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Brasil Econômico (SP): Lei Maria da Penha não reduz número de mortes Ipea aponta manutenção da taxa de homicídios de mulheres após a promulgação da lei A Lei Maria da Penha não teve impacto sobre a quantidade de mulheres mortas em decorrência de violência doméstica, constatou um estudo sobre feminicídio divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). De acordo com os dados do instituto, entre 2001 e 2006, período anterior à lei, foram mortas, em média, 5,28 mulheres a cada 100 mil. No período posterior à sua promulgação, entre 2007 e 2011, foram vítimas de feminicídio, em média, 5,22 mulheres a cada 100 mil. Feminicídio é o homicídio de mulheres em decorrência de conflitos de gênero, geralmente cometidos por um homem, parceiro ou ex-parceiro da vítima. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual. Entre 2001 e 2011, estima-se que cerca de 50 mil crimes desse tipo tenham ocorrido no Brasil, dos quais 50% com o uso de armas de fogo. O Ipea também constatou que 29% dos óbitos ocorreram na casa da vítima, o que reforça o perfil das mortes como casos de violência doméstica. Para o Ipea, o decréscimo em dez anos é "sutil" e demonstra a necessidade da adoção de outras medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, à proteção das vítimas e à redução das desigualdades de gênero. Em relação ao perfil das principais vítimas de feminicídio, o Ipea constatou que elas são jovens e negras. Do total, 31% das vítimas têm entre 20 e 29 anos e 61% são negras. No Nordeste, o percentual de mulheres negras mortas chega a 87%; no Norte, 83%. Entre os estados brasileiros, o Espírito Santo é o que mais registrou assassinatos de mulheres entre 2009 e 2011, com um índice de 11,24 a cada 100 mil - muito superior à média brasileira no mesmo período. Outros estados com alta incidência foram Bahia (9,08), Alagoas (8,84) e Roraima (8,51). Já os estados com a incidência mais baixa foram Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28), São Paulo (3,74) e Maranhão (4,63). De acordo com o Ipea, 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Em relação ao homem isso não ocorre. Apenas 6% dos assassinatos de homens são cometidos por uma parceira. Ao fazer um balanço do período, a ministra Eleonora Menicucci apontou a demora do Judiciário em expedir medidas protetivas em favor das mulheres como um dos gargalos a resolver. Ela lembrou que, em alguns casos, a medida para determinar que o agressor se mantenha à distância da vítima é expedida quando a mulher já foi agredida ou até morta. "Eu conclamo todos os juizes a olhar com cuidado e severidade, mas com determinação para a violência contra as mulheres expedindo, o mais rápido possível, as medidas protetivas". " Não é necessário apenas a alteração legislativa, é necessário também uma mudança de comportamento. É um processo de mudança demorado", acrescentou o integrante do CNJ, Ney José de Freitas. 
Correio Braziliense (DF): Marcadas para morrer A lei brasileira de combate à violência contra a mulher ainda peca na prevenção. Embora aclamada por membros do governo e especialistas, estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a legislação não foi eficaz para reduzir o número de mortes. O levantamento indica que só no primeiro ano de vigência da lei houve uma leve redução da taxa de homicídio. Entre 2001 e 2006, o índice de mortes era 5,28 por grupo de 100 mil mulheres. Nos cinco anos seguintes à aprovação da Lei Maria da Penha, no fim de 2006, o índice ficou praticamente estável, em 5,22. Só em 2007 houve declínio: 4,47 por 100 mil mulheres (veja quadro). Entre 2009 e 2011, a média nacional ficou em 5,82/100 mil. No Distrito Federal, o indicador está ligeiramente abaixo da média, em 5,53/100 mil. Segundo especialistas, a falta de uma rede qualificada de amparo a mulheres ameaçadas é o principal motivo para que a Lei Maria da Penha — considerada um marco fundamental pelas entidades de defesa dos direitos da mulher por dar mais rigor às punições — não consiga reduzir os índices de mortes. A pesquisadora do Ipea Leila Garcia argumenta que faltam medidas complementares capazes de dar suporte à medida. "É preciso ter mecanismos que ajudem a lei a ser cumprida", diz. Ela destaca que é necessário cobrar medidas efetivas das secretarias estaduais de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Em muitos casos, ao denunciar uma agressão, a mulher acaba ficando ainda mais vulnerável à violência. "O fato de buscar auxílio faz com que a resposta do agressor seja ainda mais forte", comenta a pesquisadora. O levantamento do Ipea mostra que 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Como comparação, entre os homens assassinados, esse percentual fica em torno de 6%. Leila Garcia também destaca que os indicadores estão relacionados com diferenças culturais e desigualdades de gênero da sociedade. "As diferenças regionais também são mais latentes onde as mulheres têm menos escolaridade e a desigualdade na renda é maior. Os óbitos são a pontinha do iceberg de violências muito maiores que as mulheres sofrem e que refletem as desigualdades de gênero reproduzidas na sociedade", ressalta. Triste diagnóstico O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) já vinha fazendo o alerta de que só a lei não é suficiente. A advogada e assessora do centro Luana Natielle esclarece que o resultado da pesquisa não representa o fracasso da lei. "Significa que o Estado não está conseguindo garantir a efetivação dela. A lei é uma das melhores do mundo, mas, quando você olha na ponta, falta estrutura", adverte. Segundo Luana, o diagnóstico é triste, pois faltam delegacias especializadas, juizados especiais e equipes com psicólogos. "A lei é muito boa e teve um impacto social importante, mas, sem que o Estado crie mecanismos que garantam o enfrentamento de fato do problema, esses resultados vão se repetir." A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), Aparecida Gonçalves, rebate. Para ela, a Lei Maria da Penha fortaleceu a prevenção. "Cerca de 250 mil medidas protetivas foram expedidas desde 2006. A lei previne e protege, mas, em sete anos, não vai dar conta de séculos de machismo", ressalva. Uma medida que pode reforçar a eficácia da lei, na avaliação da secretária, é a inclusão do feminicídio (assassinato de mulheres) como um qualificador penal. Em nota, a secretária da Mulher do DF, Olgamir Amancia, também defendeu a inclusão desse agravante na legislação penal.
