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BONDE ONLINE: Consórcios acumula R$ 45 bilhões em negócios As vendas de novas cotas de consórcios atingiram 1,55 milhão de unidades entre janeiro e setembro deste ano, o que indica uma alta de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Em setembro, os participantes do sistema somaram 3,95 milhões de pessoas, um crescimento de 5,9% em relação a um ano antes. Na mesma base de comparação, as contemplações aumentaram 4,3%, para 731,9 mil. O sistema de consórcios registra um volume de negócios de R$ 45 bilhões no acumulado do ano, gerando mais de 50 mil empregos. No setor de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas), a venda de novas cotas aumentou 23,3% no acumulado do ano, somando 400 mil unidades, enquanto o número de participantes cresceu 14,1% em setembro ante igual período de 2009, para 1,06 milhão. As contemplações, por sua vez, cresceram 9,9% no acumulado dos primeiros nove meses de 2010, para 160,5 mil, e o valor médio das novas cotas subiu 25%, para R$ 40 mil. Na avaliação de Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da entidade, o atual desempenho é reflexo da consciência do brasileiro em utilizar os consórcios como forma de planejamento financeiro e de poupança programada. Segundo ele, os indicadores levam a crer que, até o fim deste ano e já projetando 2011, o Sistema de Consórcios deverá superar os quatro milhões de participantes ativos, considerando todos os tipos de produtos, como veículos, imóveis, eletroeletrônicos e serviços. Segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Índice de Expectativas das Famílias apresentou uma dívida média, entre as famílias brasileiras, 22% menor entre agosto e outubro deste ano. Em nota, a Abac observa que fatores como o aumento de disponibilidade de renda entre as classes C e D são uma forte impulsora para a produção de veículos e de aceleração na indústria da construção civil. Imóveis As vendas de novas cotas de consórcios de imóveis cresceram 10,6% entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com igual período do ano passado, somando 169,6 mil unidades, de acordo com a Abac. A procura por um imóvel de maior valor também pode ser confirmada pela alta no valor médio das cotas, que teve aumento de 21,7%. Com isso, o valor médio da carta de crédito para a compra do imóvel passou de R$ 83,655 mil em setembro do ano passado para R$ 101,578 mil. O total de pessoas que tem um consórcio de imóvel cresceu 7,8%, para 568 mil em setembro, segundo a entidade. Nos nove primeiros meses do ano, 50 mil pessoas foram contempladas.                
CRI ON LINE: Economista brasileiro fala sobre desenvolvimento da China e do Brasil Começou ontem (8) em Beijing, o 1º Fórum de Intercâmbios entre Intelectuais China-América Latina. Centenas de acadêmicos, estudiosos e diplomatas chineses e de países da América Latina e do Caribe se reuniram para discutir sobre as relações econômicas, intercâmbios culturais e expectativas entre a China e a América Latina. O vice-presidente parlamentar chinês, Xu Jialu, discursou na cerimônia de abertura de ontem. Para ele, o fórum é uma nova tentativa de enriquecer o conteúdo das relações entre China e países latino-americanos, além de fornecer uma plataforma para os acadêmicos e intelectuais desses países trocarem opiniões. A repórter da Rádio Internacional da China, Suzana, entrevistou o presidente do Instituto de Pesquisa Economica Aplicada do Brasil (Ipea), Marcio Pochmann, convidado ao Fórum. Ele falou sobre o desenvolvimento chinês e as relações econômicas entre China e Brasil.    
ESTADÃO.COM (SP): Belo Monte deve ser a primeira obra beneficiada pela garantia do Tesouro Construção da hidrelétrica terá 80% do custo financiado pelo BNDES; valor está acima dos limites do banco e será autorizado pela MP 511 O contrato de financiamento para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, que deve assinado nas próximas semanas, pode ser o primeiro a ser beneficiado pela MP 511. Embora não haja citação direta à obra na medida provisória publicada ontem, a usina, com orçamento previsto de R$ 19 bilhões, terá 80% de seu custo financiado pelo BNDES, num valor também acima dos limites do banco. A participação do Tesouro, porém, fica sempre vinculada à impossibilidade de o tomador do empréstimo pagar as parcelas devidas. Para a equipe técnica, o artifício foi a saída encontrada para não ferir as regras prudenciais. Cada operação do banco tem como limite 25% do seu patrimônio de referência. Pelos números do balanço do primeiro semestre, isso corresponde a R$ 14,25 bilhões. O técnico do BNDES Henrique Pinto, da área de desenvolvimento de projetos, sustenta que a garantia da União ao financiamento do trem-bala tornará nulo o impacto do financiamento no que diz respeito à exposição do banco ao risco. "Com a garantia do Tesouro, o limite prudencial não vai contar nesse caso." Segundo o técnico, a União garantirá o banco na operação, que direcionará ao Tesouro as garantias dadas pela concessionária. Essas garantias poderão ser compostas por ações da empresa formada para a operação do TAV e seus recebíveis. Pela medida, o governo também autorizou a concessão de um subsídio de até R$ 5 bilhões do Tesouro para baixar a taxa de juros do financiamento, caso a receita bruta do TAV nos dez primeiros anos de operação fique abaixo do estimado pelos estudos de viabilidade. Embora a viabilidade do projeto seja alvo de muita controvérsia, o BNDES considera que o TAV será "competitivo". "Essas são medidas para reduzir o risco do empreendimento e atrair mais competidores, mas não devem ser usadas. Tenho total confiança de que o projeto será bem-sucedido e não será necessário usar garantias ou equalização. Os estudos de viabilidade são muito consistentes. Duvido que algum grupo tenha dúvidas sobre a demanda", disse Pinto. Carta branca. Para o economista Mansueto de Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), porém, a MP dá carta branca para o Tesouro emprestar recursos para o banco sem prazo para receber de volta e com possibilidade até de ter parte da dívida perdoada. "É um precedente perigoso", afirmou o economista. O item mais preocupante, na avaliação do economista, é o artigo 4.