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Correio Braziliense (DF): Além da Lei Maria da Penha
Cena 1: moradora de área rural do DF pede a palavra, ao fim de palestra sobre direitos femininos, em que ouviu pela primeira vez alguém dizer que sexo, mesmo eíitre marido e mulher, tem que ser consensual, não pode ser obrigatório. "Se é assim, então, sofri violência sexual, fui estuprada várias vezes pelo meu marido", conclui ela.
Cena 2; mulher, durante evento semelhante, em Planaltina, admite que, para trabalhar fora, teve que pedir "permissão" ao marido, que a queria dentro de casa, cuidando dos filhos.
Cena 3: dona de casa, participante de curso de qualificação profissional na área da construção civil, afirma, na primeira reunião do grupo, que, para estar ali, precisou mentir para o marido: "Se dissesse que viria fazer o curso, ele não deixaria. Acha que esse trabalho é coisa de homem."
As histórias acima são reais. Foram presenciadas por técnicos da Secretaria da Mulher do DF que participam dos mutirões de informação, formação e cidadania. Os mutirões integram o programa Rede Mulher, conjunto de ações de proteção e promoção do público feminino, promovidos pela secretaria, principalmente, nas áreas mais carentes.
Mais do que meros registros factuais, as histórias denunciam a cultura patriarcal, machista e sexista, que permeia a sociedade brasileira há 500 anos. Uma herança da civilização ocidental, marcada há milênios pelo poder pátrio.
E é essa cultura que se revela como pano de fundo do recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre a Lei Maria da Penha. Editada em agosto de 2006, a norma criou uma série de medidas de proteção e tornou mais rigorosa a punição contra a violência doméstica.
Apesar disso, segundo o estudo, as taxas de mortalidade das mulheres por agressão não caíram. A proporção de femi-nicídios (assassinatos de mulheres em função de conflitos de gênero) manteve-se na faixa de cinco casos por grupo de 100 mil entre 2001 e 2011. CIDADES Vistos assim, descontextualizados, os números confundem. Passam a falsa impressão de que a Lei Maria da Penha é inócua, ineficaz e improdutiva. Na verdade, a legislação quebrou um ciclo de impunidade. Inibiu a ação dos agressores. Jogou luz sobre a violência doméstica, antes empurrada para debaixo do tapete. Tirou o problema do ambiente privado e o colocou na esfera pública. E isso, claro, tem reflexo direto no aumento das estatísticas.
Como a lei ainda é muito nova, em comparação aos milhares de anos de dominação machista, seria insensato esperar que os seus resultados aparecessem de imediato. Não se mudam costumes da noite para o dia.
Mas, nesses poucos mais de sete anos de existência, a Lei Maria da Penha tem dado importante contribuição à luta das mulheres por uma vida livre da violência. É uma ferramenta fundamental para se combater os maus-tra-tos no ambiente doméstico. É uma conquista da moderna sociedade brasileira. E deve ser defendida por todos, homens e mulheres.
O que os números da pesquisa mostram é que, além da lei, é preciso ir mais longe. É necessário adotar medidas de apoio e promoção do público feminino nas áreas de desenvolvimento social, trabalho, Justiça, segurança, saúde e educação, de modo que a mulher alcance o protagonismo que lhe é devido na sociedade.
Um exemplo foi dado, dias atrás, pelo Conselho de Educação do DF, ao aprovar recomendação sobre a obrigatoriedade do ensino dos direitos da mulher na educação básica. A medida, proposta pela Secretaria da Mulher do DF, já começa a ser aplicada em sala de aula.
Ações como essa têm o condão de forjar em crianças e adolescentes — futuros adultos — uma nova mentalidade sobre as relações de gênero. Estimulam a cultura da paz, do respeito e da diversidade. Trazem, no seu bojo, o germe de uma sociedade nova.
A Lei Maria da Penha cumpre o papel de punir crimes contra a mulher. Ações de promoção social reforçam o protagonismo feminino. Uma iniciativa complementa a outra. E as duas se unem para transformar a sociedade, ainda arraigada a valores arcaicos, como o machismo e o patriarcalismo. Miram um futuro em que homens e mulheres, apesar das diferenças biológicas, possam ocupar o seu espaço de maneira igualitária e democrática.
Só assim poderemos ter uma sociedade em que histórias como a da senhora que se descobriu violentada após anos de vida, da jovem que pediu permissão ao companheiro para trabalhar e da mulher que mentiu para fazer um curso profissionalizante sejam coisas do passado.
OlgamirAmancia,
secretária da Mulher do DF
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Folha.Com (SP): Empresas tentam elevar produtividade do brasileiro, que está estagnada
A produtividade do trabalhador brasileiro tem crescido a taxas menores do que o PIB per capita, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O PIB per capita -ou seja, total de riquezas dividido pela população brasileira- subiu 29,4% entre 2000 e 2012. Já a produtividade média do trabalhador (relação entre o PIB e a população ocupada no país) subiu 19% no mesmo período.
De acordo com Fernanda De Negri, a economista responsável pelo estudo, o fato de os trabalhadores brasileiros produzirem pouco limita o crescimento do país.
Em algum momento essas taxas irão convergir, ela afirma -na pior das hipóteses, com o PIB per capita parando de crescer; na melhor, com aumento do rendimento dos profissionais. "A produtividade brasileira está relativamente estagnada desde o fim dos anos 1970", diz.Em visita ao Brasil em julho, o economista José Alexandre Scheinkman, da Universidade Columbia, veio dar uma palestra sobre o tema. Em entrevista à Folha na ocasião, afirmou que, nos EUA, o foco do estudo hoje é entender por que "duas firmas da mesma indústria, usando trabalhadores com o mesmo nível de educação (...) produzem quantidades diferentes".
No Brasil, há empresas que se mexem para fazer com que os funcionários rendam mais.
A Linx, que desenvolve softwares de gestão para o varejo, decidiu fazer um concurso para que os profissionais criem projetos para tornar o trabalho deles mais produtivo. Henry Giocondo da Silva, 24, um desenvolvedor, está concorrendo com uma ideia que, segundo ele, pode poupar até 25% de tempo dos funcionários na categoria dele.