Portal G1.Com: Taxa de homicídio contra mulheres no Paraná é a maior do Sul do país Ipea diz que a cada 100 mil mulheres, 6,49 morrem por agressão doméstica. Presidente da FDIM acredita que Lei Maria da Penha precisa ser divulgada. O Paraná é o estado do Sul do país com a maior taxa de feminicídio - assassinato de mulheres. Segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a cada 100 mil paranaenses, 6,49 morrem em decorrência de agressões. A proporção é significativamente maior do que a registrada em Santa Catarina, 3,28, e no Rio Grande do Sul, 4,64. Além disso, também é maior do que a do país. Este número foi aferido, entre 2009 e 2011, após a promulgação da Lei Marina da Penha que pune com maior rigor a violência doméstica. Nacionalmente, a taxa é de 5,22 e, segundo o Ipea, não esboça uma mudança de comportamento da sociedade, já que antes da da Lei Maria da Penha a taxa era de 5,82 a cada 100 mil mulheres. De acordo com o levantamento, o número destaca que é preciso reforçar as ações da Lei Maria da Penha e adotar outras medidas para o combate à violência contra mulheres. O estudo demostra ainda que 40% dos homicídios contra mulheres são cometidos pelos parceiros da vítima. A presidente da Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM) e da Confederação das Mulheres do Brasil, Márcia Campos, faz uma leitura diferente da realizada pelo Ipea. Para ela, pode-se considerar que os números diminuíram. "Hoje, é difícil o homem matar a mulher e simplesmente dizer que ela foi assassinada. Nunca tinha testemunha. As pessoas tinham medo. Além disso, a mulher não pode mais retirar a queixa e tem mais dados copilados. A manutenção do índice tem a ver que você não consegue jogar por baixo do tapete. Então, poderia fazer uma leitura que diminuiu", avalia. A presidente diz que é preciso dar "um tempo" para a lei e que concorda com o Ipea no aspectos de ações mais efetivas no combate à violência doméstica. Campos também menciona que as questões de renda e de vulnerabilidade social, tanto de agressores quanto das vítimas, precisam ser consideradas. Ela acredita que as pessoas com menor poder aquisitivo e vidas menos estruturadas avaliam que não têm o que perder com a agressão à companheira. "Para alguém mais consciente, com algum grau de escolaridade e renda, o castigo 'interessa'. Quanto mais as pessoas pensa que não tem nada a perder, o grau do castigo não abala o cara", explica. "Essa lei entra mais em determinado segmento [ da sociedade] do que em outro. Onde não entra tanto, a punição não interfere no medo da pessoa [do agressor]. É preciso atuar mais no sentido de prevenção, divulgação da lei, realizar campanha nessas determinadas regiões. Para enfrentar uma situação como essa, tem que ir fundo também na questão sociológica. Caso contrário, a gente não consegue", argumenta. Para ela, é falho o argumento de que a violência contra as mulheres não tem relação com aspectos sociais. Campos exemplifica com o caso do Paraná, considerado um dos estados mais ricos do país, e que a taxa de feminicídio é mais alta do que a nacional. Ela menciona ainda que a sociedade tem que participar deste processo. "É uma consciência não só do atacante, mas de toda uma sociedade trabalhando para isso: vizinhos, amigos e parentes. Se não houve uma hostilidade social, a lei não resolve tudo". Campos finaliza enfatizando que é preciso punir os agressores com prisão severa. Perfil das vítimas Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas --31% na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foi de mulheres de 20 a 39 anos, e a maioria (31%) ocorreu em via pública, contra 29% em domicílio e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde. A maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo).
O Dia Online (RJ): Lei Maria da Penha não reduziu mortes, mostra Ipea Estudo aponta que taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei Rio - Estudo preliminar do Ipea estima que, entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios, ou seja, "mortes de mulheres por conflito de gênero", especialmente em casos de agressão perpetrada por parceiros íntimos. Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres. Além dos números e taxas de feminicídios nos estados e regiões do Brasil, foi realizada uma avaliação do impacto da Lei Maria da Penha. Constatou-se que não houve influência capaz de reduzir o número de mortes, pois as taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei. "Observou-se sutil decréscimo da taxa no ano de 2007, imediatamente após a vigência da lei, e, nos últimos anos, o retorno desses valores aos patamares registrados no início do período", afirma o texto. A pesquisa "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", coordenada pela técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Leila Posenato Garcia, foi apresentada nesta quarta-feira, na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados. De acordo com os dados do documento, o Espirito Santo é o estado brasileiro com a maior taxa de feminicídios, 11,24 a cada 100 mil, seguido por Bahia (9,08) e Alagoas (8,84). A região com as piores taxas é o Nordeste, que apresentou 6,9 casos a cada 100 mil mulheres, no período analisado. A pesquisa, realizada com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, inova em relação a estudos anteriores por incorporar duas etapas de correção, visando minimizar a subestimação dos feminicídios.
Portal G1.Com: Número de mulheres assassinadas no RN ficou acima da média nacional Dados referentes ao período de 2009-2011 foram divulgados por instituto. Estudo mostra que Lei Maria da Penha não reduziu mortes violentas. A cada 100 mil mulheres, mais de seis morreram de causas violentas no Rio Grande do Norte, uma taxa que superou a média nacional entre os anos de 2009 e 2011. É o que mostra o estudo "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A taxa corrigida de assassinatos foi de 5,82 por 100.000 mulheres no país, enquanto que o RN teve média de 6,31 mortes, deixando o estado na 15ª colocação no Brasil. Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas - 31% na faixa etária de 20 a 29 anos, como Clara Rubianny Ferreira, de 26 anos, estrangulada dentro de um apartamento em julho deste ano no bairro de Ponta Negra, na zona Sul de Natal. O principal suspeito do assassinato é o empresário paulista Eugênio Becegato Júnior, que era proprietário do imóvel e foi indiciado pela morte. Ao todo, 50% dos feminicídios ocorridos no Brasil envolveram o uso de armas de fogo. O número também tem reflexo no RN. Um dos casos que chamou a atenção foi o da empregada doméstica Sanclea Fernandes Dantas, de 32 anos, foi morta a tiros no município de Patu, na região Oeste potiguar. O principal suspeito é um jovem de 19 anos que teve um relacionamento amoroso com a vítima. Sanclea estava grávida de três meses e o suspeito era pai do bebê. O estudo do Ipea registra ainda que a maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo). As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram esse tipo de morte com taxas de, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Nos estados, as maiores taxas estão no Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). As taxas mais baixas estão no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74). "A magnitude dos feminicídios foi elevada em todas as regiões e estados. (...) Essa situação é preocupante, uma vez que os feminicídios são eventos completamente evitáveis, que abreviam as vidas de muitas mulheres jovens, causando perdas inestimáveis, além de consequências potencialmente adversas para as crianças, para as famílias e para a sociedade", conclui o estudo. RN teve 38 mortes em 2013 Em 2013, segundo dados fornecidos ao G1 pela Coordenadoria da Defesa dos Direitos da Mulher e das Minorias no Rio Grande do Norte (Codim), 38 mulheres foram assassinadas no estado entre 1º de janeiro e 17 de setembro. No ano passado foram 27 homicídios; em 2011, 12 mulheres foram mortas. Contudo, a coordenadora Erlândia Passos explicou que os números de 2011 e 2012 representam apenas os casos registrados pelas cinco delegacias especializadas em defesa da mulher. Duas delas funcionam em Natal. As demais, em Mossoró, na região Oeste, Parnamirim, na Grande Natal, e Caicó, na região Seridó. Sobre o atendimento às mulheres, Erlândia Passos informa que o Codimm mantém o número 0800-281-2336 funcionando 24 horas para atender ocorrências em todo o estado. "Verificamos a procedência da denúncia e vamos até casa da vítima. Muitas vezes a denúncia parte do vizinho e familiar. Se comprovado, o caso é repassado para as autoridades responsáveis, como Justiça, Ministério Público e Polícia Civil", afirma.