º, que diz que a União pode perdoar até R$ 20 bilhões em dívidas que o BNDES tenha contraído com o Tesouro. "Se o concessionário não pagar, o risco integral é do Tesouro", afirmou. "Isso vale para projetos em infraestrutura que sejam considerados prioritários. É uma coisa preocupante, um precedente perigoso." Ele disse não ter entendido por que o governo colocou tão explicitamente, e de antemão, a possibilidade do perdão da dívida na MP. Na avaliação do economista, o governo está partindo para um modelo "que não funcionou no mundo inteiro". Ele tem como estratégia aumentar a dívida para financiar investimentos, esperando dessa forma estimular o crescimento e fazer aumentar o Produto Interno Bruto (PIB). O PIB maior, por sua vez, ajuda a melhorar os indicadores fiscais, transmitindo a imagem de que o País tem suas contas sob controle. "O problema é que isso pressiona a taxa de juros, e com juros altos a dívida líquida cresce rápido", comentou. "Isso é um tiro no pé, porque gera inflação." O BNDES já exige dos candidatos a financiamento uma série de garantias no contrato. Por isso, o subsecretário de Política Fiscal do Tesouro, Marcus Aucélio destacou que o termo "garantias do Tesouro" não é bem aplicado para definir o instrumento. "A MP faz com que o BNDES continue operando enquanto não executa as garantias do financiamento", ponderou Aucélio. DESTAQUES DA MEDIDA PROVISÓRIA 511 Artigo 1º Fica a União, a critério do ministro de Estado da Fazenda, autorizada a renegociar as operações de crédito firmadas com o BNDES, respeitada a equivalência econômica, visando compatibilizar seu fluxo de caixa ao da operação de financiamento a projetos de investimento de que trata esta Medida Provisória Artigo 2º Fica a União autorizada a garantir o financiamento de até R$ 20 bilhões entre o Banco Nacional Desenvolvimento Econômico Social e o concessionário que irá explorar o Trem de Alta Velocidade - TAV, no trecho entre os Municípios do Rio de Janeiro - RJ e Campinas - SP Artigo 3º Fica a União autorizada a conceder subvenção econômica ao BNDES, limitada a R$ 5 bilhões, sob a modalidade de equalização de taxas de juros, em operações de financiamento destinadas ao TAV referido no art. 2º Artigo 4º Fica a União, a critério do Ministro de Estado da Fazenda, autorizada a abater, até o limite de R$ 20 bilhões, parte do saldo devedor de operações de crédito firmadas com o BNDES, em contrapartida às provisões para crédito de liquidação duvidosa registradas por aquele Banco, relativas a financiamento concedido a investimentos em infraestrutura do País        
Correio Braziliense (DF): Sem porta de saída Nas entrelinhas Coluna de Lúcio Vaz O problema desse tipo de programa não é como entrar nem como fazê-lo crescer, e sim como sair dele. O ideal seria que essas pessoas, com o tempo, fossem capazes de andar com as próprias pernas. Não é o que tem acontecido Programas de renda mínima não são uma invenção nem uma exclusividade brasileira. Ganham espaço em várias partes do mundo, sob as mais diversas formas, mas sempre financiados pelo Estado. O brasileiríssimo Bolsa Família tem alcançado os seus objetivos. O desembolso do governo cresceu 10% ao ano nos últimos quatro anos, após a estabilização do programa, alcançando um orçamento anual de R$ 13 bilhões, com 12,7 milhões de famílias assistidas. Isso representa um quarto da população brasileira. Em média, cada família recebe R$ 85 por mês. Mas o problema desse tipo de programa não é como entrar nem como fazê-lo crescer, e sim como sair dele. O ideal seria que essas pessoas, com o tempo, fossem capazes de andar com as próprias pernas. Não é o que tem acontecido. Faltam os investimentos em infraestrutura e na geração de emprego e de renda. O programa de complementação de renda já existia no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, com os nomes de Bolsa Escola e Bolsa Alimentação. Os beneficiados recebiam no mesmo jeito, com um cartão magnético. O volume de recursos, porém, era bem menor. Em valores atualizados, ficou em R$ 4,5 bilhões em 2002. O governo Luiz Inácio Lula da Silva ampliou o repasse a cada ano, chegando a R$ 8 bilhões em 2004 e a R$ 10 bilhões em 2006, quando foi atingida a meta inicial de 11 milhões de famílias beneficiadas. Em valores atualizados, o governo colocou R$ 80 bilhões no programa ao longo de oito anos. Nesse período, foram feitos 4,8 milhões de cancelamentos, a metade porque as famílias atingiam um rendimento acima do mínimo permitido - uma renda mensal de até R$ 140 por pessoa. O restante foi consequência do descumprimento das condicionantes impostas, como a manutenção das crianças na escola, vacinação em dia e acompanhamento pré-natal. Mas o número de novos beneficiados foi sempre maior do que o de desligamentos. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que o valor necessário para atender a todas as famílias em situação de pobreza seria em torno de R$ 20 bilhões ao ano. A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirma que vai erradicar a miséria, mas ela pode ter certeza de que não será ampliando o orçamento do Bolsa Família, que parece ser um saco sem fundo. "Vicia o cidadão" O governo precisa analisar melhor os investimentos nos bolsões de miséria do país, localizados principalmente no Nordeste. Sem estradas transitáveis, sem irrigação, sem energia elétrica, sem uma educação de qualidade, não haverá nunca um mercado de trabalho real no sertão. Haverá sempre o subemprego, o trabalho por diária, a changa, a produção de meia, pagando renda. O maior investimento em infraestrutura para a região previsto pelo Programa de Aceleração do Crescimento foi a Ferrovia Transnordestina, que vai interligar o sertão aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Um total de R$ 5,4 bilhões. Após quatro anos de execução, foram feitos apenas 10% da obra. Nesse ritmo, serão necessários 10 mandatos para a sua conclusão. A Transposição do Rio São Francisco, projetada para levar água a 12 milhões de sertanejos, com custo de R$ 4,8 bilhões, tinha execução de 43% no último balanço do PAC. Juntas, as duas obras haviam consumido R$ 2,6 bilhões no governo Lula, pouco mais de 3% do total pago pelo programa de renda mínima. Luiz Gonzaga cantava que a esmola a um homem que é são ou "mata de vergonha ou vicia o cidadão". A verdade não é bem essa. O cruzamento de dados dos ministérios do Desenvolvimento Social e do Trabalho, feito pelo Correio, mostra que o crescimento de carteiras assinadas foi bem maior do que a média nacional nos municípios que, proporcionalmente, mais recebem o Bolsa Família. Ninguém vai ficar viciado numa renda mensal de R$ 85. Todos querem ter o orgulho de "ser fichado" - ter carteira assinada. As pessoas não conseguem entrar no mercado de trabalho porque não estão preparadas para isso, ou simplesmente porque não existe esse mercado. Mas podem apostar que o Bolsa terá continuidade. Um dos motivos é o efeito eleitoral desse programa. Dilma deu uma lavada nos municípios nordestinos que mais recebem benefícios. Ela venceu José Serra em 98 dos 100 colégios eleitorais que mais concentram o auxílio. Em Guaribas, cidade-mãe do Bolsa Família, o tucano havia vencido Lula em 2002, fazendo 73% dos votos válidos. Neste ano, ele teve apenas 9% dos votos, contra 90% da petista. Ali, 82% dos moradores recebem o benefício. O curral eleitoral mudou de dono.  
