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Resultados 5581 - 5600 de 21966
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Programa recebeu Rute Imanishi, do Ipea, e Celso Carvalho, do Ministério das Cidades
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Programa recebeu Bernardo Furtado, do Ipea, e Rômulo Ribeiro, do Observatório das Metrópoles
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O Estado de S. Paulo (SP): Brasileiro leva em média 40 minutos para ir ao trabalho Por Lisandra Paraguassu / Brasília Mais da metade dos lares brasileiros tem, hoje, carros ou motos. Nos últimos quatro anos, esse número subiu 9 pontos por-centuais, chegando a 54% das residências. Mesmo assim, a população leva cada vez mais tempo para chegar ao trabalho. Os dados são do relatório Indicadores de Mobilidade Urbana, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Afnostra de Domicílios (Pnad) de 2012, e mostram que, em média, os brasileiros gastam meia hora de casa ao trabalho. No entanto, esse tempo aumenta para 40 minutos nas áreas metropolitanas. "Nos últimos 20 anos, os tempos de viagem nas Regiões Metropolitanas tiveram um crescimento três vezes maior do que o dos trabalhadores das áreas não metropolitanas, mostrando que os problemas de mobilidade se agravaram intensamente e as obras de mobilidade até então não foram suficientes para melhorar as condições de deslocamento", revela o Ipea. O relatório aponta que esse problema pode ser causado, também, pelo crescimento das cidades, que levam os moradores, especialmente aqueles de baixa renda, para cada vez mais longe dos seus empregos. O estudo mostra, ainda, que a fatia mais pobre da população é a mais afetada pela falta de políticas públicas. Apenas 11% das pessoas com renda per capita de até 1/4 de salário mínimo têm acesso a vale-transporte, por exemplo, o que limita seu acesso a vagas de trabalho formais e melhor remuneradas. "A política do vale-transporte não atinge justamente quem mais precisa", diz o texto.
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5584. O Globo (RJ): É o bicho
O Globo (RJ): É o bicho
Negócios e Cia
Por Flávia Oliveira
É o bicho 1 Foi o indiano Abhijit Banerjee, especialista em pobreza, que contou à revista “Desafios do Desenvolvimento”, do Ipea. Doação de animais e aulas de criação em programas sociais geraram, em quatro anos, de 10% a 15% mais renda. “É dar o peixe e ensinar a pescar. Só que com outros animais”, brinca Marcelo Neri, do Ipea.
É o bicho 2 O modelo foi testado com os 5% mais pobres de Índia, Bangladesh, Paquistão, Gana, Peru e Costa Rica. Em março, no Rio, o Ipea discute políticas públicas com representantes dos Brics, no Rio.
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Agência EFE (Espanha) - Más de la mitad de los hogares brasileños tiene auto o motocicleta El 54 % de las familias de Brasil tiene en su hogar, como mínimo, un auto o una motocicleta, según un estudio divulgado hoy por el estatal Instituto de Investigación Económica Aplicada (IPEA).
El informe recoge que, entre 2008 y 2012, el número de familias que poseía un automóvil, una motocicleta o ambas aumentó en 8 puntos porcentuales, pasando del 46 % al 54 %.
El estado que presenta un porcentaje más alto es el de Santa Catarina, donde el 74 % de sus residencias tiene en el garaje al menos un automóvil o una moto. El porcentaje de residencias motorizadas en Sao Paulo, el estado más rico y poblado de Brasil, se ubica en el 64 %, mientras que en el de Río de Janeiro un 41 % de las familias tiene vehículo.
Según el estudio, de las 62,8 millones de residencias en Brasil en 2012, 21,3 millones (34,0 %) tienen automóvil en el garaje, 7,3 millones (11,6%) tienen motocicleta y 5,3 millones (8,5 %) cuentan con automóvil y moto.
La presencia de motos es muy superior en las áreas rurales, en las que el 18,7 % de las residencias tiene automóvil, un 24,1 % motocicleta y un 9 %, automóvil y motocicleta.
El porcentaje de residencias en zonas rurales con motocicleta (33 %) prácticamente dobla al de domicilios en áreas urbanas con coche (17,9 %).
El IPEA también asegura en su informe que los brasileños invierten, en promedio, 30 minutos en llegar a su trabajo, tiempo que es superior entre los ciudadanos más pobres.
Aún así, de entre los brasileños en condición de extrema pobreza, un 58 % demora menos de 30 minutos en llegar a su trabajo. Ello significa, según IPEA, que por su situación económica no pueden pagar un billete de metro o de autobús, además de sufrir los problemas de movilidad que existen en sus barrios, y por ese motivo, agrega el estudio, sólo optan por empleos ubicados cerca de su domicilio.
El informe concluye que la tendencia de aumento de los vehículos privados en Brasil es inevitable, dadas las mejoras salariales que están experimentando sus ciudadanos.
Ello, según las mismas fuentes, generará una mudanza en la movilidad y exigirá inversiones importantes por parte de la administración en la mejora de las infraestructuras.
