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Diário Catarinense On Line (SC): Moradores da Região Sul são os mais satisfeitos com o transporte público, segundo pesquisa Para 39% dos brasileiros, o serviço é considerado ruim Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os moradores da Região Sul são os mais satisfeitos com transporte público. O documento foi divulgado nesta segunda-feira. Na Região Sul, 44,9% das pessoas consideram o transporte público bom ou muito bom e 23,5% o acham ruim ou muito ruim. Na Região Sudeste se encontram as opiniões mais negativas: apenas 24,5% o veem como bom ou muito bom e 45,9% o consideram ruim ou muito ruim - este número é muito próximo ao da Região Norte: 45,8%. Para 19,2% da população brasileira, a qualidade do transporte público é considerada ruim e, para 19,8%, considerada muito ruim.O porcentual de insatisfeitos, em todo o país, portanto, chega a 39%. Por outro lado, 26,1% veem o transporte público como bom e apenas 2,9% o consideram muito bom, em um total de 29%. Ele é regular para 31,3%. O levantamento mostra também que uma em cada quatro (26,3%) pessoas no País vive em cidades em que não há integração entre meios de transporte. Não usam a integração, apesar de ela existir, 27,5%. Dentre aqueles que a utilizam, 33,2% o fazem trocando de um ônibus para outro. Depois, a mais frequente é a troca de um ônibus para o metrô: 4,9%. - Este estudo serve para chamar a atenção para a inadequação desse modelo - disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, referindo-se à priorização do transporte individual em detrimento do transporte coletivo. - Há espaço para o avanço das políticas públicas - completou. Nível de escolaridade influencia O estudo aponta também que, quanto mais escolarizada é a pessoa, mais crítica ela se torna em relação ao transporte público. Ele é bom ou muito bom para 34,9% das pessoas com até a quarta série do ensino fundamental - 22,5% o acham ruim ou muito ruim. Já para quem tem ensino superior incompleto, completo ou pós-graduação, 20,1% o consideram bom ou muito bom e 36,9% o acham ruim ou muito ruim. A pesquisa do Ipea, chamada de Sistema de Indicadores de Percepção Social: Mobilidade Urbana, ouviu 2.770 pessoas em todos os Estados do País e utilizou a técnica de amostragem por cotas, a fim de garantir proporcionalidade no que diz respeito à população. A margem máxima de erro por região é de 5%.
Portal Costa Norte:  Piauiense, o resto dos nordestinos, já usa mais moto do que anda a pé ou de bicicleta Apesar de no Piauí, e nos outros Estados do Nordeste, 37,6% da população está se locomovendo de ônibus coletivos, os piauienses que se locomovem de motocicleta já representam 19,4% já anda de motocicleta, acima dos 18,8% que andam a pé e 17,9% que andam de bicicleta. Apenas 13% usam o carro para locomoção na cidade. Já no Centro-Oeste, o uso de carro é o maior das cinco regiões, com 36,5% da população utilizando esse meio de transporte e apenas 6,5% utilizando moto. O transporte público, principalmente o ônibus, é o meio de locomoção mais usado nas cidades brasileiras, de acordo com o estudo Sistema de Indicadores de Percepção Social: Mobilidade Urbana, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo divulgado ontem, 44% dos brasileiros se locomovem dessa forma. Em segundo lugar aparece o carro, com 23,8%, seguido por motocicleta com 12,6%. O levantamento feito com 2.770 famílias em todo o país constatou ainda que 12,3% se locomovem a pé. Na região Sudeste, o percentual atinge 50,7%. Apesar da importância desse tipo de transporte, a quantidade de ônibus em circulação no Brasil cresceu menos, de 2000 a 2010, que a quantidade de veículos particulares. Hoje, há um ônibus para cada 427 habitantes, e, em 2000 era um para 649 pessoas. Em relação aos carros, a proporção hoje é de um automóvel para cada 5,2 habitantes, enquanto há dez anos era de 8,5. Nas regiões Norte e Nordeste, há o maior número de entrevistados que consideram a sinalização ruim ou muito ruim. A região Sul é aquela em que há mais entrevistados satisfeitos com a sinalização, com 68,2%. O grau de sinalização reflete a coesão no planejamento da infraestrutura de transporte das regiões, a concepção de usuários com veículos próprios e a facilidade para chegar a determinado lugar dentro da cidade. Em relação aos momentos em que a população desistiu de sair ou precisou usar outro meio de transporte, os usuários afirmam que tomaram a decisão devido a três motivos: i) falta de dinheiro para pagar; ii) ausência de transporte; iii) falta de linha no horário necessário. Destaca-se o nível de aproximadamente 50% de mudança de planos ou desistência na região Norte do País por falta de dinheiro. Em seguida, vêm as regiões Nordeste e Sudeste, com 29,7% e 28,6%, respectivamente. A região Norte também aparece como a primeira no índice de desistência por ausência de transporte, fator este que compromete o direito de ir e vir da população. A taxa chega a 53,8%. Apresentado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o SIPS de mobilidade urbana revela também os contrastes nos tipos de transporte de cada região brasileira. Quase 50% das pessoas que andam de ônibus no país estão na região Sudeste, enquanto 45,5% daqueles que utilizam bicicleta moram na região Nordeste. Da mesma forma, 43,4% dos utilizadores de motocicleta também estão no Nordeste. "Houve uma mudança de ponto de vista da composição da frota. Em 2000, os automóveis eram 62,7% do total de veículos no Brasil. As motos eram 13,3%. Agora, em 2010, os automóveis são 57,5%, contra 25,2% das motos", afirmou Pochmann. "Para cada ônibus novo surgido colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis", continuou o presidente do Ipea. Um dos dados citados na apresentação do estudo, retirado da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), é o de crescimento dos gastos com transporte no País. Em 2000, esse tipo de serviço abocanhava 18,7% das despesas de consumo do cidadão, em média. Em 2010, chegou a 20,1%, enquanto a alimentação caiu de 21,1% para 20,2% no mesmo período. O SIPS traz, ainda, informações preocupantes sobre a quantidade de pessoas afetadas por congestionamentos em cada região do Brasil. No geral, 69% dos cidadãos disseram que enfrentam engarrafamentos. De cada três brasileiros, dois tiveram a percepção de que a sinalização de trânsito é ruim. Em relação à segurança, 32,6% declararam que não se sentem seguros nunca ou se sentem apenas raramente no meio de transporte que mais utilizam. Pochmann concluiu que a expansão da frota brasileira na última década se deu especialmente por meio de motos e automóveis. "Houve crescimento no transporte coletivo, mas não na mesma proporção. A população tem interesse em usar o transporte público, mas ainda precisa identificá-lo mais com características de rapidez, melhor preço e segurança. Há espaço para ação em matéria de políticas públicas", disse.