Hoje, enquanto ele está programando um novo software, não consegue ver, em tempo real, como é a interface para o usuário. Ele quer desenvolver um sistema para visualizar isso à medida que se escreve o código.
"Eu já tinha a ideia, mas guardei para mim mesmo. Quando surgiu o concurso, pensei em submeter", conta.
O diretor de marketing da empresa, Flávio Menezes, 42, conta que o vencedor irá ganhar uma viagem e também apresentará o projeto ao comitê de diretores da Linx.
Uma das ideias da campanha, afirma, é fazer os funcionários pensarem na sua própria produtividade.
ANOTA TUDO
O desenhista de instrumentação Jader Vargas, 21, preenche, todos os dias, um relatório descrevendo quanto tempo ele gastou em cada atividade. "Escrevo que fiquei três horas elaborando uma planta, outras duas um diagrama etc. Às vezes penso: 'Putz, demorei cinco horas para detalhar isso aqui!'", conta. Ele trabalha na empresa Progen, de engenharia consultiva -ou seja, faz projetos para terceiros.
Rodrigo Moralez, diretor de engenharia, diz que os dados de produtividade são usados para equipes inteiras. "Com isso, mudamos padronizações de trabalho e métodos." Outra maneira que as empresas usam para tentar elevar o quanto os funcionários entregam à empresa é investir em educação e aprendizado. Na ALL (América Latina Logística), de operações ferroviárias, os engenheiros fazem uma pós-graduação assim que são contratados.
Rodrigo Pacheco, 27, analista de engenharia de vagões, está na empresa desde janeiro de 2012. Ele conta que durante um seis meses teve aulas teóricas e práticas sobre operação ferroviária.
"É um atalho. Em vez do método mais burro, que seria tentativa e erro, para entender como funciona, [dessa forma] ganho uns dois anos de experiência", afirma.
A coordenadora de treinamento da empresa, Mariana Ferreira Neves Cardoso, explica que a empresa investe nisso pois as universidades brasileiras "não dão formação específica sobre o tema de ferrovias".
Sonia Romeiro, gerente de RH da consultoria e auditoria Deloitte, conta que as métricas pelas quais os funcionários são avaliados são relacionadas a quanta receita trazem. E isso está ligado a conhecimento que os consultores têm de um assunto, pois o cliente irá voltar se julgar que o profissional conhece bastante do problema.
Agora, a empresa está implementando uma "universidade corporativa", que irá ensinar esses diferentes assuntos. "O treinamento é o carro-chefe para a produtividade", concorda Alexandre Furman, 37, gerente sênior.
Entre as empresas de base tecnológica (start-ups), usa-se o termo "enxuto" para descrever uma forma de produção com pouca gente.
Agora, negócios de grande porte olham para esse jeito de trabalho. A construtora Andrade Gutierrez recebeu uma consultoria para trabalhar de forma mais enxuta.
A gestora da área de treinamento Maria Isabel Cyrino, 32, conta que, depois disso, a empresa passou a racionalizar processos que gastavam tempo. Por exemplo, reduziram a distância média que os trabalhadores carregam peças nas obras, o que, no fim do dia, gerou um "superávit" de tempo.
Para Marcus Soares, professor de gestão de pessoas do Insper, há uma outra questão que influencia a produtividade no trabalho: o salário.
"Quando se quer trabalhar com equipe 'top gun', é preciso pagar mais. Mas tem empresas que querem administrar equipes na média. E outras que preferem até mesmo desembolsar menos e receber menos [dos funcionário]."
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Brasil Econômico (SP): Década com mais subemprego
Segundo IBGE, contingente de trabalhadores que ganham menos do que o mínimo aumentou desde 2003
Redação
Mesmo que para a maioria dos economistas o cenário no mercado de trabalho brasileiro seja de pleno emprego, um contingente expressivo, de 3,27 milhões de pessoas, ainda permanece com remuneração mensal inferior a um salário mínimo, de R$ 678,00. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) relativa ao mês de agosto, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 1,9% de toda população ocupada recebe por hora trabalhada valor inferior ao estipulado como obrigatório para o setor privado formal, de R$ 4,25 por hora.
A pesquisa realizada em seis regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador — demonstra que o número de subempregados em agosto de 2013 avançou em comparação àquele registrado há dez anos, quando 2,5 milhões de brasileiros viviam sob essa condição. Mas o Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, relativiza a interpretação dos dados como sendo negativos.
Segundo ele, a estatística tem que ser analisada com cuidado, pois, na última década, o mercado de trabalho sofreu alterações, principalmente, por causa dos consecutivos reajustes do salário mínimo ao longo do período. À medida que os reajustes do mínimo ocorriam, a remuneração de um número maior de pessoas não acompanhava as transformações e, por isso, o número subremunerados aumentava.
"Quem olha para os índices de 2003 pode ter a falsa impressão de que as condições eram melhores, mas não se pode afirmar isso em função dos vários reajustes salariais nesse intervalo de tempo", afirma Azeredo. Ele destaca que indicadores da PME, como a taxa de ocupação, crescente ao longo da década são mais importantes para avaliar o comportamento do mercado de trabalho do que a estatística relativa ao contingente de subemprega-dos. "Também não podemos esquecer que o tamanho da população aumentou muito e isso faz toda diferença", ressalta.
De 2003 a 2013, a população brasileira aumentou em cerca de 25 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada saltou de 18,5 milhões em agosto de 2003 para 23,2 milhões em igual mês deste ano — o que significa a incorporação de 4,7 milhões ao mercado de trabalho.
Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Gabriel Ulyssea, a maioria dos subempregados presentes no mercado atualmente não tem carteira assinada, ou seja, atua na informalidade, trabalha por conta própria e tem baixa qualificação.Os setores que mais empregam essa fatia de trabalhadores são os de comércio e serviços, justamente os que mais responderam pelo crescimento da economia nos últimos anos.
Os números do IBGE também demonstram que quase um milhão de pessoas que vivem com menos de um salário atuam na região Nordeste do país. "Historicamente, o mercado de trabalho na região é mais informal, ficando à margem da legislação trabalhista" , comenta Ulyssea.
