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FOLHA ONLINE - ON LINE (SP): Dilma veta acordo para manutenção de pastas
Presidente eleita quer liberdade para nomear ministros de sua confiança
Pedido da petista é para que Temer atue como vice, e não em nome de interesses do partido que comanda, o PMDB
A presidente eleita, Dilma Rousseff, mandou abortar qualquer negociação com os partidos aliados para que cada um mantenha os mesmos ministérios em seu governo. Segundo a Folha apurou, a petista avisou a interlocutores que não aceitará essas imposições como critério para repartir os cargos da Esplanada, tampouco entrará no xadrez ministerial vestida numa "camisa-de-força". Ela disse que seu poder de escolha não pode ficar engessado pelas demandas da base, ainda que, em alguns casos, o pleito de manter as pastas seja contemplado. A determinação de Dilma é uma clara reação ao "pacto de não agressão" firmado entre PMDB, PR, PP, PTB e PSC, selado para ampliar seu poder de barganha. Dilma não quer repetir a "fotografia" do atual governo, apesar do carimbo da continuidade. "A presidente eleita vai montar o seu ministério e cabe aos partidos da base aliada darem sustentação a isso. E todos nós vamos nos colocar contrários a pressões que dizem que tudo tem que ficar como está", disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Dilma costuma dizer em conversas privadas que atender a essa demanda significa perder autonomia para definir sua própria equipe. A ideia de manter intocados os territórios hoje ocupados partiu do PMDB, defensor da tese de continuar com seis ministérios sob sua tutela. Ela não havia gostado da ideia, e ficou ainda mais contrariada ao ver o PMDB selar pacto com outros partidos. Em reunião na Granja do Torto anteontem, Dilma determinou que o assunto fosse tratado com seu vice, Michel Temer, presidente do PMDB. Enviou-lhe um recado: quer que ele atue como vice, e não como defensor dos interesses do partido que comanda. A mensagem foi entregue a ele em almoço realizado ontem com os coordenadores da transição. O peemedebista assegurou que atuará em nome do governo, não da legenda. Ele e Dilma conversam sobre isso ontem. O presidente do PT e integrante da coordenação, José Eduardo Dutra, entregou à eleita as demandas dos partidos, com uma constatação que revela as dificuldades de acomodar tantos aliados: "Todos querem manter o mesmo espaço [no governo] e, se possível, aumentar". Dilma considera estratégicos alguns ministérios-caso de Cidades e Comunicações -e quer nomear pessoas de sua confiança para eles, mesmo que as pastas sejam entregues a partidos.
TEMAS Dilma determinou que a equipe de transição organize reuniões temáticas em que se debatam "grandes questões", como saúde, educação e erradicação da miséria. Para isso, quer a presença de especialistas de instituições como Ipea e FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ontem, ela discutiu transportes. Em uma articulação típica de chefe da Casa Civil, o coordenador da transição Antonio Palocci pediu à presidente eleita que recebesse técnicos da área para tratar de problemas em torno da licitação do trem-bala. (NATUZA NERY, ANA FLOR, VALDO CRUZ, MÁRCIO FALCÃO E MARIA CLARA CABRAL)
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Tribuna do Norte On Line: PMDB forma bloco para fortalecer partidos na Câmara
Em meio à disputa pelo comando da Câmara dos Deputados e em busca de espaço no futuro governo Dilma Rousseff, o PMDB montou uma ofensiva na Câmara formando um superbloco parlamentar, com cinco partidos, que reunirá 202 deputados. Os líderes do PMDB, PR,PP, PTB e PSC concluíram há pouco reunião e anunciaram a formação do bloco. Com isso, o bloco supera em número o tamanho da bancada do PT, que elegeu 88 deputados, e que tinha a prerrogativa de reivindicar a presidência da Casa. "Este bloco não é para confrontar, é para organizar o trabalho nesta Casa e fora dela, na composição do governo", disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), candidato à presidência da Câmara.
O superbloco do PMDB reúne quase a maioria dos 513 parlamentares da Câmara, o que vai obrigar a presidenta Dilma a negociar com essa superbancada para aprovar projetos de seu interesse e reformas constitucionais.
O PMDB e o PT concordam em dividir os dois períodos da presidência da Câmara, primeiro e segundo biênio da legislatura que começará no dia 1º de fevereiro de 2011. O PT, no entanto, quer incluir esse revezamento também no Senado, em que o PMDB tem a maior bancada e o PT a segunda. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), já disse que não concorda que o acordo do revezamento se estenda ao Senado.
O bloco é considerado como uma única bancada para efeito de distribuição dos cargos da mesa diretora da Câmara e as presidências das comissões. As maiores bancadas têm mais força também para assumir relatorias de projetos importantes e em comissões especiais.
Presidente do PT reage com veemência
Brasília (AE) - O presidente do PT, José Eduardo Dutra, interlocutor junto à presidenta eleita, Dilma Rousseff, na equipe de transição de governo e de montagem do ministério junto aos partidos aliados, reagiu com veemência ao tomar conhecimento de que o PMDB, PP, PTB, PR e PSC montaram um bloco parlamentar com 202 deputados. "Pelo que sei, o Brasil tem um regime presidencialista. Quem manda é o presidente. Neste caso, quem vai decidir será a presidenta Dilma Rousseff e não blocos partidários", disse Dutra, irritado. "Isso é uma coisa que ocorre lá no Congresso. O governo não vai se submeter a isso".
Com o acordo, os partidos ganharam força para reivindicar mais espaço no governo, justamente no momento em que Dutra está empenhado em negociar com os aliados o quinhão de cada um, já tendo até entregue a Dilma uma listas com os pedidos.