Repórte News On Line:  Gastos com comida e transporte no país se igualam, diz Ipea Em 2010, despesa do brasileiro com este serviço chegou a 20,1%. Já o gasto com alimentação caiu de 21,1% para 20,2% em 10 anos. O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Mobilidade Urbana, divulgado nesta segunda-feira (24), em São Paulo, mostra que o gasto do brasileiro com transporte público cresceu nos últimos anos e que, atualmente, é praticamente igual a despesa com alimentação. Em 2000, o gasto com transporte público abocanhava 18,7% das despesas do cidadão, em média. Em 2010, chegou a 20,1%, enquanto a alimentação caiu de 21,1% para 20,2% no mesmo período. Este dado citado na apresentação do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi retirado da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, entre 2002 e 2003, o brasileiro gastava mensalmente R$ 423,20 com alimentação. Em 2008/2009, a despesa com comida caiu para R$ 421,70. Já com transporte, o gasto médio passou, no mesmo período analisado, de R$ 375,90 para R$ 419,20. A pesquisa do Ipea ouviu 2.770 pessoas em todos os estados e utilizou a técnica de amostragem por cotas, a fim de garantir proporcionalidade no que diz respeito à população. A margem máxima de erro por região é de 5%. A pesquisa sobre mobilidade urbana indica que 44,3% da população brasileira tem no transporte público seu principal meio de deslocamento. Na região Sudeste, o percentual chega a 50,7%. Apesar da importância desse tipo de transporte, a quantidade de ônibus em circulação no Brasil cresceu menos, de 2000 a 2010, que a quantidade de veículos particulares. Atualmente, há um ônibus para cada 427 habitantes, e, em 2000 era um para 649 pessoas. Em relação aos carros, a proporção hoje é de um automóvel para cada 5,2 habitantes, enquanto há dez anos era de 8,5. Insatisfeitos Em contrapartida, a qualidade do transporte público foi avaliada como ruim por 19,2% das pessoas pesquisadas e muito ruim por outros 19,8%. O percentual de insatisfeitos, desta forma, atinge 39% da população brasileira. Para 26,1%, o transporte público é bom e para apenas 2,9%, muito bom, em um total de 29%. O transporte público é considerado regular para 31,3% da população. Na Região Sul estão os mais satisfeitos com o transporte público: 44,9% o consideram bom ou muito bom e 23,5% o acham ruim ou muito ruim. Já na Região Sudeste se encontram as opiniões mais negativas: apenas 24,5% o veem como bom ou muito bom e 45,9% o consideram ruim ou muito ruim - este número é muito próximo ao da Região Norte: 45,8%. O levantamento mostra também que uma em cada quatro (26,3%) pessoas no país vive em cidades em que não há integração entre meios de transporte. Não usam a integração, apesar de ela existir, 27,5%. Dentre aqueles que a utilizam, 33,2% o fazem trocando de um ônibus para outro. Depois, a mais frequente é a troca de um ônibus para o metrô: 4,9%. O estudo aponta que, quanto mais escolarizada é a pessoa, mais crítica ela se torna em relação ao transporte público. Ele é bom ou muito bom para 34,9% das pessoas com até a quarta série do ensino fundamental - 22,5% o acham ruim ou muito ruim. Já para quem tem ensino superior incompleto, completo ou pós-graduação, 20,1% o consideram bom ou muito bom e 36,9% o acham ruim ou muito ruim. Para Marcio Pochmann, presidente do Ipea, o SIPS revela também os contrastes nos tipos de transporte de cada região brasileira. Quase 50% das pessoas que andam de ônibus no país estão na região Sudeste, enquanto 45,5% daqueles que utilizam bicicleta moram na região Nordeste. Da mesma forma, 43,4% dos motociclistas também estão no Nordeste. "Houve uma mudança de ponto de vista da composição da frota. Em 2000, os automóveis eram 62,7% do total de veículos no Brasil. As motos eram 13,3%. Agora, em 2010, os automóveis são 57,5%, contra 25,2% das motos", afirmou. "Para cada ônibus novo surgido colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis", completou. Congestionamentos O estudo traz também dados sobre a quantidade de pessoas afetadas por congestionamentos em cada região do Brasil. No geral, 69% dos cidadãos disseram que enfrentam engarrafamentos nas cidades. Surpreendentemente, 26,2% dos entrevistados da Região Norte afirmaram que enfrentavam congestionamentos mais de uma vez por dia, índice superior ao da Região Sudeste, com 21,6%, e da Sul, com 21,9%. No Brasil, a média é de 20,5%. "O congestionamento, fator que compromete a ida e vinda dos cidadãos para o trabalho, é percebida com similaridades nas cinco regiões do País, revelando as consequências da qualidade precária dos meios de transportes públicos em