ESTADÃO.COM (SP): Venda de consórcios sobe 6,2% até setembro e supera 1,5 mi, diz Abac Em setembro, os participantes do sistema somaram 3,95 milhões de pessoas, mostrando crescimento de 5,9% em relação a um ano antes Agência Estado As vendas de novas cotas de consórcios atingiram 1,55 milhão de unidades entre janeiro e setembro, 6,2% acima do mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Em setembro, os participantes do sistema somaram 3,95 milhões de pessoas, mostrando crescimento de 5,9% em relação a um ano antes. Na mesma base de comparação, as contemplações aumentaram 4,3%, para 731,9 mil. O sistema de consórcios registra um volume de negócios de R$ 45 bilhões no acumulado do ano, gerando mais de 50 mil empregos. No setor de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas), a venda de novas cotas aumentou 23,3% no acumulado do ano, somando 400 mil unidades, enquanto o número de participantes cresceu 14,1% em setembro ante igual período do ano anterior, para 1,06 milhão. As contemplações, por sua vez, cresceram 9,9% no acumulado dos primeiros nove meses do ano, para 160,5 mil, e o valor médio das novas cotas subiu 25%, para R$ 40 mil. Na avaliação de Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da entidade, o atual desempenho é reflexo da consciência do brasileiro em utilizar os consórcios como forma de planejamento financeiro e de poupança programada. Conforme Rossi, os indicadores levam a crer que até o final deste ano e, já projetando 2011, o Sistema de Consórcios deverá superar os quatro milhões de participantes ativos, considerando todos os tipos de produtos como veículos, imóveis, eletroeletrônicos e serviços. Segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Índice de Expectativas das Famílias apresentou uma dívida média das famílias brasileiras 22% menor entre agosto e outubro deste ano. Em nota, a Abac observa que fatores como o aumento de disponibilidades das classes C e D, provocam a vontade de consumir tornando-se forte impulsora para a produção de veículos e de aceleração na indústria da construção civil. A Abac lembra ainda que pesquisa recente do Ibope revelou que quase 30% dos brasileiros da classe C pretendem comprar um carro, novo ou usado, no início do próximo ano. Ainda de acordo com aquele instituto, a aquisição da casa própria está nos planos de 19% da nova classe média do país. Consórcio de imóvel As vendas de novas cotas de consórcios de imóveis cresceram 10,6% entre janeiro e setembro deste ano na comparação com igual período do ano passado, somando 169,6 mil unidades, de acordo com pesquisa da Abac. Segundo a Abac, a procura por um imóvel de maior valor também pode ser confirmada pela alta no valor médio das cotas, que teve aumento de 21,7%. Com isso, o valor médio da carta de crédito para a compra do imóvel passou de R$ 83,655 mil em setembro do ano passado para R$ 101,578 mil. O total de pessoas que tem um consórcio de imóvel cresceu 7,8%, para 568 mil em setembro, segundo a entidade. Nos nove primeiros meses do ano 50 mil pessoas foram contempladas.        
PORTAL O DIA ONLINE: Presidente do Ipea recomenda pressa nas obras de infraestrutura O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, alerta que a ascensão de milhões de novos consumidores brasileiros exige pressa nas obras de infraestrutura, ou haverá risco de colapso. Depois de lembrar que 32 milhões de brasileiros chegaram à classe média nos últimos anos, Pochmann pondera que essas pessoas precisam de mais e melhores sistemas de transporte, rodovias, portos, aeroportos, redes de esgotos, água tratada e comunicações, entre outras coisas. Baseado em estudo divulgado recentemente pelo Ipea, ele reafirma que o Brasil tem plenas condições de erradicar completamente a pobreza extrema já a partir de 2016. Marcio Pochmann alerta ainda que os novos índices de fecundidade das mulheres brasileiras permitem supor que, em 20 anos, dois terços da população brasileira serão constituídos por pessoas não-brancas. Por isso, ele recomenda que, para não ocorrer aumento das desigualdades sociais, o país também apresse os programas de cotas para negros. A taxa de fecundidade, que era em 1960 de 6,28 nascimentos por mulher, caiu ao longo das últimas décadas, tendo ficado em 1,86 em 2008. Isso significa rápido envelhecimento da população, com reflexos sobre a produção e o sistema previdenciário.    
FOLHA ONLINE - ON LINE (SP): Diário de viagem (ao outro lado do mundo) Clóvis Rossi Pego o táxi à porta do hotel em Londres, para ir ao aeroporto de Heathrow. O motorista, como todo taxista, puxa conversa. Quer saber para onde vou. Para a Coreia, respondo. "Que destino esquisito", filosofa. Replico: "Mais esquisito ainda para um brasileiro como eu, que deveria estar do outro lado do mundo". Fecha o taxista: "É, mas vocês, brasileiros, hoje estão em toda parte". Mal sabia ele que, mesmo exagerando, não chegava perto da verdade. O comandante do voo 522 de sábado da Asiana era brasileiro. Na apresentação inicial de praxe, seu sobrenome (Costa) chamou minha atenção. Depois, quando ele fez a despedida também de praxe, em inglês, seu sotaque denunciou-o. E a comissária de bordo confirmou que era brasileiro. Pensei: que raios leva um piloto brasileiro a trabalhar em uma empresa aérea coreana? Até entendo os motivos da companhia: bons profissionais brasileiros são, nas suas especialidades, tão bons quanto - e eventualmente melhores - do que seus concorrentes estrangeiros. O problema não é de qualidade mas de quantidade. Países ricos, pela própria riqueza, acabam formando um número maior de bons profissionais. Não me venha, pelo amor de Deus, com essa história de bom e barato. Primeiro, porque foi essa filosofia que levou o meu Palmeiras à segunda divisão. Segundo, porque bom é caro e ponto final. Se entendo a Asiana, é mais difícil entender porque a explosão de passageiros nos aviões brasileiros não levou a idêntica explosão no número de empregos no setor, o que talvez abrisse vaga para os Costas. Coisas do capitalismo, talvez. Aliás, minha primeira visita à Coreia, em 1996, já havia me ensinado coisas do capitalismo. Fomos, eu e um grupo de jornalistas latino-americanos, a convite do governo coreano, em um momento em que a Coreia era festejada como o mais vistoso dos "tigres asiáticos". Justamente festejada, aliás: começou os anos 60 com renda per capita africana (US$ 87). Menos de 40 anos depois, já era europeia (US$ 10.067 em 1996). A primeira "aula" foi com Joon Kyunk Park, pesquisador-sênior do Instituto de Desenvolvimento da Coreia, uma espécie de Ipea deles. Fez uma exposição didática e consistente, ao final da qual perguntei se seria correto deduzir que a decolagem coreana se devera à políticas que a sabedoria convencional moderna considera inaceitáveis. "É verdade, particularmente para os anos 60 e 70", respondeu o pesquisador depois de alguma hesitação. A Coreia era muito criticada na mídia liberal pelo chamado "crony capitalism", capitalismo de compadres, em tradução livre. Não deixava de ser (mais ou menos, de resto, como se faz hoje com o BNDES). Mas havia uma regra de ouro: o governo protegia e ajudava determinadas companhias desde que elas fossem competitivas externamente. É certamente uma das razões pelas quais a Hyundai coreana tem fábricas no Brasil mas não há uma só fábrica brasileira de automóveis, nem no Brasil nem no exterior. Revisitei a Coreia (e também Tailândia e Indonésia, outras grandes vítimas da crise asiática de 97) no ano 2000, quando o pior já passara. Conclusão, exposta em caderno especial da Folha: "Ásia era feliz e não sabia". A Coreia, pelo menos, continua feliz, agora com o fato de ser o primeiro país fora do G7 a sediar uma cúpula do G20. Tem razão para festejar: a propósito da cúpula, o governo montou uma exposição na Blue House, a sede governamental, sobre o desempenho diplomático de seus presidentes. Uma das peças expostas é a carta de seu primeiro presidente pós-2ª Guerra e pós-Guerra da Coreia, Lee Sung-man (governou de 1948 a 1960). Na carta, o presidente pede ajuda a seu colega Dwight Eisenhower, dos Estados Unidos, para reconstruir o país. Cinquenta anos depois, o presidente Lee Myung Bak pede o contrário a Barack Obama: não deixe que o dólar barato demais atrapalhe as exportações coreanas (e dos demais países emergentes).    