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Brasil Econômico (SP): Mais tempo para ir ao trabalho Estudo do Ipea mostra que 18% dos brasileiros levam mais de uma hora para chegar ao emprego. Situação só piora Por Claudio de Souza Como aumento da frota de carros e motos no país, os brasileiros já perceberam que os engarrafamentos nas grandes cidades brasileiras vêm piorando. Agora, a prova e o tamanho do problema estão em um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) que mostra que, nos últimos 10 anos, o tempo gasto nos deslocamentos de casa para o trabalho nas regiões metropolitanas do país aumentou 12,1%, chegando a 40,8 minutos em média. Além disso, 18,6% dos trabalhadores já gastam mais de uma hora neste trajeto. “Essa tendência de aumento do tempo perdido é fruto da política que privilegiou o transporte privado, congelando preço da gasolina e dando incentivo fiscal para a venda de carros. Os investimentos em transporte público não foram suficientes para inverter essa tendência”, diz o pesquisador Carlos Henrique Carvalho, um dos autores do trabalho, que usou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. Carvalho lembra que esse tempo médio de deslocamento é puxado para baixo pelos mais pobres, que, por não terem o dinheiro para o transporte público, são obrigados a conseguir trabalho em locais próximos à residência para ir a pé ou de bicicleta. Por isso, 58% dos mais pobres (faixa de renda de até um quarto do salário mínimo per capita) gastam menos de 30 minutos no trajeto para o trabalho. “Esse dado do IBGE inclui todos os deslocamentos motorizados ou não”, explica. O estudo mostra também a ineficácia das políticas de auxílio transporte para as camadas mais pobres. De acordo com a PNAD, apenas 11% das pessoas extremamente pobres recebem vale-transporte. “As classes baixas têm os maiores percentuais de informalidade no trabalho, de forma que a política do vale-transporte não atinge justamente quem mais precisa”, ressalta o estudo. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro apresentou o pior resultado do país. A média do tempo gasto nos deslocamentos de casa para o trabalho ficou em47 minutos, um crescimento de 7,8% em relação à última PNAD, de 2002. O percentual de fluminenses que levam mais de uma hora no trajeto também foi o maior: 24,7%.A Grande São Paulo ficou em segundo lugar, com um tempo médio de 45,6 minutos. O crescimento, no entanto, foi maior: 19,6% desde 2002. O percentual de trabalhadores paulistas que levam uma hora ou mais no transporte é de 23,5%. Para Carvalho, do Ipea, o pior desempenho do Rio estaria ligado a motivos geográficos e históricos. “Historicamente, São Paulo investiu mais no transporte público. É só ver a malha de metrô dos paulistas e a dos cariocas, que é uma tripinha. Além disso, a distribuição geográfica de São Paulo é mais circular, o que permite que as pessoas morem mais perto do trabalho. O Rio é espremido entre o mar e a montanha”, explicou o pesquisador. O professor de Engenharia de Transportes da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rômulo Orrico, fez a ressalva que não conhece os dados do estudo, mas lembrou também que o Centro do Rio, grande pólo de trabalho, não fica no centro geométrico. Além disso, ele mencionou a maior rede de trens e metrô da capital paulista. Mais da metade dos lares já têm veículo próprio O aumento dos veículos privados nos últimos 10 anos mostram que os desafios para a mobilidade urbana no país só vão aumentar. A pesquisa do Ipea mostrou que mais da metade dos domicílios brasileiros (54%) já contam com pelo menos um automóvel ou uma motocicleta para o deslocamento dos seus moradores. Essa proporção, relativa a 2012, representa um aumento de nove pontos percentuais na comparação com 2008, quando 45% dos lares tinham um veículo particular. “Cada vez mais, os domicílios de baixa renda terão acesso ao veículo privado, já que metade deles ainda não tem automóvel ou motocicleta, e as políticas de incentivo à sua compra são muito fortes", diz o texto. Segundo o Ipea, resta ao poder público estabelecer políticas para mitigar os efeitos gerados pelo aumento do transporte individual, já que as tendências apresentadas corroboram a tese de piora das condições de trânsito nas cidades brasileiras.
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O Estado de S.Paulo (SP): Brasileiro leva em média 40 minutos para ir ao trabalho Por Lisandra Paraguassu / Brasília Mais da metade dos lares brasileiros tem, hoje, carros ou motos. Nos últimos quatro anos, esse número subiu 9 pontos por-centuais, chegando a 54% das residências. Mesmo assim, a população leva cada vez mais tempo para chegar ao trabalho. Os dados são do relatório Indicadores de Mobilidade Urbana, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Afnostra de Domicílios (Pnad) de 2012, e mostram que, em média, os brasileiros gastam meia hora de casa ao trabalho. No entanto, esse tempo aumenta para 40 minutos nas áreas metropolitanas. "Nos últimos 20 anos, os tempos de viagem nas Regiões Metropolitanas tiveram um crescimento três vezes maior do que o dos trabalhadores das áreas não metropolitanas, mostrando que os problemas de mobilidade se agravaram intensamente e as obras de mobilidade até então não foram suficientes para melhorar as condições de deslocamento", revela o Ipea. O relatório aponta que esse problema pode ser causado, também, pelo crescimento das cidades, que levam os moradores, especialmente aqueles de baixa renda, para cada vez mais longe dos seus empregos. O estudo mostra, ainda, que a fatia mais pobre da população é a mais afetada pela falta de políticas públicas. Apenas 11% das pessoas com renda per capita de até 1/4 de salário mínimo têm acesso a vale-transporte, por exemplo, o que limita seu acesso a vagas de trabalho formais e melhor remuneradas. "A política do vale-transporte não atinge justamente quem mais precisa", diz o texto.
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Correio Braziliense (DF): De volta às ruas e com a mesma pauta Movimento Passe Livre promete ocupar hoje as avenidas de pelo menos 16 cidades para pedir tarifa zero e melhorias no transporte. Ipea revela que brasileiro perde, em média, 41 minutos para chegar ao trabalho nas capitais Por ANDRE SHALDERS, PAULO DE TARSO LYRA e DANIELA GARCIA Quatro meses depois das manifestações que começaram com um protesto contra aumento de tarifas no Rio e em São Paulo, os integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) voltam às ruas hoje na capital paulista e em outras 15 cidades para pedir a tarifa zero universal e melhoria no transporte. Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os brasileiros dos grandes municípios levam, em média, quase 41 minutos para chegar ao trabalho. O mesmo levantamento aponta que, quanto mais humilde a parcela da população, mais aumenta o drama. Entre as pessoas com renda per capita de meio a um salário mínimo, 17% passam pelo menos uma hora no deslocamento casa–trabalho. Essa proporção é seis pontos percentuais superior à registrada nas famílias mais ricas (acima de cinco salários mínimos). Apesar de o problema persistir, o governo federal garante que fez sua parte. Durante a solenidade comemorativa pela sanção do Mais Médicos, a presidente Dilma Rousseff lembrou que a cerimônia era realizada exatos 120 dias depois do pronunciamento feito por ela, em cadeia de rádio e televisão, para firmar os cinco pactos de ação com governadores e prefeitos. “Esses pactos respondiam às demandas dos movimentos de junho, e convergiam com aquilo que o governo considerava que eram as grandes questões que precisavam urgentemente de atenção do país. E eu queria, primeiro, dizer para vocês que, nesses exatos quatro meses, o que propomos vem se tornando progressivamente realidade”, afirmou a presidente. Dilma repetiu a tese ontem durante entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais. “A presidente Dilma concatenou com perfeição essa semana. Em dois momentos, disse que o governo vem se empenhando para implementar os cinco pontos prometidos à população. E hoje, estará em São Paulo para anunciar novas medidas”, afirma o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ao lado do prefeito Fernando Haddad, Dilma anunciará recursos do PAC da Mobilidade Urbana para o metrô paulistano.