conglomerados urbanos", afirma estudo em sua conclusão. Pochmann concluiu que a expansão da frota brasileira na última década se deu especialmente por meio de motos e automóveis. "Houve crescimento no transporte coletivo, mas não na mesma proporção. A população tem interesse em usar o transporte público, mas ainda precisa identificá-lo mais com características de rapidez, melhor preço e segurança. Há espaço para ação em matéria de políticas públicas", disse. Segurança O estudo do Ipea aponta que um terço (32,6%) das pessoas se sentem inseguras no meio de transporte que mais utilizam. Raramente se acham seguras 13,6% e nunca se sentem seguras 19%. No entanto, 40% sempre têm confiança no meio de transporte que mais utilizam e 26,9% se acham seguras na maioria das vezes.
Veja On Line: Frota de veículos individuais cresceu mais que quantidade de ônibus Adriana Caitano Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta segunda-feira indica que a frota de veículos no Brasil cresceu 114% nos últimos 10 anos - agora já são 63.725 milhões em todo o país. O estudo destaca, porém, que, diante dos problemas encontrados no transporte público, os brasileiros têm optado por investir em seu próprio veículo, no lugar de esperar investimentos do governo. Assim, baseado em números do Sistema de Registro Nacional de Veículos, a quantidade de motos cresceu 284,4% e de carros, 83,5%, enquanto a frota de ônibus aumentou 70,6% entre 2000 e 2010. O aumento da demanda por carros e motos, considera o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, pode ser positivo por alimentar a indústria automobilística. "No entanto, esse avanço desacompanhado de investimentos em linhas de transporte urbano implica em adicional de custo para as famílias, maior tempo de deslocamento e perda de produtividade e eficiência para o país", lembra. "Nos países desenvolvidos, o principal meio de deslocamento é o transporte coletivo, isso pressupõe investimentos, recursos em infraestrutura de grande magnitude. Sem esse esforço, vamos ter cidades com mais carros e congestionamentos maiores". Custos - Além de causar transtornos, o transporte é também responsável por boa parte do rombo financeiro das famílias brasileiras. Com base nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, o Ipea indica que, entre 2003 e 2009, os brasileiros reduziram em 0,35% os gastos com alimentação, enquanto a despesa com transporte cresceu 11,5%. Os custos com transporte público, combustível e compra de um veículo, portanto, tornaram-se a segunda maior fatia do consumo médio mensal das famílias brasileiras. Dos custos totais do mês, 37% vão para habitação, 20% para alimentação e outros 20% para transportes no geral. "Ações que possam reduzir o peso do custo do transporte representariam um ganho de renda para as famílias, especialmente para as mais pobres, maiores usuárias desse meio, e, portanto, um adicional no enfrentamento à pobreza e à desigualdade social no país", destaca o presidente do Ipea.
Zero Hora On Line: Dirigente pede investimento no setor De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o resultado da pesquisa indica uma discrepância de avaliação do transporte público brasileiro porque a população de menor renda, e que depende mais desse transporte, o valoriza mais, enquanto os de maior renda tendem a valorizar mais o transporte individual. Na avaliação de Pochmann, o Brasil deveria dar ênfase ao transporte público: - Em países desenvolvidos, o principal meio de transporte é o coletivo. Isso pressupõe investimentos em infraestrutura de grande magnitude e uma articulação do setor público com o privado, porque sem esse esforço vamos ter cidades com maior quantidade de automóveis que implicará congestionamentos mais amplos do que já temos.  
Zero Hora On Line: Gasto com transporte é igual ao de alimentação O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Mobilidade Urbana mostra que o gasto do brasileiro com transporte público cresceu nos últimos anos e que, atualmente, é praticamente igual à despesa com alimentação. Em 2000, o gasto com transporte público abocanhava 18,7% das despesas da população, em média. Em 2010, chegou a 20,1%, enquanto a alimentação caiu de 21,1% para 20,2% no mesmo período. Este dado citado na apresentação do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi retirado da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, entre 2002 e 2003, o brasileiro gastava mensalmente R$ 423,20 com alimentação. Em 2008/2009, a despesa com comida caiu para R$ 421,70. Já com transporte, o gasto médio passou, no mesmo período analisado, de R$ 375,90 para R$ 419,20.
