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Brasil Econômico (SP): Mantega discute com centrais o impacto da rotatividade De olho no forte aumento das despesas do governo como seguro-desemprego e como abono salarial, ministro conversa com entidades dos trabalhadores para tentar entender o que vem causando esse gasto excessivo Patrycia Monteiro Rizzotto O ministro da Fazenda, Guido Mantega, suspeita que uma das causas para o aumento das despesas públicas esteja na rotatividade da mão de obra brasileira. Ontem, Mantega reuniu com representantes de centrais sindicais pela manhã em São Paulo para discutir o crescimento nos gastos do governo federal como pagamento de seguro- desemprego e abono salarial que, juntos, vão totalizar uma despesa de R$ 47 bilhões este ano — um montante que corresponde a 1% do PIB do país. “O governo está preocupado em conter gastos, sobretudo quando alcançam certo patamar. Queremos identificar se o aumento com as despesas do seguro-desemprego está sendo em benefício dos trabalhadores ou, se por trás disso, há problemas como aumento da rotatividade ou de fraudes que possam ser cometidos por empresários”, afirmou Mantega, mencionando que o governo supõe que pode haver fraudes, com anuência dos patrões, que demitem seus empregados e os recontratam após eles receberem o benefício. Na próxima quinta-feira, o ministro e os representantes das centrais se sindicais vão se reunir novamente para aprofundar a questão e buscar soluções. “Nós colocamos para o ministro que queremos discutir todo o arcabouço sobre o emprego no Brasil. Não há nenhuma decisão tomada hoje, mas na próxima reunião técnica vamos trazer propostas”, declarou Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Embora o país tenha um nível de emprego alto, há grande rotatividade, esse é um dos motivos que causam desnivelamento no seguro-desemprego”, disse Freitas,mencionando ainda que nos próximos encontros os representantes das centrais sindicais querem discutir ainda outros temas da pauta trabalhista,como o fim do fator previdenciário, a lei da terceirização e a saúde financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Estudo da empresa de recrutamento Robert Half indica que o Brasil é o campeão mundial de rotatividade de funcionários. A pesquisa diz que no país, o turnover aumentou 82% nos últimos três anos, mais que o dobro da média mundial, de 38%. Recente estudo realizado pelo Ipea mostra que a rotatividade da mão de obra no mercado de trabalho formal brasileiro atinge principalmente os jovens trabalhadores, com idade entre 15 e 24 anos. “Para contornar a falta de experiência, esse grupo social acaba aceitando empregos que não considera ideais, apenas para se inserir no mercado e já pensando na próxima colocação”, explica Carlos Henrique Corseuil, diretor-adjunto de Estudos e Políticas Sociais do Ipea. De acordo com o especialista em relações no trabalho José Pastore, a própria legislação brasileira favorece a rotatividade de mão de obra. “Se flexibilizassem as regras de saque do FGTS e remunerassem bem o fundo seria possível reduzir os custos como seguro-desemprego”, diz, mencionando que uma boa saída seria atrelar o FGTS ao seguro-desemprego, permitindo a gestão e o saque pelo mesmo instituto. Mantega vai reduzir desembolsos do BNDES Aos jornalistas, Mantega afirmou que governo planeja reduzir em cerca de 20% os empréstimos do BNDES no ano que vem para fortalecer as finanças e diminuir o déficit orçamentário. A redução por parte do banco, cujo portfólio é de US$ 232 bilhões - 60% maior que o do Banco Mundial - seria uma resposta à preocupação levantada pelo Moody’s Investor Service e pela Standard Poor’s de que os empréstimos públicos estão aumentando a dívida pública brasileira. No acumulado janeiro a julho de 2013, as consultas ao BNDES acumularam R$ 145,1 bilhões, alta de 4% ante igual período de 2012. Nos últimos doze meses, encerrados em julho, as consultas atingiram R$ 317,5 bilhões, crescimento de 37% se comparado ao período anterior. ROTATIVIDADE R$ 47 bi É o montante total que deve ser repassado pelo governo federal para arcar com o pagamento das despesas do seguro-desemprego e o abono salarial este ano. 82% Foi o percentual de aumento do turno verde funcionários no Brasil nos últimos três anos. O país é campeão mundial de rotatividade mão de obra, segundo estudo da Robert Half.
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Valor Econômico (SP): Taxa alternativa eleva total de desempregados Por Camilla Veras Mota | De São Paulo Quase um milhão e meio de desempregados no Brasil está fora do radar das estatísticas oficiais - eles são principalmente aqueles que respondem aos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que não estão procurando emprego, mas estão disponíveis e gostariam de trabalhar. Como não procuram, não são considerados parte da População Economicamente Ativa (PEA). Um estudo apresentado no último boletim regional do Banco Central trouxe medidas "alternativas" de desocupação, que incorporavam parte desse contingente ao total de desempregados. Pelos cálculos do BC, a taxa de desemprego poderia ser quase três pontos percentuais superior àquela calculada pelo IBGE, o que poderia trazer um alívio na pressão que o mercado de trabalho exerce sobre a economia, especialmente sobre os salários. Alguns especialistas avaliam que o volume de pessoas em desemprego oculto, como se diz, é grande demais para ser desprezado - afinal, eles representam um grupo de tamanho semelhante ao dos desempregados "assumidos". Outros relativizam seu impacto na atividade por conta da baixa qualificação do grupo e afirmam que seriam necessárias políticas públicas de longo prazo para que essas pessoas que, em uma definição grosseira, desistiram de procurar emprego, tivessem chance de se inserir ou voltar ao mercado. Os cálculos alternativos do BC levam em conta parcelas da população que não são contabilizadas entre os desocupados na Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE. Os "desalentados", que não procuraram emprego até um mês antes da semana da pesquisa, e os "marginalmente ligados à população economicamente ativa" fazem parte, de acordo com a divisão do IBGE, da População Não Economicamente Ativa (PNEA). Levando em consideração os dois grupos, a taxa de desocupação no mês de maio, segundo o banco, teria sido de 8%, 2,6 pontos percentuais a mais do que registrou a PME no período. Dados do próprio IBGE mostram que, dentro da PNEA, nesse mesmo mês, 1,5 milhão de pessoas declararam que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis para aceitar uma vaga no mercado de trabalho. Pela metologia - que segue normas internacionais -, como essas pessoas não estavam, efetivamente, procurando emprego, elas não foram incorporadas à lista de desempregados do país. Nem os economistas, nem o trabalho do Banco Central sugerem que o IBGE está subavaliando o desemprego. Ele ressalvam, inclusive, que o instituto segue metodologias internacionais. A questão é a influência desse contingente sobre o mercado de trabalho. Para Gabriel Ulyssea, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esse contingente seria mais facilmente absorvido há cerca de um ano, quando o mercado de trabalho estava mais aquecido. Caso ingressasse agora na População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, se saísse do estado de desalento e passasse a procurar emprego de forma sistemática, o grupo surtiria efeito diferente na atividade. "Haveria aumento do desemprego em um primeiro momento e, posteriormente, redução dos salários. No estado em que a economia se encontra agora, não é certo que todos conseguiriam se posicionar no mercado", diz ele. Ainda assim, o economista acredita que há espaço para ampliar no Brasil a taxa de participação - a proporção de pessoas em idade ativa que está de fato ocupada ou à procura de emprego. Para ele, seria possível elevar em até quatro pontos percentuais a relação, que chegou a 57,2% em julho, de acordo com os últimos dados da pesquisa do IBGE. Para Lúcia Garcia, coordenadora da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (PED-Dieese), a parcela de brasileiros em desalento ou marginalmente ligados à PEA tem um "volume razoável" e por isso ñão pode ser desprezada. A pesquisa de emprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Dieese, que observa esses grupos através do cálculo do desemprego oculto, mostrou que eles responderam por 2,3 pontos percentuais da taxa total de desemprego apurado pela instituição em julho, de 10,9% para op conjunto das regiões pesquisadas. "Houve uma recuperação expressiva do mercado de trabalho entre 2004 e 2010, mas percebemos que o desemprego aberto reduziu em velocidade maior que o oculto", conta Lucia. O Dieese desagregou, a pedido do Valor, os dados do desemprego oculto no conjunto das seis regiões analisadas pela pesquisa. Os números mostram que, do total, 33,9% são chefes de família e 36,9% são filhos; 64,4% têm entre 18 e 39 anos e 26,2% têm mais de 40 anos. Ainda, 28,1% não terminaram o ensino fundamental, 26,5% têm ensino médio incompleto e 39% têm ensino médio completo ou ensino superior.