Com base na pesquisa do Ipea, é preciso de fato muito investimento. O tempo médio gasto para chegar ao trabalho pelos habitantes das regiões metropolitanas atingiu 40 minutos e 48 segundos — a média, no Brasil, é 30 minutos e 12 segundos. As capitais do Norte e Nordeste foram as que mais pioraram nas condições de tráfego. Belém, Salvador e Recife apresentaram, entre 1992 e 2012, taxas de crescimento do tempo de viagem de 35%, 27,1% e 17,8%, respectivamente. Por isso, os manifestantes voltam às ruas hoje. O Movimento Passe Livre organizou, ao longo desta semana, uma jornada de atividades em todo o país, com protestos marcados para o fim da tarde de hoje em Natal, São Luís, São Paulo, Brasília e Joinville (SC). Os protestos mais intensos são esperados na capital paulista, onde o movimento vem realizando atos ao longo da semana. “O evento do protesto no Facebook já tem 6 mil pessoas confirmadas, mas isso é imprevisível. Como estamos fazendo mobilizações durante toda a semana em várias cidades, a expectativa é de um ato grande”, afirma a militante Monique Félix, de 27 anos. A concentração para o protesto começa às 17h, no Theatro Municipal, no centro. “Tudo o que se conquistou aqui na cidade é resultado das manifestações. Além da revogação do aumento, tivemos a criação dos corredores exclusivos para os ônibus”, enumera ela. A luta pela revogação do aumento nas passagens de ônibus, em São Paulo e em outras cidades, foi o estopim das manifestações de junho. Na noite de ontem, o MPL realizou protestos em Florianópolis, São José dos Campos (SP), Vitória e em Campo Limpo, na grande São Paulo.
Em Brasília
Além da tarifa zero, o protesto de Brasília também levará pautas locais para a rua. “Também estamos reivindicando o transporte público 24 horas e a participação da população na gestão do sistema”, diz o cinegrafista Clede Pereira, de 20 anos. A concentração para a manifestação começa às 17h, na Rodoviária do Plano Piloto. Alguns dos atos do movimento ao longo da semana terminaram em conflitos entre a polícia e os manifestantes. Na Zona Sul de São Paulo, o protesto de quarta-feira resultou na prisão de 22 das 400 pessoas que participaram da protesto, segundo a PM de São Paulo. De acordo com a polícia, uma agência bancária, uma banca de jornais e um veículo acabaram depredados. Para o MPL, foram os policiais que começaram o quebra-quebra. “A polícia agiu antes que qualquer um fizesse qualquer coisa. Eles usam a depredação e os confrontos como pretexto para acabar com uma manifestação que poderia ter sido pacífica”, diz o estudante Mateus Hotimsky, de 19 anos, que participou do ato. No mesmo dia, também houve violência no protesto do MPL no Recife, quando um ônibus foi incendiado.
Projeto parado
Depois do impulso inicial em junho, os projetos sobre transporte público avançam a passos lentos no Congresso. Logo após os protestos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), lançou um projeto que cria o passe livre estudantil em âmbito nacional. Pela proposta, o benefício seria custeado com os royalties da exploração de petróleo na camada pré-sal. A proposta veio em um momento em que o PMDB, incomodado com a pressão feita pela presidente Dilma Rousseff em relação à reforma política, queria passar uma imagem positiva para cobrar o Planalto e cacifar-se perante a opinião pública.
Mesmo com o componente político e tramitando em regime de urgência, a proposta continua parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguarda, desde o começo de agosto, o parecer do relator Vital do Rêgo (PMDB-PB). Na Câmara, um projeto com o mesmo objetivo, de autoria do ex-deputado Paulo Tadeu aguarda parecer na Comissão de Educação. A Casa também analisa a PEC 90/2013, de autoria da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que pretende elencar o transporte entre os direitos sociais previstos na Constituição Federal. (AS e PTL)
ESTUDO
O Ipea divulgou ontem um levantamento sobre a mobilidade urbana no país. Confira alguns dados:
40 minutos e 48 segundos Tempo médio que o brasileiro que vive em grandes cidades gasta para ir de casa até o trabalho. Em 1992, o índice estava em 36 minutos e 24 segundos.
18,6% Percentual da população das grandes cidades que gasta mais de uma hora para chegar no serviço. Em 1992, 14,6% dos moradores das áreas metropolitanas perdiam mais de 60 minutos no deslocamento. Cronologia Março Os primeiros protestos começaram no dia 27 contra o aumento de tarifa em Porto Alegre. Três dias depois, 50 estudantes protestam contra o aumento de tarifa em Manaus
Maio Depois de um mês de tranquilidade, os protestos recomeçaram, principalmente em Goiânia. No dia 8, 200 pessoas protestaram contra o aumento de tarifas. No dia 16, esse número cresceu para mil. Três dias depois, o MPL organizou um protesto durante a virada cultural em São Paulo. No dia 20, um atraso de ônibus gera quebra-quebra em Goiânia. No dia 28, o MPL organiza uma vigília em frente à Prefeitura de São Paulo. Junho É o ápice dos protestos. Logo no dia 3, estudantes protestaram contra aumento de tarifa em São Paulo e no Rio de Janeiro. No dia 6, cinco mil pessoas fecham a Avenida Paulista contra nova tarifa. No Rio, no dia 13 (foto), protesto leva a confronto com a Polícia Militar. O primeiro momento de nacionalização dos protestos ocorre no dia 17, quando mais de 270 mil protestam em 30 cidades. No dia seguinte, cerca de 110 mil pessoas protestam em pelo menos 40 cidades. A prefeitura de São Paulo é depredada em protesto. Em outras 30 cidades, 140 mil pessoas vão às ruas. O ponto máximo das manifestações acontece em 20 de junho. Atos reúnem 1,4 milhão de pessoas em mais de 130 cidades. Em Ribeirão Preto (SP), homem atropela e mata manifestante. Em Belém (PA), gari atingida por gás morre após protesto. No dia seguinte, 160 mil pessoas protestam em quase 90 cidades. No dia 26, em Belo Horizonte, 50 mil pessoas protestam antes da semifinal da Copa das Confederações entre Brasil e Uruguai. Um manifestante morre. No dia 30, data da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, cerca de 9 mil protestam em 18 cidades, incluindo o Rio de Janeiro, palco da final.
