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TD 1986 O Brasil Emergente e os Desafios da Governança global: A Paz Liberal em Questão Monica Hirst / Brasília, junho de 2014 Tornou-se cada vez mais consensual na literatura de relações internacionais a constatação de que o sistema internacional se move em direção a um reordenamento, no qual a presença das potências emergentes constitui uma das forças de propulsão. Os avanços serão lentos, parciais e, certamente, insatisfatórios quanto à edificação de um sistema justo e equilibrado. Nesse contexto, o Brasil busca inserir-se pró-ativamente em transição na qual países que já contam com acumulação sólida de recursos de poder se veem pressionados a compartilhar espaços de governança global com potências emergentes. O foco deste texto será o conteúdo político que se busca outorgar a esta transição; qual seja, um enfoque alternativo ao do internacionalismo liberal. Pretende-se indicar de que forma o país ampliou nos anos recentes sua projeção como um poder emergente, ao buscar assegurar presença e capacidade de influência em âmbitos de governança global. Argumenta-se que este empenho corresponde a um dos principais substratos de poder brando da política externa brasileira. Para tanto, serão abordados os posicionamentos brasileiros no tratamento de situações de crise e/ou conflito, o que envolve opções tais como: a negociação diplomática, a criação de comissões especiais, a aplicação de sanções, a criação de missões de paz, a intervenção militar e o uso da força. Atenção especial será concernente a 2011, já que esse ano representou um passo adiante nos esforços da diplomacia brasileira de articulação com colegas emergentes no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), com os quais o país atuou conjuntamente pela primeira vez enquanto membro eletivo. As posições brasileiras se somaram às de seus parceiros do Ibas (Índia e África do Sul), para reforçar posturas que pretendiam conter e se contrapor ao uso da “caixa de ferramentas” do internacionalismo liberal. Palavras-chave: Política externa; potências emergentes; Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas; governança global; cooperação Sul-Sul; Ibas; direitos humanos.
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