ser consideradas. Ela acredita que as pessoas com menor poder aquisitivo e vidas menos estruturadas avaliam que não têm o que perder com a agressão à companheira. "Para alguém mais consciente, com algum grau de escolaridade e renda, o castigo 'interessa'. Quanto mais as pessoas pensa que não tem nada a perder, o grau do castigo não abala o cara", explica.
"Essa lei entra mais em determinado segmento [ da sociedade] do que em outro. Onde não entra tanto, a punição não interfere no medo da pessoa [do agressor]. É preciso atuar mais no sentido de prevenção, divulgação da lei, realizar campanha nessas determinadas regiões. Para enfrentar uma situação como essa, tem que ir fundo também na questão sociológica. Caso contrário, a gente não consegue", argumenta.
Para ela, é falho o argumento de que a violência contra as mulheres não tem relação com aspectos sociais. Campos exemplifica com o caso do Paraná, considerado um dos estados mais ricos do país, e que a taxa de feminicídio é mais alta do que a nacional.
Ela menciona ainda que a sociedade tem que participar deste processo. "É uma consciência não só do atacante, mas de toda uma sociedade trabalhando para isso: vizinhos, amigos e parentes. Se não houve uma hostilidade social, a lei não resolve tudo". Campos finaliza enfatizando que é preciso punir os agressores com prisão severa. Perfil das vítimas Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas --31% na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foi de mulheres de 20 a 39 anos, e a maioria (31%) ocorreu em via pública, contra 29% em domicílio e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde. A maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo).
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O Dia Online (RJ): Lei Maria da Penha não reduziu mortes, mostra Ipea
Estudo aponta que taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei
Rio - Estudo preliminar do Ipea estima que, entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios, ou seja, "mortes de mulheres por conflito de gênero", especialmente em casos de agressão perpetrada por parceiros íntimos. Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.
Além dos números e taxas de feminicídios nos estados e regiões do Brasil, foi realizada uma avaliação do impacto da Lei Maria da Penha. Constatou-se que não houve influência capaz de reduzir o número de mortes, pois as taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei.
"Observou-se sutil decréscimo da taxa no ano de 2007, imediatamente após a vigência da lei, e, nos últimos anos, o retorno desses valores aos patamares registrados no início do período", afirma o texto.
A pesquisa "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", coordenada pela técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Leila Posenato Garcia, foi apresentada nesta quarta-feira, na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados.
De acordo com os dados do documento, o Espirito Santo é o estado brasileiro com a maior taxa de feminicídios, 11,24 a cada 100 mil, seguido por Bahia (9,08) e Alagoas (8,84). A região com as piores taxas é o Nordeste, que apresentou 6,9 casos a cada 100 mil mulheres, no período analisado.
A pesquisa, realizada com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, inova em relação a estudos anteriores por incorporar duas etapas de correção, visando minimizar a subestimação dos feminicídios.
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Portal G1.Com: Número de mulheres assassinadas no RN ficou acima da média nacional
Dados referentes ao período de 2009-2011 foram divulgados por instituto. Estudo mostra que Lei Maria da Penha não reduziu mortes violentas.
A cada 100 mil mulheres, mais de seis morreram de causas violentas no Rio Grande do Norte, uma taxa que superou a média nacional entre os anos de 2009 e 2011. É o que mostra o estudo "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A taxa corrigida de assassinatos foi de 5,82 por 100.000 mulheres no país, enquanto que o RN teve média de 6,31 mortes, deixando o estado na 15ª colocação no Brasil.
Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas - 31% na faixa etária de 20 a 29 anos, como Clara Rubianny Ferreira, de 26 anos, estrangulada dentro de um apartamento em julho deste ano no bairro de Ponta Negra, na zona Sul de Natal. O principal suspeito do assassinato é o empresário paulista Eugênio Becegato Júnior, que era proprietário do imóvel e foi indiciado pela morte.
Ao todo, 50% dos feminicídios ocorridos no Brasil envolveram o uso de armas de fogo. O número também tem reflexo no RN. Um dos casos que chamou a atenção foi o da empregada doméstica Sanclea Fernandes Dantas, de 32 anos, foi morta a tiros no município de Patu, na região Oeste potiguar. O principal suspeito é um jovem de 19 anos que teve um relacionamento amoroso com a vítima. Sanclea estava grávida de três meses e o suspeito era pai do bebê.