Evento que tem como tema "Aperfeiçoando a Qualidade Regulatória” começa nesta segunda-feira, no RJ
O Globo (RJ): NEGÓCIOS & cia Brasil-Venezuela Dez especialistas do escritório do Ipea em Caracas participam do planejamento para desenvolver o setor de óleo e gás na região do Sucre. A atuação dos brasileiros inclui a capacitação dos venezuelanos, diz Darc Costa, da Câmara de Comércio Brasil-Venezuela.  
Brasil Econômico: Não há espaço para manobra no sistema Aeroportos operam no limite e não apresentam margem para administrar imprevistos Ainda que haja esperança quanto à ausência de caos nos aeroportos para o fim deste ano, é sabido que o sistema aeroportuário brasileiro opera muito próximo de seu limite. Isso significa que qualquer instabilidade climática que traga fechamento de aeroportos pode gerar enormes transtornos. “A própria Infraero aponta o limite dos aeroportos em seus documentos e é sabido que estamos operando sem margem para contornar imprevistos, e isso pode gerar o caos”, afirma o comandante Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Sindicado Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). No início deste ano, o Snea divulgou um estudo mostrando o estado crítico do sistema e a necessidade de investimentos urgentes em infraestrutura nos aeroportos, que ainda são carentes de projetos inovadores como os recentemente adotados na China e na Índia. Outro estudo, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que pelo menos oito das 12 cidades que irão sediar os jogos da Copa de 2014 estão com seus aeroportos operando no limite da capacidade máxima e, em alguns casos, “beirando o colapso operacional” devido à demanda não atendida. Segundo o Ipea, há risco de um apagão logístico no setor aéreo caso não haja investimentos. E há ainda outras pesquisas que referendam condição semelhante. Assim, apesar de o Brasil estar entre as dez maiores economias do mundo, nenhum aeroporto brasileiro está entre os 100 maiores do globo. O aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, está entre os piores na avaliação dos passageiros que analisaram 39 serviços oferecidos em 210 terminais. O ranking foi elaborado pela consultoria de aviação Skytrax, que todos os anos realiza o World Airport Awards. A insatisfação dos passageiros colocou Cumbica na 121 posição Nessa colocação, o principal aeroporto brasileiro fica atrás dos terminais de Lima (Peru), Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina), considerados os melhores da América do Sul. Em primeiro lugar ficou o aeroporto de Changi (Cingapura), que também foi considerado o melhor aeroporto de lazer e da Ásia. Em sua previsão, entre 2011 e 2014 a Infraero deve desembolsar cerca de R$ 5,15 bilhões nos empreendimentos previstos para ampliar a capacidade dos 13 aeroportos sob sua administração,considerados estratégicos pelo governo federal. Segundo a empresa, esses investimentos vão garantir o atendimento à demanda projetada de passageiros não apenas para a o Mundial de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, mas para todo o setor aéreo brasileiro.