Estadão. Com (SP): Melhora necessária no BNDES Ao anunciar - após a assinatura de um contrato de parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro na área de transporte público - que, neste ano, o BNDES desembolsará menos recursos do que em 2010, o presidente da instituição, Luciano Coutinho, disse que o objetivo do banco em 2011 é "melhorar a qualidade daquilo que vai estar sendo (sic) financiado". Suas palavras têm vários significados. É difícil imaginar que, ao fazer essas declarações, o presidente do BNDES estivesse fazendo também uma avaliação negativa do desempenho da instituição. Mas, para os contribuintes atentos ao destino dado aos impostos que recolhem, as palavras de Coutinho podem ser interpretadas como críticas à atuação do BNDES, que em 2010 desembolsou um volume recorde de recursos, distribuídos de acordo com critérios definidos livremente por sua diretoria. A contenção dos desembolsos em 2011 não prejudicará a capacidade de atuação do banco e será benéfica para os contribuintes, pois os mecanismos que permitem ao BNDES conceder empréstimos de longo prazo a juros mais baixos do que os de mercado embutem um subsídio. Quanto a "melhorar a qualidade" das operações, é uma iniciativa sempre bem-vinda, mas, considerando-se a forma como o BNDES administrou, nos dois últimos anos, os recursos colocados sob sua gestão, trata-se também de providência indispensável. Com a justificativa de conter os efeitos da crise global sobre a economia brasileira, o governo Lula abasteceu o BNDES com recursos do Tesouro em volumes recordes. Entre 2008 e 2010, o Tesouro repassou para o banco R$ 236 bilhões, para serem utilizados no financiamento dos investimentos das empresas privadas. O volume de recursos desembolsados pela instituição em 2009 - ano em que os efeitos da crise sobre o País foram mais notáveis - alcançou R$ 137,4 bilhões, quase 50% mais do que o desembolso do ano anterior, de R$ 92,2 bilhões. Até o início de dezembro, a diretoria do banco previa que, em 2010, o total chegaria a R$ 146 bilhões, um aumento de pouco mais de 6% em relação a 2009, variação compatível com o crescimento do PIB. Mas, até novembro, como informou o banco na última semana de dezembro, o desembolso ao longo de 2010 já chegava a R$ 153,6 bilhões. Só no mês de novembro, foram liberados R$ 12,7 bilhões. Se esse desempenho tiver se repetido em dezembro, o total de 2010 alcançará R$ 166 bilhões, 21% mais do que em 2009. Cálculo do pesquisador Mansueto Almeida, do Ipea, indica que, por ano, os financiamentos concedidos pelo BNDES podem custar ao contribuinte até R$ 21 bilhões, pois os juros cobrados pela instituição dos tomadores de empréstimo são inferiores aos juros pagos pelo Tesouro para captar recursos. Cada ponto porcentual a mais na diferença entre as taxas cobradas pelo banco e as pagas pelo Tesouro implica gastos adicionais de R$ 2,5 bilhões por ano. O BNDES desempenha um papel importante para o crescimento econômico, ao preencher uma lacuna do mercado financeiro - a escassez de financiamento privado para investimentos de longo prazo na expansão do parque produtivo. Em 2011, segundo Coutinho, o BNDES procurará incentivar o setor privado a conceder mais financiamentos desse tipo. Há grande e diversificada demanda por empréstimos de longo prazo. No entanto, só uma parte limitada está sendo atendida, pois o BNDES escolhe setores - e até empresas - nos quais concentra boa parte dos seus recursos. Essa escolha muitas vezes não se enquadra na política industrial e em outras políticas de desenvolvimento definidas pelo governo. Quando atende aos interesses políticos do governo, como no caso do empréstimo previsto para a estatal venezuelana do petróleo, PDVSA, o faz em condições altamente privilegiadas, nunca oferecidas a empresas brasileiras. Se "melhorar a qualidade" significar, por exemplo, o atendimento de empresas de menor porte - que geram mais empregos -, a gestão do BNDES mudará para melhor.