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Folha.Com (SP): Classe média é a que perde mais tempo para ir ao trabalho
A classe média, que comprou veículos com a melhoria da renda, está enfrentando mais engarrafamentos. E os trabalhadores muito pobres e os muito ricos são os que gastam menos tempo no deslocamento casa-trabalho. É o que aponta pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) com base em dados de 2012 da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio). Segundo o estudo, a faixa de renda onde há a maior proporção de trabalhadores que gastam mais de 30 minutos até o trabalho é a de um a dois salários mínimos por pessoa. A parcela é de 57%. Na faixa anterior, de meio a um salário mínimo, 55% levam esse tempo. "A nova classe média é que está tendo impacto no tempo de viagem", afirma Carlos Henrique de Carvalho, um dos autores da pesquisa. No caso dos que ganham menos de 1/4 de salário mínimo por pessoa no domicílio, 58% gastam menos de 30 minutos nesse deslocamento. Esse percentual é semelhante aos que ganham mais de 5 salários mínimos (56%). A explicação é que os muito ricos podem morar perto do trabalho e, por isso, gastam pouco tempo nesse trajeto. Já para os muito pobres, o indicador é sinal de "imobilidade" --ficam restritos a trabalhos apenas muito próximos de suas residências. Pelos dados, os muito pobres são os que menos têm acesso ao vale transporte (só 12% recebem) contra a média de 40% no país. "Quem mais precisa é quem menos recebe", afirma Carvalho.
MAIS CARROS
A pesquisa aponta ainda que o tempo de deslocamento casa-trabalho nas regiões metropolitanas do país aumentou em 12% entre 1992 e 2012. O tempo médio saiu de 36,4 minutos para 40,8. As hipóteses da pesquisa são duas: as regiões metropolitanas podem ter ficado mais espalhadas, aumentando o tempo necessário ao deslocamento, e houve um aumento do número de famílias com veículos, o que agravou os engarrafamentos. Esse aumento de número de veículos foi registrado principalmente entre as famílias mais pobres e no Norte/Nordeste do país. Pela primeira vez, mais de 54% das famílias têm algum veículo em casa. "É o sonho de toda família ter uma casa própria e um carrinho na garagem, como o próprio presidente Lula falava que era o sonho dele", afirmou Carvalho. Para ele, serão necessários grandes investimentos em mobilidade urbana em cidades que têm baixa capacidade fazer obra. Nas famílias mais pobres (até 1/4 de salário mínimo por pessoa), o percentual de casas com veículos chegou a 28% em 2012 --na pesquisa de 2008, eram 16%. Já nas famílias com mais de cinco salários mínimos de renda, o percentual é de 88% e cresceu só dois pontos percentuais nesse período. Nas regiões de metropolitanas de São Paulo e Rio, um quarto das pessoas leva mais de uma hora até o trabalho.
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Diário de S.Paulo (SP): 64% dos paulistas têm carro ou moto em casa
O total de domicílios do estado de São Paulo que tem à disposição carro ou moto chega a 63,7%. O percentual é maior do que a média brasileira, de 54%. O levamento foi feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplica) com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Domicílio) de 2012. A proporção nacional representa um aumento de 9 pontos percentuais na comparação com 2008, quando 45% dos lares tinham um veículo particular.
O automóvel continua sendo o principal veículo de posse das famílias. Em 45% dos lares urbanos há registro desse veículo, sendo que, na área rural, esse número cai para 28%. As motocicletas estão presentes em cerca de 20% dos lares brasileiros, percentual que tende a crescer rapidamente, principalmente nas camadas mais pobres, em razão dos menores preços dos veículos de baixa cilindrada.
O problema da maior posse de motocicletas pelas famílias brasileiras é o correspondente aumento das vítimas de acidentes de trânsito. De acordo com os dados do Datasus, são mais de 12 mil mortes por ano de usuários de motocicletas - esse é o principal motivo de mortes por acidentes terrestres.
tempo/ Cerca de 20% dos trabalhadores das regiões metropolitanas brasileiras gastam mais de uma hora por dia no deslocamento de casa para o local de trabalho. Considerando o conjunto de trabalhadores brasileiros, 10% levam mais de uma hora nesse trajeto e 65,9% gastam menos de meia hora. O Rio de Janeiro (24,7%) e São Paulo (23,5%) apresentam os maiores percentuais de trabalhadores que perdem mais tempo no percurso. Na região metropolitana do Rio, gasta-se em média 47 minutos e na de São Paulo, 45,6 minutos
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Brasil Econômico (SP): Mais da metade dos lares já têm veículo próprio
O aumento dos veículos privados nos últimos 10 anos mostram que os desafios para a mobilidade urbana no país só vão aumentar. A pesquisa do Ipea mostrou que mais da metade dos domicílios brasileiros (54%) já contam com pelo menos um automóvel ou uma motocicleta para o deslocamento dos seus moradores. Essa proporção, relativa a 2012, representa um aumento de nove pontos percentuais na comparação com 2008, quando 45% dos lares tinham um veículo particular. “Cada vez mais, os domicílios de baixa renda terão acesso ao veículo privado, já que metade deles ainda não tem automóvel ou motocicleta, e as políticas de incentivo à sua compra são muito fortes", diz o texto. Segundo o Ipea, resta ao poder público estabelecer políticas para mitigar os efeitos gerados pelo aumento do transporte individual, já que as tendências apresentadas corroboram a tese de piora das condições de trânsito nas cidades brasileiras.