Portal G1.Com: DF tem menos mortes de mulheres por agressão do que a média nacional Estudo do Ipea aponta que DF tem 5,53 mortes por 100 mil mulheres. Média nacional é de 5,82 mortes; dados são de 2009 a 2011. A taxa de mortalidade de mulheres em razão de violência doméstica no Distrito Federal está abaixo da média nacional, segundo o estudo "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No DF, o índice é de 5,53 mortes por ano por 100 mil mulheres. A média nacional é de 5,82 mortes por 100 mil mulheres. O estudo do Ipea foi feito com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, de 2009 a 2011. A taxa de mortalidade no DF é menos da metade do Espírito Santo, unidade federativa com mais casos de violência, com índice de 11,24 mortes por ano por 100 mil mulheres. O DF também é a única unidade do Centro-Oeste que registrou menos mortes do que a média nacional. O primeiro estado da região é Goiás, com 7,57 mortes por ano por 100 mil mulheres. No Mato Grosso, o índice foi de 6,95; no Mato Grosso do Sul, 6,44. O estudo mostra que a Lei Maria da Penha, em vigor desde agosto de 2006 com o intuito de combater a violência contra a mulher, não teve impacto no número de mortes por esse tipo de agressão. As taxas de mortalidade foram 5,28 por 100 mil mulheres no período 2001 a 2006 (antes da lei) e de 5,22 em 2007 a 2011 (depois da lei), diz o estudo. De acordo com o Ipea, houve apenas um "sutil decréscimo da taxa no ano 2007, imediatamente após a vigência da lei", mas depois a taxa voltou a crescer. O instituto estima que ocorreram no país 5,82 óbitos para cada 100 mil mulheres entre 2009 e 2011. "Em média ocorrem 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia", diz o estudo. Perfil das vítimas Segundo o estudo do Ipea, mulheres jovens foram as principais vítimas - 31% na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foi de mulheres de 20 a 39 anos, e a maioria (31%) ocorreu em via pública, contra 29% em domicílio e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde. A maior parte das vítimas era negra (61%), principalmente nas regiões Nordeste (87% das mortes de mulheres), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maioria também tinha baixa escolaridade (48% das com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo). As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte concentram esse tipo de morte com taxas de, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Nos estados, as maiores taxas estão no Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). As taxas mais baixas estão no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74). Ao todo, 50% dos feminicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos. Em outros 3% das mortes foram registrados maus-tratos, agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes, como abuso sexual, crueldade mental e tortura. "A magnitude dos feminicídios foi elevada em todas as regiões e estados. (...) Essa situação é preocupante, uma vez que os feminicídios são eventos completamente evitáveis, que abreviam as vidas de muitas mulheres jovens, causando perdas inestimáveis, além de consequências potencialmente adversas para as crianças, para as famílias e para a sociedade", conclui o estudo.
Portal G1.Com: CE é 7ª posição entre estados com menor taxa de feminicídio, diz Ipea No Ceará, morrem 5,6 mulheres por cada grupo de 100 mil. No Brasil, uma mulher morre por conflito de gênero a cada 1h30. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que, entre entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios, ou seja, "mortes de mulheres por conflito de gênero", especialmente em casos de agressão cometida por parceiros íntimos. Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres. A pesquisa "Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil", mostra o Ceará está em 7ª posição entre os estados com menores taxas de feminicídio, com 5,6 casos para cada grupo de 100 mulheres. O ranking das menores taxas é liderada pelo Piauí, com 2,71/100 mil, seguido por Santa Catarina, com taxa de 3,28; São Paulo, com 3,74; Maranhão, com 4,63; Rio Grande do Sul, com 4,64; e Amazonas, com 5,07 casos de fiminicídio por grupo de 100 mulheres. Segundo os dados do documento, o Espírito Santo é o estado brasileiro com a maior taxa de feminicídios, 11,24 a cada 100 mil, seguido por Bahia (9,08) e Alagoas (8,84). A região com as piores taxas é o Nordeste, que apresentou 6,9 casos a cada 100 mil mulheres, no período de 2009 a 2011. Lei Maria da Penha A pesquisa, realizada com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, inova em relação a estudos anteriores por incorporar duas etapas de correção, visando minimizar a subestimação dos feminicídios. Além dos números e taxas de feminicídios nos estados e regiões do Brasil, foi realizada uma avaliação do impacto da Lei Maria da Penha. Constatou-se que não houve influência capaz de reduzir o número de mortes, pois as taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei. De acordo com o estudo, no Brasil estima-se que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia. As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte apresentaram as taxas de feminicídios mais elevadas, respectivamente, 6,90, 6,86 e 6,42 óbitos por 100 mil mulheres. Vítimas A pesquisa mostra, ainda, que as mulheres jovens foram as principais vítimas: 31% es tavam na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos. Cerca de 29% dos feminicídios ocorreram no domicílio, 31% em via pública e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde. 36% ocorreram aos finais de semana. Os domingos concentraram 19% das mortes
Portal G1.Com :Atividades para valorizar idoso ocorrem em Porto Alegre; confira Tarde de talentos e bate-papo entram na programação da capital do RS. Ações promovidas pelo Sesc marcam a Semana do Idoso no estado. De 29 de setembro a 3 de outubro, o Sesc-RS realiza uma série de atividades em todo o estado para comemorar a Semana do Idoso 2013. As ações envolvem caminhadas, palestras, bate-papos e apresentações artísticas. Em Porto Alegre, haverá ações de valorização do envelhecimento humano em vários pontos da cidade. A agenda de eventos na capital abriu com uma caminhada na manhã de domingo (29) que percorreu o trajeto do Parque Moinhos de Vento até o Parque Farroupilha. O Brasil tem hoje uma população de aproximadamente 15 milhões de idosos, correspondendo a 8,6% da população total. Até 2040, a população idosa do país deve duplicar, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Confira a programação completa da Semana do Idoso em Porto Alegre: Terça-feira (1) Tarde de Talentos Horário: 14h às 17h Local: Sesc Campestre (Av. Protásio Alves, 6220 - Auditório João Daudt) - Inscrições encerradas. A comunidade, no entanto, tem entrada franca para assistir às apresentações Quarta-feira (2) Bate-papo "A Importância da Comunicação e o Protagonismo do Idoso" Horário: 14h às 16h Local: Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665 - Auditório Erico Verissimo) - Exclusivo para idosos já integrantes do programa Sesc Maturidade Ativa Quinta-feira (3) Dia do Cuidado com o Idoso Atividades: Orientações com assistentes sociais sobre INSS, previdência social e saúde, quick massagem, medição de pressão arterial, glicemia e índice de massa corporal, exposição de artesanatos dos grupos, escola de chimarrão, alongamento dinâmico e danças circulares. Horário: das 10h às 12h e das 13h às 16h Local: Ginásio do Sesc Navegantes (Av. Brasil, 483) - exclusivo para idosos já integrantes do programa Sesc Maturidade Ativa Durante todo o mês de outubro Ação social de arrecadação de brinquedos para o Mês da Criança Atividade em conjunto dos grupos Redenção e Centro - a comunidade pode contribuir entregando donativos até o dia 25 na Unidade Sesc Redenção (Av. João Pessoa, 835).