Pelos dados de agosto, a região metropolitana de São Paulo, no entanto, é a que possui o maior número de pessoas com remuneração inferior ao mínimo, porque é também a área que mais ocupa em todo o país. Ao todo, são 947 mil trabalhadores nessa condição.
Em seguida a São Paulo, são relevantes os números do Rio de Janeiro, com 852 mil subempregados, e Salvador (BA), com 519 mil.
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Portal G1.Com : Profissional mais velho não é opção para escassez de talentos, diz estudo
Apenas 37% das empresas veem essa força de trabalho como alternativa. Para 58% das companhias idade ainda é fator relevante para a seleção.
A maioria das empresas não veem os profissionais mais velhos como uma alternativa para lidar com a escassez de talentos aponta a pesquisa "Envelhecimento da força de trabalho do Brasil", que será divulgada nesta terça-feira (1º) durante o Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida (ABQV), em São Paulo.. Segundo o levantamento, apenas 37% das companhias reconhecem que a força de trabalho mais velha pode ser uma opção para a falta de talentos.
O estudo, feito em parceira pela PwC e FGV-EAESP, foi realizado com 108 companhias, entre novembro de 2012 e janeiro de 2013. Das empresas participantes, 70% são nacionais, enquanto 68% são de grande e médio porte. O segmento industrial tem maior presença, com 21%, seguido por prestação de serviços (20%) e energia, mineração e serviços de utilidade pública (16%). Nessas organizações, 46% dos profissionais têm entre 30 e 44 anos.
De acordo com a pesquisa, o envelhecimento da população e a queda na taxa de crescimento populacional vem causando uma redução relativa no número de crianças e jovens e um aumento de adultos e idosos. Com esse cenário, o mercado de trabalho será impactado com o envelhecimento dos profissionais e a redução de jovens disponíveis.
De acordo com o Anuário dos Trabalhadores do Dieese, de 2009, entre 2004 e 2009 houve aumento no número de postos de trabalho ocupados por pessoas com mais de 40 anos, passando de 38,7% para 42%. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estima-se que em 2040, cerca de 57% da população brasileira em idade ativa será composta por pessoas com mais de 45 anos.
A preferência por profissionais mais jovens foi um destaques da pesquisa: para 58% das empresas, a idade ainda é um fator relevante para a seleção de candidatos. Além disso, 50% ainda prefere contratar um profissional mais jovem.
O salário mais alto dos profissionais mais velhos não foi listado como um grande problema pelas empresas, já que 32% não possuem um número maior desses profissionais por causa da remuneração.
Os trabalhadores mais velhos ainda são preteridos quando disputam cargos, em igualdade de condições, com candidatos mais novos, (41%) e também são deixados de lado quando a ocupação será por profissionais desempregados (50%).
Somente 12% das empresas têm práticas para atração de profissionais mais velhos, 88% não desenvolvem campanhas para seleção desses candidatos e 73% não adotam postura proativa na contratação de profissionais mais velhos, aposentados ou próximos de se aposentar.
Pontos positivos
Apesar da maioria das empresas (94%) concordarem que os trabalhadores mais velhos têm experiência e conhecimentos úteis para o dia a dia das empresas, somente 45% envolvem esses profissionais em atividades de treinamento e desenvolvimento dos mais jovens.
As principais características positivas, listadas pela pesquisa, são as seguintes: fidelidade à empresa (89%), comprometimento (80%), produtividade (63%), qualidade de entrega (66%), organização (79%), capacidade de aprender novas habilidades (65%).
Outras competências reconhecidas nesses profissionais são: maior equilíbrio emocional (96%), mais capacidade de realizar diagnósticos (87%) e de resolver problemas (86%) do que os mais jovens. Mesmo assim, 73% das companhias não oferecem promoção de carreira para esses trabalhadores e 89% não oferecem planos de carreira diferenciados.
Saúde
Com o envelhecimento, a preocupação com a saúde aumenta, mas ações como oferecer um plano de saúde especial para os mais velhos estão longe da realidade de 86% das empresas pesquisadas. Do total, 79% não investem em estudos ou relatórios sobre a saúde da força de trabalho mais velha. Além disso, 69% não incentivam a pratica de atividade física. A oferta de check-up é realizada por apenas 46% das empresas.
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18165. Correio Braziliense (DF): Mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza em 2012, diz Ipea
Correio Braziliense (DF): Mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza em 2012, diz Ipea
As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população
Agência Brasil
A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%. As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado nesta terça-feira (1º/10).
A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões. "Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base - cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.
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Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis - como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar - e o acesso a serviços públicos essenciais - como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água. A ampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve, em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. "Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família", diz o estudo. De acordo com o Ipea, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda.
"O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência", informou Neri. A Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678). Se somados os dois grupos, a Previdência tem impacto superior ao do Bolsa Família
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Portal G1.Com : 3,5 milhões saem da pobreza em 2012, mas 15,7 milhões permanecem
Estudo do IPEA, sobre dados do Pnad, foi divulgado nesta terça-feira. 1,07 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza, diz levantamento.
Alexandro Martello
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 3,47 milhões de pessoas saíram da pobreza em 2012.
Entretanto, o documento, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo governo federal, também revela que 15,7 milhões de brasileiros ainda permaneciam abaixo da linha de pobreza no ano passado, ou seja, sobreviviam com menos de R$ 150 por mês (US$ 2,5 por dia). Em 2011, esse contingente de pessoas somava 19,17 milhões.
Ainda de acordo com o estudo, 1,07 milhão de brasileiros deixaram a chamada "extrema pobreza" no ano passado, mas 6,53 milhões de pessoas ainda permaneciam nesta condição - caracterizada por uma renda inferior a R$ 75 por mês (US$ 1,25 por dia). No ano anterior, 7,6 milhões de brasileiros estavam abaixo da linha de pobreza extrema.
Segundo o presidente do Ipea, e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, a renda do trabalho foi a principal responsável pela saída de pessoas da linha de pobreza no ano passado. "Houve redução do desemprego e aumento real dos salários. Mas eu também daria destaque ao Bolsa Família", declarou ele.
Neri avaliou que a pobreza caiu bastante, de 10,7% da população em 2011 para 8,5% no ano passado - um recuo de quase 20% - ao mesmo tempo em que a extrema pobreza passou de 4,2% para 3,6% da população brasileira nesta comparação, uma queda de 15,9%.