Em seguida, e depois de refletir um pouco, Dutra resolveu fazer uma declaração conciliadora. Para ele, os blocos são formados no Congresso porque assim os partidos ficam mais fortes nas comissões e em outros cargos exclusivos da Câmara. "É legítima e natural a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso, porque é uma prerrogativa de cada um deles". Dutra lembrou que está trabalhando duro nas negociações com os partidos, para evitar o surgimento de crises.
Ele afirmou ainda que não foi fechado nenhum acordo com o PMDB para a partilha das presidências da Câmara e do Senado. Pelo sistema de partilhas, PT e PMDB dividiriam o poder nas duas casas, repetindo acordo feito na Câmara há quatro anos, que permitiu primeiro a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e, posteriormente, a de Michel Temer (PMDB-SP).
A partir de hoje a equipe de transição de Dilma Rousseff começará a ouvir especialistas em temas que foram tratados durante a campanha. O primeiro encontro para estes estudos tratará da erradicação da pobreza, tema abordado por Dilma Rousseff com insistência. "Vamos ouvir especialistas do Ipea e da Fundação Getúlio Vargas para ver se é possível erradicar a pobreza e como fazer isso", disse o presidente do PT.
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Hoje em dia On Line: Dutra: 'É natural formação de blocos entre partidos'
O presidente do PT e coordenador do governo de transição, José Eduardo Dutra, considerou hoje legítima e natural a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso. A observação foi feita por ele ao comentar a ofensiva do PMDB que montou na Câmara um superbloco parlamentar com cinco partidos, reunindo 202 deputados.
"O governo vai trabalhar pela unidade dos partidos da base", disse Dutra. Isso não significa, segundo ele, que essa força se repita no Executivo. Dutra esteve reunido por cerca de três horas com o ex-ministro Antonio Palocci e com o deputado José Eduardo Cardozo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e, ao final do encontro, confirmou que entregou ontem à presidente eleita Dilma Rousseff um resumo por escrito das reivindicações dos partidos aliados. Segundo ele, a maioria dos partidos deseja manter o mesmo status no governo e, se possível, ampliá-lo.
Ele acrescentou que o PMDB, principal aliado, não apresentou nomes de ministeriáveis. Mas admitiu que o PR pediu a recondução do seu presidente, o senador Alfredo Nascimento, ao ministério dos Transportes. Na reunião de hoje, foi traçado um cronograma para a realização de seminários sobre temas de interesse do governo de transição: erradicação da miséria, saúde e segurança pública. O primeiro debate deve acontecer na próxima quinta-feira, no CCBB, com a participação de especialistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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Comunicado n° 66 analisa avanços e desafios da educação com base nos dados de 2009 do IBGE
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Publicação que analisa o setor no Brasil é resultado do seminário realizado pelo Ipea e pelo Mapa em março
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DOURADOS AGORA: Ter 65 anos não pode mais ser o único critério para situar uma pessoa na terceira idade
Fatores como autonomia e expectativa de vida devem ser considerados Eles fazem dança de salão, dirigem o próprio carro, estudam línguas, lotam as academias de ginástica, são militantes políticos, querem viajar pelo mundo. E têm mais de 65 anos.
Por causa da idade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) os considera idosos, mas o difícil é convencê-los - com dias tão repletos de atividades - de que realmente chegaram à velhice.
O parâmetro da OMS também incomoda os pesquisadores Warren Sanderson, da Stony Brook University, nos Estados Unidos, e Sergei Scherbov, do Instituto de Demografia de Viena, na Áustria.
Os dois decidiram usar outras variáveis e sugerir um novo modelo para medir o envelhecimento no mundo.
Para calcular quando uma pessoa pode ser considerada idosa, eles avaliaram dados como expectativa de vida, autonomia e grau de dependência e traçaram o perfil de idosos de todos os países.
A pesquisa, publicada na revista Science, mostrou que ter 65 anos não pode ser a única forma de chamar alguém de idoso.
Os idosos de ontem não eram como os idosos de hoje, que são muito mais ativos. O aumento da expectativa de vida e a enorme quantidade de idosos saudáveis e independentes não podem ser esquecidos.
São fatores importantes que vão determinar a hora de considerar a chegada da terceira idade - explica Sanderson.
Qualidade de vida A presidenta da Associação Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Sílvia Pereira, concorda com a proposta de Sanderson e Scherbov. Segundo ela, a idade não deve ser o único critério para classificar uma pessoa como idosa.
O que nós estamos vendo é que a população está ficando mais velha e com mais qualidade de vida - aponta.
A médica considera o aumento do número de idosos no Brasil uma conquista. Hoje, eles são 21,5 milhões, ou 11,4% da população.
Estamos melhor do que há 60 anos, quando não havia tanta conscientização sobre o assunto - analisa.
A geriatra Luciana Pricoli nota que os idosos de hoje não são incapazes e aponta dois aspectos para isso: a independência e a autonomia.
A primeira, segundo a médica, diz respeito ao aspecto físico, à capacidade de ir e vir. Já a autonomia é a possibilidade de gerir a própria vida e ter independência mental.
É importante que o idoso envelheça com saúde e com autonomia mental, ou seja, com a cabeça boa para contornar limitações - explica.
DADOS DO IPEA Estudo recentemente divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a população brasileira pode estar "superenvelhecida".
Entre os anos de 1992 e 2009, a população brasileira saiu de 7,9% para 11,4% dos brasileiros. Enquanto isso, o número de jovens com menos de 15 anos diminuiu de 33,3% para 24% na mesma época.
Para os técnicos do Instituto, a partir de 2030, os únicos grupos populacionais que apresentarão crescimento positivo serão os com idade maior que 45 anos.