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Infolatam (Chile): Apreciación de dólar ante real no beneficiaría exportaciones
Las claves
Edison Benedito da Silva Filho, técnico en planificación del estatal Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA), indicó que hay todavía un espacio para que las oscilaciones cambiaras sean determinantes en la industria. El presidente de la Asociación de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, indicó que el sector espera un déficit comercial de 2.000 millones de dólares en 2013, el primero en trece años. La fuerte valorización del dólar frente al real en las última semanas, a pesar de los esfuerzos diarios del Banco Central con operaciones de cambio para evitar la devaluación de la moneda local, no debe beneficiar las exportaciones brasileñas, según opinaron analistas consultados por Efe.
El “billete verde” llegó a alcanzar en agosto una cotización de 2,45 reales, la mayor en los últimos cuatro años.
Edison Benedito da Silva Filho, técnico en planificación del estatal Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA), indicó que hay todavía un espacio para que las oscilaciones cambiaras sean determinantes en la industria.
“No se reajusta el precio de exportación de un día para otro y eso va a demorar algunos meses para que estos precios sean repasados” a los importadores, citó el analista.
Según da Silva Filho, “como el Gobierno tiene metas de inflación y se responsabiliza jurídicamente a cumplirlas no hay como ignorar estos indicadores y dejarlos en una trayectoria libre”.
El presidente de la Asociación de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, indicó que el sector espera un déficit comercial de 2.000 millones de dólares en 2013, el primero en trece años.
“En este momento existe un nuevo proceso de devaluación del real, pero es probable que no cause impacto para la exportación de la industria, ya que no hay tiempo suficiente para conseguir producir, vender y embarcar (excedentes) este año”, declaró de Castro, para quien los efectos positivos se sentirán sólo en 2014.
El presidente de AEB consideró que a pesar de la tasa de cambio “mejorar”, no es la ideal, debido a las variaciones cambiarias y aunque muchos productores retoman las exportaciones, algunos considerarán un valor menor en sus operaciones para evitar pérdidas.
Da Silva Filho, en tanto, pidió “cautela” al Gobierno en su política cambiaria.
“Es difícil precisar una tasa de cambio óptima para el país. Lo principal en este asunto es la velocidad de ajuste”, puntualizó.
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Valor online: Risco de 'apagão' de engenheiros diminui
Camilla Veras Mota
O ritmo lento de recuperação de economia e a conclusão de algumas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Copa e Olimpíada - além do atraso no programa de concessões - afrouxaram o gargalo de mão de obra qualificada entre engenheiros, avaliam entidades representativas do setor, como o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP).
Além do esfriamento da demanda, a oferta tem crescido em ritmo mais acelerado nos últimos anos, ressalta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre 2002 e 2011, o número de concluintes em cursos de engenharia dobrou e chegou a 42 mil. O total de matriculados foi multiplicado por três no período e passou de 600 mil.
O presidente do Confea, José Tadeu da Silva, afirma que o crescimento "de certa forma discreto" do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não confirma a previsão de expansão da economia sinalizada há dois anos e que, por isso, não há mais déficit de profissionais no mercado. "Com o desenvolvimento abaixo da taxa de crescimento potencial, a demanda por engenheiros está equilibrada, ao contrário do cenário apontado em 2010", completa. A entidade tem 618 mil engenheiros registrados.
Para Francisco Kurimori, presidente do Crea-SP, "nunca faltou mão de obra". O crescimento de 7,5% do PIB em 2010, ele diz, fomentou o temor de que o número de engenheiros disponível no mercado não daria conta de um avanço em patamares semelhantes nos anos seguintes. "Como vivemos crises nas três décadas anteriores, muitos engenheiros estavam naquela época fora do mercado, atuavam em outras áreas", explica. Para avaliar a demanda atual do mercado por engenheiros na área civil, o Crea-SP, que concentra 40% dos profissionais registrados no conselho em todo o país, tomou como base a média diária de Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), que são expedidas sempre que um engenheiro assina uma nova atividade. Segundo Kurimori, desde o ano passado elas voltaram para os patamares anteriores a 2010, entre 3,8 mil e 4 mil.
Um dos setores mais afetados pelo aumento da demanda por engenheiros nos últimos anos, a construção civil não reclama de falta de mão de obra. Haruo Ishikawa, vice-presidente de relações capital-trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), afirma que, em 2010, faltavam empregados em praticamente toda a cadeia da construção, do operacional à engenharia. "Mas o setor recuou junto com a economia", avalia. O mercado de trabalho ainda é positivo para os engenheiros civis, mas os empresários, segundo Ishikawa, não têm expectativa de que a atividade melhore no curto prazo.
Em 2010, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou o estudo "Escassez de engenheiros: realmente um risco?" em que defendia que, mesmo que a economia crescesse nos anos seguintes "à taxa modesta" de 3%, não haveria apagão desse tipo de mão de obra. Sob esse ritmo, entre 2009 e 2012 o país precisaria de 50 mil novos engenheiros. Se a variação do Produto Interno Bruto (PIB) chegasse a 7% ao ano, o número subiria para pouco mais de cem mil.
Um dos autores do estudo, o economista Divonzir Gusso reitera que os estoques de engenheiros já naquela época estavam dando conta dos empregos disponíveis no mercado. Ele ressalta que, além de a economia estar crescendo a taxas ainda mais baixas que as mínimas previstas no estudo, o número de engenheiros formados nos últimos anos tem aumentado expressivamente. Os 19,6 mil concluintes em 2002 transformaram-se em 42 mil em 2011, de acordo com os últimos dados do Ministério da Educação (MEC) - número bem maior do que a média de novos profissionais ingressantes no mercado por ano entre 2009 e 2012 esperada pelo Ipea, de 27 mil. Gusso estima que o número de profissionais no país chega quase a 800 mil hoje. Do total, cerca de um terço desempenha funções efetivamente ligadas à engenharia.
