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Portal Terra: 35% dos que usam transporte público enfrentam lentidão diariamente
Instituto Akatu
Estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) sobre a percepção da mobilidade urbana divulgada no início do mês mostra que 35,1% dos usuários de transporte público no Brasil enfrentam um ou mais congestionamentos todos os dias. Entre os motoristas de carros individuais, esse percentual é mais alto (45,3%) e 28,1% dos motociclistas reclamam do mesmo problema.
Para reduzir os congestionamentos, os especialistas são unânimes em apontar o aumento de investimentos no sistema coletivo para tornar o transporte coletivo atrativo a ponto de fazer com que motoristas deixem o carro em casa. Segundo dados do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade (MDT), as pessoas que se usam o carro individual, ainda são minoria, mas apenas uma delas, se descolando em um carro, ocupa um espaço sete vezes maior do que ocuparia em um ônibus.
No entanto, muitas cidades brasileiras não têm transporte público de qualidade. Em pesquisa recente realizada pelo Ipea, 70% dos que não usam transporte público o fariam se o serviço fosse de qualidade. E os impactos do uso excessivo de meios motorizados nas grandes cidades são preocupantes: só na cidade de São Paulo, cerca de 4.000 pessoas morrem a cada ano devido a problemas de saúde causados pela emissão de poluentes no ar, derivados da queima de combustíveis, segundo dados do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP.
Automóveis, caminhões e ônibus são responsáveis pela emissão de 90% dos gases poluentes nas cidades. Entretanto, 90% do espaço viário das cidades é usado para transportar apenas 20% das pessoas, segundo dados da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).
Segundo o levantamento do Ipea, cerca de 15% dos usuários de transporte público no Brasil enfrentam lentidão semanalmente e menos de 25% nunca são afetados por trânsito congestionado.
Entre os motoristas, 10% lidam com a lentidão no tráfego com frequência semanal. Um pouco mais de 30% dos usuários de carros nunca enfrenta congestionamentos.
Já entre os motociclistas, quase 60% nunca enfrentam trânsito congestionado e 5% pegam tráfego ruim semanalmente. Cerca de 30%, porém, são afetados pela lentidão todos os dias.
O instituto entrevistou 2.786 pessoas – que responderam a 30 perguntas –, entre 4 e 20 de agosto, em 146 municípios distribuídos proporcionalmente de acordo com parâmetros populacionais da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) de 2008
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O GLOBO ONLINE (RS): Infraero faz acordo com Exército para terraplanagem de Guarulhos
A companhia estatal que administra os aeroportos do país, Infraero, anunciou nesta terça-feira que assinou acordo com o Exército para obras de terraplanagem necessárias para a expansão do aeroporto internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
O aeroporto, um dos principais portões de entrada para turistas internacionais que visitarão o país durante os eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, terá um terceiro terminal de passageiros que deverá ser construído após o término da terraplanagem. As obras de preparação do terreno devem durar até 28 meses, com liberações parciais de trechos das obras.
Segundo a Infraero, as obras para o recebimento do terceiro terminal e de novo pátio para aeronaves vão consumir 417 milhões de reais em investimentos. Com as novas instalações, a capacidade do aeroporto vai subir de 20,5 milhões de passageiros por ano para 35 milhões.
O investimento total previsto para a Copa de 2014 no aeroporto é de 1,219 bilhão de reais, segundo a estatal.
Segundo a assessoria de imprensa da Infraero em Guarulhos, atualmente o Exército mantém um canteiro de obras no aeroporto para obras de pistas de taxiamento e está na fase de preparação da logística para iniciar o trabalho de terraplanagem do novo terminal.
No início deste mês, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, afirmou que o governo terá um diagnóstico sobre a viabilidade econômica da concessão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas (SP) em 30 a 60 dias.
A falta de estrutura dos principais aeroportos do país, somada ao aumento do número de passageiros, é uma das principais preocupações para a realização da Copa e das Olimpíadas. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros nos aeroportos brasileiros em 2010 foi 23,5 por cento maior que em 2009.
Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em abril apontou que 9 dos 13 aeroportos brasileiros que receberão investimentos para a Copa de 2014 não ficarão prontos para o torneio, situação que é apontada pela Fifa como um dos maiores gargalos para realização do Mundial.
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Durante cinco dias, economistas e estudantes participaram do curso, realizado em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado
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44. SITE TELESINTESE: Técnicos, pesquisadores e empresários defendem prioridades em políticas para TICs
SITE TELESINTESE: Técnicos, pesquisadores e empresários defendem prioridades em políticas para TICs
Revisão do marco regulatório do setor também é reivindicada
Governo, pesquisadores, representantes da indústria e das operadoras têm receitas diferentes para desenvolver a indústria de TICs no Brasil, mas a maioria concorda que o mais importante é o governo estabelecer prioridades e estratégias, concentrar investimentos e buscar a liderança em nichos de mercado. Para o consultor Mário Ripper, o ideal seria que essa indústria garanta aumento de produtividade e competitividade dos produtos brasileiros; que permita redução significativa no índice de importação, hoje acima de 80% dos equipamentos de telecom; e que incorpore mais empregos, valor adicionado e garanta segurança. "Mas para isso, é preciso basear a nova modelagem em princípios diferentes dos utilizados no passado, senão teremos mais do mesmo", disse.
O professor da Unicamp e ex-secretário-executivo do MCT, Carlos Américo Pacheco, defende a revisão do marco regulatório do setor. "A inovação para o Brasil é imperativo e passa pela melhoria das normas em vigor", disse. Ele sugere a ampliação da eficácia da Lei de Informática, que não atende a software; a adoção de incentivos menos cíclicos na Lei do Bem, além de redução da carga tributária.
O diretor da Nokia no Brasil, Mário Baumgarten, disse que a atribuição às operadoras em investir em P&D está na contramão das políticas adotadas em diversos países. "Essa função é da indústria", defendeu. O presidente da Trópico, Raul Del Fiol, chegou a defender o aumento da alíquota de importação de equipamentos de telecom de 16% para 35%, taxa praticada pela indústria automobilística e o máximo permitido pela OMC (Organização Mundial de Comércio), sem considerar reserva de mercado. Ele disse que os produtos brasileiros custam 60% a mais em relação aos chineses em decorrência da carga tributária, juros, câmbio e custos trabalhistas.
O secretário de Política de Informática (Sepin) do MCT, Virgílio Almeida, adiantou que a nova proposta do Plano de Aceleração de Crescimento da Tecnologia da Informação (PAC-TI), que será publicada brevemente, trará planejamento de longo prazo e apoio a novos drives, como computação nas nuvens e revisão do marco regulatório do setor.
As propostas foram apresentadas no Seminário "Estímulos à PD&I no Setor de Telecomunicações", realizado nesta terça-feira (17) fruto de parceria entre Anatel e Ipea.
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ZERO HORA ONLINE (RS): Usuário com mais escolaridade tem perfil para estudar a distância Internautas com esse perfil são mais homens que gastam mais horas navegando, diz pesquisa
Recentemente, aconteceu a pesquisa “Um perfil do uso da educação on-line no Brasil”, promovida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O objetivo da pesquisa foi identificar a demanda por cursos on-line com a verificação dos fatores que ajudam na diferenciação dos usuários dos não usuários desta modalidade de ensino.
Foi constatado que os internautas com mais escolaridade, do sexo masculino, que gastam mais horas na internet e que são habitantes da área urbana têm mais chances de serem usuários de cursos on-line.
A pesquisa revelou que as pessoas acessam a internet com frequência de locais como telecentros e lan houses têm menos chance de participarem de cursos on-line, se comparado com os usuários que acessam principalmente de casa, do trabalho ou da instituição de ensino.
— Com a modernização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), os usuários que buscam atualização profissional on-line possuem muitas opções — ressalta o analista de sistemas, Renato de Brito Nicodemos.