A pesquisa também mostrou que os brasileiros com mais de 45 anos serão 56,3% da população em idade ativa.
De acordo com a coordenadora de População e Cidadania do Ipea, Ana Amélia Camarano, o novo quadro deve pedir adaptações das empresas, como a adoção de medidas voltadas para a saúde ocupacional, adequação de estrutura física e capacitação dos trabalhadores em inovações tecnológicas.
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17467. EPTV - ON LINE: Unicamp promove simpósio para avaliar políticas sobre ciência, tecnologia e inovação
EPTV - ON LINE: Unicamp promove simpósio para avaliar políticas sobre ciência, tecnologia e inovação
Inscrições são de graça e podem ser feitas até esta terça-feita
O Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) está com inscrições gratuitas até esta terça-feira (16) para o Simpósio Internacional Fronteiras da Avaliação marcado para quinta-feira (18) e sexta-feria (19), no Royal Palm Tower, em Campinas. O evento tem como público-alvo pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, especialistas de governo e de empresas e pretende discutir metodologias de avaliação dos impactos de programas, instrumentos e atividades de políticas sobre Ciência, Tecnologia & Inovação, conhecida como C,T&I.
De acordo com o Grupo de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Geopi), do Departamento de Política Científica e Tecnológica, as políticas de ciência e tecnologia que, nas últimas décadas, incorporaram a inovação como um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento econômico e social dos países, têm se voltado para atender diversos objetivos. Entre eles o fortalecimento e ampliação do conhecimento, a ampliação da diversidade de atores sociais que compõem o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, e o fortalecimento da interação desses, a descentralização das políticas, com foco especial a políticas de desenvolvimento local e regional, entre outras. O financiamento de atividades de ciência, tecnologia e inovação tem sido revisto, obtendo-se uma injeção de recursos por parte de governos federal e estaduais, além de uma participação mais intensa do setor privado.
Ainda segundo o Instituto de Geociências, essas estratégias precisam ser constantemente monitoradas e avaliadas, de modo a se refletir a efetividade de tais políticas, para que possam ser feitos ajustes e o delineamento de novos processos para o avanço do setor.
O simpósio conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Bureau d´Economie Théorique et Appliquée (Beta), Université de Strasbourg, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Escola de Economia de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo (FEA/USP), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); Fundação Itaú Social; Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e Extensão (Faepex/Unicamp); Instituto de Pesquisa e Ensino (Insper); Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro); Montpellier Laboratory fro Theorethical and Applied Economics (Lameta), Faculty of Economics, University of Montpellier I; Núcleo de Estudos em Políticas Públicas (Nepp/Unicamp); Pós-graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento, Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPED/IE/UFRJ); Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC); e School of Public Policy, Georgia Institute IF Technology.
Simpósio Internacional Fronteiras da Avaliação 18 (das 9h às 18h) e 19 de novembro (das 8h30 às 17h30), no Royal Palm Tower (Rua Boaventura do Amaral, 1274, Centro, Campinas Público-alvo: pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, especialistas de governo e de empresas Inscrições gratuitas e limitadas até 16 de novembro (120 vagas) Mais informações pelo telefone (19) 3521-2491, com Ana Maria Carneiro, ou pelo e-mail geopi@ige.unicamp.br
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GAZ ONLINE (SP): Reajuste do Bolsa Família deve ser acima da inflação
A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa-Família. De acordo com análise feita no governo, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo INPC desde o último reajuste não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no País, feita durante a campanha ao Planalto.
Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa-Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Neste ano, o valor ficou congelado, por causa da eleição. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão ficará para a presidente eleita. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões.
De acordo com análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a pobreza extrema persiste no Brasil por dois motivos, combinados. Primeiro, o valor do benefício pago pelo Bolsa-Família é baixo para superação da pobreza, embora represente melhoria significativa na situação das famílias atendidas. Outro fator é que nem todos os pobres do País são atendidos pelo programa. "Basicamente, há duas coisas a serem feitas: acabar com os problemas de cobertura do programa e aumentar o valor do benefício", resumiu Sergei Soares, pesquisador do Ipea.
Segundo a Ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, a nova etapa do Bolsa-Família vai depender também dos resultados do censo, esperados para dezembro. Neles, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um retrato mais fiel da pobreza do País.
Márcia Lopes disse que a presidente eleita já encomendou solução para famílias que estão fora do programa apesar da baixa renda. A ministra citou como exemplo 750 mil famílias com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 e que não recebem o benefício por não terem filhos em idade escolar.
O Bolsa-Família concede um benefício básico de R$ 68 para famílias com renda per capita até R$ 70 e um extra de R$ 22 por filho entre 6 e 15 anos, até um limite de três filhos, e mais R$ 33 por jovem entre 15 e 17 anos, até o limite de dois.
Dados
Hoje, o País tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. Esses são dados usados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa-Família. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil. A região Nordeste concentra mais da metade dos beneficiários do programa de transferência de renda do governo (50,5%), que hoje atende a 12,7 milhões de famílias no País.
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MSN: Equipe de Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima da inflação
Marta Salomon
A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa-Família. De acordo com análise feita no governo, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo INPC desde o último reajuste não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no País, feita durante a campanha ao Planalto.
Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa-Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Neste ano, o valor ficou congelado, por causa da eleição. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão ficará para a presidente eleita. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões.
Hoje, o País tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. Esses são dados usados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa- Família. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil.
Nordeste. Grande parte dos extremamente pobres já integra o Bolsa-Família. Eles correspondem a 85% da clientela do programa. Mas o benefício pago não é suficiente para fazer com que todas essas famílias superem a condição de pobreza mais aguda, com renda mensal de até R$ 70 por pessoa da família.