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Assista à íntegra da entrevista coletiva concedida pelos ministros Marcelo Neri (SAE/Ipea) e Aguinaldo Ribeiro (Ministério das Cidades)
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Valor Econômico (SP): Sessão solene no Senado reúne Dilma, Lula, FHC, Sarney e Collor A presidente Dilma Rousseff cumprirá hoje duas agendas na companhia do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de viajar ao Paraná a presidente participará de sessão solene no Senado para homenagear os 25 anos da Constituição, celebrados no dia 5. No dia 9, a presidente compareceu ao plenário da Câmara para sessão semelhante, na qual foi homenageada juntamente com os demais chefes de Poderes e deputados constituintes.
Serão homenageados os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Fernando Collor. Os atuais senadores que participaram da Assembleia Nacional Constituinte também serão homenageados, assim como artistas que mobilizaram o povo pela convocação da Constituinte.
Com a ida ao Senado hoje será a terceira vez que Dilma faz um gesto político ao Congresso Nacional atendendo pessoalmente a convites dos parlamentares. Em agosto, a presidente foi ao Congresso para receber o relatório final da comissão mista que investigou casos de violência contra a mulher. No início dos trabalhos legislativos deste ano, em outro contexto político, coube à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a leitura da mensagem presidencial.
Ainda hoje, o ex-presidente Lula receberá outra homenagem da Câmara, que lhe concederá a medalha Suprema Distinção, criada para reconhecer serviços relevantes prestados por autoridades e personalidades públicas. O ex-presidente Lula comemorou 68 anos no domingo.
Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff participará amanhã de cerimônia no Museu da República, em Brasília, para celebrar os dez anos do programa Bolsa Família, principal vitrine da gestão PT.
Na ocasião, será lançada a publicação "Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania", elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Uma outra publicação com depoimentos de personalidades sobre os ganhos sociais dos últimos anos também será lançada.
Em 15 de outubro, o governo brasileiro recebeu o Award for Outstanding Achievement in Social Security, prêmio da Associação Internacional de Seguridade Social (Issa, na sigla em inglês), em reconhecimento ao sucesso do Bolsa Família no combate à pobreza e na promoção dos direitos sociais da população mais vulnerável do país.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff aproveitou seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta" para comentar o leilão de Libra, ocorrido na última semana, e voltou a defender o modelo de licitação sob partilha.
Dilma destacou que no próximo mês as empresas vão pagar R$ 15 bilhões à Agência Nacional do Petróleo (ANP), referentes ao bônus de assinatura, e assegurou que o regime de partilha continuará nos próximos leilões, por considerar que esse modelo garante "um equilíbrio justo" entre interesses do povo brasileiro, da Petrobras e das empresas estrangeiras que também vão investir na exploração dos campos de petróleo.
"Realmente nós estamos vivendo um momento histórico para o Brasil. Com esse leilão, demos um grande passo para a exploração do petróleo no pré-sal, usando um novo modelo, chamado modelo de partilha", afirmou a presidente, destacando a estimativa de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo "de excelente qualidade" em Libra.
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Assista à integra da coletiva de divulção do Comunicado n° 161 - Indicadores de mobilidade urbana da PNAD
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Correio Braziliense (DF): Visão do Correio - Transporte precisa mais que dinheiro Quatro meses depois do início das manifestações que tomaram as ruas do país por melhorias e tarifa zero no transporte público, os próprios protestos, retomados esta semana, ainda são a maior novidade. É verdade que, ontem, a presidente Dilma Rousseff anunciou investimentos de R$ 5,4 bilhões para expandir linhas de metrô e de trens em São Paulo. Mas, se os recursos vão mesmo favorecer a mobilidade urbana na maior megalópole brasileira, só o tempo dirá. Em geral, a boa intenção para na incapacidade generalizada de investimento do Estado, nas esferas federal, estadual e municipal.
Já a revelação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na quinta-feira, de que o morador dos grandes centros leva, em média, 41 minutos no deslocamento entre a residência e o trabalho, ou vice-versa, apenas é notícia nova na precisão que encerra, não na constatação, pra lá de previsível. O que o trabalhador quer saber de fato é quando terá um sistema confiável, que o leve e traga com conforto, segurança, pontualidade, baixo custo e outras qualidades capazes de convencê-lo a deixar o carro na garagem. E mudar o atual quadro de calamidade é revolucionar o sistema.
O desafio está em superar velhos vícios. Primeiro, é preciso planejar, prática ausente na administração pública em geral. No caso específico, note-se que, conforme revelou o IBGE, no ano passado, nada menos do que 44,7% das cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes não tinham plano de transporte municipal. Aliás, esse era um patamar apenas alcançado por 3,8% (pouco mais de 200) dos 5.561 municípios do país. E essa é uma exigência a ser cumprida, já a partir do início de 2015, por todas as prefeituras com população acima de 20 mil habitantes (quase 1.500), por determinação da Política Nacional de Mobilidade Urbana.
Segundo, não basta ter plano. Há que se qualificar os projetos, o que implica a formação de equipes habilitadas. Tampouco é suficiente realizar um bom empreendimento. Sem fiscalização, todo o esforço seria vão. Enfim, nota-se o tamanho do atraso e o muito a fazer no setor. Ainda mais que a política tem sido favorecer o transporte individual, seja barateando os preços dos veículos com isenções fiscais, seja restringindo os investimentos do setor no alargamento e construção de pistas e viadutos. Enquanto isso, as cidades param, com o trânsito atingindo o limite.
Vale ressalvar: encarecer o uso individual dos automóveis — com aumento de impostos, cobrança de pedágios e de vagas de estacionamento, por exemplo —, no pressuposto de que é necessário levantar recursos para financiar o sistema público, não representa qualquer garantia de solução. Até porque, a questão, como demonstrado, não é exatamente falta de dinheiro. Por sinal, a presidente Dilma Rousseff antecipou ontem (o anúncio oficial deve ser feito terça-feira, em Curitiba) que serão alocados R$ 140 bilhões para as principais metrópoles do país. Um primeiro e bom passo para que tamanha soma se transforme em benefícios concretos no ir e vir do trabalhador é o povo manter viva a cobrança de seus direitos.