Dos 42 mil formados em 2011, cerca de 30% concluíram cursos ligados a eletricidade, energia, eletrônica e automação; 20%, engenharia civil; 14%, mecânica; 6% na área de química, e o mesmo percentual em alimentos. Apenas 477 graduaram-se em engenharias naval e aeronáutica.
O aumento expressivo da remuneração desses profissionais nos últimos anos, para o economista, foi consequência do incremento da demanda, mas decorreu também de um movimento de valorização dos salários da categoria. "O trabalhador brasileiro era muito mal pago", avalia. Analisando o ordenado de carreiras de engenharia nos últimos anos, o economista verificou que recentemente a diferença entre os salários de admitidos e desligados tem diminuído bastante. "Isso significa que os salários devem se estabilizar nesses patamares e que não há excesso de demanda", conclui.
Entre as 14 profissões cujos salários são pelo menos o dobro da média das carreiras para profissionais com diploma de nível superior, de R$ 3,3 mil, há cinco engenharias, entre elas a mecânica, a de minas e a metalurgista. As informações foram tiradas dos dados desagregados da pesquisa "Perspectivas profissionais - nível técnico e superior", publicada, por sua vez, em julho deste ano. "A tendência é que o nível de emprego pra essa carreira se mantenha estável no curto prazo", avalia.
Para o diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, José Roberto Cardoso, a relativa estabilidade na demanda por engenheiros no país só se verifica porque técnicos e profissionais de outras áreas têm desempenhado funções de engenheiros. Ele questiona também a qualidade daqueles que têm ingressado no mercado recentemente e diz que apenas um quarto dos engenheiros tem boa formação, de acordo com a avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado pelo Ministério da Educação (MEC) - e do qual a USP participará apenas a partir deste ano.
Através de sua assessoria de imprensa, o MEC destacou que, pela primeira vez na história do ensino superior no Brasil, o número de calouros em engenharia superou o de direito. Em 2011, do total de ingressantes em cursos superiores no país, 9,7% entraram em engenharia e 8,5% em direito. No ano anterior, as proporções eram de 8,3% e 9%, respectivamente. Em 2011, foram 601.447 matrículas em engenharia.
Do total de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), 17% são em cursos de engenharia (163 mil). O MEC afirma, porém, que os índices de vagas de engenharia por 10 mil habitantes no Brasil estão "muito abaixo" da de países como Alemanha e Coreia do Sul e que manterá os esforços para ampliar o número de vagas na carreira e diminuir a evasão.
José Tadeu, do Confea, ressalva que, apesar de não haver déficit, é preciso levar em conta, para ponderar a oferta de profissionais duas questões, a necessidade de atualização de muitos engenheiros que passaram anos ausentes do mercado, desempenhando outras funções, e a concentração em determinadas regiões. De acordo com o Confea, há no Brasil 6,1 engenheiros para cada mil habitantes. No Maranhão, a relação é de 1,4 engenheiros por mil habitantes; no Rio de Janeiro, de 9,1.
Ainda segundo a entidade, há menor oferta de mão de obra em alguns setores específicos - "na área tecnológica nacional, de forma pontual, em segmentos como gás, petróleo e minério e tecnologia da informação". A importação de mão de obra estrangeira, por sua vez, é ainda pouco significativa, apesar de crescente. No primeiro semestre de 2013, foram emitidos pelo Confea 50 registros para diplomados no exterior. No mesmo período de 2012, foram 27 registros; no primeiro semestre de 2010, 11.
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Brasil Econômico (SP): Geração de emprego deve cair Estudo do Ipea mostra que números de 2013 não devem repetir o bom resultado registrado no ano passado Redação O país dificilmente terá uma geração de emprego maior do que a do ano passado, de acordo com o 55° Boletim Mercado de Trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentado ontem, com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos primeiros seis meses de 2013 foram abertos 272 mil novos postos de trabalho, mas o número é o mais baixo dos últimos anos, já que, no mesmo período em 2012, foram gerados 437 mil vagas e, em 2011, mais 513 mil. A julgar pela taxa de ocupação, embora julho apresente uma alta de 0,7% com relação ao mês anterior, ao longo do segundo semestre deste ano o indicador não deve repetir a melhora expressiva que teve no final de 2012. De acordo com o Ipea, os efeitos da redução de ritmo da atividade econômica em 2011 e 2012 se fizeram sentir no mercado de trabalho na primeira metade deste ano. Somente a redução da informalidade se manteve como aspecto positivo no período, com queda de 0,9% em relação a igual período no ano passado. Todos os outros indicadores, como a taxa de ocupação e a renda média, tiveram redução no ritmo de crescimento. Na contramão dos últimos anos, o desemprego apresentou tendência de alta e chegou a 6% em junho. Na média do primeiro semestre, a taxa foi de 5,7%, ainda inferior em 0,2 ponto percentual à taxa média do mesmo período de 2012. A redução do desemprego, no entanto, mostra uma desaceleração quando comparada aos primeiros semestre de 2012 e 2011, de 0,5 e 1,0 ponto percentual, respectivamente. Para o coordenador do boletim do Ipea, Carlos Henrique Corseuil, ainda é uma das menores taxas da história: "Se não for boa, podemos dizer que é bastante razoável". Já o rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.875,20 — o que representou alta de 1,5% com relação ao primeiro semestre de 2012. Em termos reias (descontada a inflação do período), o rendimento subiu apenas em janeiro e em fevereiro, e caiu para R$ 1.848,40 em julho. Para os pesquisadores do Ipea, a queda no poder de compra do trabalhador pode afetar o consumo das famílias, que sustentou a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. "Precisaremos de outras fontes de aquecimento para a economia. No resultado parcial do PIB, exportações e investimentos têm sido os substitutos do comércio interno", disse Corseuil. O coordenador do boletim do Ipea, no entanto, é otimista para os próximos anos. "Tudo indica que o fraco desempenho do mercado de trabalho é uma reação tardia à conjuntura negativa do ano passado. Como presenciamos uma retomada da atividade econômica, acreditamos em resultados melhores no futuro", disse Corseuil. Para o pesquisador, uma explicação para o desempenho ruim da renda são as negociações salariais frustradas do ano passado que, em muitos casos, não conseguiram acompanhar a inflação. Usando os dados da Pesquisa Mensal de Emprego sobre o comportamento da variação do nível de ocupação em diferentes atividades, a análise mostra que houve uma queda no setor de construção civil em 2013, com variação negativa de mais de 2%, depois de ter registrado crescimento de 5,6% no primeiro semestre do ano passado.
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5466. FOLHA.COM (SP): Estagnação de gastos da União em saúde explica pressão política por novas regras
FOLHA.COM (SP): Estagnação de gastos da União em saúde explica pressão política por novas regras
Os gastos públicos em saúde estão em expansão nos governos estaduais e nas prefeituras desde a década passada, mas ficaram quase estagnados no âmbito do governo federal.
A disparidade explica a atual pressão política por uma nova regra para as aplicações da União no setor.
O governo Dilma Rousseff negocia agora uma proposta que reserva a essa finalidade 10% das receitas.
De acordo com estudo publicado em julho pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os desembolsos dos Estados e dos municípios passaram por uma escalada desde o ano 2000, quando foram definidos os patamares mínimos de gasto em saúde para cada esfera de governo.