"O PIB cresceu pouco em 2012, que foi o ano do 'pibinho' [alta de 0,9% sobre 2011] e a desigualdade pelo índice de gini ficou parada. O PIB per capita subiu 0,1% em 2012, mas a renda per capita média subiu 7,98%, um crescimento chinês. Já a pobreza caiu bastante, cinco ou seis vezes mais rápido do que a meta do milênio", analisou o presidente do Ipea.
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Estudo, produzido com base em dados da PNAD, foi apresentado nesta terça-feira, 1º
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Valor Econômico (SP) Renda e programas sociais reduziram a pobreza, diz Neri
Por Andrea Jubé
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, ressaltou o aumento da renda média dos brasileiros e a redução da população em extrema pobreza entre os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, divulgada sexta-feira.
Na visão do ministro, coexistem o “Brasil da economia" e o "Brasil dos brasileiros". Apesar do "Pibinho" de 0,9% em 2012, a pesquisa apontou crescimento de 8% na renda média dos trabalhadores. "É nível chinês", disse Neri, ao divulgar, ontem, as primeiras análises do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (lpea) sobre a Pnad.
Em apenas um ano, de 2011 para 2012, 3,5 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza. Segundo o ministro, isso representa um resultado seis vezes maior que a meta do milénio para o combate à pobreza determinada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Os números analisados pelo ministro mostram que, nesse período, a extrema pobreza caiu 15,9% - de 42% para 3,6% da população -, totalizando 6,5 milhões de brasileiros extremamente pobres, com renda média mensal de RS 75. No mesmo período, os pobres, com renda média mensal de R$ 150, diminuíram de 19,2 milhões para 15,7 milhões, quase 20%. Neri lembra, ainda, que há dez anos, havia 41 milhões de pobres no Brasil.
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Valor Econômico (SP): Marco regulatório para ONGs busca reduzir brechas a corrupção
Por Fernando Exman e Bruno Peres | De Brasília
Os articuladores políticos do Palácio do Planalto aguardam apenas o sinal verde da presidente Dilma Rousseff para impulsionar a tramitação de um novo marco regulatório das organizações da sociedade civil. Depois de longas discussões com o setor privado e as mais diversas áreas do Executivo, o governo tem uma proposta. Agora, Dilma deve decidir se enviará ao Congresso uma proposta própria ou buscará incorporar os pontos de interesse do governo nos projetos sobre o assunto que já são debatidos no Legislativo.
Um projeto em análise na Câmara dos Deputados já está em estágio avançado de tramitação e poderia abrigar os pontos de interesse do Executivo. No entanto, um projeto de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e relatado por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) no Senado já contempla em seu parecer 98% da proposta elaborada em conjunto por diversos órgãos do governo federal e representantes das organizações não governamentais.
Apesar da campanha eleitoral, autoridades do governo acreditam ser possível ver a proposta sancionada até meados do ano que vem. A pauta tem simpatia de integrantes da base aliada, da oposição e da sociedade civil organizada. Além disso, a mais recente série de denúncias de irregularidades envolvendo parcerias entre o governo e organizações não governamentais pode ajudar a dar fôlego às discussões. A proposta de marco regulatório das organizações da sociedade civil é resultado de um diálogo entre a administração Dilma e representantes do segmento no âmbito de um grupo de trabalho interministerial criado em setembro de 2011.
Foram problemas em convênios do Ministério do Trabalho que fizeram o tema retornar às manchetes de jornais. Nas últimas vezes que irregularidades em parcerias com organizações não governamentais foram denunciadas, o governo federal reagiu recrudescendo as normas que regem o setor e reduzindo repasses. Agora, o Palácio do Planalto defende a realização de um ajuste estrutural.
"Claramente esse setor precisa de uma regulação melhor, mais precisa, mais exata e mais constante. A necessidade do marco regulatório é tornar mais estável e não ficar mudando a legislação", afirmou ao Valor o secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Diogo de Sant"Ana. "O projeto de lei tem uma unidade no governo forte agora."
Autoridades do governo sabem que a aprovação do novo marco regulatório não significará o imediato fim da corrupção, mas acreditam que as novas regras reduzirão as brechas para corrupção. "O trabalho das organizações é essencial para a execução de algumas políticas públicas", ponderou Sant"Ana.
O universo de ONGs é significativo. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, que faz a ponte entre o Palácio do Planalto e o segmento, a pesquisa "Fundações Privadas e Associações Sem Fins Lucrativos no Brasil (Fasfil)" apontou a existência de 290.692 organizações da sociedade civil existentes no país, as quais representam 5,2% das 5,6 milhões de entidades públicas e privadas lucrativas e não lucrativas com registro no Cadastro Central de Empresas (Cempre) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Empregam 2,1 milhões de trabalhadores formais. A Fasfil é feita pelo IBGE, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife).
No entanto, aproximadamente 3,5 mil entidades mantêm parcerias com o governo federal. No governo Dilma, as entidades privadas sem fins lucrativos receberam R$ 2,37 bilhões da União. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, 80% das parcerias envolvem valores abaixo de R$ 600 mil.
As parcerias com esses valores terão de fazer prestações de contas eletrônicas, as quais poderão ser fiscalizadas com maior eficácia pelo setor público. Já os contratos que superarem os R$ 600 mil receberão mais atenção: além da prestação eletrônica de contas, visitas in loco e pesquisas de satisfação com os beneficiários verificariam a execução dos projetos.
Em ambos os casos, o marco regulatório exigirá que o governo federal só mantenha parcerias com organizações "ficha limpa" e cujos dirigentes não tenham sido condenados por crimes contra a administração pública, mantenham vínculos diretos ou tenham parentes trabalhando no poder público.
Se a pauta avançar, será criado o Termo de Fomento e Colaboração, o qual passará a ser o instrumento para as parcerias com as organizações da sociedade civil. Os "convênios" serão utilizados apenas para a relação do governo federal com entes federados.
O Palácio do Planalto também quer exigir maior capacidade operacional e de planejamento dos órgãos do Executivo a fim de garantir a qualidade das parcerias e evitar criação de passivos de prestação de contas sem análise. Cada órgão deverá criar uma comissão para acompanhar a execução das etapas dos plano de trabalho, prestações de contas e comprovações de resultados.