Estadão.Com (SP): Região Norte é a que mais reclama de trânsito Segundo pesquisa do Ipea, moradores do Sudeste, por sua vez, são os mais insatisfeitos com transporte coletivo Nem São Paulo nem Rio nem Minas. Os brasileiros que mais reclamam dos congestionamentos vivem na Região Norte do País. Cerca de 26% dessa população enfrenta problemas no trânsito mais de uma vez por dia, segundo o Sistema de Percepção Social (Sips), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentado ontem. Os números mostram que 66% dos brasileiros - independentemente da região onde moram - sofrem com congestionamentos. O índice do Norte fica acima de regiões onde estão as principais metrópoles, como a Sul, que aparece em segundo (21,9%), e a Sudeste (21,6%). Uma das explicações para isso é que se trata de uma pesquisa amostral, que mede justamente a percepção das pessoas em relação a determinado fator. Por isso o trânsito em Manaus, por exemplo, pode ser menor do que o da capital paulista, mas a percepção dos moradores pode ser mais intensa em relação ao seu modo de vida. "Talvez, se houvesse uma diferenciação entre cidades grandes e pequenas, o resultado poderia ser diferente. Mas, ao analisarmos uma região inteira e com base na percepção das pessoas, é esse o cenário", diz o presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Os moradores do Norte também são os mais atingidos quando se analisa quem enfrenta um congestionamento por dia. Cerca de 19% se consideram nessa situação, ante 16,3% do Centro-Oeste, 16,2% do Nordeste, 15,5% do Sudeste e 14% do Sul. Quando analisado o meio de transporte, a pesquisa mostra que os brasileiros que mais usam os carros são os da Região Centro-Oeste (36,5%), seguido pelos da Sul (31,7%) e depois Sudeste (25,6%). Por outro lado, a Região Sudeste é onde os moradores mais dependem do transporte coletivo. Dados do Ipea mostram que 50,7% da população está nessa situação. Na sequência, aparecem o Sul (46,3% da população) e o Norte (40,3%). E quem mais usa transporte público é também quem mais reclama. Moradores do Sudeste são os mais insatisfeitos com a qualidade e 45,9% acham "ruim" ou "muito ruim". Índice parecido foi registrado no Norte (45,8%), seguido pelos moradores do Nordeste (36,8%). Para contrapor transporte público e individual, o presidente do Ipea mostrou dados de crescimento da frota de automóveis do Denatran - passando de 19 milhões para 36 milhões no País. Enquanto isso, a frota de ônibus aumentou de 262 mil para 447 mil. "Uma das preocupações é chamar a atenção para a inadequação desse modelo que temos hoje no Brasil voltado para o automóvel", diz Pochmann.
Produção de alimentos não deve ser afetada por biocombustíveis Comunicado do Ipea nº 53 abordou perspectivas para o mercado de etanol e biodiesel no Brasil O Ipea apresentou nesta quarta-feira, dia 26, o Comunicado do Ipea nº 53, intitulado Biocombustíveis no Brasil: Etanol e Biodiesel. A explicação do estudo foi feita por Junia Conceição coordenadora de Agropecuária, e Gesmar Santos, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto. Junia chamou a atenção para o dilema entre a produção de etanol e a produção de alimentos no Brasil. Para ela, o País tem condições de fabricar etanol sem afetar a oferta de alimentos, desde que regule a produção de álcool e invista em financiamento e infraestrutura. A pesquisadora afirmou que a disponibilidade das áreas desmatadas do Brasil seria o suficiente para alavancar a produção do etanol sem o avanço por áreas preservadas. Junia ressaltou, ainda, a importância da internacionalização do etanol a partir dos carros biocombustíveis. "O Brasil está muito interessado no contexto internacional. O objetivo neste momento é conquistar o mercado mundial, competir com outros países e se sobressair." A produção de biodiesel no Brasil foi o tema da apresentação de Gesmar Santos. O técnico lembrou que a principal matéria-prima do biodiesel no País ainda é a soja, o que faz com que grande parte da produção ocorra no Centro-Oeste, onde essa cultura já é tradicional. Quanto aos gargalos, Gesmar foi enfático. "O País precisa de maior desenvolvimento tecnológico na produção de biodiesel e de trabalhar melhor a cadeia produtiva", concluiu. O evento foi aberto pela diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, Liana Carleial. Participaram da mesa o coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos, o coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pego. A apresentação ocorreu na sede do Ipea em Brasília, com transmissão ao vivo pelo site do Instituto. Série O Comunicado nº 53 faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro do Ipea, de Eixos do Desenvolvimento Nacional: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.   A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial.   Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre transporte aéreo, telecomunicações e petróleo e gás e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Ipea, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas.   Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 53 Veja os gráficos da apresentação sobre etanol   Veja os gráficos da apresentação sobre biodiesel Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:   31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF)   1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ)   2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF) 7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)