Quando levamos esta situação para as empresas, é possível notar que organizações de grande porte tendem a adotar treinamentos on-line. Já as pequenas empresas nos setores de alojamento e alimentação e outros serviços têm menor adoção da Educação a Distância.
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CARTA CAPITAL ONLINE: Governo debate pontos da nova Lei de Comunicações em junho
Redação
Discretamente, o projeto de Lei de Comunicação vai sendo lapidado no Ministério das Comunicações e deve começar a ganhar forma definitiva já no próximo mês. O ministro Paulo Bernardo estabeleceu ao grupo de trabalho que está redigindo o documento que conclua até o final de maio um resumo com os principais pontos do texto a ser proposto.
Esse briefing deve ser levado à presidenta Dilma Rousseff e depois discutido dentro do governo, especificamente com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e com o Ministério da Cultura.
Essas discussões internas precedem o debate público, que deve acontecer no segundo semestre. A reportagem apurou que já está praticamente concluída a modelagem legal que será proposta referente ao setor de radiodifusão e em relação à estrutura regulatória. O que ainda está sendo discutido são as possíveis alterações na Lei Geral de Telecomunicações que poderão ser feitas no âmbito da revisão do marco regulatório.
PGMU
Esta semana o ministro Paulo Bernardo deve levar à presidenta Dilma Rousseff um primeiro esboço das linhas de ações que serão seguidas pelo Minicom em relação ao Plano Nacional de Banda Larga, para atender à exigência presidencial de que se crie uma infraestrutura moderna e capaz de massificar o acesso à internet a velocidades de pelo menos 1 Mbps.
Paulo Bernardo, após participar do evento promovido pela Anatel e pelo Ipea sobre pesquisa e desenvolvimento, confirmou que já conversou com a presidenta e que deve se encontrar com ela esta semana para tratar do tema. Segundo ele, o ministério já tem algumas propostas a serem levadas, mas só vai torná-las públicas após apresentar para Dilma.
Em relação à vaga ainda em aberto para o conselho diretor da Anatel, Bernardo disse que ainda não tem uma definição dos nomes que serão sugeridos à presidenta e que não deve fazê-lo esta semana.
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CORREIO DO BRASIL ONLINE: Ipea diz que governo cumprirá, no limite, meta de inflação Isabela Vieira Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro- O Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) disse hoje (18) que o governo cumprirá a meta de inflação em 2011. O indicador ficará bem próximo ao teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%. De acordo com o boletim Conjuntura em Foco, as medidas prudenciais adotadas pela equipe econômica desde 2010 e a queda dos preços dos produtos atrelados ao dólar, como as commodities, vão ajudar a reduzir a taxa.
“No acumulado de 12 meses, espera-se que a inflação ainda suba, pelo efeito estatístico de carregar a alta dos primeiros meses de 2011″, analisa o instituto no boletim divulgado hoje (18). “Assim, é bastante natural que a inflação de 2011 fique acima do centro da meta [4,5%], próxima ao limite superior do intervalo [de dois pontos percentuais]“. No período de 12 meses encerrado em abril, a taxa rompeu o teto da meta pela primeira vez, acumulando 6,51%.
Por causa do aumento da demanda interna e dos preço das commodities, no ano passado, o governo restringiu o crédito na tentativa de puxar a inflação para o centro da meta. Entre as medidas anunciadas, o aumento do compulsório bancário e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O coordenador da pesquisa do Ipea, Roberto Messemberg, avaliou que essas medidas não foram bem recebidas por instituições financeiras que defendem juros mais elevados, como forma de lucrar mais. Por isso, segundo ele, difundiu-se a ideia de que a inflação estava fora de controle.
Para os próximos meses, Messember explicou que a tendência é a de crescimento menor de preços e queda da inflação, que deve ficar entre 5% e 6% em 2011. O Ipea também aposta na recuperação da oferta do setor agropecuário nacional em função da melhora das condições climáticas, além da queda dos preços do etanol e da gasolina, com a entrada da safra da cana-de-açúcar.