O marco regulatório estabelecerá ainda como regra o chamamento público para a seleção das entidades, o que, na visão do governo, fortalece a transparência e a isonomia no processo e evita que a contratação ocorra à conveniência e oportunidade do gestor. Além disso, será exigido três anos de existência para as organizações que buscarem fechar parcerias com o governo. A ideia é privilegiar a experiência e a legitimidade de organizações que já realizam trabalhos reconhecidos.
"Tanto as organizações como o governo têm muito interesse na tramitação desse projeto", comentou o senador Rodrigo Rollemberg, que dialogou com ONGs, governo e Tribunal de Contas da União (TCU) antes de escrever seu parecer. "Seria muita pretensão dizer que acaba com todas as possibilidades de problemas, mas dá segurança jurídica, transparência e rotinas que vão dar muita lisura ao processo de contratação das organizações da sociedade civil."
As ONGs, porém, criticam a demora do governo e o que chamam de omissão da administração Lula. E também lamentam a criminalização de todo o setor. "Esse marco regulatório é uma reivindicação histórica da Abong", comentou a diretora-executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Vera Masagão, segundo quem em 2010 a então candidata Dilma Rousseff comprometeu-se a resolver a questão. "Não tem mais problemas de prestação de contas em ONGs do que em prefeituras."
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Diário de S.Paulo (SP): Um país rico é...
Um país rico é um pais sem miséria, diz o slogan preferido da propaganda do governo federal desde que Dilma Rousseff assumiu o posto herdado por Lula. Quase três anos depois, os dados publicados esta semana pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), segundo os quais cerca de 3,5 milhões de brasileiros deixaram a zona de pobreza, merecem mesmo ser festejados, pois, no limite, apontam que o país caminha no trilho que pode levá-lo a um futuro auspicioso. Segundo o levantamento, 3,5 milhões de pessoas saíram da pobreza e 1 milhão saiu da zona de extrema pobreza em 2012. Mas é prudente que, nem o governo nem a sociedade, se deixem inebriar pelas estatísticas, a ponto de esquecerem que elas podem ser ilusórias. Afinal, se é fato que avançamos, não é menos verdade que ainda estamos muito longe do ideal de uma nação reconhecida como potência do novo milênio. Alto lá! Esta é mais uma daquelas pesquisas que devem ser vistas como quem olha para um copo com água pela metade e se vê diante da dúvida se ele está meio cheio ou meio vazio. Pois senão, vejamos os números: a população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia)passoude19,1milhões de pessoas para 15,7 milhões. Não dá para negar que o contingente de miseráveis ainda é gigantesco, assustador, preocupante. Assim, se é evidente que caminhamos, a ponto até de Lula e Dilma terem capitalizado nas urnas sua política de melhor distribuição de renda e aumento do consumo, ainda é claro que estamos muito longe de erradicar a miséria. O Bolsa Família, principal base de sustentação dessa inclusão econômica de milhões de brasileiros, não garante uma vida digna a seus beneficiários. E, num plano econômico mais geral, aí está o PIB, ou o tal pibinho de 0,9% ao ano, resultado de um crescimento abaixo da expectativa e retrato de uma alerta suficiente para fazer o governo colocar os pés no chão. A realidade é esta. O resto é propaganda oficial.
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O Globo (RJ) : Ritmo de acesso a bens é maior do que a serviço público
Estudo do Ipea mostra redução dos índices de pobreza e aumento da renda do brasileiro
Por Cristiane Bonfanti
-Brasília-
Com o mercado de trabalho aquecido e a renda em alta,o acesso dos brasileiros a bens de consumo duráveis cresce em ritmo mais acelerado que a oferta de serviços públicos essenciais por parte do governo, revela estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em 2012, o índice de pessoas que tiveram acesso simultaneamente a energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário adequado e rede de água aumentou um ponto percentual, atingindo 59,2% da população. Houve aumento de 2,2 pontos percentuais da população que mora em domicílios com telefone, televisão a cores, fogão com duas bocas ou mais, geladeira, rádio e máquina de lavar e o total chegou a 46,6%.
De 1992 a 2012, a população que teve acesso a serviços públicos essenciais e a bens duráveis básicos cresceu 0,9 ponto percentual e 1,8 ponto percentual ao ano, respectivamente.
— A cesta de bens andou muito mais rápido que a de serviços públicos. Dentro de casa, as pessoas têm mais bens de consumo — disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri, também ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).
Os números são do estudo "Duas décadas de desigualdades e pobreza no Brasil medidas pela Pnad/IBGE" elaborado a partir dos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Enquanto a renda domiciliar per capita dos 10% mais pobres cresceu 14%, o aumento dos 10% mais ricos foi de 8,3% em 2012 sobre 2011.
O rendimento dos 40% mais pobres foi de R$ 241,81 per capita em 2012, enquanto os 5% mais ricos tiveram R$ 5.178,37. Na fatia com 1% das pessoas mais ricas, a renda média foi de R$ 10.891,49.
O número de brasileiros na extrema pobreza — menos de R$ 75 por mês — caiu de 14,9 milhões a 6,5 milhões de 2002 a 2012. O totql de pessoas na pobreza (com até R$ 150 por mês) saiu de 40,9 milhões para 15,7 milhões. Cerca de 3,5 milhões deixaram a pobreza em 2012.
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Valor Econômico (SP): Renda e programas sociais reduziram a pobreza, diz Neri Por Andrea Jubé | De Brasília O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, ressaltou o aumento da renda média dos brasileiros e a redução da população em extrema pobreza entre os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, divulgada sexta-feira. Na visão do ministro, coexistem o "Brasil da economia" e o "Brasil dos brasileiros". Apesar do "pibinho" de 0,9% em 2012, a pesquisa apontou crescimento de 8% na renda média dos trabalhadores. "É nível chinês", disse Neri, ao divulgar, ontem, as primeiras análises do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a Pnad. Em apenas um ano, de 2011 para 2012, 3,5 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza. Segundo o ministro, isso representa um resultado seis vezes maior que a meta do milênio para o combate à pobreza determinada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os números analisados pelo ministro mostram que, nesse período, a extrema pobreza caiu 15,9% - de 4,2% para 3,6% da população -, totalizando 6,5 milhões de brasileiros extremamente pobres, com renda média mensal de R$ 75. No mesmo período, os pobres, com renda média mensal de R$ 150, diminuíram de 19,2 milhões para 15,7 milhões, quase 20%. Neri lembra, ainda, que há dez anos, havia 41 milhões de pobres no Brasil.