O Globo (RJ): Polícia letal: Redes de dados sem autos de resitência DESINFORMAÇÃO MP tem grupo para ação policial só em 18 estados Por Alessandra Duarte e Carolina Benevides Falta de registros corretos, desatualização, subnotificação. A ausência de controle dos autos de resistência no país vem, em boa parte, da falta de informações. Os autos não entram de forma adequada nos registros de óbitos do Sistema Único de Saúde — e, em sistemas do Ministério da Justiça, não chegam nem a entrar. Em pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre autos de resistência, os estados foram divididos pelo grau de confiabilidade da informação enviada. Só sete, além do DF, têm confiabilidade alta: Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pernambuco, Rio, Rio Grande do Sul e SP. A nomenclatura também varia, diz o Fórum: em 39% dos registros, o nome dado é resistência seguida de morte; em 28%, morte em confronto com a polícia; em 17%, auto de resistência; e em 16%, outros nomes. Além de dados estaduais frágeis, a organização deles pelo governo federal também é falha. Em 2011, a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, havia dito ao GLOBO que a Senasp planejava condicionar o repasse para os estados de verba federal no setor ao envio de informações para a rede Infoseg, sistema federal que reúne dados dos governos estaduais, como forma de estimular o envio dos dados. Até hoje, porém, o governo não definiu como esse condicionamento será realizado; segundo o Ministério da Justiça, essa definição depende agora do Conselho Gestor do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, criado em agosto deste ano. Há ainda o Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública (Sinesp), de compilação de estatísticas, que ainda está em formação — e que não se comunica com a Infoseg, segundo o Ministério da Justiça. Além disso, tanto Infoseg quanto Sinesp não incluem dados sobre autos de resistência. Outra fonte que poderia melhorar o controle dos autos, a Pesquisa Nacional de Vitimização, a 1ª no país, com dados sobre criminalidade coletados entre a população, começou a ser feita em 2010 pelo governo federal. Até hoje, não foi concluída. FRAUDE PARA COBRAR PROPINAS O andamento dos inquéritos envolvendo autos de resistência é outro dos principais obstáculos para sua solução. Pesquisa realizada pelo professor da UFRJ Michel Misse, que será lançada no próximo dia 18 no livro "Quando a polícia mata" aponta que, de 510 registros de ocorrência de j auto de resistência no Estado do Rio em 2005, somente 19 tinham virado processo no Tribunal de Justiça até 2007, sendo que, destes 19, foram arquivados 16. — O obstáculo nessa cadeia é transformar inquérito em processo. Não há elemento para investigação, sobretudo porque não há perícia de local — diz Misse, destacando que houve dez mil mortos em confronto no Estado do Rio de 2001 a 2011. Apesar do quadro crítico, o Rio não tem, até hoje, um grupo específico do Ministério Público para o controle externo da atividade policial. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, apenas 18 estados têm um núcleo específico de controle da ação da polícia. A ausência desse grupo no MP do Rio é criticada por Paulo Roberto Mello Cunha Jr., promotor junto à Auditoria Militar. — Você não consegue concentrar dados a respeito das investigações. Eles ficam pulverizados — diz Cunha Jr., afirmando que o procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, determinou este ano a criação desse grupo. Além de combater casos de abuso de força policial, uma melhor atuação do MP auxiliaria também no enfrentamento de autos adulterados por policiais corruptos — que fraudariam mortes em confronto para pressionar traficantes pelo pagamento de propina, o chamado arrego. — O auto fraudado é também uma forma de o policial corrupto se impor numa comunidade. Mataram a juíza Patrícia (Acioli, de São Gonçalo, morta por PMs em 2011) não por vingança, mas porque passaram a ter dificuldade em achacar o tráfico lá. Estavam perdendo dinheiro — diz Cunha Jr., citando uma característica de autos fraudados: — A vítima sempre morre no caminho. Em São Gonçalo, em 2008, 91% das vítimas de autos não morriam no local. Outro problema é que, na delegacia, abre-se o inquérito, mas o PM acaba não sendo indiciado. Se não é indiciado, a informação de que ele é investigado não vai para a sua folha de antecedentes criminais. Do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do MP da Bahia, José Emmanuel Lemos lembra que os autos fraudados podem se ligar à Meta 1 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública, de combate à subnotificação de homicídios: — Aquele homicídio não contabilizado, ou não investigado, vai para as chamadas cifras ocultas. São os "dark numbers" Estudo de Daniel Cerqueira, da diretoria do Ipea, aponta que o país tem média de 8,6 mil homicídios não reconhecidos por ano — que ele chama de mortes ocultas. Elas entram no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do SUS como morte por causa não determinada: — A maioria das mortes em confronto com a polícia, em vez de entrarem no SIM como por intervenção legal, que seria a categoria correta, entram como por causa indeterminada.
Folha.Com (SP): Ombudsman - Suzana Singer - Arauto das más notícias Folha destaca apenas dados negativos da Pnad, apesar de a pesquisa ter apontado aumento de renda em 2012 A edição que a Folha fez da pesquisa Pnad, que traça anualmente um quadro social do país, é um prato cheio para quem acha que o jornal só publica más notícias. Todos os destaques pinçados no levantamento eram negativos. O título na capa informava que "Analfabetismo e desigualdade ficam estagnados no país" (28/9). Em "Cotidiano", havia o aumento da diferença de renda entre homem e mulher, os salários inchados pela falta de mão de obra especializada e o celular como o único tipo de telefone em mais da metade dos lares. A análise dizia que o resultado da pesquisa pode significar "o fim da década inclusiva". Outros jornais optaram por manchetes do tipo uma no cravo outra na ferradura: "Renda média sobe, mas desigualdade para de cair" ("O Globo"), "Analfabetismo para de cair no país; emprego e renda sobem" ("Estado"), "Em todas as regiões houve aumento de renda, mas a desigualdade ficou estagnada" (Jornal Nacional). Com seu característico catastrofismo, a Folha fez uma leitura míope da pesquisa, que é muito importante pela sua abrangência -são 363 mil entrevistados respondendo sobre escolaridade, trabalho, moradia e acesso a bens de consumo. O dado mais surpreendente era que a renda do brasileiro cresceu em 2012, ano em que o PIB subiu apenas 0,9%. Na Folha, esse fenômeno só foi citado no meio de uma reportagem sobre a desigualdade. Coube ao colunista Vinicius Torres Freire, no dia seguinte, chamar a atenção para o fato de que o Brasil estava mais rico "e não sabíamos". "É possível dizer que a taxa de pobreza deve ter caído bem no ano passado", escreveu Freire. Pelos cálculos de Marcelo Neri, 50, presidente do Ipea, 3,5 milhões de brasileiros saltaram a linha de pobreza em 2012. "No conjunto das transformações, foi a melhor Pnad dos últimos 20 anos", diz Neri. A desigualdade parou mesmo de cair, mas foi porque os muito ricos (1% da população) ficaram ainda mais ricos (a renda subiu 10,8%), num ritmo mais rápido do que os muitos pobres (10% na base da pirâmide) ficaram menos pobres (ganho de renda de 6,4%). É claro que não se deve desprezar o abismo social, mas não dá para ignorar que houve uma melhora geral no ano passado, o que é um mistério a ser explicado pelos economistas. Se o jornal subestimou o dado da renda, deu espaço demais para o fato de o analfabetismo ter parado de cair. Teve nesse ponto a companhia dos outros jornais e da TV. Depois de 15 anos de queda contínua, a taxa de analfabetismo variou de 8,6% para 8,7%. A diferença, irrisória, pode ser apenas uma flutuação estatística. Nem o fato de a taxa ter parado de cair é importante, segundo os especialistas. Os analfabetos brasileiros concentram-se, principalmente, na faixa etária mais alta (60 anos ou mais). Os mais velhos, que não tiveram acesso à escola na infância, são mais difíceis de serem alfabetizados. "Entre os jovens, a proporção de analfabetos continua caindo. A conclusão é que, embora nossa educação tenha muitos problemas, este não é um deles", explica Simon Schwartzman, 74, presidente do Iets. O destaque dado à diferença entre a remuneração de homens e mulheres também foi descabido. Em 2011, a brasileira recebia 73,7% do salário de um homem. No ano passado, era 72,9%. Além de não ser uma variação muito significativa, pode ser um problema amostral. "As mulheres não estão necessariamente ganhando menos do que os homens. Se elas já têm uma renda média menor, basta crescer a participação feminina no mercado de trabalho para aumentar a diferença entre os sexos", afirma Marcio Salvato, 44, professor de economia do Ibmec. Entre os bens de consumo, o jornal destacou o celular e as motos. Wasmália Bivar, 53, presidente do IBGE, ressalta a máquina de lavar roupa, presente em 55% das casas. "Para a vida das famílias mais pobres, é um bem de grande significado, porque dá mais tempo livre para as mulheres." Não é fácil escolher o que há de mais relevante em uma pesquisa extensa como a Pnad, mas não dá para adotar o critério dos piores números. O jornalismo deve ter como primeira preocupação o que vai mal, apontar os problemas, só que o necessário viés crítico não pode impedir que se destaque o que é de fato o mais importante.