O estudo do Ipea registra ainda que a maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo). As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram esse tipo de morte com taxas de, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Nos estados, as maiores taxas estão no Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). As taxas mais baixas estão no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74). "A magnitude dos feminicídios foi elevada em todas as regiões e estados. (...) Essa situação é preocupante, uma vez que os feminicídios são eventos completamente evitáveis, que abreviam as vidas de muitas mulheres jovens, causando perdas inestimáveis, além de consequências potencialmente adversas para as crianças, para as famílias e para a sociedade", conclui o estudo. RN teve 38 mortes em 2013 Em 2013, segundo dados fornecidos ao G1 pela Coordenadoria da Defesa dos Direitos da Mulher e das Minorias no Rio Grande do Norte (Codim), 38 mulheres foram assassinadas no estado entre 1º de janeiro e 17 de setembro. No ano passado foram 27 homicídios; em 2011, 12 mulheres foram mortas.
Contudo, a coordenadora Erlândia Passos explicou que os números de 2011 e 2012 representam apenas os casos registrados pelas cinco delegacias especializadas em defesa da mulher. Duas delas funcionam em Natal. As demais, em Mossoró, na região Oeste, Parnamirim, na Grande Natal, e Caicó, na região Seridó.
Sobre o atendimento às mulheres, Erlândia Passos informa que o Codimm mantém o número 0800-281-2336 funcionando 24 horas para atender ocorrências em todo o estado. "Verificamos a procedência da denúncia e vamos até casa da vítima. Muitas vezes a denúncia parte do vizinho e familiar. Se comprovado, o caso é repassado para as autoridades responsáveis, como Justiça, Ministério Público e Polícia Civil", afirma.
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Portal G1.Com: DF tem menos mortes de mulheres por agressão do que a média nacional
Estudo do Ipea aponta que DF tem 5,53 mortes por 100 mil mulheres. Média nacional é de 5,82 mortes; dados são de 2009 a 2011.
A taxa de mortalidade de mulheres em razão de violência doméstica no Distrito Federal está abaixo da média nacional, segundo o estudo "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No DF, o índice é de 5,53 mortes por ano por 100 mil mulheres. A média nacional é de 5,82 mortes por 100 mil mulheres. O estudo do Ipea foi feito com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, de 2009 a 2011. A taxa de mortalidade no DF é menos da metade do Espírito Santo, unidade federativa com mais casos de violência, com índice de 11,24 mortes por ano por 100 mil mulheres. O DF também é a única unidade do Centro-Oeste que registrou menos mortes do que a média nacional. O primeiro estado da região é Goiás, com 7,57 mortes por ano por 100 mil mulheres. No Mato Grosso, o índice foi de 6,95; no Mato Grosso do Sul, 6,44.
O estudo mostra que a Lei Maria da Penha, em vigor desde agosto de 2006 com o intuito de combater a violência contra a mulher, não teve impacto no número de mortes por esse tipo de agressão. As taxas de mortalidade foram 5,28 por 100 mil mulheres no período 2001 a 2006 (antes da lei) e de 5,22 em 2007 a 2011 (depois da lei), diz o estudo. De acordo com o Ipea, houve apenas um "sutil decréscimo da taxa no ano 2007, imediatamente após a vigência da lei", mas depois a taxa voltou a crescer. O instituto estima que ocorreram no país 5,82 óbitos para cada 100 mil mulheres entre 2009 e 2011. "Em média ocorrem 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia", diz o estudo.
Perfil das vítimas Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas - 31% na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foi de mulheres de 20 a 39 anos, e a maioria (31%) ocorreu em via pública, contra 29% em domicílio e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde. A maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo). As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram esse tipo de morte com taxas de, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Nos estados, as maiores taxas estão no Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). As taxas mais baixas estão no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74). Ao todo, 50% dos feminicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos. Em outros 3% das mortes foram registrados maus-tratos, agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes, como abuso sexual, crueldade mental e tortura. "A magnitude dos feminicídios foi elevada em todas as regiões e estados. (...) Essa situação é preocupante, uma vez que os feminicídios são eventos completamente evitáveis, que abreviam as vidas de muitas mulheres jovens, causando perdas inestimáveis, além de consequências potencialmente adversas para as crianças, para as famílias e para a sociedade", conclui o estudo.