Saltaram do equivalente a 1,16% do Produto Interno Bruto, há 13 anos, para 2,16% em 2011. Em valores corrigidos pela inflação, de R$ 13 bilhões para R$ 42 bilhões, nos governos estaduais, e de R$ 22 bilhões para R$ 30 bilhões nos municipais.
No mesmo período, os gastos federais foram de 1,73% para 1,75% do PIB (R$ 72 bilhões em 2011), oscilando em torno desses percentuais sem tendência definida.
Faz sentido concentrar essas despesas nas mãos de governadores e prefeitos, que lidam mais de perto com as demandas da população.
O problemático é que o gasto público nacional no setor permanece pequeno para os padrões internacionais.
Enquanto os governos brasileiros destinam 3,9% do PIB à saúde, países que também contam com atendimento universal (disponível a todos), caso de França, Alemanha e Espanha, gastam em torno de 6% do produto.
Se há argumentos e pressão política pela elevação das despesas, a tendência é que a conta seja assumida, daqui para a frente, pela União, porque não resta mais muito espaço nos orçamentos estaduais e municipais.
Mais difícil é imaginar de onde sairá o dinheiro adicional, porque a saúde disputa verbas do orçamento social com a Previdência e a assistência, cujos encargos também tendem a subir com o envelhecimento da população.
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Agência Câmara: Ipea destaca desigualdade como característica das grandes metrópoles O relatório da comissão especial do Estatuto da Metrópole deverá ser apresentado durante a Conferência das Cidades, marcada para os dias 20 e 24 de novembro deste ano
A desigualdade entre a periferia e a cidade principal nas grandes metrópoles foi uma das principais características destacadas na audiência pública promovida, nesta terça-feira (10), pela comissão especial que analisa o Estatuto da Metrópole (PL 3460/04).
O diretor-adjunto de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Bernardo Furtado, explicou que a periferia contribui com mão-de-obra, mas fica com os piores problemas de engarrafamento, violência e falta de serviços públicos de qualidade.
Existem atualmente no Brasil 64 regiões metropolitanas onde vivem 52% da população. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 12 centros metropolitanos (cidades de grande porte com forte relacionamento entre si e várias áreas de influência), 70 capitais regionais (relacionam-se diretamente com as metrópoles e influenciam um grande número de municípios) e 179 centros sub-regionais (possuem serviços e atividades menos complexas com áreas de atuação mais reduzidas) segundo dados do Censo de 2010.
O pesquisador do Observatório das Metrópoles e o pós-doutorando do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Juciano Ribeiro destacou que 52% da população brasileira vive nos grandes centros urbanos, totalizando 99,2 milhões de pessoas.
Mesmo assim, ressaltou o pesquisador, as regiões metropolitanas têm uma variação muito grande de população, como em São Paulo, tendo o menor município 1,2 mil habitantes e o maior, 15,9 milhões de habitantes.
Papel dos municípios Bernardo Furtado defendeu uma conscientização para melhorar a distribuição dos papeis entre os municípios das regiões metropolitanas. "Os pólos das regiões metropolitanas têm que arcar com a responsabilidade das suas periferias. A gente está focando nas funções públicas de interesse comum, mas elas não precisam ser necessariamente as mesmas para todas as regiões metropolitanas."
O secretário nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, destacou que os problemas nas regiões metropolitanas foram causados pela falta de planejamento. “Para evitar a proliferação das regiões, é preciso definir de maneira técnica e de forma permanente quais são os critérios para essa definição.”
Transporte público O relator da comissão especial, deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), afirmou que é preciso definir o que são regiões metropolitanas e traçar diretrizes no Estatuto das Metrópoles para que os problemas atuais possam ser solucionados.
Ele lembrou que uma das bandeiras das manifestações ocorridas em todo o País desde junho é justamente o transporte público. "Há um custo elevado para a população e um serviço extremamente precário para pessoas que demoram duas, duas horas e meia, às vezes, três horas para se deslocar de casa para o trabalho e depois mais uma jornada dessa do trabalho para casa."
Conferência das Cidades Zezéu Ribeiro informou que o relatório da comissão especial deverá ser apresentado durante a Conferência das Cidades, que vai ser realizada entre os dias 20 e 24 de novembro deste ano.
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Portal G1: Jovens têm dobro de facilidade para arrumar emprego que mais velhos
No entanto, 70% permanece menos que um ano na mesma empresa. Em Marília, gerente de empresa começou como recuperador de crédito.
Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que os jovens têm facilidade de entrar no mercado de trabalho. Mas para a maioria deles falta paciência para aguardar as oportunidades de conquistar novos cargos. Somente 30% dos jovens permanecem no emprego por mais de um ano. O levantamento também revelou que os jovens tem o dobro de facilidade de conseguir um emprego do que as pessoas mais velhas.
Mesmo com pouca experiência no currículo, Carlos Bonsante, de 21 anos, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada em Marília (SP). "Por ser jovem achei que ia ser bem difícil. Pela idade não achava que teríamos tanta responsabilidade", disse. Já a recuperadora de crédito, Ingrid Oliveira, acabou de se formar em direito. Na bagagem traz apenas experiências de estágios. Mas isso também não impediu que ela conseguisse um emprego com carteira assinada. "A pessoa tem que ter um comprometimento e vontade mesmo de trabalhar, além de ter uma certa capacitação, que no caso, a empresa fornece para nós".
Responsável por selecionar funcionários para trabalhar na empresa, a psicóloga Elizancris Araújo, diz que o mercado está aberto e basta mostrar interesse e comprometimento para conseguir uma vaga. "Fazemos um processo seletivo baseado na competência do candidato, onde avaliamos as habilidades desse candidato, como comportamentais, capacidade de solucionar problemas, foco em resultado, relacionamento interpessoal", avisou.
Já em relação às pessoas mais velhas, apenas 40% delas não completam um ano na empresa. Quem trabalha na área de Recursos Humanos e lida diretamente com quem está começando a carreira, informa que isso acontece porque muitos jovens não têm paciência de esperar as oportunidades. "Se uma empresa não oferece aquilo que eles estão procurando o que eles estão buscando, que é realização profissional, salarial, eles vão sim, migrar para outra empresa, justamente por causa de salário ou uma oportunidade melhor", alertou a consultora
Definitivamente, esse não é o caso de William Andrade. Ele trabalha em uma empresa há anos. Ele começou como recuperador de crédito e alcançou o cargo de gerente de operações. Na opinião dele, disposição para trabalhar é o segredo para o crescimento profissional. "Tenho orgulho disso porque iniciei cedo. Tive as oportunidades, a empresa me abriu essas portas e fiz por merecer onde estou hoje. Acredito que o trabalho, a dedicação e o comprometimento para com a empresa fizeram essa diferença".
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Folha.Com (SP): Maior renda traz inflação, mas diminui desigualdade
Não estão claros os impactos do aumento da remuneração do trabalho, especialmente o menos qualificado.
Pelo lado pessimista, o aumento real nos salários alimenta a inflação.
No curto prazo, as empresas assumem o custo com reduções na margem de lucro, mas; no médio prazo, a tendência é que esse custo seja repassado aos preços.
O fenômeno preocupa o Banco Central. Há poucos meses, seu diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton Araújo, disse que a alta de salários acima da produtividade é insustentável: "O ganho é nulo. Só teremos inflação".