Folha.Com (SP): Renda maior do trabalhador come lucro Embora o crescimento da economia esteja estagnado, a renda dos trabalhadores, especialmente dos mais pobres e desqualificados, sobe rapidamente no país. Segundo os dados da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a renda per capita média cresceu 8% no ano passado. Quem puxou esse crescimento foi o aumento na renda do trabalho --ou seja, os salários. Eles foram responsáveis por 74% dessa subida. Isso aconteceu justamente no ano do "PIBinho", quando a economia cresceu 0,9%. Ou seja, o Brasil tem um aumento de salários que não corresponde a um aumento de produtividade --as empresas estão comendo sua margem de lucro para bancar maiores remunerações. Nas fábricas, por exemplo, segundo a Confederação Nacional da Indústria, entre 2001 e 2012, o salário real dos trabalhadores subiu 169%. A produtividade, só 1%. Como aponta Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da CNI, isso significa aumentos dos custos e causa prejuízos. ESCASSEZ Quanto mais pobre o indivíduo, maior tem sido o crescimento da renda. Em 2012, entre os 10% mais pobres, a renda cresceu 14%. Entre os 5% mais pobres, 20%. Também tiveram aumento de renda acima da média pessoas sem escolaridade (10%), com primário incompleto (9,4%) e nordestinos (11%). Isso se explica por uma questão de oferta e demanda. A demografia do trabalho pouco qualificado está mudando no Brasil. A instrução média do brasileiro tem crescido rapidamente. Em 20 anos, saiu de menos de seis anos para quase nove atualmente. No ensino superior, a iniciativa privada tornou a formação mais acessível. Em 2001, eram 3 milhões de alunos. Em 2012, 7 milhões. Isso tem diminuído o "estoque" de trabalhadores pouco qualificados, ainda mais em uma época de desemprego baixo, em que não há mão de obra "reserva" à disposição. Há agora, nas palavras de Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), sinais da existência de um gargalo. Nas pranchetas dos economistas, esse gargalo --oferta pequena perante a demanda-- significa maior remuneração. No dia a dia, percebe-se esse fenômeno, por exemplo, pela escassez e custo das empregadas domésticas, profissão rejeitada pelas moças mais jovens que estudaram mais que suas mães. Empregados domésticos tiveram um aumento real de 10% em 2012. "A mudança na renda do trabalho é determinada pelo mercado", diz Neri. Ele aponta que tal descolamento do PIB e da renda é inédita. "É a maior diferença que já vi, embora o fenômeno aconteça há uma década. O ano de 2012 foi o melhor de toda a série em termos de aumento da escolaridade média. No aumento da renda, o Bolsa Família, embora importantíssimo, é coadjuvante." Neste ano, segundo os dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), a tendência geral segue a mesma. O aumento da instrução média, porém, aumenta a quantidade de profissionais qualificados à disposição no mercado, reduzindo o ganho salarial que estudar mais traz. Hoje, estudar mais tempo significa um aumento de renda 30% menor do que significava há dez anos --mas ainda há 70%, claro, o que significa que a correlação estudo/renda segue firme e forte. Por muito tempo, pouco se falou do impacto da instrução na renda agregada. Um dos primeiros a apontar isso foi o economista Carlos Langoni, nos anos 1970 --na época, em vão. A última década e, agora, a Pnad 2012 consolidam a educação como um tema macroeconômico.
Programa recebeu José Eustáquio Ribeiro, do Ipea, e Eliseu Roberto Alves, da Embrapa
Portal G1.Com : 'Foto é ruim', mas houve melhora, diz ministro sobre saneamento básico Segundo dados da Pnad, 43% das residências não têm rede de esgoto. De acordo com ministro Marcelo Neri, esse é um retrato do 'Brasil velho'. Alexandro Martello A "foto" é ruim, mas o "filme" do último ano foi de melhora no que se refere ao saneamento básico, segundo avaliação feita nesta terça-feira (1) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que mostraram que 43% das residências não têm rede de esgoto. Nesta terça-feira (1), o Ipea divulgou um estudo sobre os dados da Pnad. "O saneamento básico deu um saldo de quase três pontos [a alta detectada pela Pnad foi de 2,1 pontos percentuais em 2012]. O nível é muito ruim. Mostra um Brasil do século 19. O saneamento é o melhor retrato do 'Brasil velho'", disse ele, acrescentando, porém, que o uso da internet é o "melhor retrato do 'Brasil novo'. Na avaliação do ministro, o saneamento básico é o grande desafio do país. "A gente fez um cálculo, mas demoraria uns 100 anos, no ritmo que estava tendo antes, para reduzir o déficit à metade. Era um número gigantesco. Mas no ritmo do ano passado, o déficit [de saneamento básico] cairia pela metade em 15 anos. É um ritmo bom para a série histórica, mas insuficiente dado o problema que ele encerra. É um ritmo mais forte. A 'foto' é ruim, mas o 'filme' do último ano foi de melhora", avaliou o presidente do Ipea.