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que a renda per capita média dos beneficiários do programa atingiu R$ 65,29 no Nordeste, depois do pagamento. O Nordeste concentra mais da metade dos beneficiários do programa de transferência de renda do governo (50,5%), que hoje atende a 12,7 milhões de famílias no País.
No Norte, a renda média dos beneficiários do programa também não alcança R$ 70, valor que serve de fronteira para os extremamente pobres, segundo os critérios usados atualmente pelo Bolsa-Família.
De acordo com análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a pobreza extrema persiste no Brasil por dois motivos, combinados. Primeiro, o valor do benefício pago pelo Bolsa-Família é baixo para superação da pobreza, embora represente melhoria significativa na situação das famílias atendidas. Outro fator é que nem todos os pobres do País são atendidos pelo programa. 'Basicamente, há duas coisas a serem feitas: acabar com os problemas de cobertura do programa e aumentar o valor do benefício', resumiu Sergei Soares, pesquisador do Ipea.
Cenário. 'O que está em jogo não é apenas o impacto financeiro do reajuste, é preciso eliminar a pobreza extrema', disse ao Estado a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), que trabalha 'cenários' para a concessão do próximo reajuste.
Segundo a ministra, a nova etapa do Bolsa-Família vai depender também dos resultados do censo, esperados para dezembro. Neles, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um retrato mais fiel da pobreza do País.
Márcia Lopes disse que a presidente eleita já encomendou solução para famílias que estão fora do programa apesar da baixa renda. A ministra citou como exemplo 750 mil famílias com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 e que não recebem o benefício por não terem filhos em idade escolar.
O Bolsa-Família concede um benefício básico de R$ 68 para famílias com renda per capita até R$ 70 e um extra de R$ 22 por filho entre 6 e 15 anos, até um limite de três filhos, e mais R$ 33 por jovem entre 15 e 17 anos, até o limite de dois.
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Bom dia ABCD (SP): Mulheres mostram a sua força
Pesquisa revela que cresceu o número de famílias, com ou sem filhos, chefiadas pelo sexo feminino
Cada vez mais famílias são chefiadas por mulheres. De 2001a2009,o percentual subiu de 27% para 35%, do total. São 21.933.180 residências que têm como principal responsável uma mulher, segundo retrato levantado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra deDomicílio) 2009. A novidade é que o poder econômico delas dentro de casa cresceu também entre casais com ou sem filhos. Em 2009, 14,2% dos casais com ou sem filhos eram chefiados por mulheres.
Pesquisadores entendem como chefe de família o cônjuge que assume a responsabilidade pelos afazeres domésticos, os filhos e a maior fatia da manutenção econômica da casa. No caso de famílias chefiadas por homens, a situação predominante é a de casal com filhos. Porém, quando o comando está nas mãos femininas, a maior porcentagem é a de mulheres com filhos e sem marido. Elas representam 17,3% das famílias brasileiras e 49,3% do total das chefiadas por mulheres. Nos últimos anos, contudo, a denominação "mulher com filhos e sem marido" vem perdendo espaço estatisticamente, em razão do aumento proporcional do peso do sexo feminino chefiando casais com ou sem filhos. O percentual, que em2001erade 8,8% do total de mulheres no comando da casa, passou para 21,1% em 2009 em todas regiões do país.
A vendedora Hilda Fonseca. 52, é um desses casos. Casada, sem filhos, ela trabalha em uma loja no Centro da capital e ganha mais que o marido, desenhista. Dependendo da comissão, seu salário fica em RS 1,5 mil. O marido, diz ela, não se incomoda. "O que importa é melhorar a renda como casal."Separada há 15 anos, a manicure Patrícia Santos, 39, também cuida sozinha da casa e dos filhos com salário de RS 1,8 mil. Ela ainda arranja tempo para fazer faculdade de assistência social à noite.
APENAS HIPÓTESES / N a opinião de pesquisadores, o crescimento das famílias chefiadas por mulheres está associado a vários fatores, como queda da fecundidade, redução do número de filhos ou maior expectativa de vida do sexo feminino em relação ao masculino. Mas tudo isso são apenas hipóteses. O estudo indica que a média de estudo da mulher pode ser uma variável importante para a posição dela no comando, uma vez que tem mais escolaridade que os companheiros responsáveis pela manutenção econômica da casa. Um dado curioso é que os homens dependentes da mulher têm mais estudo que os chefes de família, enquanto, no sexo feminino, a taxa cresce entre as que são "cabeça" e têm filhos. Porém, mesmo com tanto estudo, o salário delas ainda é inferior ao dos homens, independentemente da situação. Outra hipótese para explicar o poder delas é o fato de o nível de trabalho do sexo feminino ser significativamente mais elevado que o do masculino.
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TERRA NOTÍCIAS - ONLINE: Dnit investirá 5% do necessário para melhorar rodovias do País
Hermano Freitas
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prevê investir R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos em obras de restauração das estradas federais. O número é cerca de 5,5% dos R$ 180 bilhões que a malha rodoviária brasileira precisa para suprir sua demanda reprimida por investimentos, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Neste ritmo, levaria 90 anos para que fossem investidos o volume necessário para corrigir as carências do setor - isso se não surgirem outras.
O Dnit realiza um levantamento anual da condição da malha, que é desenvolvido pelo Sistema de Gerência de Pavimentos do órgão e orienta as ações. De acordo com a pesquisa, que utiliza critérios técnicos e considera a irregularidade da pista (conforto do usuário), defeitos superficiais como trilha de roda, trincas classificadas por categorias, como "panelas" e "remendos". A avaliação classifica como "boa" uma estrada em que não há qualquer falha; "regular" é uma estrada em que haja desníveis ou trincas; "ruim" é uma estrada que apresente buracos. O Dnit estimou em 30% as estradas em condição "regular" de conservação e em 13% as "ruins".