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Portal G1.Com: CE é 7ª posição entre estados com menor taxa de feminicídio, diz Ipea
No Ceará, morrem 5,6 mulheres por cada grupo de 100 mil. No Brasil, uma mulher morre por conflito de gênero a cada 1h30.
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que, entre entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios, ou seja, "mortes de mulheres por conflito de gênero", especialmente em casos de agressão cometida por parceiros íntimos. Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.
A pesquisa "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", mostra o Ceará está em 7ª posição entre os estados com menores taxas de feminicídio, com 5,6 casos para cada grupo de 100 mulheres. O ranking das menores taxas é liderada pelo Piauí, com 2,71/100 mil, seguido por Santa Catarina, com taxa de 3,28; São Paulo, com 3,74; Maranhão, com 4,63; Rio Grande do Sul, com 4,64; e Amazonas, com 5,07 casos de fiminicídio por grupo de 100 mulheres. Segundo os dados do documento, o Espírito Santo é o estado brasileiro com a maior taxa de feminicídios, 11,24 a cada 100 mil, seguido por Bahia (9,08) e Alagoas (8,84). A região com as piores taxas é o Nordeste, que apresentou 6,9 casos a cada 100 mil mulheres, no período de 2009 a 2011. Lei Maria da Penha A pesquisa, realizada com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, inova em relação a estudos anteriores por incorporar duas etapas de correção, visando minimizar a subestimação dos feminicídios. Além dos números e taxas de feminicídios nos estados e regiões do Brasil, foi realizada uma avaliação do impacto da Lei Maria da Penha. Constatou-se que não houve influência capaz de reduzir o número de mortes, pois as taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei. De acordo com o estudo, no Brasil estima-se que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia. As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte apresentaram as taxas de feminicídios mais elevadas, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Vítimas A pesquisa mostra, ainda, que as mulheres jovens foram as principais vítimas: 31% es tavam na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos. Cerca de 29% dos feminicídios ocorreram no domicílio, 31% em via pública e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde. 36% ocorreram aos finais de semana. Os domingos concentraram 19% das mortes
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Portal G1.Com :Atividades para valorizar idoso ocorrem em Porto Alegre; confira
Tarde de talentos e bate-papo entram na programação da capital do RS. Ações promovidas pelo Sesc marcam a Semana do Idoso no estado.
De 29 de setembro a 3 de outubro, o Sesc-RS realiza uma série de atividades em todo o estado para comemorar a Semana do Idoso 2013. As ações envolvem caminhadas, palestras, bate-papos e apresentações artísticas.
Em Porto Alegre, haverá ações de valorização do envelhecimento humano em vários pontos da cidade. A agenda de eventos na capital abriu com uma caminhada na manhã de domingo (29) que percorreu o trajeto do Parque Moinhos de Vento até o Parque Farroupilha.
O Brasil tem hoje uma população de aproximadamente 15 milhões de idosos, correspondendo a 8,6% da população total. Até 2040, a população idosa do país deve duplicar, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Confira a programação completa da Semana do Idoso em Porto Alegre:
Terça-feira (1) Tarde de Talentos Horário: 14h às 17h Local: Sesc Campestre (Av. Protásio Alves, 6220 - Auditório João Daudt) - Inscrições encerradas. A comunidade, no entanto, tem entrada franca para assistir às apresentações
Quarta-feira (2) Bate-papo "A Importância da Comunicação e o Protagonismo do Idoso" Horário: 14h às 16h Local: Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665 - Auditório Erico Verissimo) - Exclusivo para idosos já integrantes do programa Sesc Maturidade Ativa
Quinta-feira (3) Dia do Cuidado com o Idoso Atividades: Orientações com assistentes sociais sobre INSS, previdência social e saúde, quick massagem, medição de pressão arterial, glicemia e índice de massa corporal, exposição de artesanatos dos grupos, escola de chimarrão, alongamento dinâmico e danças circulares. Horário: das 10h às 12h e das 13h às 16h Local: Ginásio do Sesc Navegantes (Av. Brasil, 483) - exclusivo para idosos já integrantes do programa Sesc Maturidade Ativa
Durante todo o mês de outubro Ação social de arrecadação de brinquedos para o Mês da Criança Atividade em conjunto dos grupos Redenção e Centro - a comunidade pode contribuir entregando donativos até o dia 25 na Unidade Sesc Redenção (Av. João Pessoa, 835).