O Globo: Negócios & Cia: Flávia Oliveira O Ministério do Planejamento fechou as contas da execução orçamentária das estatais federais, até agosto destè ano. As companhias gastaram, ao todo, R$ 65,7 bilhões, alta de 13,4% sobre 2012. A verba eqüivale a 59,1% da do-tação aprovada para o ano. É a maior proporção registrada nos quatro primeiros bimestres desde o ano 2000, informa Murilo Barella, do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. "Há um esforço grande no governo para que a meta de investimentos seja cumprida. A tendência é que a execução orçamentária de 2013 seja recorde" diz. Os números incluem gastos de Petrobras (líder absoluta, com 89% dos desembolsos), Eletrobras e de bancos públicos, como BB, Caixa e BNDES. De setembro de 2012 a agosto de 2013, o conjun Itaipu pagou US$ 322,34 milhões em royalties a Brasil e Paraguai, até agosto. Foi verba pelo uso do potencial elétrico das águas fluviais. Deve fechar o ano no nível de 2012, quando transferiu todas estatais investiu R$ 105,7 bilhões, 13,9% a mais que nos 12 meses anteriores. O valor quase empata com os R$ 106,8 bi da dotação orçamentária de todo o ano de 2012. Para Barella, é mais um sinal de aceleração dos gastos. A mudança de padrão, diz ele, tem a ver com a conclusão de uma série de projetos, caso do gasoduto Urucu-Manaus e de hidrelétricas do Rio Madeira (RO), na Região Norte. NA INFRAERO A estatal dos aeroportos investiu, até agosto, R$ 884,5 milhões do R$ 1,564 bilhão previsto no Orçamento. Foi o melhor resultado desde 2000. Até aqui, a maior proporção fora 51% em 2006. US$ 493,41 milhões. Foram 15,8% das receitas da : hidrelétrica, diz Mareia Buerger, superintendente. Em tempo Desde 1989, quando entrou em operação, Itaipu já pagou US$ 8,6 bi em royalties. No Brasil, a renda vai para o governo federal e outros 346 municípios de seis estados. Comércio Subiu 2,7% a intenção de contratação de funcionários pelo comércio em setembro um ano antes. O indicador perdeu força em relação aos 12 meses anteriores (+3,9%). Os dados são de pesquisa que a CNC divulga hoje. Melhorou A renda domiciliar per capita real subiu 7,98% no país em 2012, informa estudo que o Ipea apresenta hoje sobre a última Pnad. Nas contas de Marcelo Neri, presidente do instituto, o ganho dos 5% mais ricos subiu 9,4%; já o dos 5% ; mais pobres avançou 20%. Em tempo A pobreza extrema, segundo Neri, caiu 15% ano passado. Piorou O Rio perdeu 1.232 empregos na construção civil em agosto, diz Sinduscon Rio, com dados do Caged/MTE. É resultado atípico para o mês, e antecipa tendência do último trimestre,
Correio Braziliense (DF): Além da Lei Maria da Penha Cena 1: moradora de área rural do DF pede a palavra, ao fim de palestra sobre direitos femininos, em que ouviu pela primeira vez alguém dizer que sexo, mesmo eíitre marido e mulher, tem que ser consensual, não pode ser obrigatório. "Se é assim, então, sofri violência sexual, fui estuprada várias vezes pelo meu marido", conclui ela. Cena 2; mulher, durante evento semelhante, em Planaltina, admite que, para trabalhar fora, teve que pedir "permissão" ao marido, que a queria dentro de casa, cuidando dos filhos. Cena 3: dona de casa, participante de curso de qualificação profissional na área da construção civil, afirma, na primeira reunião do grupo, que, para estar ali, precisou mentir para o marido: "Se dissesse que viria fazer o curso, ele não deixaria. Acha que esse trabalho é coisa de homem." As histórias acima são reais. Foram presenciadas por técnicos da Secretaria da Mulher do DF que participam dos mutirões de informação, formação e cidadania. Os mutirões integram o programa Rede Mulher, conjunto de ações de proteção e promoção do público feminino, promovidos pela secretaria, principalmente, nas áreas mais carentes. Mais do que meros registros factuais, as histórias denunciam a cultura patriarcal, machista e sexista, que permeia a sociedade brasileira há 500 anos. Uma herança da civilização ocidental, marcada há milênios pelo poder pátrio. E é essa cultura que se revela como pano de fundo do recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre a Lei Maria da Penha. Editada em agosto de 2006, a norma criou uma série de medidas de proteção e tornou mais rigorosa a punição contra a violência doméstica. Apesar disso, segundo o estudo, as taxas de mortalidade das mulheres por agressão não caíram. A proporção de femi-nicídios (assassinatos de mulheres em função de conflitos de gênero) manteve-se na faixa de cinco casos por grupo de 100 mil entre 2001 e 2011. CIDADES Vistos assim, descontextualizados, os números confundem. Passam a falsa impressão de que a Lei Maria da Penha é inócua, ineficaz e improdutiva. Na verdade, a legislação quebrou um ciclo de impunidade. Inibiu a ação dos agressores. Jogou luz sobre a violência doméstica, antes empurrada para debaixo do tapete. Tirou o problema do ambiente privado e o colocou na esfera pública. E isso, claro, tem reflexo direto no aumento das estatísticas. Como a lei ainda é muito nova, em comparação aos milhares de anos de dominação machista, seria insensato esperar que os seus resultados aparecessem de imediato. Não se mudam costumes da noite para o dia. Mas, nesses poucos mais de sete anos de existência, a Lei Maria da Penha tem dado importante contribuição à luta das mulheres por uma vida livre da violência. É uma ferramenta fundamental para se combater os maus-tra-tos no ambiente doméstico. É uma conquista da moderna sociedade brasileira. E deve ser defendida por todos, homens e mulheres. O que os números da pesquisa mostram é que, além da lei, é preciso ir mais longe. É necessário adotar medidas de apoio e promoção do público feminino nas áreas de desenvolvimento social, trabalho, Justiça, segurança, saúde e educação, de modo que a mulher alcance o protagonismo que lhe é devido na sociedade. Um exemplo foi dado, dias atrás, pelo Conselho de Educação do DF, ao aprovar recomendação sobre a obrigatoriedade do ensino dos direitos da mulher na educação básica. A medida, proposta pela Secretaria da Mulher do DF, já começa a ser aplicada em sala de aula. Ações como essa têm o condão de forjar em crianças e adolescentes — futuros adultos — uma nova mentalidade sobre as relações de gênero. Estimulam a cultura da paz, do respeito e da diversidade. Trazem, no seu bojo, o germe de uma sociedade nova. A Lei Maria da Penha cumpre o papel de punir crimes contra a mulher. Ações de promoção social reforçam o protagonismo feminino. Uma iniciativa complementa a outra. E as duas se unem para transformar a sociedade, ainda arraigada a valores arcaicos, como o machismo e o patriarcalismo. Miram um futuro em que homens e mulheres, apesar das diferenças biológicas, possam ocupar o seu espaço de maneira igualitária e democrática. Só assim poderemos ter uma sociedade em que histórias como a da senhora que se descobriu violentada após anos de vida, da jovem que pediu permissão ao companheiro para trabalhar e da mulher que mentiu para fazer um curso profissionalizante sejam coisas do passado. OlgamirAmancia, secretária da Mulher do DF