Os investimentos seguem a média anual de R$ 2 bilhões aplicados pelo governo federal em manutenção nos últimos 3 anos e o valor de 2011 está previsto no Orçamento da União. O coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos Campos, afirma que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) retomou investimentos em melhoria das estradas, mas adverte que apenas 30% das obras estão em dia, enquanto 70% estão atrasadas.
"Algumas obras são dificultadas por problemas de licenças ambientais e outras foram paralisadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU)", diz. Procurado, o TCU afirmou não ter um cadastro de obras em rodovias embargadas.
Concessões O Ipea defende mudanças no sistema de concessão de rodovias,como prever o inevitável crescimento da demanda de carga. De acordo com o órgão, em menos de 15 anos o Brasil concedeu à iniciativa privada 14,85 mil km do total de 170 mil km de rodovias pavimentadas (61 mil km federais). Somente o governo federal transferiu 4,76mil km no prazo de 25 anos de concessão. Os estados transferiram 10,090 mil km de rodovias, sendo 4,92mil km em São Paulo, 1,72 mil km no Rio Grande do Sul e 2,54 mil km no Paraná - os três estados com mais concessões.
No entanto, 85% das rodovias ainda precisam de investimentos públicos. As rodovias concedidas representam cerca de 9% de toda as estradas pavimentadas do País. A média mundial de rodovias concedidas é de 2%, segundo números do Ipea.
Prioridade no Norte O diretor de Planejamento e Pesquisa do Dnit, Jony Marcos Lopes, informou que está prevista no PAC construção e pavimentação de 6,5 mil km de rodovias. "Historicamente, há uma dificuldade de investimentos e uma grande necessidade de atendimento às demandas das populações e da produção a ser escoada", diz.
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IstoÉ Dinheiro - Online: Dutra: governo não vai se submeter a blocos partidários
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, interlocutor junto à presidente eleita, Dilma Rousseff, na equipe de transição de governo e de montagem do ministério junto aos partidos aliados, reagiu hoje com veemência ao tomar conhecimento de que o PMDB, PP, PTB, PR e PSC montaram um bloco parlamentar com 202 deputados. "Pelo que sei, o Brasil tem um regime presidencialista. Quem manda é o presidente. Neste caso, quem vai decidir será a presidente Dilma Rousseff e não blocos partidários", disse Dutra, irritado. "Isso é uma coisa que ocorre lá no Congresso. O governo não vai se submeter a isso".
Com o acordo, os partidos ganharam força para reivindicar mais espaço no governo, justamente no momento em que Dutra está empenhado em negociar com os aliados o quinhão de cada um, já tendo até entregue a Dilma uma listas com os pedidos. Em seguida, e depois de refletir um pouco, Dutra resolveu fazer uma declaração conciliadora. Para ele, os blocos são formados no Congresso porque assim os partidos ficam mais fortes nas comissões e em outros cargos exclusivos da Câmara. "É legítima e natural a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso, porque é uma prerrogativa de cada um deles".
Dutra lembrou que está trabalhando duro nas negociações com os partidos, para evitar o surgimento de crises. Ele afirmou ainda que não foi fechado nenhum acordo com o PMDB para a partilha das presidências da Câmara e do Senado. Pelo sistema de partilhas, PT e PMDB dividiriam o poder nas duas casas, repetindo acordo feito na Câmara há quatro anos, que permitiu primeiro a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e, posteriormente, a de Michel Temer (PMDB-SP).
Estudos
A equipe de transição de Dilma Rousseff começará a ouvir, na quinta-feira, especialistas em temas que foram tratados durante a campanha. O primeiro encontro para estes estudos tratará da erradicação da pobreza, tema abordado por Dilma com insistência. "Vamos ouvir especialistas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da Fundação Getúlio Vargas para ver se é possível erradicar a pobreza e como fazer isso", disse o presidente do PT. Depois, serão feitas rodadas sobre segurança pública e sobre saúde.
Com base nos estudos de especialistas, Dilma Rousseff quer estabelecer o programa de atuação de cada ministério, independentemente do partido para o qual será entregue na partilha entre os aliados. Ao mesmo tempo, ela receberá na Granja do Torto, onde vai morar até a posse, pessoas ligadas a determinado setor do atual governo. Durante o dia, ela recebeu dados de como está o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área dos transportes.
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ESTADÃO.COM (SP): Equipe de Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima da inflação
Transição. Na avaliação do principal programa social do governo, prevalece a visão de que a simples reposição dos cerca de 9% de inflação acumulada desde o último reajuste é pouco, diante da promessa de campanha de erradicar do País a extrema pobreza
A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa-Família. De acordo com análise feita no governo, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo INPC desde o último reajuste não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no País, feita durante a campanha ao Planalto.
Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa-Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Neste ano, o valor ficou congelado, por causa da eleição. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão ficará para a presidente eleita. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões.
Hoje, o País tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. Esses são dados usados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa- Família. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil.
Nordeste. Grande parte dos extremamente pobres já integra o Bolsa-Família. Eles correspondem a 85% da clientela do programa. Mas o benefício pago não é suficiente para fazer com que todas essas famílias superem a condição de pobreza mais aguda, com renda mensal de até R$ 70 por pessoa da família.
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que a renda per capita média dos beneficiários do programa atingiu R$ 65,29 no Nordeste, depois do pagamento. O Nordeste concentra mais da metade dos beneficiários do programa de transferência de renda do governo (50,5%), que hoje atende a 12,7 milhões de famílias no País.
No Norte, a renda média dos beneficiários do programa também não alcança R$ 70, valor que serve de fronteira para os extremamente pobres, segundo os critérios usados atualmente pelo Bolsa-Família.