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O Globo (RJ): Polícia letal: Redes de dados sem autos de resitência DESINFORMAÇÃO MP tem grupo para ação policial só em 18 estados Por Alessandra Duarte e Carolina Benevides Falta de registros corretos, desatualização, subnotificação. A ausência de controle dos autos de resistência no país vem, em boa parte, da falta de informações. Os autos não entram de forma adequada nos registros de óbitos do Sistema Único de Saúde — e, em sistemas do Ministério da Justiça, não chegam nem a entrar. Em pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre autos de resistência, os estados foram divididos pelo grau de confiabilidade da informação enviada. Só sete, além do DF, têm confiabilidade alta: Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pernambuco, Rio, Rio Grande do Sul e SP. A nomenclatura também varia, diz o Fórum: em 39% dos registros, o nome dado é resistência seguida de morte; em 28%, morte em confronto com a polícia; em 17%, auto de resistência; e em 16%, outros nomes. Além de dados estaduais frágeis, a organização deles pelo governo federal também é falha. Em 2011, a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, havia dito ao GLOBO que a Senasp planejava condicionar o repasse para os estados de verba federal no setor ao envio de informações para a rede Infoseg, sistema federal que reúne dados dos governos estaduais, como forma de estimular o envio dos dados. Até hoje, porém, o governo não definiu como esse condicionamento será realizado; segundo o Ministério da Justiça, essa definição depende agora do Conselho Gestor do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, criado em agosto deste ano. Há ainda o Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública (Sinesp), de compilação de estatísticas, que ainda está em formação — e que não se comunica com a Infoseg, segundo o Ministério da Justiça. Além disso, tanto Infoseg quanto Sinesp não incluem dados sobre autos de resistência. Outra fonte que poderia melhorar o controle dos autos, a Pesquisa Nacional de Vitimização, a 1ª no país, com dados sobre criminalidade coletados entre a população, começou a ser feita em 2010 pelo governo federal. Até hoje, não foi concluída. FRAUDE PARA COBRAR PROPINAS O andamento dos inquéritos envolvendo autos de resistência é outro dos principais obstáculos para sua solução. Pesquisa realizada pelo professor da UFRJ Michel Misse, que será lançada no próximo dia 18 no livro "Quando a polícia mata" aponta que, de 510 registros de ocorrência de j auto de resistência no Estado do Rio em 2005, somente 19 tinham virado processo no Tribunal de Justiça até 2007, sendo que, destes 19, foram arquivados 16. — O obstáculo nessa cadeia é transformar inquérito em processo. Não há elemento para investigação, sobretudo porque não há perícia de local — diz Misse, destacando que houve dez mil mortos em confronto no Estado do Rio de 2001 a 2011. Apesar do quadro crítico, o Rio não tem, até hoje, um grupo específico do Ministério Público para o controle externo da atividade policial. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, apenas 18 estados têm um núcleo específico de controle da ação da polícia. A ausência desse grupo no MP do Rio é criticada por Paulo Roberto Mello Cunha Jr., promotor junto à Auditoria Militar. — Você não consegue concentrar dados a respeito das investigações. Eles ficam pulverizados — diz Cunha Jr., afirmando que o procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, determinou este ano a criação desse grupo. Além de combater casos de abuso de força policial, uma melhor atuação do MP auxiliaria também no enfrentamento de autos adulterados por policiais corruptos — que fraudariam mortes em confronto para pressionar traficantes pelo pagamento de propina, o chamado arrego. — O auto fraudado é também uma forma de o policial corrupto se impor numa comunidade. Mataram a juíza Patrícia (Acioli, de São Gonçalo, morta por PMs em 2011) não por vingança, mas porque passaram a ter dificuldade em achacar o tráfico lá. Estavam perdendo dinheiro — diz Cunha Jr., citando uma característica de autos fraudados: — A vítima sempre morre no caminho. Em São Gonçalo, em 2008, 91% das vítimas de autos não morriam no local. Outro problema é que, na delegacia, abre-se o inquérito, mas o PM acaba não sendo indiciado. Se não é indiciado, a informação de que ele é investigado não vai para a sua folha de antecedentes criminais. Do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do MP da Bahia, José Emmanuel Lemos lembra que os autos fraudados podem se ligar à Meta 1 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública, de combate à subnotificação de homicídios: — Aquele homicídio não contabilizado, ou não investigado, vai para as chamadas cifras ocultas. São os "dark numbers" Estudo de Daniel Cerqueira, da diretoria do Ipea, aponta que o país tem média de 8,6 mil homicídios não reconhecidos por ano — que ele chama de mortes ocultas. Elas entram no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do SUS como morte por causa não determinada: — A maioria das mortes em confronto com a polícia, em vez de entrarem no SIM como por intervenção legal, que seria a categoria correta, entram como por causa indeterminada.