Folha.Com (SP): Empresas tentam elevar produtividade do brasileiro, que está estagnada A produtividade do trabalhador brasileiro tem crescido a taxas menores do que o PIB per capita, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O PIB per capita -ou seja, total de riquezas dividido pela população brasileira- subiu 29,4% entre 2000 e 2012. Já a produtividade média do trabalhador (relação entre o PIB e a população ocupada no país) subiu 19% no mesmo período. De acordo com Fernanda De Negri, a economista responsável pelo estudo, o fato de os trabalhadores brasileiros produzirem pouco limita o crescimento do país. Em algum momento essas taxas irão convergir, ela afirma -na pior das hipóteses, com o PIB per capita parando de crescer; na melhor, com aumento do rendimento dos profissionais. "A produtividade brasileira está relativamente estagnada desde o fim dos anos 1970", diz.Em visita ao Brasil em julho, o economista José Alexandre Scheinkman, da Universidade Columbia, veio dar uma palestra sobre o tema. Em entrevista à Folha na ocasião, afirmou que, nos EUA, o foco do estudo hoje é entender por que "duas firmas da mesma indústria, usando trabalhadores com o mesmo nível de educação (...) produzem quantidades diferentes". No Brasil, há empresas que se mexem para fazer com que os funcionários rendam mais. A Linx, que desenvolve softwares de gestão para o varejo, decidiu fazer um concurso para que os profissionais criem projetos para tornar o trabalho deles mais produtivo. Henry Giocondo da Silva, 24, um desenvolvedor, está concorrendo com uma ideia que, segundo ele, pode poupar até 25% de tempo dos funcionários na categoria dele. Hoje, enquanto ele está programando um novo software, não consegue ver, em tempo real, como é a interface para o usuário. Ele quer desenvolver um sistema para visualizar isso à medida que se escreve o código. "Eu já tinha a ideia, mas guardei para mim mesmo. Quando surgiu o concurso, pensei em submeter", conta. O diretor de marketing da empresa, Flávio Menezes, 42, conta que o vencedor irá ganhar uma viagem e também apresentará o projeto ao comitê de diretores da Linx. Uma das ideias da campanha, afirma, é fazer os funcionários pensarem na sua própria produtividade. ANOTA TUDO O desenhista de instrumentação Jader Vargas, 21, preenche, todos os dias, um relatório descrevendo quanto tempo ele gastou em cada atividade. "Escrevo que fiquei três horas elaborando uma planta, outras duas um diagrama etc. Às vezes penso: 'Putz, demorei cinco horas para detalhar isso aqui!'", conta. Ele trabalha na empresa Progen, de engenharia consultiva -ou seja, faz projetos para terceiros. Rodrigo Moralez, diretor de engenharia, diz que os dados de produtividade são usados para equipes inteiras. "Com isso, mudamos padronizações de trabalho e métodos." Outra maneira que as empresas usam para tentar elevar o quanto os funcionários entregam à empresa é investir em educação e aprendizado. Na ALL (América Latina Logística), de operações ferroviárias, os engenheiros fazem uma pós-graduação assim que são contratados. Rodrigo Pacheco, 27, analista de engenharia de vagões, está na empresa desde janeiro de 2012. Ele conta que durante um seis meses teve aulas teóricas e práticas sobre operação ferroviária. "É um atalho. Em vez do método mais burro, que seria tentativa e erro, para entender como funciona, [dessa forma] ganho uns dois anos de experiência", afirma. A coordenadora de treinamento da empresa, Mariana Ferreira Neves Cardoso, explica que a empresa investe nisso pois as universidades brasileiras "não dão formação específica sobre o tema de ferrovias". Sonia Romeiro, gerente de RH da consultoria e auditoria Deloitte, conta que as métricas pelas quais os funcionários são avaliados são relacionadas a quanta receita trazem. E isso está ligado a conhecimento que os consultores têm de um assunto, pois o cliente irá voltar se julgar que o profissional conhece bastante do problema. Agora, a empresa está implementando uma "universidade corporativa", que irá ensinar esses diferentes assuntos. "O treinamento é o carro-chefe para a produtividade", concorda Alexandre Furman, 37, gerente sênior. Entre as empresas de base tecnológica (start-ups), usa-se o termo "enxuto" para descrever uma forma de produção com pouca gente. Agora, negócios de grande porte olham para esse jeito de trabalho. A construtora Andrade Gutierrez recebeu uma consultoria para trabalhar de forma mais enxuta. A gestora da área de treinamento Maria Isabel Cyrino, 32, conta que, depois disso, a empresa passou a racionalizar processos que gastavam tempo. Por exemplo, reduziram a distância média que os trabalhadores carregam peças nas obras, o que, no fim do dia, gerou um "superávit" de tempo. Para Marcus Soares, professor de gestão de pessoas do Insper, há uma outra questão que influencia a produtividade no trabalho: o salário. "Quando se quer trabalhar com equipe 'top gun', é preciso pagar mais. Mas tem empresas que querem administrar equipes na média. E outras que preferem até mesmo desembolsar menos e receber menos [dos funcionário]."
Brasil Econômico (SP): Década com mais subemprego Segundo IBGE, contingente de trabalhadores que ganham menos do que o mínimo aumentou desde 2003 Redação Mesmo que para a maioria dos economistas o cenário no mercado de trabalho brasileiro seja de pleno emprego, um contingente expressivo, de 3,27 milhões de pessoas, ainda permanece com remuneração mensal inferior a um salário mínimo, de R$ 678,00. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) relativa ao mês de agosto, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 1,9% de toda população ocupada recebe por hora trabalhada valor inferior ao estipulado como obrigatório para o setor privado formal, de R$ 4,25 por hora. A pesquisa realizada em seis regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador — demonstra que o número de subempregados em agosto de 2013 avançou em comparação àquele registrado há dez anos, quando 2,5 milhões de brasileiros viviam sob essa condição. Mas o Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, relativiza a interpretação dos dados como sendo negativos. Segundo ele, a estatística tem que ser analisada com cuidado, pois, na última década, o mercado de trabalho sofreu alterações, principalmente, por causa dos consecutivos reajustes do salário mínimo ao longo do período. À medida que os reajustes do mínimo ocorriam, a remuneração de um número maior de pessoas não acompanhava as transformações e, por isso, o número subremunerados aumentava. "Quem olha para os índices de 2003 pode ter a falsa impressão de que as condições eram melhores, mas não se pode afirmar isso em função dos vários reajustes salariais nesse intervalo de tempo", afirma Azeredo. Ele destaca que indicadores da PME, como a taxa de ocupação, crescente ao longo da década são mais importantes para avaliar o comportamento do mercado de trabalho do que a estatística relativa ao contingente de subemprega-dos. "Também não podemos esquecer que o tamanho da população aumentou muito e isso faz toda diferença", ressalta. De 2003 a 2013, a população brasileira aumentou em cerca de 25 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada saltou de 18,5 milhões em agosto de 2003 para 23,2 milhões em igual mês deste ano — o que significa a incorporação de 4,7 milhões ao mercado de trabalho. Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Gabriel Ulyssea, a maioria dos subempregados presentes no mercado atualmente não tem carteira assinada, ou seja, atua na informalidade, trabalha por conta própria e tem baixa qualificação.Os setores que mais empregam essa fatia de trabalhadores são os de comércio e serviços, justamente os que mais responderam pelo crescimento da economia nos últimos anos. Os números do IBGE também demonstram que quase um milhão de pessoas que vivem com menos de um salário atuam na região Nordeste do país. "Historicamente, o mercado de trabalho na região é mais informal, ficando à margem da legislação trabalhista" , comenta Ulyssea. Pelos dados de agosto, a região metropolitana de São Paulo, no entanto, é a que possui o maior número de pessoas com remuneração inferior ao mínimo, porque é também a área que mais ocupa em todo o país. Ao todo, são 947 mil trabalhadores nessa condição. Em seguida a São Paulo, são relevantes os números do Rio de Janeiro, com 852 mil subempregados, e Salvador (BA), com 519 mil.