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O Globo: Receita para reduzir desigualdade brasileira divide os especialistas
Na pobreza. Maria Aparecida Alves faz as contas do trabalho como ambulante em Recife Terceiro / José Carlos Mazella RIO E RECIFE - A desigualdade parou de cair, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE. Educação, crescimento, manutenção das políticas de valorização do salário mínimo e programas de transferência de renda são as saídas indicadas por especialistas ouvidos pelo GLOBO para o país continuar na rota da melhoria da distribuição de renda.
Mas não há unanimidade. A maior parte ainda vê ganhos com a valorização do mínimo e o Bolsa Família, mas a educação é considerada a porta de saída mais duradoura por todos os especialistas. Baixo crescimento e produtividade podem emperrar esse processo. Como o mínimo é reajustado por uma fórmula atrelada ao PIB e à inflação, acabará ficando menor. Baixo crescimento também significa menos arrecadação para transferências.
- Essas duas políticas resultaram num salto, mas esse 'efeito salto' se esgota ao longo do tempo. Estamos observando uma redução de velocidade de impacto desse modelo de mínimo e transferências - afirma a economista Barbara Fritz, da Freie Universität, em Berlim, e do Instituto Desigualdades.
O economista Claudio Dedecca, da Unicamp, observa que, com 13,8 milhões de famílias atendidas, ou um quarto da população brasileira, o Bolsa Família tem pouco espaço para crescer. Para ele, o PIB precisa subir 4%, o que acha factível, para reativar o papel da política pública:
- Se não houver crescimento da economia e investimento forte, esse fôlego da política pública é limitado e está mostrando sinais de esgotamento.
O economista João Saboia, da UFRJ, lembra que o salário mínimo teve um crescimento de mais de 100% em paridade de poder de compra entre 2000 e 2011 e foi determinante para a redução da desigualdade, mas que agora é preciso avançar em produtividade.
- Estamos numa encruzilhada. A retomada do crescimento passa pelo aumento dos investimentos, caso contrário, significará alta da inflação. É preciso investir e aumentar a produtividade do trabalho, com a qualificação da mão de obra.
O acesso à educação de qualidade é considerado crucial se o país quiser continuar na mesma via social. Para Naércio Menezes, economista no Insper-SP, sem aumento da população no ensino superior, essa desigualdade se manterá. Ele diz que, no Brasil, 11% da população de 25 a 34 anos têm ensino superior completo, enquanto no Canadá, chegam a 56%, e nos EUA, 40%. O México supera o Brasil: lá são 20%. Aumentou o prêmio para quem tem pós-graduação em relação aos que têm apenas ensino superior. Em 2003, era de 40% e subiu para 61%, em 2012.
- Isso mostra que a demanda por esse pessoal mais qualificado tem aumentado.
O professor emérito da Universidade de Columbia Albert Fishlow acha que o Brasil gasta pouco e mal com educação.
- O país ainda está atrás do Peru na educação secundária. A reação costuma ser "vamos investir 10%" como se fosse a solução, mas é necessária uma política coerente e contínua.
Pobreza extrema eliminada em 2014
A economista Sonia Rocha, do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade, defende incorporação dos programas de transferência de renda em caráter definitivo.
- A renda em si não transforma. Traz um conforto e dá previsibilidade às famílias. Mas a transformação de vida vem essencialmente pela educação e nisso fizemos progressos muito lentos.
O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea Rafael Osório diz que o Brasil Carinhoso, ação que complementa a renda dos beneficiários do Bolsa Família, vai eliminar a pobreza extrema em 2014.
- As pessoas que estiverem na extrema pobreza no ano que vem serão por um choque transitório ou por erros de medida, mesmo que a economia cresça pouco e se não houver nada que faça o desemprego subir muito. Os programas de transferência vieram para ficar. Nenhuma sociedade com padrão de desenvolvimento vive sem um sistema de garantia mínima.
A economista Lena Lavinas, da UFRJ, defende o aumento da linha de pobreza e uma taxação maior para os ricos.
- Há um enorme espaço para transferir mais renda a grupos mais vulneráveis e pobres, revendo a linha da pobreza. É preciso também mais alíquotas de IR: hoje o 27,5% vale tanto para quem ganha R$ 5 mil quanto para quem ganha R$ 300 mil.
Enquanto especialistas tentam achar saídas, a ambulante Maria Aparecida Alves faz as contas no barraco improvisado, ao lado do viaduto Tancredo Neves, em Boa Viagem, um dos locais com o metro quadrado mais caro de Recife. Sem Bolsa Família, ela vive com filhos e os quatro netos:
- Eles (as autoridades) derrubaram os nossos barracos, lá na Vila Bom Jesus.
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Folha.Com (SP): Em uma década, emprego se abre aos mais jovens
Por Pedro Soares
Embora ainda seja mais difícil para os jovens encontrar uma vaga, principalmente quando são inexperientes, a taxa de desemprego da faixa de 16 a 24 anos recua ano a ano e de modo intenso.
Em 2003, por exemplo, era de 25%. Em 2012, ficou em 13,3%. Uma queda de mais de dez pontos percentuais.
Ainda assim, o desemprego dos mais jovens supera o da média dos brasileiros.
Neste ano (janeiro a setembro), o índice dos mais jovens ficou em 14,3%, enquanto a taxa média foi 5,6%.
Mas esse diferencial entre a média e a taxa dos mais jovens se estreitou. Era de 13 pontos em 2003. Passou para 7,8 pontos em 2012.
Neste ano, no qual a geração de vagas desacelerou, a distância subiu um pouco e ficou em 8,7 pontos. Segundo dados do IBGE compilados pela reportagem, a diferença tende a crescer -ou seja, a dificuldade relativa dos jovens fica mais evidente- em anos de crise, como 2009. mais estudo Para Cimar Azeredo, coordenador do IBGE, dois movimentos ocorreram simultaneamente: empresas empregaram mais jovens ao mesmo tempo em que eles também adiaram o primeiro emprego.