A Tribuna (SP): Analistas divergem sobre impacto positivo da CPMF no setor de saúde A discussão acerca da volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é um caminho cheio de bifurcações. A primeira separa os que acreditam que a saúde no Brasil precisa de mais dinheiro dos que preferem melhor gestão. Mais adiante, os que concordam que precisa de mais dinheirotambém se dividem, entre os que acreditam que o Estado precisa arrecadar mais e os que acham que ele deve cortar gastos noutras áreas e destinar o excedente à saúde. Há ainda os que gostam da CPMF e os que a consideram um tributo ruim. Sepultada numa votação historicamente no Senado em dezembro de 2007, a CPMF, nascida em 1996 para supostamente custear a saúde, voltou a assombrar essa semana o contribuinte brasileiro. Sua sepultura foi reaberta na quarta-feira, na primeira entrevista coletiva de Dilma Rousseff, após a eleição, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula introduziu o assunto de forma bilar, demonstrando que continua atravessada na sua garganta a derrota para a oposição. Dilma lavou as mãos e apresentou a demanda como sendo dos governadores. "O problema do setor da saúde, nos níveis federal, estadual e municipal, não é de escassez de recursos, mas de sua má alocação, de gestão", rechaça Marcelo Piancastelli, especialista em finanças públicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. O pesquisador observa que o setor não adota ferramentas de gestão e planejamento: não há sistemas de controles de preços, comparações de custos de procedimentos, medicamentos e equipamentos. O consultor Clóvis Panzarini acredita que essas deficiências se estendem aos outros setores da administração pública, nos vários níveis. "Falta gestão, responsabilidade no gasto, porque o custeio cresce muito mais que o PIB (Produto Interno Bruto), com desperdício, contratação de pessoal, publicidade, corrupção, festas esportivas e construção de estádios". "Claro que existe um  problema fiscal nos Estados, mas é por conta da absoluta liberdade", analisa o consultor e professor Everardo Maciel, que foi secretário da Receita Federal também entre 1995 e 2002, no Governo Fernando Henrique Cardoso. (Agência Estado)
Diário de Pernambuco On Line (PE): R$ 3,8 bi pelo fim da miséria Valor é o que o governo de Dilma precisará gastar por ano para mudar a vida dos brasileiros O Brasil que elegeu Dilma Rousseff tem 5% da população cuja renda mensal familiar não passa de R$ 50. A esse pedaço do país é que mais interessa a promessa da sucessora de Lula de erradicar a miséria nos próximos quatro anos. O desafio já tem conta calculada. E não é tão cara quanto indicavam as primeiras avaliações. Para atingir apenas os 9,5 milhões de brasileiros que vivem na mais absoluta miséria, devem ser gastos R$ 3,8 bilhões por ano. Na prática, a equipe calcula gastar cerca de R$ 1,66 por mês para cada brasileiro na guerra contra a extrema pobreza. A conta foi feita por especialistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). ´Essa é a base de linha de renda mais baixa. É uma abordagem que avalia apenas os aspectos mais graves da pobreza. Daí, o número de pobres ser menor do que o de outras análises e o valor previsto para tirá-los da miséria também. Seria apenas um ponto inicial de abordagem`, explica Sergei Soares, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea. A presidente vai tem mui9to a fazer se quiser acabar pelo menos com os índices extremos de miséria. Não por acaso, em seu primeiro discurso depois do resultado da eleição, Dilma foi taxativa: ´Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte`. Se o custo do investimento para combater a miséria levando em conta apenas os muito miseráveis é de menos de R$ 4 bilhões por ano, o preço de um investimento real no combate a pobreza supera a casa dos R$ 20 bilhões anuais, segundo Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para ele, a avaliação sobre a miséria não deve levar em conta apenas a falta de comida, mas também as condições básicas de existência dos brasileiros. ´Avaliamos que uma família, para não ser miserável, deve ganhar pelo menos R$ 120 por mês. Para viver melhor, R$ 144. Não é um custo muito alto para o governo. É uma meta possível, se bem administrada`, afirma. Atualmente, o governo gasta por ano cerca de R$ 13 bilhões com o programa Bolsa Família. Mapeamento Para Neri, a grande dificuldade de o estado acertar o passo no combate à miséria é conseguir mapear os brasileiros que precisam de mais ajuda e diferenciá-los dos que precisam de menos dinheiro. Além disso, segundo ele, as regiões brasileiras também precisam receber tratamento diferenciado dos programas sociais. ´O governo federal gasta em média 21% do PIB na área social. Creio que investir R$ 20 bilhões para erradicar a pobreza é uma conta pequena e fácil de ser cumprida`, diz o professor. De acordo com os critérios do especialista, se forem levadas em consideração as condições básicas de vida de uma pessoa, o número de pobres no país ultrapassa 28 milhões. ´É muito, mas é menos do que já existiu. Além disso, as coisas melhoraram e o custo por habitante para erradicar a pobreza é menor hoje do que em anos anteriores`, ressalta. Segundo estudos da FGV, o combate a miséria custava R$ 23 por dia em 1993 por brasileiro. Em 1995, depois da implantação do plano Real, o custo caiu para R$ 17. Agora, se a ideia for combater apenas a pobreza extrema, o investimento diário possível é de cerca de R$ 0,10 por brasileiro. ´Além da exigência financeira mais baixa, o país agora tem o cadastro de quem são os pobres. Anos atrás, não era possível nem achá-los. Creio que, se o governo gastar o dinheiro da forma correta, será possível fechar essa conta e erradicar a miséria. Nem que seja usando o parâmetro mais baixo de renda`.      
O Povo On Line (CE): Sete anos do Bolsa Família Márcia Lopes Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Há sete anos, em 2003, 23% da população brasileira (39,3 milhões de pessoas) sobreviviam com renda inferior a um quarto do salário mínimo atual. Praticamente um em cada quatro brasileiros estava sujeito à extrema insegurança alimentar e vivia um cotidiano marcado pela fome e pelo não reconhecimento de direitos sociais básicos. Foi nesse contexto que no dia 20 de outubro de 2003 foi criado o Bolsa Família. O enfrentamento daquelas mazelas históricas foi o principal compromisso deste Governo. Mais do que unificar os programas, determinou que o aporte de uma renda mínima deveria alcançar a todas as famílias brasileiras cujo acesso aos bens fundamentais estavam comprometidos pela situação de pobreza e de miséria. O programa surgiu com um desenho inovador, baseado na articulação federativa e intersetorial, e tendo metas de atendimento claramente estabelecidas. Os Estados e, especialmente, os municípios foram e são parceiros fundamentais. Por outro lado, as áreas de educação e saúde se uniram à de assistência social para permitir o acompanhamento dos compromissos das famílias e do poder público nessas áreas. O programa beneficia hoje 12,8 milhões de famílias, movimentando anualmente R$ 13,4 bilhões (0,4% do Produto Interno Bruto). Depois de um difícil período de estruturação, o Bolsa Família começou a apresentar resultados expressivos. Estudos recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam que o programa responde por 16% da queda da desigualdade de renda e por quase um terço da queda da extrema pobreza observada nos últimos anos. Avaliação de impacto do programa demonstrou efeitos importantes na matrícula, permanência e aprovação escolar, no número de consultas de pré-natal e na vacinação em dia das crianças, na qualificação e inclusão produtiva das famílias, entre outros. A estruturação de uma rede com mais de sete mil Centros de Referência de Assistência Social (Cras), em todo o País, também contribui para que o Governo ofereça às famílias beneficiárias serviços socioassistenciais voltados para outros aspectos de suas necessidades sociais. Além disso, por meio do Cadastro Único, é possível direcionar diversas iniciativas para a população de baixa renda, como o Luz para Todos, habitação, a Tarifa social de Energia Elétrica e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. O Bolsa Família se consolida como uma importante estratégia no esforço de combate à pobreza, que permitiu que 27,9 milhões de pessoas superassem esta condição. Representou a consolidação de uma visão republicana e universalista, na qual miséria e fome não são compatíveis com democracia e cidadania. Para a população beneficiária, o programa significou o resgate da dignidade, da autoestima, do seu reconhecimento no espaço público e da cidadania. Para o país, um passo imprescindível em direção ao desenvolvimento social sustentável.        