“A taxa de inflação das commodities mostra tendência de arrefecimento, que já se manifestou na deflação de preços dos alimentos e do etanol. Isso vai chegar no varejo”, afirmou o analista.
No boletim, o instituto também citou a ata da reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom), que informou que a elevação da taxa básica de juros (Selic) não impacta imediatamente no consumo e nos preços, que devem crescer menos nos próximos meses. Com isso, a expectativa do Ipea é que a inflação volte ao centro da meta em 2012.
Edição: Vinicius Doria
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UOL – ECONOMIA: Ipea prevê que inflação não passará 6% no ano Fabíola Ortiz
Especial para o UOL Economia, no Rio
A previsão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal, é que a inflação em 2011 não deve ultrapassar o teto da meta 6,5%, ficando entre 5% e 6%.
Segundo o boletim Conjuntura em Foco, divulgado nesta quarta-feira (18), no acumulado dos últimos 12 meses, espera-se que “a inflação ainda suba pelo efeito estatístico de carregar a inflação alta dos primeiros meses de 2011”.
O combate à inflação se tornou um dos principais objetivos do governo. Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%.
O centro da meta pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%.
Segundo o coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Ipea (GAP), Roberto Messenberg, o modelo de metas de inflação prevê que a inflação acumulada em 12 meses fique dentro desta margem.
“Isso não significa descumprir a meta. A banda de variação existe justamente para acomodar os choques, que são os choques de commodities”, afirmou Messenberg ao destacar que espera para o segundo semestre uma queda gradual da inflação.
O boletim do Ipea faz menção à última ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, relativa à reunião abril deste ano, que elevou a taxa básica de juros (a Selic) em para 12% ao ano.
O documento diz que o conjunto de medidas adotadas a partir de 2010 deverá surtir “o efeito desejado e trará a inflação de volta ao centro da meta em 2012”.
Preço das commodities A expectativa para o segundo semestre é uma tendência de arrefecimento da inflação das commodities, de acordo com Messenberg.
Segundo o boletim do Ipea, os preços de commodities, que pesam na formação de preços da economia brasileira, cresceram significativamente quando cotados em dólar desde meados de 2010, liderado pelo crescimento dos preços das commodities agrícolas em 2010 e de energia em 2011.
Serviços O efeito das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo também contribui para a redução da alta dos preços de serviços, segundo o Ipea, por meio da contenção do crédito.
A medida macroprudencial que Messenberg destaca é a de restrição ao crédito, anunciado pelo Banco Central em dezembro de 2010, incluindo aumento nas alíquotas de compulsório sobre depósitos a prazo, de 15% para 20%, no adicional de compulsório para depósitos a prazo e à vista, de 8% para 12%, e no fator de ponderação de risco nas operações de crédito para pessoa física com prazo superior a 24 meses, de 100% para 150%.
Em março de 2011, ocorreram ajustes nas regras de dedução de compulsórios sobre depósitos a prazo, e, em abril do mesmo ano, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de empréstimos para pessoa física passou de 1,5% para 3%.
Inflação sob controle Messenberg afirma que a inflação brasileira não está fora de controle. “Ficaremos dentro da meta. Não temos nada que possa sustentar o diagnóstico que a economia brasileira fique desgarrada”.
Segundo o coordenador do Ipea, apesar de haver um processo de aceleração inflacionária, não há um “combustível para que leve a uma bolha de preços ou de superinflação”.
“O que temos no Brasil é ganho de salário real, valorização do câmbio, maior demanda pela moeda doméstica e fuga da moeda estrangeira”.
Messenberg destaca que, apesar da inflação, a economia brasileira está conseguindo preservar uma trajetória ascendente de investimentos.
“Estamos muito próximos de conseguir fazer com que a taxa de investimento na economia cresça ao custo de uma pequena elevação da inflação”, disse.