Sensor aponta previsão de alta no PIB e na inflação Expectativa de crescimento econômico foi 0,3 ponto percentual superior à registrada na última pesquisa O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quarta feira, 26, em São Paulo, o segundo número do Sensor Econômico e do boletim Conjuntura em Foco, ambos elaborados pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac). O Sensor Econômico é uma publicação bimestral com indicadores que refletem as perspectivas de 115 entidades ligadas à indústria, agropecuária, serviços e comércio, além dos trabalhadores de todo o Brasil. O Sensor foi apresentado pelo diretor da Dimac, João Sicsú, que destacou o aumento da previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 5,5% neste ano, com uma taxa de inflação de 5,2%. O aumento no PIB previsto pelas entidades associativas do setor produtivo é 0,3 ponto percentual superior ao obtido na pesquisa anterior do Sensor. Em relação à taxa de inflação anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), metade das observações registradas pelo Sensor se encontram entre 5,0% e 5,5%. Em janeiro e fevereiro, a expectativa tinha ficado em 4,7%. Já o boletim Conjuntura em Foco abordou o investimento público no ciclo de crescimento do Brasil, com números do PIB, da indústria, emprego e setor externo. A assessora da Dimac e professora do Instituto de Economia da UFRJ Denise Gentil demonstrou que o investimento público teve papel importante na composição do total de investimentos do País, para manter o estímulo ao dinamismo interno da economia brasileira. O evento foi realizado na Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) e contou com a presença de Bian Chun Gang, vice-cônsul da República Popular da China em São Paulo, Fernando Ou e Tang Wei, respectivamente presidente e secretário-geral da CBCDE. Leia a íntegra do Sensor Econômico Leia a íntegra do boletim Conjuntura em Foco
Aumenta a previsão do crescimento do PIB para 2010 Sensor Econômico e Conjuntura em Foco serão apresentados na capital paulista, em parceria com a CBCDE A expectativa do setor produtivo para este ano e as tendências de crescimento econômico no País serão apresentadas nesta quarta-feira, dia 26, às 10h, na Câmara Brasil China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), em São Paulo (Rua São Francisco Leitão, 469, conjunto 1.310, Pinheiros). O Sensor Econômico, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é bimestral e traz diversos indicadores que refletem as perspectivas de 115 entidades ligadas à indústria, agropecuária, serviços e comércio, além dos trabalhadores de todo o Brasil. A principal conclusão é que aumentou a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010. Os números serão mostrados pelo diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto, João Sicsú. Na mesma data, o Ipea publica o Conjuntura em Foco, cujo objetivo é acompanhar mensalmente temas específicos da conjuntura econômica brasileira. A análise temática deste mês abordará "o papel do investimento público no ciclo de crescimento do Brasil". A publicação traz ainda números sobre PIB, indústria, emprego e setor externo. Participarão da abertura do evento Fernando Ou, presidente executivo da CBCDE, Paul Liu, presidente honorário, e Paulo de Albuquerque, conselheiro. Denise Gentil, assessora da Dimac e professora do Instituto de Economia da UFRJ, também apresentará os dados do Sensor e do Conjuntura em Foco. Leia a íntegra do Sensor Econômico nº 2 Leia a íntegra da Conjuntura em Foco
Seguridade Social nas Américas é tema de Fórum Evento, que terá participação de representante do Ipea, traz autoridades e especialistas para Brasília Nos dias 24 a 27 de maio, Brasília sediará o Fórum Regional de Seguridade Social para as Américas. O evento é organizado pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), em parceria com o Ministério da Previdência Social. O Fórum é uma oportunidade para a discussão sobre o papel da seguridade social no continente americano e a troca de experiências dos diversos países participantes. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participará da abertura do evento, que é fechado ao público e contará com a presença de outras autoridades, administradores de seguridade social e pesquisadores de organizações internacionais e regionais. O Ipea será representado pelo chefe da assessoria técnica da Presidência do Instituto, Milko Matijascic, que fará palestra sobre financiamento sustentável e reforma da previdência. O Fórum Regional faz parte dos preparativos para o Fórum Mundial de Seguridade Social, que acontece na África do Sul de 29 de novembro a 4 de dezembro de 2010.
Comunicado analisa o setor elétrico brasileiro Estudos sobre infraestrutura econômica abordarão ainda temas como transporte aéreo e rodovias   O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta quinta-feira, dia 20, às 10h, em São Paulo, o Comunicado do Ipea n° 51: Setor elétrico: desafios e oportunidades. Parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, o estudo trata da instituição de novo marco regulatório para o setor na década de 1990 e das consequências da mudança.   Apesar do marco, cujo foco principal era o de atrair investidores privados e melhorar o desempenho econômico-financeiro, a crise do racionamento levantou dúvidas quanto aos benefícios gerados. O texto traz uma avaliação sobre a confiabilidade do suprimento elétrico e a competitividade do parque industrial brasileiro, especialmente seu segmento intensivo em energia.   O Comunicado n° 51 foi apresentado na Caixa Econômica Federal da Praça da Sé (nº 111, 5º andar, auditório). Fizeram a apresentação o diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; a diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, Liana Carleial; o coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; e o coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pêgo, todos do Ipea. Também participou o professor Adilson de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).   Série O estudo faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Brasileiro: inserção internacional soberana; macroeconomia para o pleno emprego; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; infraestrutura e logística de base; estrutura produtivo-tecnológica avançada e regionalmente articulada; proteção social e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.   A série nasceu de um grande projeto denominado Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, que busca servir como plataforma de sistematização e reflexão sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento nacional, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da contemporaneidade mundial.   