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Folha.Com (SP): Ombudsman - Suzana Singer - Arauto das más notícias
Folha destaca apenas dados negativos da Pnad, apesar de a pesquisa ter apontado aumento de renda em 2012
A edição que a Folha fez da pesquisa Pnad, que traça anualmente um quadro social do país, é um prato cheio para quem acha que o jornal só publica más notícias. Todos os destaques pinçados no levantamento eram negativos.
O título na capa informava que "Analfabetismo e desigualdade ficam estagnados no país" (28/9). Em "Cotidiano", havia o aumento da diferença de renda entre homem e mulher, os salários inchados pela falta de mão de obra especializada e o celular como o único tipo de telefone em mais da metade dos lares. A análise dizia que o resultado da pesquisa pode significar "o fim da década inclusiva".
Outros jornais optaram por manchetes do tipo uma no cravo outra na ferradura: "Renda média sobe, mas desigualdade para de cair" ("O Globo"), "Analfabetismo para de cair no país; emprego e renda sobem" ("Estado"), "Em todas as regiões houve aumento de renda, mas a desigualdade ficou estagnada" (Jornal Nacional).
Com seu característico catastrofismo, a Folha fez uma leitura míope da pesquisa, que é muito importante pela sua abrangência -são 363 mil entrevistados respondendo sobre escolaridade, trabalho, moradia e acesso a bens de consumo.
O dado mais surpreendente era que a renda do brasileiro cresceu em 2012, ano em que o PIB subiu apenas 0,9%. Na Folha, esse fenômeno só foi citado no meio de uma reportagem sobre a desigualdade.
Coube ao colunista Vinicius Torres Freire, no dia seguinte, chamar a atenção para o fato de que o Brasil estava mais rico "e não sabíamos". "É possível dizer que a taxa de pobreza deve ter caído bem no ano passado", escreveu Freire.
Pelos cálculos de Marcelo Neri, 50, presidente do Ipea, 3,5 milhões de brasileiros saltaram a linha de pobreza em 2012. "No conjunto das transformações, foi a melhor Pnad dos últimos 20 anos", diz Neri.
A desigualdade parou mesmo de cair, mas foi porque os muito ricos (1% da população) ficaram ainda mais ricos (a renda subiu 10,8%), num ritmo mais rápido do que os muitos pobres (10% na base da pirâmide) ficaram menos pobres (ganho de renda de 6,4%). É claro que não se deve desprezar o abismo social, mas não dá para ignorar que houve uma melhora geral no ano passado, o que é um mistério a ser explicado pelos economistas.
Se o jornal subestimou o dado da renda, deu espaço demais para o fato de o analfabetismo ter parado de cair. Teve nesse ponto a companhia dos outros jornais e da TV.
Depois de 15 anos de queda contínua, a taxa de analfabetismo variou de 8,6% para 8,7%. A diferença, irrisória, pode ser apenas uma flutuação estatística. Nem o fato de a taxa ter parado de cair é importante, segundo os especialistas.
Os analfabetos brasileiros concentram-se, principalmente, na faixa etária mais alta (60 anos ou mais). Os mais velhos, que não tiveram acesso à escola na infância, são mais difíceis de serem alfabetizados. "Entre os jovens, a proporção de analfabetos continua caindo. A conclusão é que, embora nossa educação tenha muitos problemas, este não é um deles", explica Simon Schwartzman, 74, presidente do Iets.
O destaque dado à diferença entre a remuneração de homens e mulheres também foi descabido. Em 2011, a brasileira recebia 73,7% do salário de um homem. No ano passado, era 72,9%.
Além de não ser uma variação muito significativa, pode ser um problema amostral. "As mulheres não estão necessariamente ganhando menos do que os homens. Se elas já têm uma renda média menor, basta crescer a participação feminina no mercado de trabalho para aumentar a diferença entre os sexos", afirma Marcio Salvato, 44, professor de economia do Ibmec.