Messenberg ainda destacou que na próxima reunião do Copom já se poderá discutir a manutenção da taxa de juros.
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Encontro desta quarta-feira, dia 24, terá a presença do secretário-geral Antonio Patriota e de Marcio Pochmann
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FOLHA DE S. PAULO (SP): Prejuízo federativo
A Câmara dos Deputados pecou por irresponsabilidade ao aprovar a convocação de plebiscitos que poderão levar ao desmembramento do Pará e à criação de dois novos Estados, Carajás e Tapajós. Os dois projetos de decreto legislativo tiveram apoio de todos os partidos, com exceção do PSOL. Embora a ideia seja realizar as consultas no mesmo dia, no prazo de seis meses, a medida relativa a Tapajós ainda precisa passar por votação final no Senado. Se a divisão chegar a ser confirmada nas urnas, Carajás terá 39 municípios e 1,5 milhão de habitantes. Tapajós, 27 municípios e 1,7 milhão de habitantes. O Pará ficará com 78 municípios e 2,9 milhões de habitantes. O direito à mudança das fronteiras estaduais, mediante plebiscito, é consagrado na Constituição. O problema, no caso, é que não há nada nos textos aprovados que especifique como os novos Estados e a União lidariam com as previsíveis consequências financeiras e políticas da secessão paraense. A criação de Carajás e Tapajós implicaria triplicar a atual estrutura de governo do Pará, com dois novos Executivos, Legislativos e Judiciários. A perspectiva de mais cargos, empregos públicos e currais eleitorais estaria na origem do apoio suprapartidário aos plebiscitos no Congresso. Estudo de Rogério Boueri, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), estima que o custo extra apenas para a manutenção de cada uma das novas estruturas ficaria em R$ 1 bilhão anual, já descontado o que seria repassado do atual Orçamento paraense. Não há previsão para cobrir esse gasto de R$ 2 bilhões ao ano. A União seria forte candidata a receber a conta. Os defensores do desmembramento mencionam Tocantins como exemplo; ora, esse Estado criado em 1988, com a divisão de Goiás, dependeu por dez anos de repasses federais para montar sua máquina de governo. Há ainda o quebra-cabeça político. Nenhuma das unidades federativas pode, pela Constituição, ter menos de oito deputados federais. Com isso, haveria acréscimo de ao menos 7 cadeiras à bancada atual do Pará (17). Seria uma desvantagem representativa adicional para Estados mais populosos, como São Paulo, cuja bancada foi limitada em 1988 a 70 deputados. Haveria distorção também no Senado. Como são três senadores por Estado, a região Norte, segunda menos populosa, teria na Casa o mesmo peso do Nordeste, com a segunda maior população. Se é duvidoso que uma eventual repartição do Pará tenha efeitos positivos localmente, os danos à Federação são evidentes.
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ISTOÉ DINHEIRO ONLINE: Ipea defende inflação temporária em prol do crescimento
Por Sabrina Valle
O coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, afirmou que não há na economia brasileira fundamentos para descontrole inflacionário e que é necessário passar por um período temporário de inflação maior para viabilizar um crescimento elevado e sustentável do Produto Interno Bruto (PIB). "Pela primeira vez estamos perto de abandonar a lógica do voo de galinha. Abandonar a lógica do baixo crescimento com repressão inflacionária que se tornou a palavra de ordem desde o Plano Real", disse Messenberg, na divulgação do boletim Conjuntura em Foco, do Ipea, no Rio de Janeiro.
O economista elogia a estratégia do governo de aumentar a taxa de crescimento ao custo de um pouco mais de inflação. Segundo Messenberg, uma política de juros crescentes para reduzir a inflação através da restrição ao crescimento da economia, até hoje padrão, poderia atrapalhar as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo. Isso ocorreria pois, apenas com o aumento dos juros, haveria uma enxurrada de capital externo, o que levaria à apreciação da moeda e ao aumento do crédito, pressionando a inflação. "Quanto mais contenção fiscal for feita, menos as medidas macroprudenciais vão funcionar, não são medidas complementares", disse.