Pelo lado das empresas, o maior peso da folha salarial também reduz o dinheiro disponível para investir, impactando negativamente no PIB.
Pelo lado otimista, espera-se que em algum momento a melhor qualificação comece a aumentar a produtividade do brasileiro. Nesse caso, o impacto no PIB é positivo.
Já há discussão sobre por que isso não tem acontecido.
Algumas explicações envolvem a baixa qualidade do incremento na educação o aumento "nominal" dos anos de instrução não significa um aumento "real" na competitividade e os entraves competitivos do país, que serviriam de freio a esse potencial.
"Estamos criando um grupo para tentar entender como a renda sobe 8% e o PIB segue parado", diz o economista Marcelo Neri. "Com dizia Tom Jobim, o Brasil não é para amadores. É complexo."
A produtividade do brasileiro é um quinto da produtividade do americano e está estagnada nesse valor.
Outra consequência positiva é a redução da desigualdade. Em 2012, segundo a Pnad, puxados pelo aumento da renda, 3,5 milhões de pessoas saíram da pobreza. Restam 15,7 milhões -pobreza é renda de até R$ 150 por mês. Mais 1 milhão saiu da extrema pobreza (R$ 75 por mês). Agora, são 6,5 milhões.
Por fim, há duas consequências mais ligadas à sociologia e à política.
Com o aumento da instrução, é possível que o país tenha de aprender a lidar com a menor utilização de profissionais pouco qualificados --como no exterior, menos empregados domésticos, frentistas e ascensoristas.
Na política, a renda tem impacto eleitoral muito mais direto do que o PIB, que tem consequências no longo prazo, menos perceptíveis pelo eleitor.
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Diário de Campos (PR): Defensoria Pública já está sendo implantada
Equipe da Defensoria Pública do Estado do Paraná esteve em Castro ontem para patrimoniar os móveis que já estão na sala que vai funcionar a Defensoria Pública no município - junto à Secretaria Municipal da Família e Desenvolvimento Social. A equipe ainda fez o levantamento para sinalização visual da sede, assim como apontar as necessidades de adequações. A implantação da unidade acontece em parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Castro, que cedeu o espaço para instalação da Defensoria.
O administrador geral de administração da Defensoria Pública do Estado do Paraná, Daniel Aragão, explica que, a contratação dos 95 defensores públicos que foram aprovados em concurso público no final de 2012 ainda não foi feita porque, por ter extrapolado o limite prudencial de gastos com pessoal, o governo do Paraná está impedido de fazer novas contratações. "Mas, o governo tem trabalhado para diminuir este índice e a expectativa é que os defensores sejam contratados ainda neste ano", explica.
Castro deve receber dois defensores públicos, junto com uma equipe de mais 12 profissionais, sendo quatro assessores jurídicos, três agentes, três técnicos, além de dois estagiários. Para Artagão, a implantação da Defensoria Pública nas cidades do interior do Estado significa avanços para a cidadania. "A função da Defensoria é prestar assessoria jurídica gratuita às famílias com renda inferior a três salários mínimos mensais, além de contribuir na mediação de conflitos", explica.
Conforme o coordenador geral de Comunicação da Defensoria, Mathias Loch, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60% das famílias do Paraná têm renda mensal inferior a três salários mínimos. "Significa que mais da metade da população do Estado têm direito a este serviço de forma gratuita", frisa Loch. Na região, somente Castro e Ponta Grossa receberão as unidades. Ao todo, são 27 cidades do Estado que serão beneficiadas com uma sede da Defensoria.
Em PG
Em Ponta Grossa, a Defensoria Pública funcionará na Rua Desembargador Joaquim Ferreira Guimarães, Jardim Carvalho. O município receberá, ao todo, quatro defensores, 10 assessores jurídicos e mais funcionários que completarão equipe de 36 pessoas. Há dois anos, o Paraná conta com a Defensoria Pública regulamentada por uma Lei Orgânica que atende pessoas que não podem pagar por um advogado, oferecendo assistência jurídica integral e gratuita a todos que possuam renda de até três salários mínimos (por família) ou que não possam arcar com os custos honorários - o que representa, aproximadamente, 60% da população do Paraná maior de 18 anos. No entanto, atualmente a situação da Defensoria Pública é inadequada. Segundo o Mapa da Defensoria, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são necessários 844 defensores públicos no Paraná, número distante dos atuais 10 defensores que hoje atuam somente na capital.
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Estado de Minas (MG): Fiscalização zero
Obra concluída há mais um ano na BR-040, em Nova Lima, ainda não foi inaugurada devido a erros no projeto. Carretas em alta velocidade passam no trecho sem qualquer fiscalização
Valquiria Lopes e Pedro Ferreira
Um exemplo das dificuldades da Polícia Rodoviária Federal está em Nova Lima, na Grande BH. Concluído há mais de um ano na BR-040, o posto de fiscalização que substituiria o antigo às margens da rodovia ainda não foi inaugurado por falhas no projeto. As novas instalações foram erguidas no canteiro central e a pista de rolamento que deveria passar a pelo menos cinco metros de distância, fica a menos de dois. Carretas de minério e outros veículos passam em alta velocidade e há risco de colisão. A sala de atendimento não é coberta de laje e o telhado de zinco não tem isolamento acústico. Faltam ainda redutores de velocidade. Policiais enviaram manifesto ao sindicato da categoria pedindo adequações.
A assessoria de imprensa da PRF de Minas informou que o prédio foi construído pela Prefeitura de Nova Lima e que desde setembro do ano passado solicita mudanças. A prefeitura informou que a obra é da administração passada e que não encontrou nenhum contrato ou convênio da Secretaria de Obras com a PRF. "A prefeitura contribuiu apenas para melhorar a segurança na 040; o projeto foi aceito pela PRF na época e a competência pela construção deveria ser do governo federal", informou a prefeitura.
EFETIVO Aumentar o efetivo da PRF em Minas é uma das soluções apontadas pelo diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Jailton Tristão, para evitar problemas como falta de fiscalização. São cerca de 10 mil policiais em todo país, muitos trabalhando no setor administrativo. A expectativa é que esse número chegue a 13 mil nos próximos anos, segundo Tristão. "Um concurso público está em andamento para formação de mil policiais e já no início de 2014 está programada mais uma seletiva para mais mil agentes", afirma Tristão.
Os candidatos fizeram a prova de conhecimento no mês passado e farão a segunda etapa, que é a prova de títulos. Depois será feita a investigação social dos aprovados e aplicado um curso de três meses. A PRF, em Brasília, não soube informar quantos policiais novos serão designados para Minas.
Segundo o dirigente, levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a pedido da instituição, indicou a necessidade de mais agentes. "Minas deveriam ter pelo menos 2 mil policiais", afirmou. Ele diz ainda que o aumento de policiais é essencial para combater também crimes como prostituição infantil, tráfico de drogas e de pessoas e contrabando.
As 18 delegacias da PRF no estado padecem não só da falta de material humano. Segundo Jailson, é preciso investir também na estrutura dos postos e em equipamentos. "Todas as unidades precisam de mais viaturas, postos de fiscalização com melhores condições de trabalho dos policiais", diz.