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Valor Econômico (SP): Fórum debate câmbio e abertura comercial Por Marta Watanabe e Luciano Máximo | De São Paulo Renato Baumann, do Ipea: abertura comercial gradual é "medida essencial" Economistas sugerem mudanças de política cambial e comercial como forma de dobrar a renda per capital em 15 anos, assunto debatido ontem no 10º Fórum de Economia da FGV, em São Paulo. Renato Baumann, do Ipea, defende abertura comercial gradual, mas bem sinalizada, mantida num período de tempo longo, focada sobretudo nos bens de produção. "Em quanto tempo não sei. Mas o importante é que o caminho é o contrário à tendência protecionista que temos seguido." Para ele, a medida é essencial para a inserção do país nas cadeias globais de produção. Baumann destaca que a abertura comercial não pode ser abrupta. "Opções radicais de abertura comercial a curto prazo podem resultar em custos sociais mais elevados do que os ganhos da eficiência produtiva." O economista estima que a importação de bens e serviços corresponde a 13,9% do PIB, considerando dados de 2012. Segundo ele, números do Banco Mundial mostram que nenhum outro país possui um índice mais baixo do que o do Brasil de abertura para importações. Eliane Araújo, professora da Universidade Estadual de Maringá (PR), defendeu que o câmbio tem papel fundamental para o crescimento econômico. Segundo ela, as experiências internacionais mostram que os casos recentes de rápido crescimento econômico apresentaram taxa de câmbio relativamente desvalorizada. Ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, pondera as sugestões de política cambial e comercial. "O câmbio apreciado pode ser bom para uns e ruim para outros." Ele exemplifica com produtos de alta tecnologia, como a Embraer, que importa muito, mas também exporta. "Esse é o grande dilema, temos que importar mais, mas com base em capital local e geração de tecnologia." Barbosa também destaca a necessidade de um debate maior sobre as redução de tarifas de importação. "Há uma grande discussão sobre isso, inclusive dentro da própria indústria", diz ele. Barbosa exemplifica com o aço, que coloca em lados opostos a indústria do aço e a que tem o produto como insumo. "Essa discussão precisa ser feita, se vamos baixar tarifas para insumos básicos ou para bens finais e quais bens finais." O cientista social Mariano Francisco Laplane, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), disse que o esforço que o Brasil precisa fazer para reativar seu setor industrial não pode depender apenas da política industrial do governo. "Competitividade depende das empresas com um novo tipo de qualificação. O fluxo intrafirmas no contexto de globalização e pós-crise passa a ser parte de sistemas muito complexos." O economista José Luis Oreiro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), argumenta que, a despeito da recente desvalorização, o real sobrevalorizado torna inviável para as indústrias manter os atuais padrões de ganho real de salários e ampliar produtividade. Ele defende a redução real dos reajustes salariais. "Não é algo a ser feito da noite para o dia, nem nesse valor de 48% da sobrevalorização da moeda. A redução do ganho real de salários, em torno de 20%, dever ser algo a ser feito em cinco, seis anos. A mudança deve ser coordenada com ajuste fiscal."
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Valor Econômico (SP): Regra de pagamento por CNPJ é questionada Por Adriana Aguiar | De São Paulo Em outro embate que envolve o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), participantes de fundos de previdência com investimentos em bancos que faliram questionam na Justiça comum a forma de indenização usada pelo sistema. Há 43 ações em tramitação contra o FGC sobre esse tema. Do total, 27 têm entendimento favorável ao FGC e 15 são contra. Há ainda um processo cujo mérito não foi apreciado, segundo a assessoria de imprensa da entidade. As ações discutem o dispositivo do regimento interno do FGC, que prevê o pagamento de uma garantia às pessoas físicas ou jurídicas prejudicadas pela liquidação de instituições financeiras. Atualmente, o valor é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme a regra. Porém, os fundos de previdência defendem que esse valor seja pago a cada participante. Recentemente, o FGC foi condenado a pagar o montante atualizado de aproximadamente R$ 11 milhões aos integrantes da Fundação Banestes de Seguridade Social (Baneses), que aplicaram cerca de R$ 4,5 milhões em CDBs do falido Banco Santos. No caso do Baneses, os 3,7 mil integrantes da entidade receberam R$ 20 mil após a falência da instituição. O valor correspondia à garantia prevista pelo FGC na época. A fundação recorreu à Justiça, alegando que cada um dos seus integrantes deveria receber R$ 20 mil e obteve decisão favorável da 38ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em caso semelhante, julgado em março pela 37ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, os integrantes da Fundação de Previdência Complementar dos Empregados ou Servidores da Finep, do Ipea, do CNPq, do INPE e do INPA (Fipecq) também obtiveram o direito de receber R$ 20 mil cada um. O relator do caso, desembargador Carlos Abrão, afirma na decisão que "ficaria sem sentido que a fundação, ou qualquer outra entidade, aplicando recursos vultosos, na casa de R$ 10 milhões, por exemplo, conseguisse reaver, tão somente, a inexpressiva soma de R$ 20 mil". O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda não analisou a questão. A defesa do FGC alega que o estatuto é claro e prevê que a indenização deve ser paga por CNPJ. As decisões, segundo a entidade, podem desequilibrar o FGC.
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Correio Braziliense (DF): Fome aflige 842 milhões
O mundo ainda vive uma epidemia de fome. Uma em cada oito pessoas não tem o que comer ou se alimenta de maneira inadequada. Pelos cálculos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), são 842 milhões, a maioria delas na Ásia. No Brasil, esse quadro foi atenuado. Depois da estabilidade da economia, a partir dos anos 1990, e da criação e expansão do Bolsa Família na última década, 10 milhões escaparam da fome. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem, esse movimento de fuga da pobreza ainda ocorre. Em 2012, cerca de 1 milhão de brasileiros deixaram a extrema miséria.
Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, relatou que, no período de 2010 a 2012, cerca de 868 milhões sofriam de séria carência alimentar em todo o planeta. No triênio 2011-2013, esse número apresentou queda de 3%. "Registramos uma redução das pessoas com fome crônica, mas ainda temos muito a fazer", observou. "A América Latina é o continente que mais avançou no trabalho de diminuir a insegurança alimentar. A África, em contraponto, ainda é um problema", explicou.
A maioria dos que estão em situação crítica, 827 milhões, ou o equivalente a 14,3% da população do planeta, vive em economias em desenvolvimento. A meta, nesses países, é reduzir esse percentual para 12%. "Já devíamos ter chegado a esse valor não fosse a crise de 2007 e 2008 e o forte aumento de preços dos alimentos no mundo", ponderou Bojanic.
Em relatório apresentado ontem pela FAO, a melhora das condições é celebrada, mas o organismo internacional faz uma ressalva ao alertar que são necessários mais esforços para se alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela ONU. Um deles, de derrubar pela metade a extrema miséria até 2015, foi alcançado antes do tempo por 38 países. No entanto, na América Latina e em outras regiões, é possível observar o movimento contrário. Haiti, Guatemala e Paraguai, por exemplo, aumentaram a população que sofre de fome crônica. "No Brasil, a elevada produção agrícola, os programas sociais e a economia ajudaram a reduzir a pobreza e a atingir a meta", disse o representante da FAO no Brasil.
Ascensão Marcelo Neri, presidente do Ipea, afirma que o Brasil continua a tirar gente da miséria. Segundo ele, além de 1 milhão de pessoas que deixaram a pior posição na pirâmide social no ano passado, 3,5 milhões delas, que eram considerados pobres, ascenderam. "Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base — cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres", afirmou Neri. "O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência."
Entre os países que integram a sigla Bric, a Índia tem a maior quantidade de pessoas expostas à fome: são 213,8 milhões sem condições de se alimentar adequadamente. Programas sociais de distribuição de alimentos e a persistência de uma estrutura social de castas, que limita a mobilidade social, impedem a redução dessa estatística entre os indianos. A China também apresenta uma grande população nessa situação: 158 milhões. Brasil e Rússia são as economias com os menores números: 13 milhões e sete milhões, respectivamente.
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Brasil Econômico (SP): Olhar do Planalto: Sônia Filgueiras UMA TRANSFORMAÇÃO NA AGENDA Entre os integrantes da equipe econômica do governo, a percepção é de que não há espaço para discutir novas desonerações tributárias, pelo menos até o início do próximo ano. A avaliação é de que o momento, agora, é de aguardar a consolidação dos resultados das desonerações, iniciar a agenda de reversão de parte dos estímulos fiscais e monitorar o ritmo da recuperação econômica. O esforço passa a ser para consolidar uma nova agenda econômica de longo prazo apoiada na elevação da produtividade da economia brasileira, a partir da expansão e da melhoria da infraestrutura, da elevação da taxa de investimentos da economia em relação ao PIB, do aumento da inovação e da melhoria da qualidade do capital humano brasileiro. A opção deve por de lado algumas discussões que transitam entre os especialistas na área de economia. A indústria, por exemplo, vem reclamando do aumento dos custos da mão de obra, um dos principais componentes da planilha de produção. O custo com pessoal mostrou uma expansão de 10,1% no segundo trimestre de 2013 na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), contra um aumento de 4,9% no custo total. A queda de 10,5% nos custos com energia ajudou a compensar a expansão. As despesas relacionadas à mão de obra registram elevações superiores aos demais itens de custo medidos pela CNI, pelo menos desde 2010. Em outras palavras, a indústria se ressente com uma das melhores notícias produzidas pela economia brasileira nos últimos tempos e, em boa medida, chave do crescimento econômico recente: a elevação da renda dos trabalhadores. A renda real média dos brasileiros cresceu 8% acima da inflação em 2012, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2012. Os economistas da CNI apontam que o movimento de elevação dos salários na indústria é puxado pelo comportamento idêntico verificado no setor de serviços e que o problema está no fato de os salários subirem acima da produtividade.É um conflito capital-trabalho que, na atual agenda do governo, parece não ter arbitragem de curto prazo possível. Se já era clara antes, a falta de espaço fiscal para novas desonerações ficou gritante. Em agosto, União, estados e municípios mostraram um déficit primário (resultado que exclui os gastos com juros) de R$ 432 milhões - o primeiro resultado negativo. para um mês de agosto desde 2001, quando o Banco Central começou o cálculo da série. O resultado deixou ainda mais remota a chance de cumprimento da meta de superávit estabelecida para este ano. Para chegar aos 2,3% do PIB fixados pela legislação orçamentária, a economia necessária teria que superar os R$ 14 bilhões mensais até o final do ano, quase cinco vezes mais que o superávit registrado, por exemplo, em agosto de 2012 (registre-se que, apesar do déficit, a dívida líquida do setor público apresentou queda em relação ao PIB, passando de 34,1% para 33,8%). De acordo com o BC, a recuperação gradual das receitas do governo obedece a um ritmo mais lento que a evolução das despesas. No caso de agosto, o impacto das desonerações nas contas chegou a R$ 50 bilhões.Além disso, as medidas de desoneração tiveram um efeito nada desprezível sobre os custos industriais, fato que a própria indústria reconhece. As reduções de impostos sobre a folha salarial alcançam 56 segmentos econômicos e, conforme os dados da CNI, contribuíram para uma queda de 5,3% no custo das indústrias com tributos no segundo trimestre anterior. Essa redução só não foi maior porque o ICMS manteve-se em crescimento. Assim, ao que parece, o dilema dos custos industriais com salários terá que ser solucionado por intermédio da elevação da produtividade, ponto focal da nova agenda do governo. As metas de longo prazo colocadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, são ambiciosas: envolvem, nos próximos dez anos, deslocar o crescimento médio anual da economia para a casa dos 4% ao ano. Entre os pilares desse cenário estão a elevação da taxa de investimentos de 18,1% para 24% do PIB, a expansão da participação da indústria de transformação de 14,6%para16% do produto e a elevação de 7,9 para 10 o número médio de anos de estudo da população com idade acima de 15 anos. Uma longa jornada - São inegáveis os avanços registrados pelo Brasil em termos de acesso escolar. Hoje, já é considerado um direito universalizado. A educação básica brasileira atende a 98% da população: mais de 50 milhões de crianças e jovens. Os investimentos no setor também vêm aumentado. Mas, no que se refere à qualidade, para torná-la competitiva, ainda falta muito. Dados compilados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a partir do Relatório Global de Competitividade 2012-2013, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, mostram que o país ocupa a 126- posição, entre 144 países, em termos de qualidade da educação primária. O Brasil está no 57° lugar na educação superior e em 113- posição na formação de engenheiros e cientistas.