Para o economista, há uma histeria com a inflação por parte das instituições financeiras, que estariam descontentes com as medidas macroprudenciais do governo. O descontentamento vem do fato de o aumento do compulsório e as restrições ao crédito gerarem lucros menores para os bancos, diz ele. Por outro lado, a antiga política do Banco Central (BC) de repressão inflacionária com baixo crescimento seria mais rentável, acrescenta.
O especialista prevê que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência pelo governo, deve ficar dentro do teto da meta de inflação de 6,5% este ano e se aproximar do centro (4,5%) em 2012. E lembra que itens como serviços e etanol, que vinham pressionando a inflação nos últimos meses, já apresentam sinais de queda nas taxas.
Messenberg acredita que não há um processo inflacionário descontrolado, e sim uma mudança relativa de preços, com a melhora do nível econômico da população. Trabalhadores que atingem um determinado patamar de renda e consumo reduziriam sua carga horária, levando a uma oferta menor de serviços e, consequentemente, a um aumento dos preços. Ele cita o caso de médicos ou empregadas domésticas que podem ter decidido trabalhar menos diante de uma remuneração melhor. "A empregada pensa: tenho celular, já comprei bens, agora posso deixar de trabalhar tanto. E o médico pode decidir ir menos ao consultório", exemplifica.
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No Dia Internacional da Mulher, o Ipea divulgou comunicado sobre a desigualdade de gênero no mercado e no emprego doméstico
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IG – ECONOMIA: Dados conflitantes da economia são complementares Desaquecimento no crédito e queda na inflação detectados até março ainda não aparecem no índice de expansão da economia do BC Os dados macroeconômicos divulgados pelo governo levam à dedução de que há uma contradição entre eles: enquanto o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) detecta sinais de desaceleração na concessão de crédito às pessoas físicas e empresas, com efeitos positivos na redução do ritmo de alta da taxa de inflação, o Banco Central informa que a atividade econômica teve expansão maior em março do que já havia registrado em fevereiro. Essa dedução é apenas aparente. Ela não resiste a uma análise mais detalhada. “Não há contradição”, sentencia Flávio Serrano, economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank. “Todas as afirmações são verdadeiras.”
Combustíveis foram responsáveis por 0,29 ponto do IPCA de abril
Para os técnicos do Ipea, o “núcleo por exclusão” do IPCA, a inflação oficial, mostrou desaceleração nos três primeiros meses deste ano na comparação com a alta de 0,7% ao mês, em média, verificada em meados do ano passado. Esse “efeito constitui indício de que as medidas de contenção da demanda agregada começaram a refletir-se sobre a inflação”, afirmam os economistas no estudo “Conjuntura em Foco”, divulgado hoje. Esse “núcleo” exclui do índice os preços monitorados e os preços administrados, como tarifas e combustíveis.
“De fato, há uma desaceleração em alguns itens”, afirma Serrano. Para ele, o comportamento dos preços no primeiro trimestre foi muito ruim. “Não acho que há sinais claros de melhora. Somente a partir de maio e junho é que a inflação irá cair de maneira rápida e intensa.”
O economista do Espírito Santo lembra que o álcool e a gasolina tiveram grande peso na inflação passada. O álcool hidratado, que é usado nos carros flex, teve alta de 20% em abril. O anidro, que é misturado à gasolina, subiu 40%, fazendo com que a gasolina tivesse aumento de 6%. “Se você pegar o IPCA de abril, de 0,77%, 0,29 ponto veio do álcool e da gasolina”, diz.
Medidas
Segundo o Ipea, a desaceleração na alta de preços é resultado das medidas macroprudenciais que vêm sendo adotadas pelo governo desde o ano passado, como aumento no compulsório sobre a concessão de crédito e da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O primeiro efeito, inclusive, vem sendo sentido no crédito.