A tecnologia também está na lista de prioridades. Como todos os processos de trabalho da PRF são eletrônicos, Jailson lembra que a corporação precisa de mais equipamentos. "Todas as ocorrências passam pelo sistema. Para isso é preciso ter uma linha segura, rápida e eficiente de transmissão de dados. Há pontos nas estradas que não têm sinal de celular. Fica difícil trabalhar assim", comenta.
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Todo Dia (SP): O crescimento econômico está no campo
Nos últimos meses, temos acompanhado que o Brasil vive um cenário de estagnação em alguns setores da economia. No entanto, quando analisamos a situação do agronegócio, visualizamos um cenário bem diferente e com perspectivas otimistas para os próximos anos. No primeiro trimestre de 2013, por exemplo, o PIB, soma dos produtos e serviços produzidos pelo país, ficou abaixo do esperado, com 0,6%, porém, na contramão disso, o setor agrícola registrou o maior crescimento desde 1998 e avançou 9,7%. Levantamentos feitos pela OMC (Organização Mundial do Comércio) também destacam que em 2011 o Brasil foi responsável pelo maior saldo comercial agrícola do mundo, alcançando o valor de US$ 73 bilhões. Na safra 2012/2013, por exemplo, podemos notar que o cenário é ainda mais positivo, pois foi registrado um superávit recorde (exportações maiores que importações) de US$ 83,91 bilhões. Parte desse saldo positivo é resultado da valorização do dólar, que torna o preço das commodities agrícolas altamente atrativo ao consumidor externo, elevando de forma significativa o volume das vendas destas commodities.
Estamos falando de um setor altamente lucrativo e não podemos deixar de ressaltar que, para o agronegócio atingir o grau de importância que tem hoje, uma peça chave diante de todo esse cenário é o agricultor. Hoje, são aproximadamente 25 milhões de trabalhadores no campo, responsáveis pelo cultivo das commodities, como soja, milho, café, laranja, entre outras, que tornam o Brasil um dos países mais competitivos do segmento no mercado mundial.
Graças aos profissionais do campo também podemos comemorar o aumento do índice de produtividade agrícola no país. De acordo com análise feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entre 1975 e 2010, a atividade foi multiplicada em 3,7 vezes, número duas vezes maior que o registrado nos Estados Unidos, maiores produtores do mundo. Outro dado que podemos comemorar é a maior safra de grãos da história da agricultura brasileira. Estimativas da Conab( Companhia Nacional de Abastecimento) registraram uma safra de 185 milhões de toneladas para 2012/2013.
Ao avaliarmos todos os números positivos e as condições de trabalho dos agricultores, podemos notar que a tecnologia também tem um papel importante e contribui fortemente com o desenvolvimento do setor. Falando especificamente da mecanização no campo, tendência que iniciou no Brasil ainda em 1930 com a primeira colheita mecanizada de arroz no Rio Grande do Sul, a indústria de equipamentos tornou-se uma forte aliada do trabalhador, com soluções, que ao longo dos anos, transformou a vida no campo menos árdua e mais produtiva.
Quando falamos em mecanização, não podemos pensar apenas nas grandes máquinas, pois o mercado de tecnologias portáteis também tem importante participação no segmento. São empresas que estão preocupadas em desenvolver equipamentos que oferecem muito mais que potência. Afinal, os produtos também precisam ser de fácil manuseio, confortáveis na operação e com design ergonômico, pois quando reunimos todas essas características, conseguimos aumentar a produtividade e reduzir custos de colheita e manejo de culturas.
Certamente, com o passar dos anos, vamos ver e ouvir cada vez mais notícias de que a agricultura contribuiu com o crescimento econômico do país. Os setores público e privado sabem que esse mercado tem grande potencial de crescimento, por isso estão engajados em buscar meios que aprimorem o dia a dia no campo, seja por meio da ciência ou da tecnologia. Também não podemos deixar de ressaltar a representatividade dos profissionais que atuam no campo, graças a essas pessoas a agricultura caminha rumo ao desenvolvimento econômico do país.
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Folha de S.Paulo (SP): Cai porcentagem de brasileiros dispostos a ter um emprego A parcela de brasileiros em idade ativa que têm ou estão buscando emprego caiu entre 2009 e 2012, segundo estudo divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com base em dados da Pnad.
A chamada taxa de participação (relação entre a população economicamente ativa e aquela em idade para trabalhar) caiu de 59,5% para 57,5% no período.
Segundo o instituto, essa tendência é preocupante porque pode pressionar o mercado de trabalho e representa um desafio para a formulação de políticas públicas.
A redução mais acentuada ocorreu entre os jovens de 15 a 24 anos. Em termos de gênero, a tendência foi mais marcante entre as mulheres, embora tenha sido verificadas entre os homens também.
"É surpreendente, pois ocorreu em um momento de melhora do mercado de trabalho", disse Marcelo Neri, presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Segundo o Ipea, a fatia de jovens fora do mercado de trabalho e da escola (os chamados "nem nem") aumentou nos últimos anos.
"Esse contingente sempre existiu, mas parece que teve um aumento recente. A médio e longo prazo isso é preocupante. Precisamos entender os determinantes disso", diz Gabriel Ulyssea, coordenador de pesquisas de trabalho e renda do Ipea.
QUALIFICAÇÃO
Segundo Neri, havia espaço para a inserção de uma grande parcela de trabalhadores no mercado de trabalho, o que indicaria que o país não estava diante do pleno emprego em 2012.
Diferentemente do que muitos especialistas afirmam, a pesquisa aponta que não há uma escassez generalizada de oferta de mão de obra qualificada no país.
O coordenador de pesquisas do Ipea afirma, no entanto, que ela pode ocorrer em alguns setores ou em determinadas atividades.
Segundo o instituto, a oferta de trabalho qualificado vem aumentando continuamente na última década e o preço relativo a essa mão de obra tem caído também.
Além disso, segundo a pesquisa, os desempregados hoje são em sua maioria profissionais qualificados.
"O grande apagão de mão de obra é de pessoas pouco qualificadas, talvez seja sinal de que o Brasil não está dando um salto tecnológico", afirma Neri.
Para o economista José Márcio Camargo, há uma falta de mão de obra "bem qualificada", que tenha frequentado cursos em universidades mais conceituadas, após a queda na qualidade desse ensino nos últimos anos:
"Há queixas dos empresários da falta de mão de obra qualificada, mas eles podem estar sentindo falta é de mão de obra bem qualificada."
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Tribuna do Norte - Recuperação será lenta
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Agência Estado (SP) - Ipea analisa gargalo na expansão do mercado de trabalho
O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgou nesta segunda-feira, 07, um comunicado sobre o mercado de trabalho a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicilio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Esatística (IBGE). De acordo com o estudo, atualmente, o gargalo para uma maior expansão no mercado de trabalho é a queda na taxa de participação da população em idade produtiva.
A taxa se refere à relação entre a população inserida no mercado e o total da população em idade produtiva. O problema atinge, sobretudo, mulheres e jovens entre 15 e 24 anos que não estão no mercado ou em busca de uma ocupação. Entre 2009 e 2012, a taxa de participação entre as mulheres caiu 4,2%, contra 2,5% dos homens. Já entre os jovens nessa faixa etária, a queda foi de 5,9%.
"É surpreendente, pois acontece no momento de melhora no mercado, quando deveria ter maior atratividade", explica Marcelo Néri, presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Segundo ele, em 2012, o mercado de trabalho cresceu 6,45%, ou "duas vezes mais rápido que em toda a década (3,08%), o que surpreende dado que o PIB cresceu apenas 0,9%".