Os documentos sobre os eixos do desenvolvimento trazem um diagnóstico de cada campo temático, com uma análise das transformações dos setores específicos e de suas consequências para o País; a identificação das interfaces das políticas públicas com as questões diagnosticadas; e a apresentação das perspectivas que o setor deve enfrentar nos próximos anos, indicando diretrizes para (re)organizar a orientação e a ação governamental federal.   Comunicados Ao todo, a coleção terá dez livros, cujos capítulos deram origem aos comunicados desta série. Estiveram envolvidas no esforço de produção dos textos cerca 230 pessoas, 113 do próprio Ipea e outras pertencentes a mais de 50 diferentes instituições, entre universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo, entre outras.   O livro no qual o comunicado se insere trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica trem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição.   Dentro da série, ainda serão divulgados comunicados sobre transporte aéreo, rodovias, biocombustíveis, telecomunicações e petróleo e gás e experiências latino-americanas. Cada capítulo dará origem a um Comunicado do Ipea, que tem por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas no Instituto, como é o caso da obra completa, que terá dez volumes e cerca de 9 mil páginas. O livro sobre infraestrutura econômica terá cerca de 700 páginas. Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 51 Próximos comunicados da série Eixos do Desenvolvimento Nacional:   24/5 - Rodovias brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro (Brasília-DF)   26/5 - Biocombustíveis no Brasil: etanol e biodiesel (Brasília-DF)   31/5 - Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil e no Mundo (Brasília-DF)   1/6 - Perspectivas de desenvolvimento do setor de petróleo e gás no Brasil (Rio de Janeiro-RJ)   2/6 - Experiências latino-americanas em infraestrutura econômica (Brasília-DF)   7/6 - Desafios e oportunidades do setor de telecomunicações no Brasil (São Paulo-SP)
Seminário no Rio discutiu relação entre crise e Basileia II Encontro no Ipea abordou regulação bancária e rejeição do acordo pelos Estados Unidos A crise financeira sob os conceitos do acordo de capital Basileia II foi discutida na representação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no Rio de Janeiro nesta quarta-feira, dia 19. Superintendente técnico da Diretoria de Garantias Públicas da Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação S.A (SBCE), André Morandi expôs o estudo no seminário Credit crunch e regulação bancária: lições da crise à luz de Basileia II. Basiléia II é o acordo que regulamenta as necessidades de capital próprio de instituições financeiras para suportar futuras perdas. Com ele, ampliou-se a finalidade de Basileia I, em que a lógica central é de que um banco deve manter um mínimo de capital próprio em relação aos ativos em carteira. Em Basileia II, segundo André Morandi, o único risco sistemático é o estado da economia. No início da apresentação, o superintendente técnico da SBCE explicou que o trabalho pretende levar os críticos a duas reflexões sobre a crise financeira: se ela poderia ser explicada a partir da regulação bancária de Basileia II; e se poderia ter sido antecipada e evitada. "O objetivo é tentar entender a crise basicamente com os conceitos de Basileia II. Foi um desafio na montagem deste trabalho", argumentou. André Morandi disse que muitos dos problemas dos Estados Unidos decorrem da não aplicação do acordo. "Aumentar o capital implica reduzir retornos, e por isso eles reagiram", afirmou André. As instituições financeiras estadunidenses nem sempre aceitaram as regras do acordo de capital. O expositor citou os três Pilares de Basileia II: requerimentos de capital, transparência de mercado e supervisão bancária. "Até a crise ninguém estava preocupado com a supervisão bancária", comentou. No final, Morandi citou o Brasil, e disse que a regulação bancária aqui é mais conservadora. "Estamos bem", concluiu.
Seminário analisou impactos do racionamento elétrico Em evento no Rio de Janeiro, pesquisador do Ipea mostrou comparação entre firmas afetadas e não afetadas pelo racionamento de 2001-2002.   O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou na quarta-feira, 5,  em sua representação no Rio de Janeiro, o seminário Como firmas reagem a restrições de infraestrutura elétrica? O Caso do racionamento de 2001-2002. O palestrante foi o Técnico em Planejamento e Pesquisa Lucas Ferreira Mation, da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea.   O expositor abordou o racionamento elétrico no Brasil, que ocorreu entre junho de 2001 e fevereiro de 2002. Na apresentação, ele destacou que a inovação do trabalho é acoplar o "quase experimento" do racionamento à estratégia de identificação de impactos de restrições elétricas no nível das firmas. "O racionamento afetou várias regiões. E nesta tese, comparamos as firmas afetadas com as não afetadas", explicou.   As regiões atingidas foram o Norte, o Nordeste, o Centro-Oeste e Sudeste. O nível dos reservatórios havia caído em todas as regiões, à exceção da Região Sul. "Segundo o governo, o Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) apontava probabilidade de racionamento tão alta quanto a Sudeste, mas, no segundo semestre de 2000, houve muitas chuvas atípicas e os reservatórios puderam se recompor. A partir daí, o quadro mudou", disse o Técnico.   De acordo com o trabalho apresentado, o racionamento brasileiro afetou as firmas porque não havia a expectativa de que isso pudesse ocorrer. Não houve tempo suficiente para que fossem adotadas medidas preventivas. "O racionamento não foi previsto, e a sociedade foi pega de surpresa. Mesmo assim, vale lembrar que houve uma ajuda voluntária dos consumidores", ressaltou Lucas Mation. Os dados do trabalho se basearam na Pesquisa Industrial Anual (PIA).