O crédito ao consumo mostrou retração mais marcante, diz o Ipea. “As concessões acumuladas para aquisição de veículos no mês de março, por exemplo, apresentaram queda de 14% em relação ao mesmo mês do ano an¬terior, além de ter sua participação reduzida no saldo total de pessoa física de 13,4% para 11,3% na mesma base de comparação.” Segundo o texto, apesar da queda menos expressiva nas concessões acumuladas de crédito pessoal, de 1,8% entre março de 2010 e de 2011, um resultado negativo não acontecia há pelo menos dois anos.
Flávio Serrano concorda com o Ipea, mas diz que houve apenas um arrefecimento na concessão de crédito. Segundo ele, a desaceleração foi fruto das medidas do BC, mas não de forma suficiente para limitar a venda de bens de consumo em geral, com exceção de veículos.
Aquecimento
Para o Banco Central, a economia brasileira acelerou o ritmo de crescimento em março, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado hoje. O indicador fechou o mês com uma expansão de 0,51%, considerando os dados dessazonalizados. Em fevereiro, já havia registrado crescimento de 0,32% sobre janeiro.
“O governo atacou o problema pelo lado errado”, diz Serrano. “A principal pressão na inflação vem da área de serviços, que continua pressionando.” Para ele, a economia irá demorar um pouco para mostrar desaquecimento como efeito da escalada de elevação da taxa básica de juros, a Selic. “O governo demorou para elevar a taxa de juros e essa alta leva mais ou menos seis meses para fazer efeito”, diz. “No mercado de trabalho, leva ainda mais tempo. Algo em torno de 12 meses.”
Serrano projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 4%, pouco abaixo das estimativas do governo, que tem sinalizado taxas entre 4,5% e 5%. Segundo o Banco Central, o IPC-Br do primeiro trimestre subiu 1,28% em relação ao último trimestre de 2010. A taxa anualizada (últimos 12 meses terminados em março) mostra uma alta de 6,25%. O IBC-Br é visto no mercado como uma prévia do resultado do PIB.
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Conjuntura em Foco, apresentado no Rio de Janeiro, traz dados da política monetária e evolução dos preços
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Oficina ocorrida no Rio de Janeiro teve como foco a elaboração de uma metodologia para análise do impacto dos projetos
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G1.COM.BR: Deputado vai ao STF para impedir plebiscitos sobre divisão do Pará
Câmara aprovou realização de plebiscitos sobre divisão do estado. Deputado estadual do Pará sugere estudo para apurar custos.
Débora Santos Do G1, em Brasília
O deputado estadual do Pará Celso Sabino de Oliveira pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da votação da Câmara que, no dia 5 de maio, aprovou projetos de realização de plebiscitos para decidir sobre o desmembramento do estado do Pará e a criação dos estados de Carajás e Tapajós.
O parlamentar pede ainda que seja suspensa a tramitação no Congresso Nacional dos projetos. No caso de Carajás, um decreto deve ser promulgado pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), autorizando a realização da consulta. No de Tapajós, o plenário da Câmara aprovou, mas falta a votação no Senado. A ação foi protocolada pelo parlamentar no último dia 12 de maio.
No entendimento de Oliveira, o Congresso só deve voltar a deliberar sobre o assunto após a realização de um estudo oficial, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas (Ipea), sobre a viabilidade econômico-social dos novos Estados.
O adiamento da tramitação, segundo o deputado, seria necessário para informar a população sobre as conseqüências da divisão. Na ação, de relatoria da ministra Ellen Gracie, Oliveira afirma que os custos da divisão ainda não são conhecidos pelos municípios e cidadãos do Pará.
“A ilegalidade também se percebe quanto à falta de estudos técnicos que demonstrem a viabilidade econômico-social, além dos prováveis impactos tributários que sofrerá a referida região caso seja feita a divisão proposta”, afirmou o parlamentar no pedido ao STF.