Com a economia aquecida nos últimos anos, as empresas tiveram de recrutar a mão de obra que estava mais disponível e a um custo menor -ou seja, principalmente jovens e mulheres.
Paralelamente, diz o pesquisador, o aumento do rendimento das famílias permitiu que jovens estudassem mais e postergassem a procura pelo primeiro emprego ou o retorno ao mercado.
"O mercado de trabalho se abriu para os mais jovens, mas, ao menos tempo, uma parcela também migrou para a inatividade. Esse grupo aproveitou para estudar, se qualificar e procurar um emprego numa situação melhor", afirma.
Segundo Azeredo, o menor diferencial entre a taxa média de desemprego e a do grupo de 16 a 24 anos mostra um mercado de trabalho mais disposto a contratar pessoas nessa faixa etária.
Para Gabriel Ulyssea, pesquisador do Ipea especializado em emprego e renda, o crescimento mais elevado da economia na década passada levou a uma "mudança de composição" da força de trabalho, que se tornou mais escolarizada.
Márcio Salvato, economista do Ibmec, diz que a maior escolaridade alterou o mercado de trabalho e gerou ganhos para a economia como um todo. É que ingressaram na força de trabalho jovens com mais anos de estudo e, por isso, mais produtivos.
Esse grupo, diz, beneficiou-se do avanço da educação do país e da quase universalização do acesso à escola básica conquistada no fim dos anos 90. TEMPO DE PROCURA Segundo Azeredo, os jovens procuram trabalho por um tempo mais longo e, assim, podem se dedicar mais ao estudo e recusar ofertas de trabalho até que encontre um emprego que se encaixe mais ao seu perfil. "Eles não são arrimos de família. Na maioria dos casos, outras pessoas não dependem da sua renda. Isso permite uma maior seletividade na busca por um emprego." MULHERES Azeredo diz que, além dos jovens, as mulheres (que possuem um nível de escolaridade maior) também foram favorecidas pela melhora da economia e do emprego. Um exemplo, afirma, vem das empregadas domésticas, contingente de trabalhadoras que caiu nos últimos anos. Só nos últimos 12 meses, a queda foi de 10,6%. Muitas delas foram absorvidas pelo setor de serviços, um dos mais dinâmicos nos anos recentes, e passaram a ganhar mais.
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Estado de Minas(MG): Uma cultura de doação - Paulo Castro Por Paulo Castro - Economista e diretor-executivo do Instituto C&A O tema da participação social está na ordem do dia no Brasil, sob as mais diferentes formas e perspectivas, e abre-se um amplo debate público sobre o tema. Nesse contexto, revela-se oportuno também revisitar uma das formas de participação em que o Brasil vem se destacando nas últimas décadas: o investimento social privado (ISP). Trata-se de uma expressão pouco conhecida para muitos e, por isso, é bom retomá-la. O ISP é a destinação voluntária de recursos financeiros, técnicos e humanos ao bem comum por meio de apoio a ações sociais, ambientais, culturais e educativas. Segundo os mais recentes dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 60% das empresas brasileiras atuavam socialmente de alguma forma em 2006, doando no conjunto o que equivaleria hoje a R$ 6 bilhões anuais. Se os valores são ainda muito inferiores aos de países em que há uma cultura de doação mais desenvolvida, também demonstram que o empresariado brasileiro mostra-se sensível às problemáticas sociais. Hoje, vivemos um momento histórico, em que é particularmente importante avançar nessa reflexão, disseminando-a por toda a sociedade e aprofundando o debate sobre a construção de uma cultura da doação. Com o novo posicionamento do Brasil no cenário global, o país vem deixando de ser destino para os recursos internacionais que antes apoiavam nossas organizações sociais. Do mesmo modo, a paulatina superação de agendas como a desnutrição, o trabalho infantil e a violência contra crianças e adolescentes, entre outras que marcaram a pauta pós-regime militar, torna menos evidente para a sociedade a radical importância das organizações para a vida democrática. É, portanto, uma excelente oportunidade histórica para que as empresas repensem as formas pela quais participam do desenvolvimento da nova sociedade brasileira e assumam seu papel, com vistas ao bem comum. Ao destinar recursos técnicos, humanos e financeiros para a promoção da dignidade humana, estamos reconhecendo os brasileiros como detentores de um conjunto de direitos, o que contribui para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Esta não é uma visão de benemerência, pois nos coloca como corresponsáveis nesse processo. Ato fundado no altruísmo, doar é (também) participar. Por outro lado, para que se configure como uma forma mais efetiva de apoio ao desenvolvimento social, a doação precisa se concretizar prioritariamente no apoio às organizações que vivem cotidianamente os desafios a serem enfrentados, conhecem as demandas da comunidade e atuam de forma sustentada, e não pontual. A cultura da doação recoloca perguntas fundamentais da ação social. Precisamos saber o que nos move, compreender o contexto da ação, saber a que se destina e quais serão as consequências dos recursos que disponibilizamos. Para quem pretende avançar nesse debate, há muitas referências disponíveis. Não é preciso começar criando institutos ou fundações, nem mesmo departamentos especializados dentro das empresas. Um bom início pode ser a nomeação de um profissional ou equipe que se dedique a conhecer o tema e estudar formas de ação – até porque o envolvimento da empresa pode se dar de várias maneiras, como na mobilização dos funcionários, no diálogo com as organizações sociais e na compreensão dos cenários em que ela atua. Para dar o primeiro passo, um caminho pode ser procurar os conselhos de direitos da criança e do adolescente de seu município, pois eles certamente já se relacionam com um conjunto de organizações sociais que conhecem as demandas sociais da cidade e podem ser apoiadas. É possível procurar ainda os órgãos de classe e associações, que já devem ter ações nesse sentido. A partir daí, o tamanho da estrutura vai se dar na proporção direta do grau de compreensão da empresa para o tema, da envergadura dos investimentos previstos e dos resultados almejados. Pensar sobre participação social é, enfim, uma excelente porta de entrada para que empresas e seus acionistas compreendam o cenário do investimento social privado e sua importância para a construção do país que queremos para o século XXI.