De acordo com análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a pobreza extrema persiste no Brasil por dois motivos, combinados. Primeiro, o valor do benefício pago pelo Bolsa-Família é baixo para superação da pobreza, embora represente melhoria significativa na situação das famílias atendidas. Outro fator é que nem todos os pobres do País são atendidos pelo programa. "Basicamente, há duas coisas a serem feitas: acabar com os problemas de cobertura do programa e aumentar o valor do benefício", resumiu Sergei Soares, pesquisador do Ipea.
Cenário. "O que está em jogo não é apenas o impacto financeiro do reajuste, é preciso eliminar a pobreza extrema", disse ao Estado a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), que trabalha "cenários" para a concessão do próximo reajuste.
Segundo a ministra, a nova etapa do Bolsa-Família vai depender também dos resultados do censo, esperados para dezembro. Neles, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um retrato mais fiel da pobreza do País.
Márcia Lopes disse que a presidente eleita já encomendou solução para famílias que estão fora do programa apesar da baixa renda. A ministra citou como exemplo 750 mil famílias com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 e que não recebem o benefício por não terem filhos em idade escolar.
O Bolsa-Família concede um benefício básico de R$ 68 para famílias com renda per capita até R$ 70 e um extra de R$ 22 por filho entre 6 e 15 anos, até um limite de três filhos, e mais R$ 33 por jovem entre 15 e 17 anos, até o limite de dois.
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Os primeiros resultados do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) serão sobre justiça e cultura
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JORNAL DIA DIA: Equipe de Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima da inflação
Marta Salomon
Na avaliação do principal programa social do governo, prevalece a visão de que a simples reposição dos cerca de 9% da inflação acumulada desde o último reajuste é pouco
A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa-Família. De acordo com análise feita no governo, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo INPC desde o último reajuste não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no País, feita durante a campanha ao Planalto.
Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa-Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Neste ano, o valor ficou congelado, por causa da eleição. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão ficará para a presidente eleita. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões.
Hoje, o País tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. Esses são dados usados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa-Família. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil.
Nordeste. Grande parte dos extremamente pobres já integra o Bolsa-Família. Eles correspondem a 85% da clientela do programa. Mas o benefício pago não é suficiente para fazer com que todas essas famílias superem a condição de pobreza mais aguda, com renda mensal de até R$ 70 por pessoa da família.
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que a renda per capita média dos beneficiários do programa atingiu R$ 65,29 no Nordeste, depois do pagamento. O Nordeste concentra mais da metade dos beneficiários do programa de transferência de renda do governo (50,5%), que hoje atende a 12,7 milhões de famílias no País.
No Norte, a renda média dos beneficiários do programa também não alcança R$ 70, valor que serve de fronteira para os extremamente pobres, segundo os critérios usados atualmente pelo Bolsa-Família.
De acordo com análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a pobreza extrema persiste no Brasil por dois motivos, combinados. Primeiro, o valor do benefício pago pelo Bolsa-Família é baixo para superação da pobreza, embora represente melhoria significativa na situação das famílias atendidas. Outro fator é que nem todos os pobres do País são atendidos pelo programa. "Basicamente, há duas coisas a serem feitas: acabar com os problemas de cobertura do programa e aumentar o valor do benefício", resumiu Sergei Soares, pesquisador do Ipea.
Cenário. "O que está em jogo não é apenas o impacto financeiro do reajuste, é preciso eliminar a pobreza extrema", disse ao Estado a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), que trabalha "cenários" para a concessão do próximo reajuste.
Segundo a ministra, a nova etapa do Bolsa-Família vai depender também dos resultados do censo, esperados para dezembro. Neles, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um retrato mais fiel da pobreza do País.
Márcia Lopes disse que a presidente eleita já encomendou solução para famílias que estão fora do programa apesar da baixa renda. A ministra citou como exemplo 750 mil famílias com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 e que não recebem o benefício por não terem filhos em idade escolar.
O Bolsa-Família concede um benefício básico de R$ 68 para famílias com renda per capita até R$ 70 e um extra de R$ 22 por filho entre 6 e 15 anos, até um limite de três filhos, e mais R$ 33 por jovem entre 15 e 17 anos, até o limite de dois.
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17476. ESTADÃO.COM (SP): Em Brasília, Dilma Rousseff retoma montagem de governo com equipe de transição
ESTADÃO.COM (SP): Em Brasília, Dilma Rousseff retoma montagem de governo com equipe de transição
Na reunião de hoje, foi traçado um cronograma para a realização de seminários sobre temas de interesse do governo de transição
De volta ao Brasil depois de sua estreia no circuito internacional na reunião do G-20, em Seul, a presidente eleita, Dilma Rousseff, voltou a tratar nesta terça-feira, 16, da primeira de uma série de reuniões setoriais para a montagem de seu governo. Durante o encontro com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que também contou com a presença da coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior, e um dos coordenadores da equipe de transição, Antonio Palocci, a presidente eleita foi atualizada sobre o andamento do PAC no setor de rodovias e ferrovias.
Passos deixou a Granja do Torto no início da tarde. "Foi uma reunião para atualizar a presidente sobre o PAC na área dos transportes", resumiu Helena Chagas, coordenadora da equipe de comunicação do governo de transição. Segundo ela, a presidente eleita deverá se reunir nos próximos dias com outros envolvidos com o PAC para receber informações setoriais sobre o andamento das obras.
Transição
O ex-ministro Antonio Palocci deixou a Granja do Torto, residência da presidente eleita, no início da tarde de hoje. Ele foi para o Centro Cultural do Banco do Brasil, onde está instalado o governo de transição. À exceção do vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP) - que deixou o local para comparecer a uma reunião para a definição de "outros compromissos políticos" -, Palocci, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra e o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo permanecem no local.