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MONITOR MERCANTIL ONLINE: Crédito para carro já dá marcha a ré: -14%
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo constatando desaceleração do crédito e da inflação: "As concessões acumuladas para aquisição de veículos em março, por exemplo, apresentaram queda de 14% em relação ao mesmo mês do ano anterior, além de ter sua participação reduzida no saldo total de pessoa física de 13,4% para 11,3% na mesma base de comparação", exemplificou o Ipea.
Apesar disso, o Banco Central (BC) tem reiterado nas atas de seu Comitê de Política Monetária (Copom) que as altas nos juros básicos (Selic) vão continuar: "Não acho que baixarão os juros. Não está na perspectiva do governo. Os conservadores fazem pressão para usar preferencialmente a Selic para enfrentar a inflação e os jornais sempre batem nessa tecla. Mas quem paga é o governo", criticou o economista Vitor Hugo Klagsbrunn, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Ele lembrou que as medidas de contenção do crédito também elevam os juros, punindo todos indistintamente, mas elogiou a mudança de postura do governo que, segundo ele, estaria mais criativo: "Quem tem mais dinheiro investido em títulos são os bancos. Eles têm interesse na alta da Selic. O governo mexe também nela por causa da pressão, mas as elevações têm sido menores", disse, acrescentando que o BC "já percebeu que não pode ficar mexendo nos juros por qualquer motivo" e que os preços das commodities já caíram 10% nos últimos dois meses.
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EXAME.COM: Ipea divulga estudo sobre distribuição de recursos pelo Estado
Pesquisa analisa a distribuição de recursos do governo para as camadas mais pobres
Levantamento mostra gastos com saúde, educação, previdência e assistência social
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje (19) o Comunicado nº 92 sobre Equidade Fiscal no Brasil: Impactos Distributivos da Tributação e do Gasto Social. O estudo analisa a distribuição de recursos pelo Estado para as camadas mais pobres – por meio de gastos com saúde, educação, previdência e assistência social.
A estrutura tributária do país, baseada em impostos indiretos (como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e Imposto sobre Produtos Industrializados, por exemplo), afeta mais as camadas da população com menor renda, que gastam a maior parte do orçamento com o consumo.
O comunicado será apresentado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Fernando Gaiger Silveira na sede do instituto, em Brasília, no Setor Bancário Sul.
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FOLHA DE S. PAULO (SP): Bancos sabotam medidas para conter crédito, diz Ipea
PEDRO SOARES DO RIO
As instituições financeiras do país trabalham para "sabotar" as medidas do Banco Central de contenção de crédito e defendem juros mais elevados, focadas apenas em seus "próprios interesses e resultados", opinou ontem o coordenador do Grupo de Análise e Projeção do Ipea, Roberto Messenberg. Para ele, o uso de juros maiores como instrumento de política monetária beneficia mais bancos e outras instituições do que as medidas de restrição de crédito. É que, diz, elas afetam as operações bancárias "mais rentáveis" ao ampliarem compulsórios e cortarem recursos disponíveis para empréstimos. Diante disso, foi detonada campanha para difundir que a "inflação está fora de controle" -o que não é, segundo Messenberg, verdade. Para o economista, o patamar mais elevado da inflação neste ano se deve aos preços internacionais mais altos de commodities (alimentos, minérios e energia) e à pressão doméstica sobre custos do setor de serviços. Segundo dados compilados pelo Ipea, os serviços registram alta de 8,53% em 12 meses até abril, acima do IPCA de 6,51% no período -que superou, em abril, o teto da meta, de 6,5%. "Não há descontrole da inflação. O que há é que muitos querem sabotar [as ações de política monetária do BC]." Segundo Messenberg, primeiro as instituições financeiras e um grupo "pequeno, mas ativo" de críticos tentou fazer "terrorismo" na área fiscal, apontando descontrole. Feito o ajuste fiscal, eles perderam "o argumento". O economista criticou, porém, o ajuste fiscal foi realizado pelo governo, que cortou investimentos.
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Visão da Petrobras e regimes fiscais em outros países foram abordados no evento, que teve Ana Luiza Flores como palestrante
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