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TD 0878 - Brazilian Population Ageing: Differences in Well-Being by Rural and Urban Areas

Ana Amélia Camarano / Rio de Janeiro, maio de 2002

O principal objetivo deste trabalho é discutir a relação entre envelhecimento edependência e o papel das políticas sociais perante as condições de domicílio dosentrevistados. Pergunta-se se ser idoso hoje é diferente de ser idoso no passado. Se istofor verdade, quais as condições de vida que são afetadas? Como as políticas deprevidência social estão afetando essas condições? Visto que os dados em nívelnacional mascaram as diferenças regionais, as diferenças regionais entre o Nordeste eo Sudeste, neste processo, são levadas em conta. Considera-se como idoso a população de mais de 60 anos. Quatro dimensões devida do idoso são observadas: arranjos familiares, condições de saúde, atividadeseconômicas e renda. Leva-se em conta, também, a composição deste grupo etário poridade e sexo de acordo com as áreas rurais e urbanas. Os dados analisados são os dasPNADs de 1981 e 1999. A evidência empírica mostra que, no Brasil, a relação entre envelhecimento edependência não é tão direta. Os idosos brasileiros em 1999 viviam melhor do queem 1981, isto medido em termos de renda, níveis de pobreza, condições de saúde eesperança de vida. A proporção de idosos pobres e sem nenhum rendimentodecresceu substancialmente no período. O impacto foi maior entre a população rurale, em especial, a feminina. As melhores condições de vida da população idosa são contrastadas com osefeitos das freqüentes crises econômicas experimentadas pela população brasileira.Estas têm afetado mais a população jovem através de desemprego, violência, drogas,gravidez precoce, separações etc. O nível de pobreza cresceu entre a população de 25a 59 anos. Como resultado, aumentou o tempo em que os filhos adultos passam nacondição de dependentes de seus pais. A composição das famílias com idosos está semodificando para se tornar mais complexa do que o esperado ?ninho vazio?. Sumariando, pode-se dizer que tem havido uma mudança de status do idosodentro da família, dada a modificação do seu papel tradicional de dependente para ode provedor. Três fatores foram responsáveis para isto: a expansão da cobertura daseguridade social e das políticas de saúde e os avanços na tecnologia médica.Entretanto, melhores condições de vida para os idosos têm implicado custos elevadospara a seguridade social e as políticas de saúde. Entretanto, os efeitos inesperados daexpansão da cobertura da seguridade social não devem ser negligenciados emnenhuma avaliação de política pública. São 13 milhões de famílias beneficiadas. Essevalor é suficiente para caracterizar a política de seguridade social como uma políticamoderna capaz de reduzir, pelo menos parcialmente, a pobreza no Brasil.

 

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