Último Segundo On Line: Dilma lá. E agora? Os desafios políticos, econômicos e sociais da primeira mulher eleita presidente do Brasil A primeira presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, assumirá o governo no início do próximo ano com uma série de desafios. Parte deles emana da condição atual da nação brasileira, como a degradação das contas nacionais e as carências sociais que persistem após o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Outra parte desses desafios envolve promessas assumidas pela própria petista em campanha, como a elevação dos investimentos em saúde e educação. O iG listou 18 desses desafios que Dilma encontra já neste período de transição. Entre eles, estão missões que sugerem conflitos, como acomodar todos os aliados em postos relevantes no organograma do Executivo e, ao mesmo tempo, ter qualidade técnica suficiente para fazer um bom governo e impor suas políticas. É na área social que a sucessora de Lula assumiu mais compromissos em sua campanha. O mais fundamental é a erradicação da miséria, que, segundo estudo de julho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tenderia a ocorrer em 2016, se preservada a evolução atual das condições sociais verificadas pelo IBGE. Dilma também precisará deixar claras as suas intenções na área econômica, que demanda medidas de curto prazo, como a atuação contra a valorização do real, e medidas de longo prazo, como uma melhor cadência do déficit da previdência e na redução do juro real.    
O Globo On Line (RJ): Sangria na Previdência pode chegar a R$ 1,7 bilhão ao ano Fábio Fabrini Cofre sensível e deficitário, que ameaça ser um vespeiro para a presidente eleita, Dilma Rousseff, a Previdência Social sofre uma sangria diária provocada por inúmeros erros e fraudes de pequena monta. Desde 2002, a Controladoria Geral da União (CGU) constatou pagamentos indevidos a 95,2 mil beneficiários, cujo prejuízo anual alcançava R$ 1,063 bilhão. Esses pagamentos foram cancelados, mas ainda há 119,9 mil aposentadorias, pensões e auxílios, que consomem R$ 1,7 bilhão ao ano, sob suspeita e que viraram alvo de investigação. Os dados expõem a vulnerabilidade do sistema, que já vive um problema estrutural crônico, causado pela arrecadação insuficiente, e deve fechar 2010 com R$ 45,7 bilhões no negativo. O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) admite que os valores apurados internamente superam os detectados pela CGU, embora não os revele. E trata os pequenos golpes como um desafio superior aos desvios milionários que macularam a imagem da Previdência, como o caso Jorgina de Freitas. As irregularidades foram constatadas pela Secretaria Federal de Controle Interno da CGU, a partir do cruzamento de bancos de dados oficiais. A maioria refere-se ao desembolso de dois ou mais benefícios a uma só pessoa. Ao todo, 67,6 mil beneficiários foram pegos nessa situação, o que anualmente gerava um desembolso desnecessário de R$ 861,1 milhões. Havia casos de gente que recebia duas aposentadorias, duas pensões, dois auxílios-doença, dois auxílios-acidente ou era oficialmente inválido, mas trabalhava. Processo para comprovar irregularidade leva 70 dias Esses pagamentos foram cortados, mas há outros 103,9 mil casos semelhantes sob avaliação, cujo prejuízo potencial é de R$ 1,6 bilhão anuais. Quando um beneficiário fica na peneira da CGU, só perde o direito de receber depois de um processo para confirmar a irregularidade - ele leva no mínimo 70 dias. Em caso de fraude, iniciam-se os procedimentos para reaver a verba, nem sempre favoráveis ao erário. Dos R$ 553,1 milhões em processo de reclamação atualmente, R$ 15,5 milhões foram quitados. Mais R$ 313,5 milhões estão sendo descontados aos poucos dos devedores, como empréstimo consignado, pois eles mantiveram algum vínculo com o INSS. Outros R$ 74,6 milhões, após confirmado o calote à cobrança administrativa, entraram para a dívida ativa. - A inadimplência é alta e nem sempre o devedor tem patrimônio para ser penhorado na Justiça - constata o diretor de Benefícios do INSS, Benedito Brunca. A maior pedreira têm sido as chamadas "aposentadorias do além". Conforme a CGU, entre 2002 e 2010 a Previdência continuou pagando benefícios a 27 mil pessoas que já haviam morrido - uma conta anual de R$ 196,9 milhões -, para alegria dos que se apoderaram dos cartões de benefício após o óbito. Brunca explica que, se nessas situações é raro alguém próximo do falecido aparecer para explicar o que houve, quanto mais para devolver os valores. Hoje, há 8,5 mil casos similares sob apuração, cujo prejuízo somaria R$ 71,6 milhões anuais. Nem o funcionalismo federal está imune ao problema. Auditoria da CGU sobre o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) apurou que, mesmo mortos, ao menos oito aposentados continuavam na folha de inativos em 2009. O órgão garante que a falha foi corrigida. O INSS também tem pago benefícios incompatíveis a servidores públicos, como ocorreu em 488 casos desde 2002. Há suspeita em mais 7,4 mil sob apuração, cujos desembolsos somam R$ 71,6 milhões por ano. Para a CGU, o controle da Previdência Social sobre seus processos tem aumentado, principalmente após o início das auditorias sobre o órgão. Porém, numa estrutura de dimensões gigantescas e com vícios históricos, "há margem para o aprimoramento". A maioria das irregularidades ocorre por incapacidade do sistema do INSS de dialogar com outros bancos de dados oficiais. Por isso, a integração é vista como uma das medidas para evitar fraudes a conta-gotas. Dois bancos de dados do INSS serão unificados O pagamento de aposentadorias a mortos é identificado, normalmente, após o cruzamento de informações sobre óbitos de cartórios e do Ministério da Saúde. Brunca diz que, fora medidas como o censo previdenciário, para confirmar dados cadastrais, os processos de atualização tecnológica têm sido permanentes. No ano que vem, segundo ele, começa a ser implantado o Sistema Integrado de Benefícios (Sibe), que unirá dois enormes bancos de dados do INSS, aumentando, com isso, o controle sobre a entrada de informações. - Estamos evoluindo. O desafio é reduzir a vulnerabilidade. As pequenas fraudes ocorrem numa escala superior. Temos um universo de beneficiários (27 milhões) maior que a população de vários países - pondera. Segundo ele, nos casos em que fica evidente a má-fé do cidadão, encaminha-se o caso ao Ministério Público para oferecer denúncia à Justiça. Mas, questionado, o INSS não apresenta números a respeito. - Muitas pessoas entendem que o que fazem não é burlar, pois sua situação econômica justificaria - comenta Brunca. Especialista em Previdência, o economista Marcelo Caetano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que eliminar os pequenos golpes é impossível num sistema previdenciário tão grande e com a tecnologia disponível hoje. Embora o cruzamento de informações seja positivo, alguns benefícios escapam a esse tipo de controle. - Os aposentados do campo não precisam comprovar tempo de contribuição, mas que foram, de fato, trabalhadores rurais. Isso diminui a possibilidade de controle da Previdência. Cabe a eles levantar declarações e provas necessárias para receber a aposentadoria - exemplifica.    