Para Gabriel Ulyssea, coordenador de pesquisas em trabalho e renda do instituto, a queda chama atenção pela intensidade em curto intervalo de tempo e "preocupa pois tira a possibilidade de aumento na oferta de mão de obra". No caso das mulheres, a razão apontada é uma saída do mercado de trabalho pela decisão de ter e cuidar dos filhos. "Nesse sentido, a provisão de creches terá papel importante no futuro", explica Ulyssea.
Para os jovens, o pesquisador afirma que não há clareza sobre as causas do fenômeno. "É possível que esteja relacionado ao aumento de renda por outras vias que não o trabalho, isso inclui os programas sociais. Mas o fato de a queda ter sido mais intensa no Nordeste é um fator que demonstra a influência de ações sociais nesse tema."
Pleno emprego
Os pesquisadores foram enfáticos ao afirmar que, os dados divulgados pela Pnad referentes a 2012 não indicam uma fase de pleno emprego, como tem sido divulgado pelo governo. Conforme Néri, os primeiros sinais para o fenômeno aparecem em 2013, quando o mercado diminui o ritmo de abertura de novas vagas, mas a renda geral continua em tendência de alta.
"Em 2013, vemos uma brutal desaceleração do crescimento do mercado de trabalho, de 6% para 2,83%, até julho. Agora quase todo aumento de renda vem pelo efeito salário, e menos da quantidade de trabalho", afirma. "Isso sinaliza o pleno emprego, mas só agora, pelo efeito salário."
Entre as categorias que tiveram maior aumento de renda, segundo o estudo, estão agricultura, construção civil e serviços, onde estão incluídas as empregadas domésticas. O aumento de renda estaria associado a uma melhor escolarização, na visão de Néri. "É um bônus educacional, o trabalhador saiu de um nível muito baixo de qualificação para um menos baixo."
A consequência do movimento seria um "apagão" de mão de obra de baixa qualificação. A avaliação é radicalmente contrária à ideia difundida entre empresários de que há escassez de mão de obra qualificada no País. "Entre as pessoas com baixa qualificação, o salário está aumentando, pela redução da oferta. É um processo retardado, o País começou a viver isso em 2001. Talvez seja um sinal de que o Brasil não está dando um salto tecnológico. O grande apagão é de gente pouco qualificada."
Segundo Ulyssea, os dados do IBGE demonstram que há um aumento da oferta de trabalho para as categorias mais qualificadas. "O quantitativo dos trabalhadores qualificados vem aumentando acima dos não qualificados. Outro fator é a evolução da renda da mão de obra qualificada, que está em queda. Isso é coerente com o aumento da oferta de mão de obra. Essas duas características são incompatíveis com a ideia de escassez."
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O Globo: Para Ipea, apagão de mão de obra é em vagas sem qualificação Segundo instituto, instrução avançou e não há pleno emprego no país Por Nice de Paula O mercado de trabalho brasileiro superou as expectativas no ano passado, sobretudo diante do crescimento de apenas 0,9% da economia, mas o país não atingiu uma situação de pleno emprego como vinha anunci¬ando o governo, nem vive um apagão de mão de obra qualifi-cada, como afirma uma parcela dos empresários e economistas. Na visão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o apagão de mão de obra ocorre é nas vagas sem qualificação. — O mercado de trabalho em 2012 teve um desempenho surpreendente à luz do que aconteceu com a economia, Houve um crescimento de 6,5% da renda por pessoa em idade ativa, muito acima do PIB (Produto Interno Bruto, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país), e uma estabilização da desigualdade. E o grande apagão de mão de obra se deu nas ocupações pouco qualificadas, como agricultura, construção, civil e trabalho do¬méstico, que teve alta de 10% na renda. Então, o grande apagão de mão de obra está na base da pirâ¬mide educacional —afirmou o economista Marcelo Neri, presi¬dente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, ao divulgar ontem um estudo sobre o tema. O estudo mostra que essas categorias tiveram os maiores ga¬nhos salariais nos últimos dez anos. Mas uma mudança ocor¬reu ano passado, quando a ren¬da per capita familiar dos 5% mais pobres caiu 7,5%, enquan¬to no outro extremo, a fatia dos 5% que ganham mais viram sua renda crescer 17%. Isso fez com que a desigualdade, que vinha em queda, ficasse estagnada. O estudo também conclui que, entre 2001 e 2012, o número de profissionais com ensino fundamental completo aumentou 1,5 vez mais do que aqueles que não têm nenhuma formação. A fatia que possui ensino médio cresceu 2,3 vezes e a parcela com ensino superior incompleto ou completo ficou 2,2 maior. — Os dados não mostram es¬cassez de obra qualificada. É possível que existam ocupações pontuais com falta de es¬pecialistas ou técnicos em algumas áreas. Mas, de maneira geral, há uma expansão de oferta de trabalhadores mais qualificados e uma queda nos diferenciais de salários desses profissionais — explicou Gabriel Ulyssea, coordenador de Trabalho e Renda do Ipea. No ano passado, a taxa de desemprego no país ficou em 6,1%. Mas, para os especialistas, não há pleno emprego porque a taxa de participação (a parcela de pessoas em idade ativa que opta por trabalhar) é baixa e ainda caiu de 59,5% da população em idade ativa em 2009 para 57,5% em 2012. Reflexo principalmente do desinteresse das mulheres e dos jovens pelo mercado.