PORTAL IG: Como ficaria o Brasil com os novos Estados Naiara Leão Distrito Federal (DF). A divisão territorial atual do País contempla 26 Estados e o DF. A maioria das propostas pede divisões nos Estados da Região Norte. O Amazonas, por exemplo, pode ter que ceder terreno para o Estado do Alto Solimões e o Território Federal do Rio Negro, entre outros. A diferença dos territórios para os Estados é que eles teriam verba federal e sua gestão ficaria a cargo de um gestor indicado pela Presidência. Amapá, Acre, Roraima e Rondônia já funcionaram assim antes de ganhar status de estados. Além de ser aprovada pelo Legislativo, a criação de um novo Estado depende de um plebiscito que deve ser respondido pela população local. Além dos pedidos para criar novas unidades da federação, há uma PDC que sugere a revisão dos limites do Piauí, Ceará e do Rio Grande do Norte. Municípios que ficam na região de fronteira poderiam passar a pertencer ao Estado vizinho, se assim decidisse a população em plebiscito. Desde 1988, já passaram pelo Congresso 92 projetos similares. O pedido mais antigo é de 1988, de autoria do então deputado Chico Humberto pedindo a criação do Estado do Triângulo, em Minas Gerais. Essa e muitas outras proposições foram arquivadas, mas as ideias de novos Estados continuam ativas em outros 25 PDCs que tramitam na Câmara e no Senado. Veja o mapa com os Estados e territórios federais que podem ser criados: Saiba mais sobre cada estado: Estado do Alto Solimões: Diversas propostas para desmembramento da região já circularam pela Câmara. O argumento é o mesmo usado em quase todos os projetos para a região Norte: levar serviços e infraestrtutura á população distante do poder central do estado. Estado do Araguaia: Um dos PDCs que pede a divisão do Mato Grosso diz que, ao criar "arbitrariamente" o Mato Grosso do Sul, o governo agiu "partindo corações, gerando decepções de um lado e esperanças do outro". Estado de Carajás: Foi aprovado pela Câmara no início do mês. Há projetos com mais de 20 anos que pediam que a região, rica em minério fosse destaca do Pará. Estado da Guanabara: Reativação do Estado da Guanabara que existiu entre 1960 e 1975 no território da cidade do Rio de Janeiro Estado do Gurgeia: Ficaria no sul do Piauí. Há organizações locais que lutam pela separação que divulgam em livros, palestras e manifestações. Estado do Mato Grosso do Norte: Argumento para separar a região é a distância da população da região à capial estadual, "ainda que muito gratos pelo carinho, apoio estímulos que receberam do Sul do Mato Grosso", diz o PDC. Estado do Maranhão do Sul: O PDC que propõe a criação cita não só razões econômicas, mas também culturais para a mudança. "Prova disso é que hoje a nossa juventude tem optado por centros como Belém, Goiânia, Brasília, São Paulo e Palmas para realizar seus estudos universitários", diz o texto proposto em fevereiro deste ano. Estado do Rio Doce: A unidade da federação contaria com municípios das regiões do Rio Doce, da Mata e de Jequitinhonha/Mucuri. Estado Rio São Francisco: Projetos que propõe a independência do oeste da Bahia foram apresentados - e rejeitados - diversas vezes. Estado de Tapajós: Foi votado pela Câmara no início do mês, mas volta para o Senado que deve aprovar uma pequena alteração no texto e liberar o plebiscito. Estado do Triângulo: É o único viável economicamente, segundo estudo de 2008 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa considerava as propostas em tramitação naquele ano, entre as quais estava a do Triângulo. Território Federal do Alto Rio Negro: A região banhada pelo Rio, no Amazonas é considerada muito isolada pela população, e por isso precisa ser um estado independente. Território Federal do Oiapoque: A cidade mais ao norte do país pode virar território federal estratégico para vigilância de fronteiras e combate ao narcotráfico. Território Federal do Rio Negro: Proposta por dois campeões de sugestão de novos estados: o senador Mozarildo Cavalcanti (PPB/RR) e o deputado João Herrmann Neto (PPS/SP) Território Federal do Solimões: Também apresentado por vários parlamentares e aguardando votação da Casa há mais de dez anos.  
Carlos Campos fala sobre a manutenção das rodovias brasileiras
ESTADÃO.COM.BR: Fórum Nacional discutirá novos papéis de Brasil, China e Índia Organizado pelo ex-ministro Reis Velloso, encontro inclui trabalho que prega ''ajuste fiscal inteligente'' para o País Fernando Dantas O Brasil precisa fazer um "ajuste fiscal inteligente", que inclua medidas na área da Previdência e da assistência social, racionalização da política de pessoal, e recuperação da capacidade de planejamento de investimentos de infraestrutura, entre outras providências. Esse diagnóstico e conjunto de recomendações está no trabalho dos economistas Raul Velloso e Marcos Mendes, que será apresentado na quarta-feira no 23.º Fórum Nacional. Organizado pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo Reis Velloso desde 1988, o Fórum Nacional de 2011 será aberto na segunda-feira à tarde com a sessão A Competição do Século: China ou Índia? Ou China, Índia e Brasil?, que reunirá o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e Edmund Phelps, Prêmio Nobel de Economia. Na abertura do fórum, na sede do BNDES, onde o encontro tradicionalmente é realizado, Reis Velloso fará uma apresentação sobre o tema em debate. Também participarão da mesa redonda nomes como Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau; e o ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan, copresidente do Conselho de Administração da Brasil Foods. Na terça-feira de manhã, no debate Visões de Brasil Desenvolvido: as Instituições, estarão presentes os ministros Antônio Palocci, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, e Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Outros participantes são Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e Glauco Arbix, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Um destaque do fórum de 2011 é apresentação na quinta-feira de Sonia Rocha, professora da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris, sobre "O ciclo virtuoso de melhorias do bem-estar social e o fim da extrema pobreza". O Fórum Nacional de 2011 se encerrará na quinta-feira à tarde com a sessão O Sentido da Vida - A Busca da Felicidade, que tem como convidado especial o filósofo e escritor Gilberto de Mello Kujawski. Também participarão dessa sessão, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o senador Cristovam Buarque (PDT/DF). O Fórum Nacional, associação de cerca de cem dos principais economistas, sociólogos e cientistas políticos do País, é organizado pelo Instituto de Altos Estudos (Inae). Reis Velloso é presidente do Fórum Nacional e superintendente-geral do Inae.  

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