Entre os bens de consumo, o jornal destacou o celular e as motos. Wasmália Bivar, 53, presidente do IBGE, ressalta a máquina de lavar roupa, presente em 55% das casas. "Para a vida das famílias mais pobres, é um bem de grande significado, porque dá mais tempo livre para as mulheres."
Não é fácil escolher o que há de mais relevante em uma pesquisa extensa como a Pnad, mas não dá para adotar o critério dos piores números. O jornalismo deve ter como primeira preocupação o que vai mal, apontar os problemas, só que o necessário viés crítico não pode impedir que se destaque o que é de fato o mais importante.
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Folha.Com (SP): Renda maior do trabalhador come lucro
Embora o crescimento da economia esteja estagnado, a renda dos trabalhadores, especialmente dos mais pobres e desqualificados, sobe rapidamente no país.
Segundo os dados da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a renda per capita média cresceu 8% no ano passado. Quem puxou esse crescimento foi o aumento na renda do trabalho --ou seja, os salários. Eles foram responsáveis por 74% dessa subida.
Isso aconteceu justamente no ano do "PIBinho", quando a economia cresceu 0,9%.
Ou seja, o Brasil tem um aumento de salários que não corresponde a um aumento de produtividade --as empresas estão comendo sua margem de lucro para bancar maiores remunerações.
Nas fábricas, por exemplo, segundo a Confederação Nacional da Indústria, entre 2001 e 2012, o salário real dos trabalhadores subiu 169%. A produtividade, só 1%. Como aponta Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da CNI, isso significa aumentos dos custos e causa prejuízos.
ESCASSEZ
Quanto mais pobre o indivíduo, maior tem sido o crescimento da renda. Em 2012, entre os 10% mais pobres, a renda cresceu 14%. Entre os 5% mais pobres, 20%.
Também tiveram aumento de renda acima da média pessoas sem escolaridade (10%), com primário incompleto (9,4%) e nordestinos (11%).
Isso se explica por uma questão de oferta e demanda. A demografia do trabalho pouco qualificado está mudando no Brasil.
A instrução média do brasileiro tem crescido rapidamente. Em 20 anos, saiu de menos de seis anos para quase nove atualmente.
No ensino superior, a iniciativa privada tornou a formação mais acessível. Em 2001, eram 3 milhões de alunos. Em 2012, 7 milhões.
Isso tem diminuído o "estoque" de trabalhadores pouco qualificados, ainda mais em uma época de desemprego baixo, em que não há mão de obra "reserva" à disposição. Há agora, nas palavras de Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), sinais da existência de um gargalo.
Nas pranchetas dos economistas, esse gargalo --oferta pequena perante a demanda-- significa maior remuneração.
No dia a dia, percebe-se esse fenômeno, por exemplo, pela escassez e custo das empregadas domésticas, profissão rejeitada pelas moças mais jovens que estudaram mais que suas mães. Empregados domésticos tiveram um aumento real de 10% em 2012.
"A mudança na renda do trabalho é determinada pelo mercado", diz Neri. Ele aponta que tal descolamento do PIB e da renda é inédita.
"É a maior diferença que já vi, embora o fenômeno aconteça há uma década. O ano de 2012 foi o melhor de toda a série em termos de aumento da escolaridade média. No aumento da renda, o Bolsa Família, embora importantíssimo, é coadjuvante."
Neste ano, segundo os dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), a tendência geral segue a mesma.
O aumento da instrução média, porém, aumenta a quantidade de profissionais qualificados à disposição no mercado, reduzindo o ganho salarial que estudar mais traz.
Hoje, estudar mais tempo significa um aumento de renda 30% menor do que significava há dez anos --mas ainda há 70%, claro, o que significa que a correlação estudo/renda segue firme e forte.
Por muito tempo, pouco se falou do impacto da instrução na renda agregada. Um dos primeiros a apontar isso foi o economista Carlos Langoni, nos anos 1970 --na época, em vão. A última década e, agora, a Pnad 2012 consolidam a educação como um tema macroeconômico.
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Programa recebeu José Eustáquio Ribeiro, do Ipea, e Eliseu Roberto Alves, da Embrapa
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Portal G1.Com : 'Foto é ruim', mas houve melhora, diz ministro sobre saneamento básico
Segundo dados da Pnad, 43% das residências não têm rede de esgoto. De acordo com ministro Marcelo Neri, esse é um retrato do 'Brasil velho'.