Ao final do encontro, Dutra confirmou que entregou à presidente eleita Dilma Rousseff um resumo por escrito das reivindicações dos partidos aliados. Segundo ele, a maioria dos partidos deseja manter o mesmo status no governo e, se possível, ampliá-lo.
Ele acrescentou que o PMDB, principal aliado, não apresentou nomes de ministeriáveis. Mas admitiu que o PR pediu a recondução do seu presidente, o senador Alfredo Nascimento, ao ministério dos Transportes.
Na reunião de hoje, foi traçado um cronograma para a realização de seminários sobre temas de interesse do governo de transição: erradicação da miséria, saúde e segurança pública. O primeiro debate deve acontecer na próxima quinta-feira, no CCBB, com a participação de especialistas do Ipea e da Fundação Getúlio Vargas.
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ESTADÃO.COM (SP): PMDB monta superbloco para ter mais poder na Câmara
Bloco supera em número o tamanho da bancada do PT; José Eduardo Dutra considera 'legítima e natural' a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso
Andrea Jubé Vianna
Em meio à disputa pelo comando da Câmara dos Deputados e em busca de espaço no futuro governo Dilma Rousseff, o PMDB montou uma ofensiva na Câmara formando um superbloco parlamentar, com cinco partidos, que reunirá 202 deputados. Os líderes do PMDB, PR,PP, PTB e PSC concluíram hoje uma reunião e anunciaram a formação do bloco.
Com isso, o bloco supera em número o tamanho da bancada do PT, que elegeu 88 deputados, e que tinha a prerrogativa de reivindicar a presidência da Casa. "Este bloco não é para confrontar, é para organizar o trabalho nesta Casa e fora dela, na composição do governo", disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), candidato à presidência da Câmara.
O superbloco do PMDB reúne quase a maioria dos 513 parlamentares da Câmara, o que vai obrigar a presidente Dilma a negociar com eles para aprovar projetos de seu interesse e reformas constitucionais. O PMDB e o PT concordam em dividir os dois períodos da presidência da Câmara, primeiro e segundo biênio da legislatura que começará no dia 1º de fevereiro de 2011. O PT, no entanto, quer incluir esse revezamento também no Senado, em que o PMDB tem a maior bancada e o PT a segunda. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), já disse que não concorda que o acordo do revezamento se estenda à Casa.
O bloco é considerado como uma única bancada para efeito de distribuição dos cargos da mesa diretora da Câmara e as presidências das comissões. As maiores bancadas têm mais força também para assumir relatorias de projetos importantes e em comissões especiais.
Reação petista
O presidente do PT e coordenador do governo de transição, José Eduardo Dutra, considerou há pouco legítima e natural a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso. A observação foi feita por Dutra ao comentar a ofensiva do PMDB que montou na Câmara um superbloco parlamentar com cinco partidos, reunindo 202 deputados. "O governo vai trabalhar pela unidade dos partidos da base", disse Dutra. Isso não significa, segundo ele, que essa força se repita no Executivo.
Dutra esteve reunido por cerca de três horas com o ex-ministro Antonio Palocci e com o deputado José Eduardo Cardozo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e, ao final do encontro, confirmou que entregou à presidente eleita Dilma Rousseff um resumo por escrito das reivindicações dos partidos aliados. Segundo ele, a maioria dos partidos deseja manter o mesmo status no governo e, se possível, ampliá-lo.
Ele acrescentou que o PMDB, principal aliado, não apresentou nomes de ministeriáveis. Mas admitiu que o PR pediu a recondução do seu presidente, o senador Alfredo Nascimento, ao ministério dos Transportes.
Na reunião de hoje, foi traçado um cronograma para a realização de seminários sobre temas de interesse do governo de transição: erradicação da miséria, saúde e segurança pública. O primeiro debate deve acontecer na próxima quinta-feira, no CCBB, com a participação de especialistas do Ipea e da Fundação Getúlio Vargas.
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LUIS NASSIF ON LINE: O superbloco do PMDB na Câmara
PMDB monta superbloco para ter mais poder na Câmara
Bloco supera em número o tamanho da bancada do PT; José Eduardo Dutra considera 'legítima e natural' a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso
Em meio à disputa pelo comando da Câmara dos Deputados e em busca de espaço no futuro governo Dilma Rousseff, o PMDB montou uma ofensiva na Câmara formando um superbloco parlamentar, com cinco partidos, que reunirá 202 deputados. Os líderes do PMDB, PR,PP, PTB e PSC concluíram hoje uma reunião e anunciaram a formação do bloco.
Com isso, o bloco supera em número o tamanho da bancada do PT, que elegeu 88 deputados, e que tinha a prerrogativa de reivindicar a presidência da Casa. "Este bloco não é para confrontar, é para organizar o trabalho nesta Casa e fora dela, na composição do governo", disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), candidato à presidência da Câmara.
O superbloco do PMDB reúne quase a maioria dos 513 parlamentares da Câmara, o que vai obrigar a presidente Dilma a negociar com eles para aprovar projetos de seu interesse e reformas constitucionais. O PMDB e o PT concordam em dividir os dois períodos da presidência da Câmara, primeiro e segundo biênio da legislatura que começará no dia 1º de fevereiro de 2011. O PT, no entanto, quer incluir esse revezamento também no Senado, em que o PMDB tem a maior bancada e o PT a segunda. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), já disse que não concorda que o acordo do revezamento se estenda à Casa.
