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TD 1822 - Determinação dos Superávits do Governo Central Brasileiro: Influência da Política Monetária na Ótica de Regressões de Limiar Bernardo Patta Schettini / Brasília, março de 2013 Este texto estuda a determinação dos superávits do governo central brasileiro. Para dados trimestrais de 1996 a 2011, a estratégia empírica envolveu: i) modelos de quebra estrutural e estimativas não lineares no nível da dívida pública para lidar com a inércia percebida após 1999, diante de níveis elevados de endividamento; ii) regressões de limiar que levam em consideração a influência da política monetária no campo fiscal; e iii) comparação das estimativas por meio de estatísticas de previsão. É válido destacar as seguintes indicações: i) existe uma tendência para redução dos superávits como proporção do produto interno bruto (PIB), dada a queda persistente na relação dívida-PIB; ii) a inflação do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) e os gastos com juros constituem variáveis de estado na determinação dos superávits; e iii) o cenário da política fiscal depende de como essas variáveis irão se comportar após os cortes na taxa Selic feitos no ciclo recente de expansão monetária.
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