Alexandro Martello
A "foto" é ruim, mas o "filme" do último ano foi de melhora no que se refere ao saneamento básico, segundo avaliação feita nesta terça-feira (1) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri.
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que mostraram que 43% das residências não têm rede de esgoto. Nesta terça-feira (1), o Ipea divulgou um estudo sobre os dados da Pnad.
"O saneamento básico deu um saldo de quase três pontos [a alta detectada pela Pnad foi de 2,1 pontos percentuais em 2012]. O nível é muito ruim. Mostra um Brasil do século 19. O saneamento é o melhor retrato do 'Brasil velho'", disse ele, acrescentando, porém, que o uso da internet é o "melhor retrato do 'Brasil novo'. Na avaliação do ministro, o saneamento básico é o grande desafio do país.
"A gente fez um cálculo, mas demoraria uns 100 anos, no ritmo que estava tendo antes, para reduzir o déficit à metade. Era um número gigantesco. Mas no ritmo do ano passado, o déficit [de saneamento básico] cairia pela metade em 15 anos. É um ritmo bom para a série histórica, mas insuficiente dado o problema que ele encerra. É um ritmo mais forte. A 'foto' é ruim, mas o 'filme' do último ano foi de melhora", avaliou o presidente do Ipea.
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O Globo: Negócios & Cia: Flávia Oliveira
O Ministério do Planejamento fechou as contas da execução orçamentária das estatais federais, até agosto destè ano. As companhias gastaram, ao todo, R$ 65,7 bilhões, alta de 13,4% sobre 2012. A verba eqüivale a 59,1% da do-tação aprovada para o ano. É a maior proporção registrada nos quatro primeiros bimestres desde o ano 2000, informa Murilo Barella, do Departamento de
Coordenação e Governança das Empresas Estatais. "Há um esforço grande no governo para que a meta de investimentos seja cumprida. A tendência é que a execução orçamentária de 2013 seja recorde" diz. Os números incluem gastos de Petrobras (líder absoluta, com 89% dos desembolsos), Eletrobras e de bancos públicos, como BB, Caixa e BNDES. De setembro de 2012 a agosto de 2013, o conjun Itaipu pagou US$ 322,34 milhões em royalties a Brasil e Paraguai, até agosto. Foi verba pelo uso do potencial elétrico das águas fluviais. Deve fechar o ano no nível de 2012, quando transferiu todas estatais investiu R$ 105,7 bilhões, 13,9% a mais que nos 12 meses anteriores. O valor quase empata com os R$ 106,8 bi da dotação orçamentária de todo o ano de 2012. Para Barella, é mais um sinal de aceleração dos gastos. A mudança de padrão, diz ele, tem a ver com a conclusão de uma série de projetos, caso do gasoduto Urucu-Manaus e de hidrelétricas do Rio Madeira (RO), na Região Norte.
NA INFRAERO
A estatal dos aeroportos investiu, até agosto, R$ 884,5 milhões do R$ 1,564 bilhão previsto no Orçamento. Foi o melhor resultado desde 2000. Até aqui, a maior proporção fora 51% em 2006.
US$ 493,41 milhões. Foram 15,8% das receitas da : hidrelétrica, diz Mareia Buerger, superintendente.
Em tempo
Desde 1989, quando entrou em operação, Itaipu já pagou US$ 8,6 bi em royalties. No Brasil, a renda vai para o governo federal e outros 346 municípios de seis estados.
Comércio
Subiu 2,7% a intenção de
contratação de funcionários pelo comércio em setembro um ano antes. O indicador perdeu força em relação aos
12 meses anteriores (+3,9%). Os dados são de pesquisa que a CNC divulga hoje.
Melhorou
A renda domiciliar per capita real subiu 7,98% no país em 2012, informa estudo que o Ipea apresenta hoje sobre a última Pnad. Nas contas de Marcelo Neri, presidente do instituto, o ganho dos 5% mais ricos subiu 9,4%; já o dos 5% ; mais pobres avançou 20%.
Em tempo
A pobreza extrema, segundo Neri, caiu 15% ano passado.
Piorou
O Rio perdeu 1.232 empregos na construção civil em agosto, diz Sinduscon Rio, com dados do Caged/MTE. É resultado atípico para o mês, e antecipa tendência do último trimestre,
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