R7: Lobão discute o preconceito do brasileiro na MTV Apresentador vai lembrar a polêmica do preconceito contra nordestinos na internet O MTV Debate desta terça-feira (9) vai discutir o preconceito dos brasileiros, informou a emissora jovem. A vantagem de votos que a presidente eleita Dilma Rousseff teve nas regiões Norte e Nordeste gerou uma série de interpretações distorcidas na internet. A polêmica começou no Twitter, com o comentário preconceituoso de uma estudante de direito paulista sobre os nordestinos. Em julho, circulou pela internet o manifesto São Paulo para os Paulistas, criticando uma suposta supervalorização de culturas de outros Estados em sobreposição às culturas locais. Divulgado em agosto, o comunicado do Ipea Migração Interna no Brasil mostra que o fluxo de migração do Nordeste para o Sudeste é menor do que em outras décadas. São Paulo abriga uma comunidade com mais de 2 milhões de nordestinos. O programa começa às 22h30, na MTV.    
O Globo (RJ): Só um porém Coluna de George Vidor O governo Dilma Rousseff começou bem, mesmo antes da posse. As declarações da presidente eleita sobre a economia foram até agora sensatas e mostraram preocupação com a qualidade do gasto público. O reajuste do salário mínimo, que será um ponto nevrálgico da política fiscal em 2011, caminha para solução satisfatória, com antecipação de parte do aumento de 2012 Aplicada a fórmula atual do mínimo, haveria em janeiro apenas correção pelo IPCA deste ano, sem aumento real. E em 2012, por conta da forte expansão do PIB (de 7,2% a 8%) em 2011, o piso salarial daria um salto em termos reais. Nesse caso, parece mais razoável antecipar uma parte desse reajuste, escalonando o impacto do aumento sobre as empresas, as folhas de pagamento dos funcionários públicos e, principalmente, sobre o INSS, maior pagador do piso salarial no país — devido aos segurados rurais e aos que se aposentam por idade nas cidades. O importante é que essa trajetória de gastos ficará relacionada a uma meta de eliminação do déficit do setor público até 2014. À medida que o déficit nominal se reduz, as taxas básicas de juros podem encolher. E como os encargos financeiros respondem por grande parte do déficit, se a política econômica viabilizar a queda nas taxas de juros, a redução do desequilíbrio das finanças governamentais se acelera, constituindo um círculo virtuoso. Houve um porém nas declarações da presidente eleita, quando ela se referiu “às pressões dos governadores” para recriação da CPMF, como fonte de financiamento para os programas de saúde. A CPMF, por ter uma alíquota aparentemente baixa, parece inofensiva, mas é um tipo de tributo contraproducente, literalmente, pois causa um efeito cascata sobre cadeias produtivas mais complexas, formadas por várias etapas distintas. Assim, 0,3% vira facilmente 3% no fim do processo. Se hoje, por causa da valorização do real, existe risco de desindustrialização e está cada vez mais difícil para os produtos manufaturados brasileiros concorrerem no exterior — e mesmo aqui dentro com os importados — com a CPMF esses problemas se agravarão, já que lá fora não há tal tributo. É uma espécie de jabuticaba, o que por si só já seria bom argumento para deixar a CPMF fora de cogitação. Além disso é uma contradição com o propósito da presidente eleita de promover, durante seu mandato, uma reforma tributária simplificadora. Com a entrada em produção do campo de Tupi, afinal saberemos do real potencial dos campos descobertos pela Petrobras e outras operadoras no chamado cluster da camada de pré-sal em águas ultraprofundas da Bacia de Santos. A certificadora de reservas Gaffney, Cline & Associates (GCA), uma das mais respeitadas no setor, que foi contratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para avaliar a potencialidade das áreas cedidas pela União à Petrobras, não confirmou os números que têm sido projetados para Tupi. No lugar de 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalentes, a GAC projetou 2,6 bilhões — o que mesmo assim faz de Tupi uma descoberta gigante. Para o conjunto Tupi/ Iara/Guará, as estimativas da GAC se reduzem de 9,1 a 14 bilhões de barris de óleo equivalentes para 6,2 bilhões. Júpiter, antes considerado uma descoberta de gás, tem predominantemente petróleo (89%), mas 30% fora da área de concessão. Em Iara, 37% das reservas estimadas estariam fora da área de concessão. Por isso essa “extensão” de Iara e Tupi entraram nos blocos que foram cedidos onerosamente pela União à Petrobras. A companhia terá quatro anos para explorar essas áreas cedidas, declarar a comercialidade dos campos e partir para a produção definitiva. O investimento não poderá ser compartilhado com outras empresas nas áreas cedidas. O esforço da Petrobras terá de ser então simultâneo ao desenvolvimento dos campos que estão entrando em produção na Bacia de Santos (como é o caso de Tupi) e das demais atividades da estatal — ainda há muito o que investir na Bacia de Campos, por exemplo. Extraí esses números de um pequeno artigo que o ex-diretor de exploração e produção da Petrobras Wagner Freire escreveu para a edição de novembro da revista Brasil Energia. Antes de virar a página das últimas eleições, só mais um registro a respeito de como o petróleo entrou na campanha do segundo turno. Dilma criou um factóide ao tentar vincular o nome de Serra a um plano de “privatização” do pré-sal, e Serra reagiu pior ainda, a “responsabilizando” pelas concessões de blocos de exploração de petróleo em várias rodadas de licitações realizadas pela ANP durante o governo Lula, como se isso fosse algo negativo. O país só ganhou com a abertura do mercado de petróleo, iniciado no governo FH, com sequência no primeiro mandato do presidente Lula. Paulo Levy, do Ipea, observa, a propósito de recente coluna, que o Chile, desde 1990, já adota uma política de metas ajustadas para as finanças públicas, aumentando ou reduzindo o superávit primário de acordo com o ritmo de atividade econômica do país. A economia brasileira é bem mais complexa que a chilena, mas tratando-se de uma experiência concreta em nação quase vizinha, que avançou muito nas últimas décadas, vale a pena ser analisada. A possibilidade de elevação das taxas básicas de juros para 11,75% em 2011, com o objetivo de conter a inflação, vem figurando em todos os relatórios Focus do Banco Central, que resumem os palpites semanais das instituições financeiras para alguns indicadores econômicos. Com a enxurrada de dólares que os Estados Unidos promoverão no mundo a partir de agora, essa alta dos juros seria agora um atentado contra o real.    