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G1.com: Recifenses gastam mais de 1h no trânsito para ir de casa ao trabalho Recife é a 4ª capital brasileira onde se gasta mais tempo de deslocamento. Pesquisa aponta que 38% dos entrevistados passam mais de 1h no trânsito A deficiência no transporte público das grandes cidades afeta diretamente o trânsito e a perda de tempo com deslocamento. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 38% dos recifenses gastam mais de uma hora por dia no trânsito para ir de casa ao trabalho. O Recife é a quarta capital brasileira em que os trabalhadores perdem mais tempo para chegar ao emprego. Os dados fornecidos pelo Ipea são da Pesquisa Nacional por Domicílio de 2012, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Eu chego a perder 1h10, 1h20 por dia", diz um passageiro de ônibus. "Uma média de duas horas por dia", diz outro usuário de transportes públicos.
O professor de engenharia de tráfego da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Flávio Andrada disse que tanta perda de tempo para ir ao trabalho gera impactos social, psicológico e financeiro. "Ele vai ter que acordar muito mais cedo e, com isso, perder muito sono. E muitas vezes a pessoa chega atrasada no trabalho e é descontado no salário dele. Isso tem uma implicação financeira e social porque ele fica mal visto no trabalho. E a culpa não é dele, é do sistema de transporte", afirma.
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Época: A classe média vai ao inferno As metrópoles se tornaram ambientes hostis a qualquer um que precise se deslocar Por: RUTH DE AQUINO Era uma vez o sonho de morar na grande cidade. O paraíso das oportunidades, do emprego bem remunerado, do hospital equipado e do acesso mais amplo aos serviços públicos. O centro do lazer cultural e do bem-estar. A promessa da mobilidade social e funcional. A metrópole virou megalópole e, hoje, São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram ambientes hostis ao cidadão de qualquer classe social que precise se deslocar da casa para o trabalho. As "viagens" diárias dificultam conciliar família e profissão. Os serviços públicos são muito ruins. E o transporte coletivo - negligenciado por sucessivos governos como "coisa de pobre" - é indigno. Hoje, mais da metade da população (54%) tem algum carro. O Brasil privilegiou a indústria automobilística, facilitou a compra de veículos, e a classe média aumentou em tamanho e poder de consumo. Todos acreditaram que chegariam ao paraíso. Ficaram presos no congestionamento. Quem mais fica engarrafada nas ruas é a classe média, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A pesquisa, com base em dados de 2012, revela que os muito pobres e os muito ricos gastam menos tempo no deslocamento casa-trabalho do que a classe média. Os ricos, porque podem morar perto do trabalho - sem contar os milionários e os governadores, que andam de helicóptero. Os muito pobres, sem dinheiro para a passagem, tendem a se restringir a trabalhar bem perto de onde moram ou acordam às 4 horas da manhã para evitar congestionamento. Como não se investiu em trem e metrô - muito menos em sistemas inteligentes de transporte -, estouramos os limites da civilidade. E que se lixem os impactos ambientais, a poluição e a rinite. Conheça o Blog da Ruth Nesse cenário, qualquer falha, incidente, obra, desastre ou atropelamento transforma o caos "normal" em catástrofe. Tombou a carreta? O ônibus atropelou o ciclista? O trem sofreu pane? O bueiro explodiu? O cano estourou? A linha de nosso reduzido metrô enguiçou? O asfalto cedeu? Os motoristas de ônibus pararam por melhores condições? Pronto, não se chega mais a lugar nenhum. Até os atalhos se tornam sucursais do inferno. Hordas de passageiros brigam para entrar num vagão, derrubam idosos, não têm cuidado com as crianças e as grávidas. Alguns se transformam em Black Blocs sem máscaras e depredam. Motoristas se fecham e se xingam uns aos outros. Esse cotidiano penoso torna o cidadão ao lado um inimigo, um adversário. É preciso chegar à frente dele, roubar seu lugar. Vivemos uma situação de guerrilha urbana diária, provocada pela falta crônica de planejamento e a ausência de investimentos públicos em serviços de qualidade. Governos sucessivos erraram nas prioridades e no modelo de desenvolvimento. Somos o país da improvisação e precipitação. "Investir em transporte de massa, em trem e metrô, criar sistemas articulados e decretar o fim do império do automóvel particular é uma providência imediata", afirma o urbanista Augusto Ivan, nascido em Minas e radicado no Rio. "Quando surgiu, o automóvel era chamado 'carro de passeio'. Deveria voltar a ser apenas isso. Só assim mudaremos o cenário pavoroso de congestionamento. Precisamos taxar a circulação de carros em áreas mais conflagradas, a exemplo da Inglaterra, que estipulou uma 'congestion charge'. É simples: ou paga para circular ou não entra." O urbanista e vereador Nabil Bonduki (PT-SP) calcula que, para melhorar minimamente a circulação em São Paulo, "seria preciso retirar 25% dos carros das ruas". Não dá para fazer isso sem criar um transporte coletivo de qualidade. "Nem falo apenas de unidades de trens, metrôs e ônibus. Mas de um sistema, que inclui até calçadas e iluminação, além de conexão. Um sistema que a população considere seguro e confortável." A aglomeração excessiva em cidades segregadas, um fenômeno típico de Terceiro Mundo, obriga a longos deslocamentos. "Da porta para dentro de casa, a classe média melhorou muito de vida. Mas o espaço público não acompanhou a melhoria." As grandes cidades brasileiras deixaram de ser cidades há muito tempo, diz o urbanista Luiz Carlos Toledo. "Hoje são conglomerados metropolitanos com problemas estruturais. Nossas grandes cidades estão parando. A ponta do iceberg são os engarrafamentos, mas, como nas montanhas de gelo, o buraco está literalmente mais embaixo, onde passam os canos que nos abastecem de água, retiram o esgoto das nossas casas e recebem as águas pluviais. Tudo isso, e não só a mobilidade, está indo para o buraco pela cegueira dos governantes, pela ganância dos especuladores e por todos nós, que acreditamos que existirá sempre um jeitinho para corrigir esses problemas, ou tempo para uma mudança de rumos." É o que diz Toledo - e eu assino embaixo.
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