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TD 1033 - A Mobilidade Social dos Negros Brasileiros

Rafael Guerreiro Osório / Brasília, agosto de 2004

Neste trabalho, a literatura sobre as relações raciais e suas conseqüências para a formação da estrutura socioeconômica brasileira é visitada em dois períodos. Primeiro, nas décadas de 1940 e 1950, quando se solidificou, a princípio, a idéia de democracia racial; e, quase concomitantemente, a crença no poder integrador do desenvolvimento econômico, esta defendida até mesmo por aqueles que jamais chegaram a acreditar no mito da ausência de preconceito. Depois, a partir do fim da década de 1970, no declínio do intenso período de industrialização e urbanização verificado após a Segunda Grande Guerra, quando começaram a surgir estudos baseados em evidências estatísticas mais sólidas e de representatividade nacional. De forma unânime, a despeito das diferenças nas abordagens metodológicas, esses novos estudos revelaram que o desenvolvimento econômico e a mobilidade social, por este gerada, não haviam contribuído para alterar a situação dos negros na sociedade brasileira.

 

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Surplus Labor and Industrialization

 
 

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