O bloco é considerado como uma única bancada para efeito de distribuição dos cargos da mesa diretora da Câmara e as presidências das comissões. As maiores bancadas têm mais força também para assumir relatorias de projetos importantes e em comissões especiais.
Reação petista
O presidente do PT e coordenador do governo de transição, José Eduardo Dutra, considerou há pouco legítima e natural a formação de blocos entre os partidos aliados no Congresso. A observação foi feita por Dutra ao comentar a ofensiva do PMDB que montou na Câmara um superbloco parlamentar com cinco partidos, reunindo 202 deputados. "O governo vai trabalhar pela unidade dos partidos da base", disse Dutra. Isso não significa, segundo ele, que essa força se repita no Executivo.
Dutra esteve reunido por cerca de três horas com o ex-ministro Antonio Palocci e com o deputado José Eduardo Cardozo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e, ao final do encontro, confirmou que entregou à presidente eleita Dilma Rousseff um resumo por escrito das reivindicações dos partidos aliados. Segundo ele, a maioria dos partidos deseja manter o mesmo status no governo e, se possível, ampliá-lo.
Ele acrescentou que o PMDB, principal aliado, não apresentou nomes de ministeriáveis. Mas admitiu que o PR pediu a recondução do seu presidente, o senador Alfredo Nascimento, ao ministério dos Transportes.
Na reunião de hoje, foi traçado um cronograma para a realização de seminários sobre temas de interesse do governo de transição: erradicação da miséria, saúde e segurança pública. O primeiro debate deve acontecer na próxima quinta-feira, no CCBB, com a participação de especialistas do Ipea e da Fundação Getúlio Vargas.
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Veja On Line: PMDB forma superbloco para disputar presidência da Câmara
O PT, maior bancada, foi excluído do grupo, mas José Eduardo Dutra evita atrito com peemedebistas
Luciana Marques
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), anunciou nesta terça-feira a formação de um superbloco na Câmara dos Deputados, composto por cinco partidos - PMDB, PR, PP, PTB e PSC. O grupo soma 202 deputados federais e pode garantir a indicação de um candidato à Presidência da Câmara.
Como o PT é a legenda com maior bancada na casa, com 88 deputados, caberia ao partido indicar o nome para presidir a Câmara. O vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB-SP) chegou a dizer que os petistas comandariam a casa por dois anos e os peemedebistas ficariam à frente da Presidência nos outros dois.
Com a formação do superbloco, a briga entre os partidos tende a esquentar. Apesar do PT não ter participado da reunião que formou o grupo nesta terça-feira, Henrique Alves tentou amenizar a exclusão do partido no bloco.
"Nosso bloco hoje é aliado do PT e não dará um passo antes de ouvir a presidente eleita, Dilma Rousseff. A decisão de hoje não é para confrontar nem conflitar, mas para coordenar os trabalhos nesta Casa e fora dela", afirmou.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, minimizou a possível influência do superbloco nas ações do governo, dizendo que quem mandará no Executivo é a presidente eleita Dilma Rousseff. "Pelo que eu sei o Brasil é um regime presidencialista, portanto, o governo passa pela presidente da República eleita. Agora movimentos no parlamento são naturais entre os diversos partidos da base e cabe a cada partido trabalhar no melhor caminho que atenda a seus interesses", declarou.
Dutra disse ainda que o PT está trabalhando para evitar conflitos com partidos da base aliada no Congresso Nacional. "É possível construirmos proposta de mesa tanto na Câmara, quanto no Senado, que reflita aquilo que é tradição nas duas casas: compor as mesas de acordo com a proporcionalidade de cada bancada". Henrique Alves é o nome do PMDB mais cotado para presidir a Câmara. No PT, Cândido Vacarrezza (SP), é quem deve ser indicado para o cargo.
Transição - O presidente do PT disse ter entregado nesta segunda-feira a Dilma Rousseff as reivindicações de cada partido da base aliada para ocupação de cargos em ministérios. Segundo Dutra, o PMDB não apresentou nenhum nome, ao contrário de partidos como o PR, que indicou Alfredo Nascimento (ex-ministro dos Transportes).
"Todos os partidos querem manter os espaços atualmente ocupados e na medida do possível ampliar", disse. O presidente do PT afirmou ainda que quem decidirá sobre as nomeações será Dilma Rousseff, de acordo com o peso de cada partido. Dutra não quis falar em data para as indicações. "Ela [Dilma Rousseff] que vai definir o calendário", limitou-se a dizer.
Dutra falou com a imprensa depois de se reunir por quase duas horas com os coordenadores da transição Michel Temer, José Eduardo Cardozo, Antonio Palocci, Giles Azevedo e Clara Ant. No encontro, a equipe decidiu realizar um seminário sobre erradicação da miséria - uma das principais bandeiras levantadas por Dilma na campanha - até a semana que vem.
Serão convidados especialistas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Temas como segurança e saúde também serão discutidos em debates, segundo Dutra.
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TERRA NOTÍCIAS - ONLINE: Equipe de transição irá discutir erradicação da miséria
A equipe de transição do governo eleito vai se reunir nos próximos dias com especialistas para discutir a erradicação da miséria no Brasil. Durante a campanha, a presidenta eleita Dilma Rousseff tratou o assunto com uma de suas prioridades.
Um dos coordenadores da equipe de transição, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que esse será o primeiro de alguns "seminários" temático que a equipe promoverá. "Transição não é só discussão de ministérios. Resolvemos fazer esses pequenos seminários. Para o primeiro, de erradicação da miséria, vamos chamar gente do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada], da FGV [Fundação Getulio Vargas] e pessoas que tenham feito contribuições nessa área. Possivelmente, virá a ministra [do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes]".
De acordo com Dutra, haverá encontros semelhantes para discutir as áreas de saúde e segurança.
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