Portal G1.Com : Profissional mais velho não é opção para escassez de talentos, diz estudo Apenas 37% das empresas veem essa força de trabalho como alternativa. Para 58% das companhias idade ainda é fator relevante para a seleção. A maioria das empresas não veem os profissionais mais velhos como uma alternativa para lidar com a escassez de talentos aponta a pesquisa "Envelhecimento da força de trabalho do Brasil", que será divulgada nesta terça-feira (1º) durante o Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida (ABQV), em São Paulo.. Segundo o levantamento, apenas 37% das companhias reconhecem que a força de trabalho mais velha pode ser uma opção para a falta de talentos. O estudo, feito em parceira pela PwC e FGV-EAESP, foi realizado com 108 companhias, entre novembro de 2012 e janeiro de 2013. Das empresas participantes, 70% são nacionais, enquanto 68% são de grande e médio porte. O segmento industrial tem maior presença, com 21%, seguido por prestação de serviços (20%) e energia, mineração e serviços de utilidade pública (16%). Nessas organizações, 46% dos profissionais têm entre 30 e 44 anos. De acordo com a pesquisa, o envelhecimento da população e a queda na taxa de crescimento populacional vem causando uma redução relativa no número de crianças e jovens e um aumento de adultos e idosos. Com esse cenário, o mercado de trabalho será impactado com o envelhecimento dos profissionais e a redução de jovens disponíveis. De acordo com o Anuário dos Trabalhadores do Dieese, de 2009, entre 2004 e 2009 houve aumento no número de postos de trabalho ocupados por pessoas com mais de 40 anos, passando de 38,7% para 42%. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estima-se que em 2040, cerca de 57% da população brasileira em idade ativa será composta por pessoas com mais de 45 anos. A preferência por profissionais mais jovens foi um destaques da pesquisa: para 58% das empresas, a idade ainda é um fator relevante para a seleção de candidatos. Além disso, 50% ainda prefere contratar um profissional mais jovem. O salário mais alto dos profissionais mais velhos não foi listado como um grande problema pelas empresas, já que 32% não possuem um número maior desses profissionais por causa da remuneração. Os trabalhadores mais velhos ainda são preteridos quando disputam cargos, em igualdade de condições, com candidatos mais novos, (41%) e também são deixados de lado quando a ocupação será por profissionais desempregados (50%). Somente 12% das empresas têm práticas para atração de profissionais mais velhos, 88% não desenvolvem campanhas para seleção desses candidatos e 73% não adotam postura proativa na contratação de profissionais mais velhos, aposentados ou próximos de se aposentar. Pontos positivos Apesar da maioria das empresas (94%) concordarem que os trabalhadores mais velhos têm experiência e conhecimentos úteis para o dia a dia das empresas, somente 45% envolvem esses profissionais em atividades de treinamento e desenvolvimento dos mais jovens. As principais características positivas, listadas pela pesquisa, são as seguintes: fidelidade à empresa (89%), comprometimento (80%), produtividade (63%), qualidade de entrega (66%), organização (79%), capacidade de aprender novas habilidades (65%). Outras competências reconhecidas nesses profissionais são: maior equilíbrio emocional (96%), mais capacidade de realizar diagnósticos (87%) e de resolver problemas (86%) do que os mais jovens. Mesmo assim, 73% das companhias não oferecem promoção de carreira para esses trabalhadores e 89% não oferecem planos de carreira diferenciados. Saúde Com o envelhecimento, a preocupação com a saúde aumenta, mas ações como oferecer um plano de saúde especial para os mais velhos estão longe da realidade de 86% das empresas pesquisadas. Do total, 79% não investem em estudos ou relatórios sobre a saúde da força de trabalho mais velha. Além disso, 69% não incentivam a pratica de atividade física. A oferta de check-up é realizada por apenas 46% das empresas.
Correio Braziliense (DF): Mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza em 2012, diz Ipea As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população Agência Brasil A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%. As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado nesta terça-feira (1º/10). A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões. "Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base - cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri. Leia mais notícias em Economia Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis - como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar - e o acesso a serviços públicos essenciais - como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água. A ampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve, em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. "Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família", diz o estudo. De acordo com o Ipea, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda. "O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência", informou Neri. A Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678). Se somados os dois grupos, a Previdência tem impacto superior ao do Bolsa Família
Portal G1.Com : 3,5 milhões saem da pobreza em 2012, mas 15,7 milhões permanecem Estudo do IPEA, sobre dados do Pnad, foi divulgado nesta terça-feira. 1,07 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza, diz levantamento. Alexandro Martello Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 3,47 milhões de pessoas saíram da pobreza em 2012. Entretanto, o documento, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo governo federal, também revela que 15,7 milhões de brasileiros ainda permaneciam abaixo da linha de pobreza no ano passado, ou seja, sobreviviam com menos de R$ 150 por mês (US$ 2,5 por dia). Em 2011, esse contingente de pessoas somava 19,17 milhões. Ainda de acordo com o estudo, 1,07 milhão de brasileiros deixaram a chamada "extrema pobreza" no ano passado, mas 6,53 milhões de pessoas ainda permaneciam nesta condição - caracterizada por uma renda inferior a R$ 75 por mês (US$ 1,25 por dia). No ano anterior, 7,6 milhões de brasileiros estavam abaixo da linha de pobreza extrema. Segundo o presidente do Ipea, e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, a renda do trabalho foi a principal responsável pela saída de pessoas da linha de pobreza no ano passado. "Houve redução do desemprego e aumento real dos salários. Mas eu também daria destaque ao Bolsa Família", declarou ele. Neri avaliou que a pobreza caiu bastante, de 10,7% da população em 2011 para 8,5% no ano passado - um recuo de quase 20% - ao mesmo tempo em que a extrema pobreza passou de 4,2% para 3,6% da população brasileira nesta comparação, uma queda de 15,9%. "O PIB cresceu pouco em 2012, que foi o ano do 'pibinho' [alta de 0,9% sobre 2011] e a desigualdade pelo índice de gini ficou parada. O PIB per capita subiu 0,1% em 2012, mas a renda per capita média subiu 7,98%, um crescimento chinês. Já a pobreza caiu bastante, cinco ou seis vezes mais rápido do que a meta do milênio", analisou o presidente do Ipea.

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