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18177. O Globo (RJ): Ancelmo Gois
O Globo (RJ): Ancelmo Gois
Gênese das favelas
Duas pesquisadoras do Ipea, Rute Imanishi e Patrícia Couto, divulgam amanhã estudos sobre a gênese das favelas cariocas, que ganharam impulso nas décadas de 1940 e 1950 com as chamadas vilas ou parques proletários. O Complexo do Alemão é um capítulo à parte. No início do século XX havia o chamado “aluguel do chão” no lugar.
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Diário de S. Paulo (SP): 3,5 milhões de pessoas deixaram a pobreza
Aumento do trabalho e o impacto do Bolsa Família reduzirama desigualdade no país A desigualdade de renda registrou queda em2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O PIB (Produto Interno Bruto) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu,emmédia, 7,9%. As famílias mais pobres,em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população.Os dados são do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$1 e US$2 dólares por dia) passou de 19,1 milhões de pessoas para 15,7milhões.
“Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base, cuja renda cresceu a ritmo chinês”, disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.
Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis—como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar— e o acesso a serviços públicos essenciais,como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água.
Aampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve,em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. “O protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família”, diz o estudo. De 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda.
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Valor Econômico (SP): Até quando o preconceito contra a idade vai persistir?
Por Vicky Bloch
Quando será que as empresas vão começar a olhar com mais carinho para os profissionais com mais de 60 anos? Confesso que fico extremamente feliz quando surgem casos de organizações que enxergam seus funcionários a partir da sua entrega, e não da sua idade.
Quando vejo, por exemplo, o caso de um cliente de 75 anos que foi contratado para assumir a estruturação de um projeto em um hospital importante. Ou quando vejo organizações que estão percebendo a importância de ter gente experiente e com sabedoria para guiar os mais jovens.
Tenho notado o crescimento do número de aposentados que são contratados como prestadores de serviço, assim como já ouvi a história de uma empresa de call center que estava pensando em chamar mulheres com mais de 50 anos para serem operadoras de telemarketing trabalhando a partir de casa. Mas sei que esse movimento ainda está a anos-luz de ser uma tendência.
Pense em uma pessoa que você conhece que hoje tenha 60 anos (ou você mesmo, se for o caso). Posso apostar que essa pessoa não se sente representada naquela imagem do velhinho de bengala que indica a fila preferencial no banco ou a vaga especial de estacionamento.
Gente dessa idade que eu conheço, assim como muitos na casa dos 70 anos, é jovem de cabeça, ativa, saudável e produtiva. Além, obviamente, da grande bagagem de conhecimento e experiências adquiridos. Grande parte deles não parou de se atualizar. Diria que muitos estão no auge da produção.
E o que o mercado de trabalho faz com essas pessoas? Descarta. As organizações ainda enxergam as pessoas mais velhas da mesma forma que 20, 30 anos atrás, como profissionais desatualizados, com dificuldade de adaptação às novas tecnologias e resistentes à mudança.
Agora vamos fazer um exercício a partir de um fato real: a população brasileira está envelhecendo e a nossa jovem pirâmide tende a se transformar consideravelmente nas próximas décadas. Segundo os cálculos de tendências demográficas do Ipea, o Brasil deve envelhecer nos próximos 30 anos o que a Europa levou séculos para envelhecer. Em 2040, mais de 57% da população em idade ativa terá mais de 45 anos. Se o mercado de trabalho não se adaptar, o que será dessa enorme massa de gente experiente e madura sendo descartada?
A PwC em conjunto com a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp) divulgou recentemente um estudo sobre o envelhecimento da força de trabalho no Brasil, mostrando as consequências positivas e negativas dessa mudança. A pesquisa deixou claro que os profissionais mais velhos ainda não são vistos como uma alternativa para lidar com a escassez de talentos.
Somente 27% são proativas na contratação de pessoas mais velhas e daquelas próximas a se aposentarem. O estudo mostrou também que existe pouco investimento na transferência de conhecimento e experiência nas organizações, o que é considerado o principal ativo dos mais velhos. Quando a aposentadoria se aproxima, as organizações não oferecem oportunidades de carreira nem incentivos à permanência deles na empresa.
Obviamente estamos falando de pessoas que não têm mais o mesmo pique e ansiedade que os jovens. Provavelmente elas almejam por alguma flexibilidade, afinal sua bagagem permite que não precisem ter o mesmo nível de execução que um estagiário. Dão mais valor à família e ao equilíbrio pessoal do que quem tem menos a perder no começo da carreira. E isso é absolutamente natural. Não adianta apenas fazer a conta de que os profissionais mais velhos custam mais caro e não enxergar o valor agregado da experiência, conhecimento e networking que possuem.
É fundamental que as organizações comecem, desde já, a se prepararem para o novo cenário que se aproxima e dar oportunidades às pessoas mais experientes. E vejam bem, não estou falando de manter profissionais de baixa performance - há gente de todas as idades com desempenho ruim e a elas se deve dar o tratamento devido. Refiro-me, sim, a uma quebra de paradigmas nas políticas e práticas de recursos humanos. A começar por eliminar o preconceito contra a idade.
Vicky Bloch é professora da FGV, do MBA de recursos humanos da FIA e fundadora da Vicky Bloch Associados
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O programa entrevistou Sandro Pereira, do Ipea, e Daniela Gomes Metello, da Secretaria Geral da Presidência da República
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