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O Estado de S. Paulo (SP): Guerra cibernética e soberania
A guerra cibernética é a "guerra do futuro", como bem alertou o ministro da Defesa, Celso Amorim. Pode-se dizer, aliás, que é a guerra do presente - basta lembrar que hackers de Estados Unidos, China, Rússia, Israel e Irã, entre outros, já há algum tempo travam batalhas virtuais, sabotando sistemas e ge-íando danos para a economia de seus antagonistas. Por essa razão, Amorim acredita que o Brasil tenha de se preparar para esse desafio - mas, como costuma acontecer nos governos lulopetistas, a iniciativa é tardia e insuficiente, defmindo-se menos pelos interesses nacionais e mais por motivações eleitorais e ideológicas. Não se pode aceitar que a de-tmição de estratégias de defesa seja submetida, por princípio, a írtaresses de terceiros países. No entanto, Amorim acredita ser necessário sujeitar as diretrizes brasileiras na guerra cibernética aos objetivos dos parceiros na América do Sul - começando pela Argentina, que costuma ignorar o Brasil quando toma suas decisões. Pois o ministro esteve recentemente na Argentina para, em suas palavras, estabelecer alguma forma de "cooperação", termo vago o suficiente para nele caberem significados que não deveriam interessar ao Brasil. Amorim falou até mesmo em uma "doutrina" sul-americana de defesa cibernética, criando uma instância supranacional que obviamente fere a soberania brasileira na determinação de suas políticas de segurança. Além disso, a título de combater as supostas ameaças representadas pelos Estados Unidos e seus abrangentes serviços de espionagem, a presidente Dilma Rousseff pediu urgência na aprovação do Marco Civil da Internet - projeto que, no entanto, nada tem a ver com a arapongagem americana, pois seu único objetivo é garantir o livre trânsito de informação e a neutralidade da rede. Para justificar as iniciativas do governo, Amorim recorreu aos conhecidos argumentos bo-livarianos: "Alguém me dizia hoje que o Brasil e a Argentina respondem por 40% do mercado da soja mundial, e as reservas de água doce dos aquíferos. Nós nunca seremos capazes de defender esses recursos se não fizermos uma adequada defesa cibernética". Ou seja, para o nosso ministro da Defesa, o mundo (leia-se EUA) trama para tomar as riquezas do Brasil e da América Latina por meio de golpes de bites e bytes. E a versão atualizada da velha cantilena segundo a qual os americanos cobiçam nossos recursos e conspiram para roubá-los. A presidente Dilma, disse Amorim, ficou particularmente preocupada com a proteção da reserva do pré-sal, ante a suspeita de que os americanos estariam espionando a Petrobrás, e "recomendou interesse redobrado nas questões de defesa e projetos estratégicos". Segundo Amorim, a única solução para o problema é desenvolver um software nacional de defesa. "Não adianta achar que vamos proteger nossas vulnerabilidades comprando software de outros países", disse o ministro. No entanto, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicado em julho, a capacidade das empresas nacionais para esse fim ainda é muito pequena, de modo que será preciso fazer pesados investimentos. O problema é que o Brasil gastou neste ano menos de 10% do orçamento previsto para a defesa cibernética, e grande parte desse valor foi usada para comprar itens que nada têm a ver com segurança virtual, como jipes e equipamentos físicos de segurança para o prédio do Centro de Inteligência do Exército, em Brasília. Há, portanto, um descompasso entre a verborragia oficial e a realidade. É evidente que o Brasil precisa desenvolver um sistema de defesa cibernética à altura de sua importância econômica e política. Mas, a depender do atual governo, a infraestrutura de rede no Brasil continuará a estar, conforme diagnóstico do Ipea, entre "as mais vulneráveis e desprotegidas do mundo", O estudo do Ipea adverte ainda que até hoje o Brasil não tem um documento que "estabeleça as diretrizes próprias de uma estratégia nacional para a defesa cibernética". Em tema tão relevante, trata-se de uma situação inadmissível.
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Portal DCI: Programas de educação impulsionam indicadores
São Paulo - SÃO PAULO - O Estado de São Paulo é o que mais investe em programas de educação, o que impulsionou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que ficou em primeiro lugar.
SÃO PAULO - O Estado de São Paulo é o que mais investe em programas de educação, o que impulsionou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que ficou em primeiro lugar entre os estados brasileiros, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil 2013. O estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro analisa indicadores de população, educação, saúde, trabalho, renda e vulnerabilidade, com base nos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010. O Atlas classificou São Paulo com 0,783 (a escala vai de 0 - pior - a 1 - melhor), sendo que na avaliação de educação, por exemplo, o estado atingiu índice de escolaridade de 62,91% para pessoas com mais de 18 anos com ensino fundamental completo.
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Brasil Econômico (RJ): MP que dá mais isenções ao transporte é aprovada
Comissão Mista do Congresso recomenda manutenção da alíquota "zero" de PIS e Cofins
Por Amanda Raiter
Deputados e senadores aprovaram, ontem, em Comissão Mista do Congresso, o relatório sobre a Medida Provisória (MP) 617/2013, que zera as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) pagas por empresas de transporte coletivo urbano.
AMPfoi publicadapelo governo, em 31 de maio, para tentar minimizar os reajustes das tarifas de transporte público autorizadospe-las prefeituras e governos estaduais e, depois, cancelados por causa das manifestações de junho. No entanto, o texto aprovado ontem, que ainda precisa ir aos plenários da Câmara e do Senado, mantém o incentivo fiscal para as empresas de transporte público rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros, que não terão que pagar as contribuições sobre suas receitas.
A medida também estende o desconto para outras empresas. Porém, apenas em janeiro do ano que vem, começa a valer para empresas de transporte aéreo doméstico e internacional de passageiros, carga e mala postal e para as prestadoras de serviço de transporte marítimo de cargas de cabotagem e as que atendam a plataformas de exploração e produção de óleo e gás.
Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), a desoneração de PIS e Cofins representam, em média, 3,65% das tarifas do transporte público. No caso de Rio de Janeiro e São Paulo, pelo menos, esse alívio, no entanto, já tinha sido considerado no cálculo das tarifas, quando foi anunciado o aumento de 1° de junho, que geraram os protestos. Ou seja, as prefeituras alegaram que os reajustes já tinham sido menores por causa da isenção.
O presidente da Associação Nacional do Transporte Público (AN-TP), Aílton Brasiliense, disse a isenção não vai resolver a questão do aumento do custo do transporte público e que esse benefício pode ser "diluído" nas tarifas em um a dois anos. "O custo principal, no caso do transporte rodoviário, que seria correspondente a 60% da receita das empresas, é justamente a frota dos ônibus. Então, não adianta conceder a isenção se as cidades não pararem de crescer. É necessário focar nos planos diretores também como forma de evitar que o cidadão more cada vez mais longe do trabalho", ressaltou.
Estudo do Ipea mostra que as passagens de ônibus nas regiões metropolitanas brasileiras subiram, em média, de 2000 a 2012, 192%. Pela estimativa da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), cerca de 32% das tarifas de ônibus são tributos. Entre os tributos que, segundo eles, ainda pesam nas passagens estão o IPI (federal), ICMS (estadual) e IPVA (estadual e municipal) sobre os veículos, além deque ICMS sobre o diesel.
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Valor Econômico (RJ): Economistas criticam protecionismo do Brasil
Por Elisa Soares | Do Rio
O Brasil precisa ter uma economia menos fechada ao comércio internacional se quiser continuar crescendo de forma sustentável. Esta é a análise dos especialistas que participaram do primeiro dia do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio. Para o presidente do conselho do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Pedro Passos, o modelo de desenvolvimento brasileiro baseado na expansão do crédito já dá sinais de esgotamento. Segundo ele, a desaceleração da economia chinesa, mesmo que inferior à prevista por economistas, deve ter reflexo sobre o ciclo de commodities, afetando o Brasil.
"Isso vai gerar um desconforto que exigirá visão renovada da indústria, com dedicação maior à produtividade e inovação", disse Passos. Para ele, o novo modelo de desenvolvimento que o Brasil deve buscar inclui maior inserção no comércio global. "O Brasil precisa se integrar, fazer acordos com outros países", acrescentou.
O economista Edmar Bacha afirma que o Brasil está há mais de 30 anos em uma armadilha da "renda média", incapaz de desenvolver um modelo de crescimento baseado na produtividade. Bacha defende que o mau desempenho da economia do país é reflexo, em parte, da pequena integração econômica internacional do país. Ele sugere a simplificação de impostos e a realização de acordos internacionais, com redução de tarifas.
O diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Ricardo Markwald, disse que o Brasil é o mais fechado à cooperação internacional em lista de 11 países analisados em estudo conjunto com Fernando Ribeiro, do Ipea.
Claudio Frischtak, consultor da InterB, lembrou que 81% das exportações brasileiras para a China - principal destino dos produtos brasileiros - se concentram em quatro produtos. "Precisamos estabelecer estratégias consistentes para a relação econômica bilateral, removendo eventuais barreiras", afirmou.
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