Acordos entre Ipea e instituições da Bahia também poderão gerar estudos sobre desigualdade social e combate à pobreza  
Diário de Pernambuco (PE): R$ 3,8 bi pelo fim da miséria Valor é o que o governo de Dilma precisará gastar por ano para mudar a vida dos brasileiros Por Izabelle Torres O Brasil que elegeu Dilma Rousseff tem 5% da população cuja renda mensal familiar não passa de R$ 50. A esse pedaço do país é que mais interessa a promessa da sucessora de Lula de erradicar a miséria nos próximos quatro anos. O desafio já tem conta calculada. E não é tão cara quanto indicavam as primeiras avaliações. Para atingir apenas os 9,5 milhões de brasileiros que vivem na mais absoluta miséria, devem ser gastos R$ 3,8 bilhões por ano. Na prática, a equipe calcula gastar cerca de R$ 1,66 por mês para cada brasileiro na guerra contra a extrema pobreza. A conta foi feita por especialistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). ´Essa é a base de linha de renda mais baixa. É uma abordagem que avalia apenas os aspectos mais graves da pobreza. Daí, o número de pobres ser menor do que o de outras análises e o valor previsto para tirá-los da miséria também. Seria apenas um ponto inicial de abordagem`, explica Sergei Soares, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea. A presidente vai tem mui9to a fazer se quiser acabar pelo menos com os índices extremos de miséria. Não por acaso, em seu primeiro discurso depois do resultado da eleição, Dilma foi taxativa: ´Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte`. Se o custo do investimento para combater a miséria levando em conta apenas os muito miseráveis é de menos de R$ 4 bilhões por ano, o preço de um investimento real no combate a pobreza supera a casa dos R$ 20 bilhões anuais, segundo Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para ele, a avaliação sobre a miséria não deve levar em conta apenas a falta de comida, mas também as condições básicas de existência dos brasileiros. ´Avaliamos que uma família, para não ser miserável, deve ganhar pelo menos R$ 120 por mês. Para viver melhor, R$ 144. Não é um custo muito alto para o governo. É uma meta possível, se bem administrada`, afirma. Atualmente, o governo gasta por ano cerca de R$ 13 bilhões com o programa Bolsa Família. Mapeamento Para Neri, a grande dificuldade de o estado acertar o passo no combate à miséria é conseguir mapear os brasileiros que precisam de mais ajuda e diferenciá-los dos que precisam de menos dinheiro. Além disso, segundo ele, as regiões brasileiras também precisam receber tratamento diferenciado dos programas sociais. ´O governo federal gasta em média 21% do PIB na área social. Creio que investir R$ 20 bilhões para erradicar a pobreza é uma conta pequena e fácil de ser cumprida`, diz o professor. De acordo com os critérios do especialista, se forem levadas em consideração as condições básicas de vida de uma pessoa, o número de pobres no país ultrapassa 28 milhões. ´É muito, mas é menos do que já existiu. Além disso, as coisas melhoraram e o custo por habitante para erradicar a pobreza é menor hoje do que em anos anteriores`, ressalta. Segundo estudos da FGV, o combate a miséria custava R$ 23 por dia em 1993 por brasileiro. Em 1995, depois da implantação do plano Real, o custo caiu para R$ 17. Agora, se a ideia for combater apenas a pobreza extrema, o investimento diário possível é de cerca de R$ 0,10 por brasileiro. ´Além da exigência financeira mais baixa, o país agora tem o cadastro de quem são os pobres. Anos atrás, não era possível nem achá-los. Creio que, se o governo gastar o dinheiro da forma correta, será possível fechar essa conta e erradicar a miséria. Nem que seja usando o parâmetro mais baixo de renda`.  
Diário do Comércio On Line: Em debate, o modelo de operação São Paulo tem hoje em curso quatro propostas de operações urbanas que preveem a requalificação de áreas degradadas da cidade, sendo que nenhuma delas se assemelha às operações adotadas em outras cidades do mundo. A capital paulista é o único caso que vende títulos na Bovespa que permite a construção de imóveis acima do limite estabelecido por lei municipal, o chamado Certificado de Potencial Adicional de Construção (Cepac). Em outros países, optou-se pela criação de uma empresa responsável pela compra de imóveis e pelo uso de recursos públicos nesses espaços, como ocorreu em Paris, que criou a Empresa de Economia Mista de Operações Urbanas (Semapa). Essas e outras diferenças em relação a modelos de operações urbanas em São Paulo e no mundo também serão apresentadas e discutidas no evento que acontece hoje no Hotel Renaissance. Serão vários os temas em pauta, sendo que um deles irá abordar "As Operações Urbanas como instrumento para a transformação de áreas degradadas na cidade de São Paulo". Um dos convidados a debater esse tema é o arquiteto Renato Balbim, ex-coordenador do Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais, do Ministério das Cidades, atualmente técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). No encontro de hoje, Balbim promete defender mudanças pontuais no atual modelo de operação urbana na cidade, como, por exemplo, a necessidade de criação de um projeto urbanístico simultaneamente ao projeto de operação urbana, o que não ocorreu até o momento nas quatro operações em andamento. E isso deverá mudar com as operações Mooca/ Vila Carioca e Lapa/Brás. Hoje, as operações urbanas visam a captação de recursos financeiros, mas não preveem um projeto urbanístico definido, em detalhes. No fundo, são meras possibilidades de obras públicas. "Até o momento, as operações não partiram de um projeto urbano, de um projeto para a cidade, mas de modelos de viabilidade econômica. A operação deve contemplar os interesses de revitalização e a valorização de uma determinada área, pois isso interessa ao mercado. É preciso conciliar os interesses da população e do mercado", disse. A mesma opinião tem o diretor da faculdade de arquitetura da Universidade Mackenzie e curador da próxima Bienal de Arquitetura, Valter Caldana. Ele defende que a adoção de operações urbanas é importante, mas critica os equívocos no nascedouro do projeto. Segundo ele, as atuais operações urbanas são apenas operações jurídico-financeiras e não urbanísticas. "Elas devem ser projetos para um bairro que, por sua vez, geram um instrumento jurídico-financeiro", disse. Na opinião dos especialistas, o atual modelo de operação urbana é equivocado a partir do momento que prevê a captação de recursos para as obras viárias. As novas operações devem privilegiar outras obras. "Vivemos em uma metrópole viária. Londres, Paris, Berlim e Buenos Aires fizeram um projeto de cidade. No nosso caso, temos uma metrópole viária e isso precisa mudar", afirmou Valter Caldana.    

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